30/06/2010

Então, ahn...

Tédio, beijos.

eu que fiz; você não entendeu, mas é da música #2


40 MÚSICAS (player + aleatório):
(nem vou me dar ao trabalho de linkar porque ninguém vai clicar, mesmo!)

1. Beer // Reel Big Fish
2. Ask (The Smiths cover) // Reel Big Fish feat. Zolof & The Rock'n'Roll Destroyer
3. Sunny Days // The Johnstones
4. These Sort Of Things // The Johnstones
5. Dead Meat // Sean Lennon
6. White People For Peace // Against Me!
7. Hit The Ground // Zebrahead
8. 1977 // The Clash
9. Party Down // Reel Big Fish
10. I'm A Loser // The Beatles
11. The Receiving End Of It All // Streetlight Manifesto
12. Oh! Darling // The Beatles
13. Tony Adams // Joe Strummer & The Mescaleros
14. Tommy Gun // The Clash
15. I'm Only Sleeping // The Beatles
16. I Don't Love You Anymore // Bomb The Music Industry!
17. War Profiteering Is Killing Us All // The Suicide Machines
18. Lulu // Rancid
19. If Only // Goldfinger
20. A Moment of Violence // Streetlight Manifesto
21. Django // Rancid
22. Don't Look Back In Anger // Oasis
23. All There Is // Bad Religion
24. I Was Wrong // Social Distortion
25. Sick And Sad // Streetlight Manifesto
26. We Hate It When Our Friends Become Successful (Morrissey Cover) // Reel Big Fish
27. My Imaginary Friend // Reel Big Fish
28. Whatever // Oasis
29. Red In The Morning // The Gaslight Anthem
30. L.A. River // Rancid
31. Ever Fallen In Love (With Someone You Shouldn't've Fallen In Love With?) // The Buzzcocks
32. Popcorn // The Adicts
33. I Wanna Riot // Rancid
34. I Ain't Worried // Rancid
35. Say I Won't (Recognize) // The Gaslight Anthem
36. Christmas // The Who
37. Alternative, Baby // Reel Big Fish
38. Mental Health // Zebrahead
39. Glass Smash // The View
40. Safe European Home // The Clash

QUESTÕES:

1. Qual você prefere, a #1 ou a #40?
Ai. As duas igual.

2. Já ouviu a #12 várias vezes seguidas?
Jáá, ela é curtinha e deixa saudade *-* haha

3. De que álbum é a #26?
We're Not Happy Till You're Not Happy.

4. O que você acha do artista que fez a #15?
Muitas coisas que não descreverei agora porque volta e meia já faço isso.

5. A #19 é uma das suas músicas favoritas?
Não, apesar de gostar bastante dela.

6. Do que a música #38 te lembra?
HOHOHO, nem digo. Tem a ver com um vídeo que eu vi dela ao vivo, se as mocinhas quiserem ver e entender, aqui.

7. A #20 tem melhor música ou letra?
Letra. Ela é a continuação "violenta" da A Moment of Silence, que é uma das minhas favoritas ever.

8. Seus amigos gostam da #3?
HAHAHAHAh a maioria não conhece, mas quem conhece não curte não xD

9. A #33 é trilha sonora de algum filme?
Sei lá, acho que não.

10. A #18 já tocou muito na rádio?
Acho que nem, que eu saiba nem foi single também.

11. Do que a #21 te lembra?
De um outro post que eu fiz aqui uma vez, que eu disse que se tivesse um cachorro, o nome dele ia ser Django :P

12. Qual você prefere, a #5 ou a #22?
Ainnn, a 22.

13. De que álbum é a #17?
Do álbum de mesmo nome :)

14. Qual foi a primeira vez que ouviu a #39?
Provavelmente quando baixei o álbum, mas nem me lembro mais o.o

15. E quando ouviu a #7 pela primeira vez?
Também.

16. Qual o gênero da #8?
Pânqui róqui nervosinho.

17. Seus amigos gostam da #14?
Podiam. Mas meus amigos não conhecem The Clash u.u

18. De que cor a #4 te lembra?
Azul, sei lá por quê. Deve ter a ver com as roupas bizarras do Ryan Long.

19. Já ouviu a #11 no volume máximo?
JÁÁÁ, FOI LINDO *.*

20. Qual o gênero da #37?
Alternative, baby ;* uhauhaahu brinks. Ska punk. Oras.

21. Você consegue tocar a #13 em algum instrumento?
Sim, air vocal. Isso existe? Acabei de inventar.

22. Qual seu trecho favorito da #30?
O backing vocal do refrão, ele é impossivelzinho xD

23. E a sua parte favorita da #23?
Adoro essa letra, mas a parte favorita é "And if pigs could fly, then surely so could I, but this pedestrian knows better than to even try/ And my divinity is caught between the colors of a butterfly" ;)

