25/11/2009

Lint

Ninguém entra em acordo se essa criatura tá fazendo 43 ou 44 anos, mas hoje é aniversário do Tim Armstrong e nada vai mudar isso \o/  HUAHAUHUAHUAHU


Falarei brevemente sobre o Tim, embora ele com certeza mereça um post detalhado; a história dele é daquelas que dão um roteiro legal. E o Tim é a prova viva de que a música pode SIM salvar vidas.

(e também porque daqui a uns dias postarei duas biografias complexas que venho montando já há umas semanas; foram bem trabalhosas de fazer e merecem atenção)



• Nascido Timothy Lockwood Armstrong, Tim é mais conhecido por ser vocalista, guitarrista e principal compositor da banda Rancid. Já teve um monte de bandas, algumas obscuras (apesar de conhecidas pelos fãs) que não duraram muito tempo; e outras de mais expressão, como a influente Operation Ivy (anterior ao Rancid) e Transplants (paralela por um tempo), além da breve carreira solo ao lado da banda reggae Aggrolites.

• Além das próprias bandas, Tim está sempre envolvido nos projetos dos seus colegas de Rancid e de muitos outros músicos e bandas. É também dono da Hellcat Records, gravadora independente responsável por muitas bandas atuais dos gêneros punk, ska, oi!, psychobilly e hardcore.



A parte bonitinha (sim, eu chamo a história dele/Rancid de "bonitinha") começa agora:

• Ele e Matt Freeman (baixista do Rancid) são amigos desde os 5 anos de idade. Juntos eles cresceram,  estudaram, jogaram baseball, descobriram o Punk Rock e tiveram sua primeira banda (e a segunda, e a terceira...). A primeira bem sucedida foi o Operation Ivy, uma banda com fortes influências de ska, que logo fez muito sucesso localmente e foi (e vem até hoje) ganhando fama internacional. Mas o OpIvy não durou muito tempo (87-89), alguns deles ficaram assustados com essa "fama repentina" e decidiram terminar a banda antes que se deixassem levar por isso.

• Infelizmente, esse fim também quase foi o de Tim, que de repente se viu sem ter onde morar, sem ninguém que o apoiasse; desenvolveu um problema sério com alcoolismo e, a partir daí, com drogas cada vez mais fortes. Sua família não quis mais saber dele; nunca tinha dinheiro pra pagar o aluguel e morava na rua. Quando não dava pra ficar na rua, ia passar a noite em abrigos do Exército da Salvação, ou se internava em clínicas de reabilitação. Foi internado por overdose 3 vezes. Ele tentou, sozinho, começar outras bandas, mas nenhuma delas ia pra frente.

• Seu amigo Matt, quando soube da situação de Tim, voltou imediatamente para tentar ajudá-lo. Foi aí que ele propôs que eles tentassem ter uma banda novamente - pra manter a cabeça do Tim ocupada com algo que ele realmente gostava, que era a música, e assim fazê-lo se livrar daquilo tudo. Acho que Matt nunca imaginou que o Rancid duraria 18 anos (e contando)...

"A grande família feliz", Lars / Tim / Matt

• Hoje nenhum deles, Tim, Matt ou mesmo Lars, que chegou depois, nega que o Rancid é uma família; que só estão onde estão porque eles colocam um ao outro acima de tudo. Matt salvou a vida de Tim e o Rancid salvou a vida de todos eles (sim, são todos bons rapazes que não bebem e não usam coisas feias :)). Tanto que suas músicas quase todas falam sobre o passado tenso de cada um, e como a amizade deles supera qualquer coisa. Meus amigos, isso é uma verdadeira novela.

(Tim foi casado - de '98 a '03 - com a vocalista da banda Distillers, Brody Dalle. O casamento acabou por parte dela. Antes mesmo do divórcio sair, ela já saía aos amassos com Josh Homme [do QOTSA] pra todo mundo ver. Foi vendo as fotos que estamparam a Rolling Stone que Tim ficou sabendo que seu casamento já era :B)



Apesar de todas as músicas dele (Rancid ou solo) terem sempre um algo de autobiográficas, creio que essa seja a mais direta de todas:

(...)
Deixe-me contar uma coisa sobre East Bay:
É Califórnia, mas não faz sol
Todos os meus sonhos foram destruídos
Estive fora de casa, na rua, sem dinheiro
Não tinha banda, nem ninguém por perto
E a música se foi, cara
Não tinha onde dormir
No chão, só pensando o que foi que tinha dado errado
Você sabe como é caminhar entre os mortos?

(...)

Então um dia Matt diz:
"Vamos juntar uma banda, vamos fazer isso mais uma vez"
Eu concordei, vamos tentar mais uma vez
Nós tínhamos a garagem
Tínhamos a bateria
Tínhamos as guitarras
E tínhamos as músicas
Por toda a noite!



Among The Dead
Tim Armstrong
A Poet's Life (2007)

2 comentários:

  1. Parabéns pra ele!

    É, a música tem poder! Tanto de superação, que é o caso, quanto de destruição!

    Fiquei encantada com a história dessa amizade!

    Bjoo

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  2. Fodaaaa!!
    Hahah, me amarro nesses seus posts biográficos. Gosto pacas do Tim Armstrong, mas não tinha idéia de seu passado sofrido. Que ele já tinha bebido (ou ainda bebia) bastante, dava para saber, o vocal dele denuncia.
    Enfim, gostei...puta amigo o Matt. auheuauha

    bjos

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