16/04/2017

10 músicas para conhecer hoje

Sempre tenho impressão de que postei essas listas há pouco tempo, aí vou ver no arquivo e vejo que se passaram 7 meses desde a última

Gosto de postar essas sugestões de músicas para que eu mesma compare, com o tempo, o que eu gostava de ouvir antes com o que gosto de ouvir agora (claro, se alguém realmente ouve as recomendações e chega a gostar de algo, melhor ainda). Não tenho ouvido nada drasticamente diferente, nos últimos meses, mas aqui vão algumas músicas aleatórias que meu player selecionou para hoje.


Lars Frederiksen agradece a atenção



Social Distortion, I Was Wrong



And I think about my loves, well I've had a few
I'm sorry that I hurt them, did I hurt you too?
I took what I wanted, put my heart on the shelf
How can ya love me when you don't love yourself?


Por que ouvir: O Social Distortion é uma das tradicionais bandas americanas de punk rock mais celebradas até hoje. Mike Ness, o vocalista (de quem já falei pra caramba por aqui), é um cara respeitado pela cena e pelos fãs - não só por ser icônico, mas por ser basicamente um dos seres humanos mais sensacionais que habita este planeta. Fez carreira solo country, envolve a família em tudo o que faz, é apaixonado por carros antigos que ele mesmo reforma, é vegetariano e tem os cachorros mais ridículos do mundo. Só que, muito antes de descobrir que era sensacional assim, Ness passou pelos seus problemas. I Was Wrong é um hino de reconhecimento e um pedido de perdão a quem foi prejudicado por seu comportamento.


Elton John, I Want Love


I want love on my own terms
After everything I've ever learned
Me, I carry too much baggage
Oh man, I've seen so much traffic

Por que ouvir: Se não tanto pela música, que foi indicada para um Grammy, conheçam pelo vídeo, que estrela Robert Downey Jr. antes de se tornar mundialmente famoso como o Homem de Ferro (apesar de sempre ter sido um ator celebrado). Foi Sir Elton John quem quis que ele fizesse parte do vídeo, justamente por reconhecer seu talento e desejar ajudá-lo em seu pior momento (na época da gravação desse vídeo, RDJ estava em reabilitação). Esse vídeo foi o que marcou a volta definitivamente do ator aos holofotes.


Sia, Burn the Pages


Yesterday is gone and you'll be okay
Place your past into a book
Burn the pages, let 'em cook

Por que ouvir: A Sia é uma das minhas pessoas favoritas do mundo e acho que deveria ser a pessoa favorita de todos. É uma das únicas artistas pop que respeito e acho que merece mais reconhecimento do que realmente tem, pois não usa de sexualidade para vender suas músicas, que ela mesma compõe, e esconde o rosto justamente para não desviar o foco do seu trabalho, que é a música e a arte envolvida. E suas letras são sempre sobre autoaceitação e superação, pelo que sou muito grata. E ela ainda é uma pessoa maravilhosa que não me decepciono em admirar.


Rammstein, Wo bist du?



So allein will ich nicht sein
Wo bist du? Wo bist du?


Por que ouvir: O Rammstein não é minha banda alemã favorita, mas o Rosenrot é um dos meus álbuns favoritos e essa música é uma das minhas favoritas, também. Acho a letra muito fácil de aprender, então a recomendo para quem está aprendendo alemão (ou tem curiosidade) que a ouça e tente acompanhar. Chega de usar Du hast, hahah!


Noel Gallagher's High Flying Birds, The Death of You and Me


Let's run away to sea
Forever we'd be free
Free to spend our whole lives running
From people who would be
The death of you and me
'Cause I can feel the storm clouds coming


Por que ouvir: Apesar de não ser minha favorita do álbum de estreia da carreira solo do Noel, ela foi o primeiro single e ninguém sabia muito bem o que achar de tudo isso - era novidade demais de uma vez só. Mas algumas ouvidas logo me conquistaram o suficiente pra eu decidir que gostaria de ouvir mais, e esse vídeo faz parte de uma trilogia que monta uma história bem louca (os três vídeos que a compõem estão no YouTube sob o nome Ride The Tiger, para quem quiser ouvir). 