24. Você recomendaria a #24 pros seus amigos?

25. A #2 é uma música boa pra dançar?
Até é, ela é tão animadinha.

26. Já ouviu a #16 no rádio?
Nem, não tocaria aqui no Brasil (banda underground do underground).

27. A #32 é melhor pra ouvir de dia ou de noite?
De dia (não recomendo punk rock à noite, dica).

28. A #36 tem algum significado especial pra você?
Ah, alguns... É trilha do Tommy, e o filme todo é cheio de significados, então eu ia demorara vida explicando tudo. Mas essa é linda.

29. Seus amigos gostam da #31?
Acho que eles não conhecem, também. Mas tenho certeza que todos se identificariam com ela!

30. A #25 é rápida ou lenta?
Rááápida.

31. A #35 é feliz ou triste?
Não sei, acho que mais pra feliz.

32. Qual sua parte favorita da #9?
HUAHAuh principalmente no clipe, quando eles estão no elevador imitando um coral de igreja.

33. A #34 é melhor de ouvir sozinho ou com os amigos?
Ah, tanto faz. Com os amigos seria legal, todo mundo cantando junto "I ain't worried/ about a goddamn thing!" \o/

34. Quando você ouviu a #27 pela primeira vez?
Mesmo caso das outras.

35. Cite outras três músicas do mesmo artista da #29.
Even Cowgirls Get The Blues, The Backseat, Drive

36. Você sabe a #6 de cor?
Não, ainda :(

37. A #28 tem melhor música ou letra?
Ambas ok.

38. De que álbum é a #10?
Beatles For Sale.

28/06/2010

CD Monday: The Clash » "London Calling"

Pra aproveitar o aniversário de Mick Jones, a indicação desta semana será o clássico e um dos meus álbuns favoritos ever. London Calling já ganhou post especial de aniversário, ano passado - se quiserem conhecer alguns detalhes técnicos, históricos e importantes da obra, sugiro que confiram o post!



Lembro que o comprei Americanas da rodoviária de Goiânia, só não me lembro exatamente quando; acho que foi na volta da viagem à Curitiba, há uns anos. De qualquer forma, lembro que tava tipo R$15. Me lembro também que o comprei especialmente porque tinha Train In Vain. Sim, eu sabia que London Calling era um clássico e tudo o mais, mas até então eu não conhecia muito do Clash além das músicas de sempre, então arrisquei levar um álbum de 19 faixas por causa de uma, que era a minha favorita e ainda é uma delas até hoje. Quando voltei pra casa e fui ouvir, esse CD ficou no meu som por dias a fio, eu escutava e escutava de novo. É o tipo de álbum que não dá pra enjoar, ele tem tantos estilos diferentes que você pode se dar ao luxo de ouvir o que preferir no momento. O encarte contém as letras das músicas escritas à mão numa letra bonitinha que eu acredito ser de Joe Strummer; além de várias fotos tiradas por Pennie Smith, que imortalizou Paul Simonon na capa, moendo o baixo em seu acesso de fúria contra a apática platéia americana.


Artista: The Clash
Álbum: London Calling
Ano de lançamento: 1979 (1980 na América)
Origem: Reino Unido
Gênero: Punk Rock (e eventual Ska, Reggae, Jazz, Soul e Rockabilly)
Tracklist:
  1. London Calling
  2. Brand New Cadillac
  3. Jimmy Jazz
  4. Hateful
  5. Rudie Can't Fail
  6. Spanish Bombs
  7. The Right Profile
  8. Lost In The Supermarket
  9. Clampdown
  10. The Guns of Brixton
  11. Wrong 'em Boyo
  12. Death Or Glory
  13. Koka Kola
  14. The Card Cheat
  15. Lover's Rock
  16. Four Horseman
  17. I'm Not Down
  18. Revolution Rock
  19. Train In Vain (Stand By Me)

(Em 2004 foi lançada uma edição comemorativa de 25 anos do álbum. Ela vem com um disco extra com as demos das canções - velha conhecida dos fãs, até então era um bootleg chamado "The Vanilla Tapes" - e DVD com um documentário sobre a gravação do álbum, entrevistando todos eles [obviamente, antes da morte de Joe Strummer, em 2002]. Essa edição comemorativa é um tanto de nada mais cara que o álbum normal, mas nada que o YouTube não tenha me resolvido ;x)


London Calling + Train In Vain (live '80)

26/06/2010

The Guitar Hero.

