14/10/2017

Um questionário cujo nome não decifrei



O nome da tag era The Racquet Questions e eu ainda tô aqui pensando em que diabos é isso (pior tradutora do Brasil). Enfim, roubei daqui.



01 Qual foi o pior apelido que você já recebeu?

Os meninos do transporte escolar ficaram algumas semanas me chamando de "rolinha" sem eu fazer a mínima ideia do por quê. Até um deles me contar que era porque eu era "gordinha" e meu nariz "parecia um bico"...


02 Você tem uma flor favorita?

Não ligo muito pra flores, mas gosto de girassóis.


03 Você coloca algum molho ou condimento artificial na comida?

Normalmente, não; mas gosto de maionese, mostarda e/ou ketchup picante no cachorro-quente.


04 Descreva-se usando apenas palavras que começam em T.

Triste, taciturna, tosca... terrível? 😈


05 Um apelido carinhoso que você tem/teve?

Uma única pessoa no mundo podia me chamar de branquela sem me ofender; agora, ninguém mais pode.


06 Qual a cor de que menos gosta? 

Rosa, qualquer tom.


07 Em quem você votou nas últimas eleições? Ganhou?

Não voto mais, vou até lá e anulo tudo. Me mordam.


08 Qual é/era o nome dos seus avôs?

Elydio ✝ e Alonso.


09 Qual o melhor presente que você já ganhou?

Meu computador, pois precisava dele pra trabalhar e não tinha dinheiro pra comprar um novo. (Amo tudo que ganho de presente, mas sou especialmente grata pela praticidade.)


10 Quanto é 17 ½% de 97 + 42 x (6 / 2) – 137? 

Vamos lá, acho que a minha matemática ainda serve pra isso: Primeiro a gente faz o que está entre parênteses, depois a multiplicação, depois a soma e por último a subtração. O resultado dá 86. Depois, calcula-se a porcentagem: 17 1/2% é o mesmo que 17,5%, que de 86 é 15,05. É isso, produção? Não gosto de resultados quebrados. '-'


11 De que jeito você acharia melhor morrer? 

Dormindo, né. Ou um infarto. Ou algum dano cerebral super instantâneo.


12 Se tivesse a chance de fazer qualquer coisa, qual seria o seu emprego ideal?

Não sou ambiciosa. Só queria escrever um livro massa.


13 Em que posição você dorme?

Normalmente, deitada. (desculpa, não deu pra evitar)


14 Qual foi a coisa mais embaraçosa que já aconteceu com você? 

Já paguei muito mico na vida, mas agora só consigo lembrar do dia em que xinguei uma mulher ao meu lado em uma loja achando que era minha irmã (não xinguem as pessoas).


15 Quem é o seu personagem fictício favorito?

Muitíssimos. Mas vou escolher o Wolverine porque ele é um cara importante pra mim.


16 Que comida você mais detesta? 

Vou lançar uma polêmica e dizer que detesto maracujá porque essa desgraça tem cheiro de sovaco.


17 Quando você esteve doente pela última vez? 

Fisicamente, sempre rola um resfriado ou outro. De mais pesado, a dengue mesmo, há dois anos.


18 Se você fosse transformado em um animal selvagem, qual seria?

Não sei, mas seria bom ser um dinossauro. Especialmente um bizarro como o Therizinossauro.

Olha como esse troço é feio. Adoro!


19 Qual seu brinquedo favorito, quando criança, e o que aconteceu com ele? 

Eu adorava o escritório da Barbie. Mal sabia eu que um dia seria secretária e odiaria a experiência. Acho que doamos, junto de todo o resto.


20 Qual foi a coisa mais incrível que você já viu? 

Minha lembrança mais especial foi ver o nascimento de uma ema, que eu auxiliei (e a batizei de Manu, porque ela tinha olhos azuis hahaha).

13/10/2017

O Pássaro Cativo


Armas, num galho de árvore, o alçapão; 
E, em breve, uma avezinha descuidada, 
Batendo as asas cai na escravidão.

Dás-lhe então, por esplêndida morada, 
A gaiola dourada; 
Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos, e tudo: 
Porque é que, tendo tudo, há de ficar 
O passarinho mudo, 
Arrepiado e triste, sem cantar?