Biffy Clyro, Victory Over the Sun


We can change the world
Despite of our enemies
We're fighting on
Listen to your heart and sing!


Por que ouvir: Eu fiz uma postagem inteira sobre o Biffy Clyro, mas nunca posso recomendar demais. Essa música faz parte do que considero ser meu álbum favorito da banda, e todos os vídeos dessa época são ótimos. Este, em particular, coloca Simon Neil como líder de um culto religioso (que eu seguiria alegremente, caham). É bastante intenso e gosto bastante do final.


Streetlight Manifesto, Linoleum


Possessions never meant anything to me
I'm not crazy
Well, that's not true, I've got a bed
And a guitar and a dog named Bob who pisses on my floor
That's right, I've got a floor
So what? So what? So what?

Por que ouvir: Parte de um álbum de covers que o Streetlight Manifesto lançou há uns anos, esse é um do famoso hino da banda punk NOFX. Aqui, desaceleraram bastante a música para um quase reggae, com um arranjo bem bonito na segunda metade, com violão e violino. Segundo o próprio Toh Kay, o caos da original não mostra como a letra de Linoleum é realmente triste.


Noel Gallagher, Wonderwall


There are many things that I would like to say to you
But I don't know how
Because maybe you're gonna be the one that saves me
And after all you're my wonderwall

Por que ouvir: Primeiro, já postei Noel e não podia repetir, mas tenho um excelente motivo. Segundo, TODO MUNDO já conhece Wonderwall, mas repito: tenho um excelente motivo. Depois de ouvir a versão que Noel toca nos seus shows, vocês nunca mais vão querer ouvir o Liam cantando Wonderwall de novo (se quiserem, tudo bem, mas sério). Como foi o Noel quem a compôs, imagino que essa deva ser a melhor maneira de interpretá-la. É muito, muito mais bonita. Sou apaixonada por essa versão. Por favor, ouçam.


The Specials, Little Bitch


And the only things you want to see are kitsch
The only thing you want to be is rich
Your little pink up-pointed nose begins to twitch
I know, you know, you're just a little bitch!


Por que ouvir: Sei que poucos dos meus amigos ouve ou sequer conhece ska e isso me entristece, porque é a coisa mais divertida que eu já tive o prazer de descobrir e me faz bem pra caramba (a galera tá pulando ali e eu to pulando sentada aqui). O Specials é uma banda super celebrada da segunda-onda do ska (expliquei sobre as diferenças aqui), dos anos 70, e essa música é uma das mais conhecidas da cena; várias bandas já a regravaram. A letra é uma patada em todas aquelas pessoas desprezíveis que fazem as coisas para aparecer. Esse vídeo é da turnê de reunião do Specials, há alguns anos.


Unheilig, Stark


Auf Wiedersehen
stark wie ein Baum der in der Sonne steht
stark wie die Wolke die vorüberzieht
stark wie ein Engel der zum Himmel fliegt

Por que ouvir: Convido-os a conhecer essa elegância de homem, um alemão que não canta músicas nervosas. Vocês gostam de chorar? Essa é daquelas que podem fazer isso. E várias outras dele (eu sei que ninguém gosta de chorar, mas vejam essa coisa linda).

07/04/2017

TAG: Me dê motivo

*leia o título na voz retumbante do Tim Maia*  


Roubei daqui.





1. Motivos para o que te irrita tanto

Tudo me irrita. Tudo. TUDO. Mas o que mais tem me irritado ultimamente é o amor alheio.

"Nossa, Manu, que coisa de gente mal-amada. Isso é dor-de-cotovelo!"