Michael Geoffrey "Mick" Jones foi o guitarrista solo, segundo vocalista e co-fundador do The Clash. Fundou o Big Audio Dynamite depois que foi chutado saiu do Clash. Hoje em dia tem o Carbon/Silicon e foi recentemente adotado pelo Gorillaz (junto com Paul Simonon, que foi baixista do Clash) para esta turnê do álbum Plastic Beach. Hoje ele completa 55 anos.

Muitas músicas do Clash foram compostas e cantadas por ele, como um dos maiores hits da banda, Should I Stay or Should I Go. Mick sempre foi um guitarrista bastante competente, qualidade admirada por Joe Strummer (colega de banda, vocalista e também guitarrista), que solta o seu "You're my guitar hero!" no meio da letra de Complete Control. Mick foi o paciente professor de Paul Simonon, no que teve bastante êxito.

Atualmente, além de comandar o Carbon/Silicon e estar em turnê como membro do Gorillaz, também vem trabalhando como produtor musical. Ano passado ele inaugurou uma exibição de toda a sua memorabilia do The Clash, e outras bandas com as quais esteve envolvido - a The Rock & Roll Public Library, em Londres, onde as pessoas podiam ver e mexer em tudo sem pagar nada por isso.



The Clash - Should I Stay or Should I Go


Carbon/Silicon - The News

24/06/2010

Meus hábitos de leitura.

Aparentemente, Paul McCartney sabe ler alemão. Espera, esse livro é de autoria de John Lennon? JOHN LENNON ESCREVIA EM ALEMÃO?


(ok, to brincando, essa é a versão traduzida pro alemão do livro dele. Dãr.)

.

Você come algo enquanto lê? Se sim, o que costuma comer?
Na verdade, só quando leio gibis. Me ajuda a comer mais devagar :P

O que você gosta de beber enquanto lê?
Água, é só o que eu tomo mesmo, e ainda não mancha o livro caso eu acabe derramando.

Você tem costume de ir marcando o livro conforme vai lendo, ou a ideia de escrever em livros te aterroriza?
Eu só escrevo em livros didáticos, nos outros não passo nem lápis.

Como você marca a página onde parou a leitura? Marcador de páginas? Orelhas? Deitando o livro aberto pra baixo?
Marcador de páginas, não faço orelha em livro e nem deito aberto x.x

Ficção, não-ficção, ou ambos?
Ambos!

Você costuma ler até o fim do capítulo, ou para de ler em qualquer parte?
Tenho que ir até o fim do capítulo (isso quando eu não acabo começando o capítulo seguinte e não consigo parar).

Você é o tipo de pessoa que joga um livro longe quando o autor te irrita?
Não o.o

Quando você encontra uma palavra que não conhece, você interrompe a leitura para procurá-la no dicionário?
Hm, depende, às vezes pelo contexto eu imagino o que a palavra significa. Uma vez que eu me lembro de ter parado a leitura na hora pra procurar, foi a palavra "ilharga", num momento extremamente crucial da história!

O que você está lendo agora?
"A Casa Negra", de Stephen King e Peter Straub. E "As Crônicas de Nárnia" de novo (acabei há poucos dias e comecei de novo, acho que vou lê-lo pra sempre).

Qual foi o último livro que você comprou?
O livro do The Clash, que um dia chegará aqui ♥

Você costuma ler um livro por vez ou consegue ler mais de um ao mesmo tempo?
Consigo ler mais de um, se precisar.

Você tem uma hora ou lugar favorito pra ler?
Geralmente leio antes de dormir, é a única hora do dia que não me sinto hiperativa e consigo ficar lendo sem querer levantar pra fazer qualquer outra coisa.

Você prefere sequências ou livros independentes?
Tanto faz, gosto do que vier!

Existe algum livro ou autor que você se pega sempre recomendando?
Victor Hugo e seus "Os Miseráveis" e "Nossa Senhora de Paris (O Corcunda de Notre-Dame)"; Julio Verne e "A Volta ao Mundo em 80 Dias" e "A Ilha Perdida"; "As Crônicas de Nárnia", que é leitura obrigatória; e sei lá, me digam o que gostam de ler e eu tento indicar algo, leio tanta coisa x.x

Como você organiza os seus livros (por gênero, título, sobrenome do autor...?)
Se a minha ex-chefe lá da biblioteca vê os meus livros aqui, provavelmente me estrangula. Não tenho muitos aqui no meu quarto, mas os guardo por ordem de tamanho, por falta de espaço mesmo. Mas no escritório e na sala, onde estão 99% dos livros da casa, eles estão separados por gênero, e daí por autor.

