Pular para o conteúdo principal

Pandora: a Primeira Grande Gansa

("ganso" é como a gente chama aquela pessoa que se mete onde ninguém chamou u.u)

Entre um Stephen King e outro, resolvi dar uma folga no suspense pra ler um pouco sobre Mitologia. Não que as Mitologias Grega e Romana sejam assim contos de fadas, sem tragédias nem conspirações, mas pelo menos são história e história é cool.

Enfim, mal comecei a ler o livro e já tô deliciada com a quantidade de informação legal. Vou dividir com vocês a lenda de Pandora e sua famooosa caixa - que nem dela era...


Pois então, a história começa com Prometeu e Epimeteu, irmãos, deuses. Ambos estavam encarregados de criar o homem e dar a ele o que fosse necessário para que fosse superior aos outros animais, além de garantir que os animais conseguissem ser preservados. Epimeteu ficou de fazer o serviço, e Prometeu de aprovar ou não. Então Epimeteu, saltitante e serelepe, caprichou na obra - deu ao homem coragem, força, rapidez e essas coisas, além de acessórios que hoje em dia já saíram de linha, como asas em alguns, garras em outros, até uma carapaça num outro e tal. Mas quando chegou a vez de turbinar o homem, Epimeteu viu que já tinha gastado tooodos os recursos que tinha. Então ele foi desesperado pedir ajuda ao irmão Prometeu, que foi com deusa Minerva (Sabedoria) até o céu e pegou um pouco de fogo, e o levou para o homem. Assim, o homem se tornou o único animal capaz de manipular o fogo - para subjugar animais, fazer ferramentas, aquecer a moradia, cunhar moedas e o escambau, o que o tornava superior em relação aos outros animais.

Tá, e o que Pandora tem a ver com isso tudo?

Pandora foi um presente de grego (trocadilho infame, HAHA) para os irmãos.

A lenda diz que Júpiter, o todo-poderoso dos deuses romanos, a fez e a mandou como castigo a Prometeu e a Epimeteu para puni-los pela ousadia de roubar o fogo do céu, e também ao homem, por ter aceitado. Ela foi a primeira mulher criada, e cada deus contribuiu um pouquinho para aperfeiçoá-la - Vênus a deu beleza, Mercúrio a deu persuasão, Apolo deu a música e etc etc etc. Assim pronta, foi oferecida a Epimeteu, que aceitou, embora seu irmão tivesse dito para que ele tomasse cuidado com os presentes de Júpiter.

Epimeteu tinha uma caixa onde guardava algumas coisas que ele não usou na criação do homem - coisas malignas, sentimentos ruins e doenças. Aí um dia a Pandorinha curiosinha e intrometidinha foi abrir a caixa pra ver o que tinha dentro, e então... Tchau, coisinhas malignas! o/


(Prometeu diz: "Puta que pariu, Pandora, que foi que tu fez?")

Tudo escapou da caixa e se espalhou pela terra, e quando ela conseguiu fechar a caixa, tudo o que ainda restava lá dentro era apenas a Esperança. Ou seja, moral bonitinha da história: Não importa o mal que nos ameace, a Esperança nunca nos deixa e, enquanto a tivermos, nenhum mal nos torna inteiramente desgraçados. Lindo, né? :)

Essa coisa de "primeira mulher" só dá em merda, não importa a religião, já repararam? Pandora, Eva... tudo a mesma coisa. Bicho curioso, essa tal de mulher.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
BULFINCH, Thomas. "O Livro de Ouro da Mitologia: histórias de deuses e heróis". 27 ed.Rio de Janeiro: Ediouro, 2002.

Postagens mais visitadas deste blog

O Dia dos Namorados e a visão de romance por uma assexual arromântica

Vejo que isso vem mudando lentamente, mas, como regra geral, todo mundo é naturalmente criado e tratado como heterossexual (e, consequentemente, heterorromântico). Eu, claro, cresci com essa absoluta certeza e não questionei isso até meados dos meus 20 anos. Até então, achei que eu só era mais "devagar" pra certas coisas, mesmo. Mas vamos ter que voltar um pouco e compartilhar informação demais.
Como expliquei na página de educação e visibilidade, o fato das orientações sexual e romântica serem coisas separadas e muitas vezes não serem correspondentes é o que mais confunde quem demora a "sair do armário". Eu mesma ainda me vejo questionando ambas, embora esteja convencida de que estou, ao menos, em algum espectro de ambas (confira a página mencionada). Não posso falar por todos os assexuais arromânticos porque, obviamente, cada pessoa é diferente da outra e as coisas são diferentes pra todo mundo. Então vou falar por mim.
Embora só tenha percebido isso recentement…

... e ainda mais livros interativos!

2014 está sendo um ano muuuito esquisito... Não sei se tá todo mundo com essa impressão, ou se eu só estou prestando atenção nas coisas esquisitas, mesmo.
De qualquer forma, comentei em alguma postagem anterior sobre a necessidade da terapia que não vou fazer, e como esses livros interativos que tanto estão na moda andam me ajudando a aguentar toda a esquisitice desse ano.
Depois de Destrua Este Diário, que não vou terminar, e Termine Este Livro, que já terminei, peguei outros dois lançamentos: Listografia, de Lisa Nola, e 1 Página de Cada Vez, de Adam J. Kurtz.


O Listografia eu havia visto pelo Pinterest e achei a proposta atrativa pra mim: listar a vida de acordo com os mais variados tópicos. Os temas vão desde coisas simples, como os lugares em que você já morou, o nome de todos os animais de estimação que você já teve, seus programas de TV favoritos, as cidades que você conhece, até assuntos mais reflexivos, como as coisas sobre você que quase ninguém sabe, seus maiores atos de b…

As curiosas origens de 4 famosos jogos de tabuleiro

Adaptado do artigo original do Mental Floss.



Jogos de tabuleiro são uma forma de entretenimento criada pelos egípcios há 5 mil anos e nunca saíram de moda, mesmo que atualmente tenham sido adaptados em vídeo games ou jogos para o celular. Aqui vão as origens de alguns dos sucessos mundiais favoritos:

Monopoly / Banco Imobiliário

Embora seja considerado um jogo que glorifica o capitalismo (tendo sido banido de países como a China e a antiga União Soviética), este clássico foi inventado para representar justamente a ideia oposta. A americana Elizabeth Magie era ativista contra o pagamento de impostos imobiliários, no fim do século 19. Segundo ela e outros simpatizantes, deveria haver apenas um imposto de propriedade, diminuindo assim a diferença de riqueza entre os senhorios e os inquilinos. Para demonstrar de uma maneira fácil como as coisas aconteciam na época, Lizzie patenteou, em 1904, um jogo chamado The Landlord's Game ("O jogo do senhorio"), cujo objetivo era acumula…