Sim e sim. Mal-amada e com dor-de-cotovelo, e, apesar de já ter superado algumas das tristezas da única cagada amorosa da minha vida, outras coisas ainda me deixam tão filhadaputamente triste que eu fico com raiva por ainda me deixar abalar por isso. E aí todo mundo é obrigado a ver a minha cara de tia solteira desaprovadora da diversão alheia.

Eu sempre fui indiferente a fotos fofas de casais nas redes sociais, demonstrações públicas de afeto e cenas românticas em livros e filmes, mas, de uns meses pra cá, tá sendo insuportável ser bombardeada de todo lado pelo sucesso emocional da humanidade. Eu estou num processo muito, muito lento de recuperação, mas já consegui parar de chorar todo dia, o que é um avanço. Mas ver gente passeando de mãos dadas, coraçõezinhos no Facebook, relacionamentos cheios de obstáculos funcionando porque as pessoas se gostam de verdade e adolescentes descobrindo o amor como se fosse a coisa mais importante do enredo me faz mal, fisicamente. Eu fico tão triste que tenho que segurar o choro em público e isso me dá vontade de vomitar. Aí fico irritada e começo a ter raiva do mundo. Eu sei que preciso de ajuda.


2. Motivos para você se importar tanto com aquilo

Eu me importo muito com a representatividade assexual. Procuro compartilhar sempre que vejo algo importante sobre o assunto, mas está tudo geralmente em inglês e acabo deixando pra lá porque sei que pouca gente vai acessar. Já postei sobre o assunto por aqui algumas vezes e gostaria de poder fazer muito mais, mas tenho receio de ser conhecida como uma "militante alienada que enfiou uma palavra nova na cabeça e tá confundindo as pessoas que precisam de ajuda psicológica". 

Não vou mais explicar o que é (vocês podem ler aqui nas minhas palavras), mas me importo com isso justamente porque: a) Toda palavra já foi nova um dia, não é? Palavras são inventadas para designar coisas e conceitos. Ter uma palavra para isso é importante porque agrupa pessoas que se sentem da mesma forma e as colocam em uma comunidade onde todos se reconhecem como iguais; b) ser assexual é de uma dificuldade tão nojenta nessa sociedade tão sexual que eu me preocupo, sim, com a nossa representatividade. A gente precisa parar de retratado como "virjões" fracassados e socialmente esquisitos que não têm companheiros porque "não conseguem", como se sexo fosse a fase mais importante do grande videogame que é a vida. A gente precisa parar de ser retratado como infantis e imaturos que precisam de ajuda para "quebrar barreiras" ou "superar traumas". Precisamos parar de receber propostas de estupro ou relações homossexuais para "descobrir que gostam, sim, só não conheceram a pessoa certa". E, não menos importante, precisamos parar de ser chamados de "assexuados", porque essa palavra errada passa uma informação completamente inválida sobre o que somos e, sério, tenho vontade de jogar um livro de biologia e um dicionário na cabeça de quem solta essa merda.


3. Motivos para aquela coisa ser tão complicada

"Mas hoje em dia tá tão fácil viajar pros EUA, as passagens são mais baratas/ você pode parcelar/ o seu inglês é ótimo/ você tem cara de gringa".

Só que nada disso me garante conseguir tirar o visto americano.

Duas coisas que são essenciais para tirar o documento são: comprovação de vínculo com o Brasil e comprovação de renda. Não tenho nenhum dos dois e nenhuma das outras maravilhosas qualidades que eu possa ter compensa a falta desses dois documentos. Vou falar, ser freelancer é sensacional em vários quesitos, menos no financeiro. Não ter comprovação de renda barra muita coisa legal nessa vida, e não ter comprovação de vínculo (mais conhecido como "um bom motivo pra voltar pra casa e não querer morar ilegalmente por aqui") é um "não" garantido do consulado.

Claro, há sempre a Europa, que até prefiro. Sonho com a Europa, inclusive. Infelizmente, é bem mais caro ir pra lá. Tipo, BEM mais. Isso exige um cofrinho à parte com muitos anos de dedicação...