22/06/2010

Are these the good days that I've heard so much about?



Última semana foi épica demais.

  • Linkin Park confirmou FINALMENTE o show no Brasil. Seis malditos anos de espera, mas outubro tá aí. Pegar a grana do Social Distortion + vender a alma + roubar alguém = tô indo! \o/ - Mas falando sério, Lu, Mano e eu criamos um projeto supimpa pra comemorar a ocasião, logo vocês saberão ;)
  • Chegou meu tão esperado (literalmente, um mês e uma semana pra chegar) 99 Songs of Revolution + pôster (que vai virar quadro) + camiseta, do Streetlight Manifesto. Ok que isso soe a pobreza personificada, mas eu sou a rainha das promoções online xD - sorte do caramba. Não vou colocar as fotos, ok ;~
  • E a mais absurda das notícias: finalmente terei meu tão sonhado livro do The Clash. A alma mais bondosa do mundo se ofereceu pra me mandar dos EUA pra cá e nem vai me cobrar por isso. Juro que não sei o que dizer pra ela até agora (além de todos os "muito obrigada você é louca" que já mandei).

Eu bem que imaginei que a essa altura do ano as coisas iam mudar pra mim. Finalmente dei um rumo na vida, e acho que o fato de estar me sentindo bem comigo mesma tem me trazido todas essas notícias boas. *-*

(o título é de uma música do Reel Big Fish, podia ter boa notícia vindo deles também xD)

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A pedidos, a foto do pôster-que-vai-virar-quadro:

20/06/2010

CD Sunday: Streetlight Manifesto » "Somewhere In The Between"

Tem uma mania na internet (principalmente no Tumblr) chamada "Vinyl Sunday"; todo domingo você posta em seu blog uma foto sua ostentando um vinil favorito e o recomenda aos seus seguidores. Eu fiquei com vontade de fazer mas terei que adaptar a situação. Só tenho um vinil e nem posso ouvi-lo porque não tenho onde tocá-lo :( - Então vou fazer a minha versão com CDs mesmo. Seria bem legal se vocês se animassem a fazer também; pode ser vinil, CD, fita K7. As minhas postagens não serão sempre aos domingos por causa dessa coisa de postar um dia sim, um dia não. Mas daí eu vou mudando o nome conforme o dia da semana que cair :P


Na boa, eu não consigo me lembrar como foi que eu conheci o Streetlight Manifesto o.O
Não lembro se eu saí procurando ou se eu tropecei nele pela internet... Só lembro que esse foi o primeiro álbum deles que eu ouvi. A primeira impressão que eu tive foi de bagunça organizada. Eu não tava acostumada a ouvir uma banda de ska com tantos metais (eles usam 2 saxofones, um trombone e um trompete, muito presentes o tempo inteiro), além de achar tudo rápido demais. Mas gostei de cara, e fui gostando mais a cada vez que ouvia. Decidi que gostava mesmo quando vi as letras deste álbum, todas simplesmente geniais. Todos os álbuns do Streetlight têm letras geniais, Tomas Kalnoky tem algo sobrenatural por baixo daquela boina. Mas este é um dos únicos álbuns que eu tenho que não pulo nenhuma música enquanto toca. Comprei numa promoção do site SmartPunk.com e, somando o frete, tudo não me custou mais que R$30. Vale cada centavo, e ler os comentários do Tomas sobre cada música, no encarte, é impagável. Não vou dar destaque a nenhuma música, já que uma completa a outra na temática "céu, terra, inferno".

Artista: Streetlight Manifesto
Álbum: Somewhere in the Between
Ano de lançamento: 2007
Gravadora: Victory Records
Origem: EUA
Gênero: Skacore
Tracklist:
  1. We Will Fall Together
  2. Down, Down, Down To Mephisto's Cafe
  3. Would You Be Impressed?
  4. One Foot On The Gas, One Foot In The Grave
  5. Watch It Crash
  6. Somewhere In The Between
  7. Forty Days
  8. The Blonde Lead The Blind
  9. The Receiving End Of It All
  10. What A Wicked Gang Are We

é só ouvir essa introdução, não tem como não pensar em nada menos do que "épico".

« And when we fall, we will fall together
No one will catch us, so we'll catch ourselves.



(Bom, esse não é novidade pra ninguém, não é? Eu sempre o recomendo, e ele inclusive foi o primeiro na lista dos 50 álbuns que indicamos naquele projeto, lembram?)