É que, crença, os pássaros não falam. 
Só gorjeando a sua dor exalam, 
Sem que os homens os possam entender; 
Se os pássaros falassem, 
Talvez os teus ouvidos escutassem 
Este cativo pássaro dizer:



“Não quero o teu alpiste! 
Gosto mais do alimento que procuro 
Na mata livre em que a voar me viste; 
Tenho água fresca num recanto escuro 
Da selva em que nasci; 
Da mata entre os verdores, 
Tenho frutos e flores, 
Sem precisar de ti! 
Não quero a tua esplêndida gaiola! 
Pois nenhuma riqueza me consola 
De haver perdido aquilo que perdi ... 
Prefiro o ninho humilde, construído 
De folhas secas, plácido, e escondido 
Entre os galhos das árvores amigas ... 


Solta-me ao vento e ao sol! 
Com que direito à escravidão me obrigas? 
Quero saudar as pompas do arrebol! 
Quero, ao cair da tarde, 
Entoar minhas tristíssimas cantigas! 
Por que me prendes? Solta-me covarde! 
Deus me deu por gaiola a imensidade: 
Não me roubes a minha liberdade ... 
Quero voar! voar! ... “

Estas cousas o pássaro diria, 
Se pudesse falar. 
E a tua alma, criança, tremeria, 
Vendo tanta aflição: 
E a tua mão tremendo, lhe abriria 
A porta da prisão...


Olavo Bilac, 1929



22/09/2017

TAG: Arrependimentos literários




Peguei a TAG do blog Momentum Saga.


1. Qual livro você se arrependeu de comprar porque logo depois encontrou por um valor bem mais baixo?

Eu não tenho pressa em comprar livros por causa disso (além do fato de ter trocentos me esperando para serem lidos aqui em casa); sempre espero pelas promoções ou pesquiso pelo menor preço, se for o caso de um presente. Mas aconteceu uma vez de eu ter comprado o e-book de A Verdade é uma Caverna nas Montanhas Negras - umas das únicas vezes em que comprei um e-book pelo preço cheio, que era um pouco mais barato que a edição física, mas antes que pudesse lê-lo acabei ganhando a edição física de presente. Não tenho nem coragem de apagá-lo do Kindle.


2. Qual livro você se arrepende de não ter lido antes?

Dentre vários que esperaram solitários em suas estantes, A Espada na Pedra foi que demorei muito pra ler e pelo qual me apaixonei de cara.


3. Se arrependimento matasse, qual livro lido seria o responsável?

A Chegada em Darkover. Eu estava curiosíssima sobre a gigantesca série de ficção científica da autora de As Brumas de Avalon, mas nunca conseguia achar o primeiro livro em lugar nenhum, até que uma alma o colocou para troca no Skoob e eu gastei meu único crédito com ele. Que detestei.


4. Em relação ao mundo literário, do que mais se arrepende?

De não ter imposto minha vontade de trabalhar com a classificação e organização dos livros, quando trabalhava na biblioteca da Universidade. Eu fiquei presa no guarda-volumes, morrendo de vontade de aprender essa parte do trabalho, mas não tinha voz pra pedir.


5. Já se arrependeu por emprestar algum livro?

Por um tempo, fiquei arrependida de ter emprestado meu livro do Marco Polo para uma professora da faculdade, porque ela não me devolveu e senti falta dele. Mas depois consegui outro pra mim e ficou tudo certo. :) Eu geralmente tenho sorte com os livros que empresto, mas também porque confio em quem os pega.


6. Qual autor você não se arrepende de ter dado uma chance?

Ambrose Bierce, que conheci por ter pego um livro aleatório no supermercado, sem muita apresentação, e acabei descobrindo ser um autor sensacional, conhecido por seu misterioso desaparecimento e sua obra carregada de cinismo, como eu gosto.


7. Se você tivesse que escolher apenas um autor para ler para sempre, escolheria sem arrependimentos...

Dificílimo, mas acho que iria de Rick Riordan. Não tem um livro dele que não tenha me divertido, até agora, e ele tem MUITOS.


8. Uma frase relacionada a esse sentimento:

"I've made a huge mistake." Gob Bluth e quase todo mundo em Arrested Development. Não dá pra resistir.