22/04/2009

Pandora: a Primeira Grande Gansa

("ganso" é como a gente chama aquela pessoa que se mete onde ninguém chamou u.u)

Entre um Stephen King e outro, resolvi dar uma folga no suspense pra ler um pouco sobre Mitologia. Não que as Mitologias Grega e Romana sejam assim contos de fadas, sem tragédias nem conspirações, mas pelo menos são história e história é cool.

Enfim, mal comecei a ler o livro e já tô deliciada com a quantidade de informação legal. Vou dividir com vocês a lenda de Pandora e sua famooosa caixa - que nem dela era...


Pois então, a história começa com Prometeu e Epimeteu, irmãos, deuses. Ambos estavam encarregados de criar o homem e dar a ele o que fosse necessário para que fosse superior aos outros animais, além de garantir que os animais conseguissem ser preservados. Epimeteu ficou de fazer o serviço, e Prometeu de aprovar ou não. Então Epimeteu, saltitante e serelepe, caprichou na obra - deu ao homem coragem, força, rapidez e essas coisas, além de acessórios que hoje em dia já saíram de linha, como asas em alguns, garras em outros, até uma carapaça num outro e tal. Mas quando chegou a vez de turbinar o homem, Epimeteu viu que já tinha gastado tooodos os recursos que tinha. Então ele foi desesperado pedir ajuda ao irmão Prometeu, que foi com deusa Minerva (Sabedoria) até o céu e pegou um pouco de fogo, e o levou para o homem. Assim, o homem se tornou o único animal capaz de manipular o fogo - para subjugar animais, fazer ferramentas, aquecer a moradia, cunhar moedas e o escambau, o que o tornava superior em relação aos outros animais.

Tá, e o que Pandora tem a ver com isso tudo?

Pandora foi um presente de grego (trocadilho infame, HAHA) para os irmãos.

A lenda diz que Júpiter, o todo-poderoso dos deuses romanos, a fez e a mandou como castigo a Prometeu e a Epimeteu para puni-los pela ousadia de roubar o fogo do céu, e também ao homem, por ter aceitado. Ela foi a primeira mulher criada, e cada deus contribuiu um pouquinho para aperfeiçoá-la - Vênus a deu beleza, Mercúrio a deu persuasão, Apolo deu a música e etc etc etc. Assim pronta, foi oferecida a Epimeteu, que aceitou, embora seu irmão tivesse dito para que ele tomasse cuidado com os presentes de Júpiter.

Epimeteu tinha uma caixa onde guardava algumas coisas que ele não usou na criação do homem - coisas malignas, sentimentos ruins e doenças. Aí um dia a Pandorinha curiosinha e intrometidinha foi abrir a caixa pra ver o que tinha dentro, e então... Tchau, coisinhas malignas! o/


(Prometeu diz: "Puta que pariu, Pandora, que foi que tu fez?")

Tudo escapou da caixa e se espalhou pela terra, e quando ela conseguiu fechar a caixa, tudo o que ainda restava lá dentro era apenas a Esperança. Ou seja, moral bonitinha da história: Não importa o mal que nos ameace, a Esperança nunca nos deixa e, enquanto a tivermos, nenhum mal nos torna inteiramente desgraçados. Lindo, né? :)

Essa coisa de "primeira mulher" só dá em merda, não importa a religião, já repararam? Pandora, Eva... tudo a mesma coisa. Bicho curioso, essa tal de mulher.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
BULFINCH, Thomas. "O Livro de Ouro da Mitologia: histórias de deuses e heróis". 27 ed.Rio de Janeiro: Ediouro, 2002.

Um comentário:

  1. Manu, não conheço muito de Pandora, mas de pandeiro eu sei *o*

    ok, isso não foi útil

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