(o irmão mais novo desse álbum chegou aqui em casa essa semana \o/ ;x)

18/06/2010

You say it's your birthday ♪

1. Hamburgo/Cavern era; 2. The Beatles; 3. Wings; 4. solo

Eu não consegui pensar em nada especial pra postar no aniversário de Paul McCartney, hoje. Tudo que eu escrevesse seria gigantesco, e sou incapaz de escolher uma música específica pra ocasião. Amo tudo o que o Macca fez em todas essas eras, e ainda sonho em vê-lo ao vivo, mesmo que ele já esteja completando 68 anos e tenha dito que ia parar aos 70. Adoro vê-lo tocando, ouvi-lo cantando. É o meu favorito, pra sempre.

.

(Quero agradecer de novo e do fundo do coração a todos que comentaram no post passado, o apoio dos amigos é crucial pra me manter animada. Muito obrigada pela força!!)

16/06/2010

Emmanuella, a desertora.

Ok, tava na hora de eu me pronunciar sobre as novidades.
Alguns já sabem, outros acho que ainda não, e outros nunca saberão (felizmente, estes não sabem deste blog). Em agosto vou voltar a estudar, vou começar a fazer Jornalismo.

14/06/2010

MÉTS MÓDAFOCA!

Matt "McCall" Freeman, nascido Roger Matthew Freeman (eu sempre rio quando lembro que o nome dele é Roger, que retardada, HUAHAUh). Se o nome não te dá um clique, significa que eu não fui insistente o suficiente no assunto: sem o Matt, o Rancid nao existiria. okbjs;*



Quando eu fiz a bio do Tim Armstrong, no ano passado, falei brevemente sobre o Matt, sobre como ele salvou a vida do Tim e montou o Rancid pro Tim ter com o que distrair a cabeça fazendo o que mais gosta. Os dois são amigos de infância, desde os 5 anos de idade (se hoje o Matt está fazendo 44 anos, isso significa 39 anos de amizade!), e antes ainda do Rancid, participaram juntos da lendária Operation Ivy.

Bom, cortando a história, Matt é o baixista do Rancid, mas sabe tocar muitos outros instrumentos, além de também cantar em algumas das músicas (o seu vocal é bem rasgado). Muitas das músicas do Rancid tem solos de baixo tocados agilmente por Matt, e que ao vivo se tornam até mais acelerados. O mais notável é em Maxwell Murder, onde o solo é sempre improvisado e extendido (e é de onde eu tirei o título do post; durante o solo podemos ouvir ao longe Lars dizendo as célebres palavras, haha). A linha de baixo do Rancid é bem marcante; eu pelo menos sempre identifico uma música deles assim que ouço o baixo.

Em 2004, foi chamado de última hora pra tocar com o Social Distortion durante a turnê, visto que o Rancid estava de folga. Em 2005 foi diagnosticado com um câncer de pulmão, mas que foi tratado a tempo e não se tornou maligno. Parou de fumar e, pra manter as mãos ocupadas, acabou aprendendo a tocar mandolim (nas suas palavras, "o baixo era muito grande pra ficar carregando pra lá e pra cá").

Matt é casado e se não me engano tem dois filhos, Tim é padrinho de um deles :)


solando em Maxwell Murder, eu sei que você quer ver ;)


Melhores citações:

• Sobre tocar com o Social Distortion e a reação dos amigos do Rancid:
"Eles ficaram realmente chocados. O Tim disse: "Você tem que fazer isso, cara", e Bret [Reed, baterista original do Rancid] ficou mesmo chocado, e o Lars na verdade estava em turnê [com sua banda paralela Lars Frederiksen & The Bastards], e ele sempre foi um grande fã do Social Distortion, então fiz uma pegadinha com ele. Eu não falava com ele já tinha um ou dois dias, e daí ele me liga e diz, "E aí, o que você anda fazendo?" e eu só disse, "o Social Distortion me chamou pra tocar baixo com eles, mas eu disse pra eles que não". Daí houve aquele silêncio do outro lado, então ele disse, "Você tá falando sério?" e eu meio que "É cara, não quero fazer isso", quando de repente ele começa a gritar, "VOCÊ TÁ DOIDO? LIGUE PRA ELES DE VOLTA!". Então eu disse pra ele que eu tinha aceitado. Lars ficou mesmo chocado, e ele até veio ver alguns shows em Sacramento e parecia uma criancinha. Foi mesmo muito bom."

• Sobre sua memória:
"Eu sou muito ruim. Eu erro até os nomes das nossas próprias músicas o tempo todo. Eu dou o meu próprio título pra elas. Vou lá no microfone e digo: "Nós vamos tocar Crucify!" - "Disorder and Disarray, Matt" - "Ah sim, Disorder and Disarray!"