4. Os melhores motivos para trabalhar na sua área

Qual é a minha área, afinal? Hahahah

Bom, tradução, então. Vamos lá. O trabalho é geralmente freelancer em home office, então há as vantagens dos horários flexíveis e de trabalhar em casa, de pijama e despenteado. É uma oportunidade de constante aprimoramento da própria língua e da língua estrangeira de escolha. Pode trazer um certo status, dependendo do serviço prestado, e até render um bom dinheiro em pouco tempo, se houver a oportunidade (pode-se até receber em dólares ou qualquer outra moeda estrangeira, já que dá para prestar serviços internacionalmente). E, pô, é chique falar que é tradutor. Menos quando perguntam se precisa estudar pra isso.


5. Motivos para ter comprado aquela coisa boba

Eu comprei um colar de esqueleto de T. Rex. Eu tenho certeza de que nunca vou usá-lo. Mas foi tão baratinho e é um troço tão sensacional que vi e tive certeza de que precisava daquilo na minha vida. Eu amo dinossauros, não tem motivo melhor que esse.

fala sério!


.


Só queria aproveitar a vibe e ainda dizer que

PODE CRER, VOCÊ PÔS TUDO A PERDER

Tchau.

25/03/2017

E aí, recebo um e-mail de mim mesma...

Desde que soube sobre o futureme.org, o achei uma ideia fantástica: poder enviar e-mails para si mesmo em qualquer data do futuro, próximo ou distante, e esquecer deles até que os receba me pareceu uma maneira divertida de garantir algumas surpresas na vida.

Ontem, meu aniversário, recebi este que escrevi em 2012. Primeiro, duvidei de que chegaria um dia, depois me esqueci completamente dele; então foi, realmente, uma surpresa divertida. E aí comecei a refletir, com a mensagem, o quanto aconteceu nessa vida em cinco anos. Não sei se posso dizer por muita gente, mas eu certamente tendo a ver minha vida como sem graça e é fácil pensar que nada nunca acontece. Mas é fazendo esses exercícios de flashback que vejo o quanto estou errada.

Aos curiosos, vamos dissecar o e-mail do passado:





"30 anos, uau! Chegou até aí, espero que com saúde." 

Eu nunca esperei pelos 30 anos; nunca me imaginei nessa idade. Pensar no futuro nunca foi uma atividade saudável pra minha cabeça, por causa dessa ansiedade terrível que tenho desde criança e venho lutando pra sobreviver a ela. Eu procuro viver um dia de cada vez e, por mais que digam que está errado e que eu preciso me planejar para o futuro, é assim que consigo algum controle da minha vida. A saúde, talvez não muito a mental, está bem. Acho que está melhor do que era na época. Perdi um peso com a dengue e outros fatores, mas tomei isso como incentivo para cuidar mais do meu corpo, então melhorei meus hábitos alimentares e venho fazendo exercícios diários desde então. Agora raramente sinto dores musculares e tenho um pouco mais de força e disposição física, além de me sentir mais bonita e gostar mais do meu corpo.


"Já arrumou um namorado?" 

Eu ainda não sabia ser assexual, na época, então isso era uma preocupação bastante estressante. Eu não procurava ter um namorado porque não sentia vontade de ter um, e era justamente isso que me preocupava: que eu tivesse algum tipo de trauma ou problema mental que me impedisse de ser normal nesse aspecto. Descobrir minha sexualidade me aliviou muito e me clareou a mente para que eu soubesse o que eu realmente queria, nesse sentido. Ainda assim, anos de pressão social ainda me faziam me sentir errada e sozinha, então acabei resolvendo tentar, não muito depois disso. Não foi bem um relacionamento (ao menos no que diz respeito à recíproca) e eu até hoje não sei como me referir à pessoa quando o surge o assunto (como se chama alguém que foi importante pra você mas que não te via como muito mais que qualquer uma?). Foi bom enquanto durou e não me arrependo da experiência, mas terminou muito mal pra mim e não me vejo querendo tentar de novo tão cedo.