• A melhor resposta:
Site Wonka Vision: Eu percebi que vocês estão colocando bastante reggae no álbum novo. Andam fumando uma erva, é?
Freeman: Nós não fumamos maconha; fazíamos isso aos 16 e era terrível.


12/06/2010

Uma triste história de amores não-correspondidos para o Dia dos Namorados.

Não são os meus, vamos nos poupar disso, hahah

É que no Dia dos Namorados do ano passado eu tinha postado uma música do Reel Big Fish; tava pensando em outra pra esse ano e me toquei: o Aaron nunca teve muita sorte com as namoradas. Segundo as letras, ele já perdeu namoradas pra outro cara, pra outra garota, por ela ser groupie e só gostar de caras em bandas, ou porque ela era vegetariana, ou simplesmente por achá-lo retardado.

Então selecionei uma delas para postar hoje; é uma história real e conta sobre como Aaron Barrett perdeu a sua namorada para... a fama.



Ela é Famosa Agora

Eu tive sarampo e ela teve caxumba
Estou cansado de ficar esperando na porta até ela chegar!

Você não vai acreditar, mas quer saber de uma coisa?
Eu a deixei ir mas não consigo esquecê-la
Eu não quero ouvir isso!

Estou cantando muito alto esta noite,
Vou acabar perdendo a voz
Eu a ouvi no rádio,
Não quero cantar junto, mas não tenho escolha

Ela costumava ser a minha garota,
Mas agora ela é famosa
Ela costumava ser a minha garota, 
Mas agora ela é famosa
Ela era tão doce, e agora os caras caem aos seus pés
Ela costumava ser a minha garota, mas agora ela é...

Eu como carne e ela come as folhas
"Colesterol alto e doenças do coração"
Você nunca vai entender como eu me sinto
Ela conseguiu um acordo pra gravar um álbum
Eu não quero ouvir isso!
Estou dando adeus esta noite,
Não consigo mais aguentar esse barulho
Ela está assinando autógrafos
Não quero dizer que a conheço, mas não tenho escolha

Ela costumava ser a minha garota,
Mas agora ela é famosa
Ela costumava ser a minha garota, 
Mas agora ela é famosa
Ela era tão doce, e agora os caras caem aos seus pés
Ela costumava ser a minha garota, mas agora ela é...

Bom, ela é como eu...
Só não é tão feia.

Ela costumava ser a minha garota,
Mas agora ela é famosa
Ela costumava ser a minha garota, 
Mas agora ela é famosa
Ela era tão doce, e agora os caras caem aos seus pés
Ela costumava ser a minha garota, mas agora ela é...

Famosa.


-She's Famous Now
Reel Big Fish
@Why Do They Rock So Hard? (1998)

Agora vocês me perguntam: quem é a tal namorada famosa?

Gwen Stefani, do No Doubt.

Diz a lenda que os dois tiveram um relacionamento de curta duração em 1994, fato que é desmentido por ele hoje em dia (ele alega que fez a música só pra "começar um boato"). A verdade é que até hoje o Aaron não se conforma com a ideia do No Doubt ter feito mais sucesso que o Reel Big Fish (tendo ambos começado juntos), e sempre acha uma oportunidade de pegar no pé dela. De qualquer forma, não foi a primeira nem última a lhe dar um belo toco.

Aaron Barrett, the dateless loser.

10/06/2010

A palavra é: Decadência

A brincadeira era abrir o dicionário mais próximo, pegar a primeira palavra que lhe saltar aos olhos e postar o que quer que sua mente associe à palavra (uma foto, um vídeo, um texto, uma música).

A palavra foi decadência:


Decadência pra mim é sair de um lugar como Curitiba pra vir morar numa cidade onde o cenário mais bonito pra tirar foto é o esgoto a céu aberto. Falo mesmo.

.

Alguns já devem ter reparado e outros devem ter visto pelo Twitter, mas aviso mesmo assim:
Ali no canto direito superior, no menu, tem um banner do TopBlog 2010. Meu blog foi muito gentilmente indicado pelo Rafhael e está concorrendo a alguma coisa que ainda não descobri o que é, hahah - Enfim, galera que quiser dar uma força e votar, é só clicar ali e confirmar o voto no email. Obrigada! :)

08/06/2010

:

Não faço visitas, nem ando em sociedade alguma — nem de salas, nem de cafés. Fazê-lo seria sacrificar a minha unidade interior, entregar-me a conversas inúteis, furtar tempo se não aos meus raciocínios e aos meus projetos, pelo menos aos meus sonhos, que sempre são mais belos que a conversa alheia.
Devo-me à humanidade futura. Quanto me desperdiçar me desperdiço do divino patrimônio possível dos homens de amanhã; diminuo-lhes a felicidade que lhes posso dar e diminuo-me a mim próprio, não só aos meus olhos reais, mas aos olhos possíveis de Deus.
Isto pode não ser assim, mas sinto que é meu dever crê-lo.

Fernando Pessoa, Escritos Autobiográficos, Automáticos e de Reflexão Pessoal.

06/06/2010

 

~ The Ocean ~
Against Me!

Se eu pudesse ter escolhido onde Deus teria escondido seu céu,
Eu desejaria que ele estivesse no sal e nas ondas do oceano,
Carregado pelas correntezas até as costas de todos os continentes,
Alcançando profundidades onde a luz do sol nunca esteve.

Misturado às algas e corais,
Aspirado pelos tubarões e golfinhos,
Navegado por navios-tanque, iates particulares, nadado por turistas,
Subindo através das baías, lagos e rios, pântanos e estuários.

Descendo através do calcário de um aquífero,
Purificado pelo condado, bombeado por canos e saindo por torneiras,
Entrando em copos para saciar a sede das nossas crianças.

Se eu pudesse ter escolhido, teria nascido mulher,
Minha mãe uma vez me disse que me chamaria de Laura;
Eu cresceria e seria forte e tão bonita quanto ela.
Um dia eu encontraria um homem honesto e ele seria meu marido,
Nós teríamos dois filhos, construiríamos nossa casa no Golfo do México.

Nossa família passaria os dias quentes de verão na praia, juntos,
O sol beijaria nossa pele enquanto brincávamos na areia e na água.
Nós saberíamos que amávamos uns aos outros sem precisar dizer;
À noite nós dormiríamos com as janelas da nossa casa abertas,
Deixando o ar fresco do oceano soprar sobre os ombros queimados dos nossos filhos.

Existe um Oceano na minha alma,
Onde as águas nunca se curvam.





Desde que a ouvi pela primeira vez e acompanhei a letra, me apaixonei por essa música. Muita gente diz por aí que não entende o que Tom Gabel quis dizer com "desejar ter sido uma mulher", interpretam ao pé da letra e dizem coisas como ele admitir ser bissexual ou qualquer coisa assim. 

Essa música é linda e o significado dela, a meu ver, vai muito além disso. O Oceano representa o Céu, como está claro. Mas ao associar o céu ao oceano, ele quis dar a ideia de um lugar acessível a todos, não a aqueles que o buscam de maneiras erradas. Todos merecem o céu, e ele não seria de uma determinada elite. E a visão de ser uma mulher e constituir família, é só a visão dele de uma vida feliz.

Mas isso sou eu. Como disse num post pra trás, uma da belezas da música é você ter a liberdade de interpretá-la como achar melhor. ;)

04/06/2010

Minhas bandas favoritas de A a Z

Na falta de algo melhor pra postar.


Avenged Sevenfold. E não importa o que digam ou dirão, Waking the Fallen ainda está no meu Top 10 e sempre será o melhor álbum deles.
Beatles, The. Não vou incluir os trabalhos solo de cada um deles nessa lista, então inclua todos aqui.
Clash, The.
Do It With Malice. É engraçado porque eles mal tem 140 ouvintes no Last.FM, e eu adoro, haha
Edguy. O que me mantém no Metal, ainda.
Forces of Evil, The. FUCK ALL YOU MOTHERFUCKERS! ♫ -q
Gaslight Anthem, The.
Hives, The. É uma das favoritas do Mike Ness também.
I - não conheço muitas e nenhuma delas é favorita ;(
Joe Strummer & The Mescaleros.
Kooks, The. Não muito, mas vai ela.
Linkin Park. Ainda é a favorita com L, foi a que me "iniciou" em todo o resto.
Maximum The Hormone. Tem um monte de bandas com M que eu adoro, mas essa é a mais diferente, porque é também a minha banda japonesa favorita (e eu milagrosamente não a conheci com animes o.O)
N - não vou arriscar uma porque não sei muito das poucas que conheço.
Oasis.
Piggy D. HÁÁ, quanto tempo ele não aparecia!
Queers, The.
Reel Big Fish.
Streetlight Manifesto.
Three Days Grace. Não adianta, o jeito que o Adam canta acaba comigo HAUH
U - idem I e N.
Von Bondies, The.
Who, The.
X - idem U
Y - idem X
Zebrahead.