"Ainda tá dando aula de inglês?"

Acabei deixando de dar aulas na escola onde eu ensinava, alguns anos depois, mas nunca realmente parei de ensinar inglês (até acabei voltando pra lá, temporariamente). Mas, de lá pra cá, fiz uma pós-graduação e vim trabalhando profissionalmente com traduções, também, e ainda trabalho um pouco com a minha irmã, no estúdio. Seria de se esperar que, a essas alturas, eu já tivesse uma carreira definida e uma estabilidade financeira razoável, mas vou ter que aceitar não ser esse tipo de pessoa...


"Tá todo mundo vivo e bem?"

Aqui em casa, todo mundo vivo e bem, apesar do grande susto do ano passado. Pensando melhor agora, que perguntinha perigosa de se fazer, caso a resposta fosse ruim...!


"A Akira ainda tá por aí?"

Não, meu bebê sensacional bem que tentou, mas não conseguiu ficar comigo pra sempre. Ela teve a doença do carrapato e foi tratada, com transfusão de sangue e tudo o mais, mas teve uma recaída uns 6 meses depois e não deu pra ajudar de novo. Ainda morro de saudade da minha pretinha e fico triste por não tê-la mais por perto.


"Não me diga que ainda tá em Rio Verde???"

Então não digo... A ideia nunca foi ficar aqui; penso em conseguir ir embora desde que vim pra cá, mas parece que a vida tem planos diferentes. Reconheço que a vida melhorou em muitos aspectos com essa mudança, mas nunca deixo de pensar em como poderia ser diferente (até melhor) em um lugar com mais oportunidades.


"Será que você vai sentir falta dos seus 25 anos? Só pra te lembrar que eles não estão sendo grande coisa..."

Não sei se sinto falta. Procuro não sentir falta do passado por causa da depressão (eu realmente não preciso ficar desenterrando motivo pra ficar triste), mas certamente sinto falta de saber que ainda sou jovem o suficiente pra ter oportunidades diferentes na vida. Chegar aos 30 dá impressão de fim da juventude e início da era da conformidade. 


"O que você anda assistindo, agora? Em 2012, você ainda tava obcecada por Doctor Who, Merlin e Star Trek."

Ainda amo Doctor Who, apesar de não estar mais obcecada como na época, e Merlin já terminou de passar (de vez em quando ainda revejo alguns episódios, já que os tenho guardados). Star Trek é um amor agora tatuado. Agora estou assistindo a muito mais coisas, mas acho que não há nenhuma obsessão específica. 


"Já terminou de ler todos os X-Men?! Será que vou levar mais de 5 anos??"

HAHAHAH AINDA NÃO TERMINEI! Eu tinha planejado ler todos os Uncanny X-Men, desde o primeiríssimo, mas acabei desistindo depois de uns 200 e tantos. Não que eu não ame, mas acho muito desconfortável ler HQs no computador, então desanimei. Acompanho o que posso, procuro comprar os encadernados, mas agora nossa maior banca de revistas parou de vender gibis, então complicou mais um pouco ser nerdinha...


Terminei a mensagem esperando por uma mudança de opinião a respeito "do mundo e das pessoas", mas não sei dizer se isso mudou. Eu acho que me tornei muito mais receptiva, ao mesmo tempo em que aprendi a lidar melhor com o que sou ou não obrigada, mas sei que ainda tenho minhas fortes e controversas opiniões e nada realmente vai mudá-las, a essas alturas. Estou conseguindo conciliar tudo, então tudo bem.


Eu gostaria de recomendar a vocês que enviem agora mesmo um e-mail para o seu futuro eu. Pode ser pra daqui a um ano, dois, dez ou pra amanhã. Só sejam gentis com vocês mesmos. Garantam uma surpresa legal. :)