Podem tratar me dizer as suas.

02/06/2010

A capa de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band

Promessa é dívida, não é? :)


Terminada a gravação do álbum, agora todos precisavam pensar em como seria a capa. Já estava decidido que deveria ser algo inusitado e ousado, como o álbum, também divertido e alegre, mas que se impusesse. Como aquele era um projeto incomum em todos os sentidos e inovava em muitos aspectos, eles também quiseram ser diferentes com a embalagem do disco: não apenas o papel-cartão habitual, mas talvez um algo a mais, brindes extras, qualquer coisa que fizesse as pessoas se interessarem pelo que havia dentro.

(Vejam bem, a essas alturas os Beatles já não vendiam tão bem quanto costumavam, devido à polêmica da declaração de John Lennon que citei no post anterior. Praticamente todo o material de merchandising que vendiam, incluídos os álbuns, eram comprados para ser queimados em praça pública. Então a ideia era fazer as pessoas comprarem o álbum para ouví-lo, por isso o interesse em chamar a atenção.)


Para abrirem a mente para novas ideias a respeito da capa, contrataram uma agência de publicidade de Londres. Como era uma agência nova cheia de gente jovem e empolgada, a ideia inusitada veio logo: já que o álbum é conceitual, ou seja, conta uma história, por que não imprimir uma espécie de livro com as letras das músicas, para que as pessoas possam ler a história enquanto a ouvem? Ideia genial! Assim o Sgt. Pepper's se torna o pioneiro em mais um aspecto que é banal hoje em dia: foi o primeiro álbum da história a incluir um encarte com as letras das músicas.

O esboço da capa ficou por conta de Paul McCartney, que sempre tomava a dianteira nos projetos da banda. Geralmente os outros não gostavam muito dessa autoimposição, mas dessa vez não fizeram objeções, afinal a ideia dele parecia realmente boa: ao invés da costumeira foto dos quatro sozinhos, eles posariam com seus uniformes de banda de marcha em frente a quadros de seus heróis; seria uma foto bem cheia de detalhes e coisas para o público ficar procurando. Chamaram um grupo de artistas plásticos holandeses para ver o que eles poderiam fazer pela arte da parte interna do encarte, e eles inventaram um caos baseado numa típica viagem de ácido: cores espalhafatosas misturadas a paisagens irreais e animais fantásticos. Apesar de bizarro, a banda adorou, mas resolveram consultar seu amigo Robert Fraser, que era um negociante de arte. Ele desaprovou a ideia, disse que era "ruim" e que em pouco tempo seria lembrado como "apenas mais uma capa psicodélica". A ideia teria que ser impactante a fim de marcar pelo significado, não pelo visual.

Por influência dele, chamaram o fotógrafo Michael Cooper e o artista plástico pop Peter Blake. Blake pediu para que eles explicassem que imagem eles gostariam passar com a tal "banda fictícia". Lennon explicou que eles seriam uma espécie de mistura entre banda de marcha e banda militar, e que a foto da capa teria que dar a ideia de que eles acabaram de dar um concerto e que seria legal se tivesse muita gente em volta, representando o público. Inicialmente a foto seria tirada com os quatro em um coreto com seus uniformes e pessoas aleatórias em volta, mas então essa ideia se mesclou com o projeto inicial de Paul, a dos quadros com os heróis: Blake sugeriu que eles usassem, ao invés de pessoas de verdade, fotografias e recortes em tamanho natural, bonecos de cera e coisas do tipo, assim eles poderiam colocar na multidão quem eles quisessem.

Isso foi o suficiente pra ideia ser aprovada de imediato. Agora cabia a eles escolherem quem queriam incluir na multidão. Foi uma lista bem diversificada e incluía gente de todo tipo de meio: George Harrison optou por líderes espirituais indianos, entre eles o Maharishi Mahesh Yogi, que foi guru dos quatro um ano mais tarde. Paul escolheu gente do meio artístico, personalidades da TV, autores. John queria avacalhar a coisa, ainda estava irritado com a repercussão que sua entrevista havia gerado e estava disposto a provocar mais polêmica: sua lista incluía Hitler, o marquês de Sade, Nietzsche, entre outros. Ringo não quis contribuir, disse que "qualquer coisa que eles escolherem, tá bom". Além destes, também incluíram merecidamente Stuart Sutcliffe, que foi o baixista original da banda e morreu anos antes, de repente; e Bob Dylan.

As colagens levaram duas semanas pra ficarem prontas, agora era levar ao estúdio para montar o resto do cenário e fotografar. Os roadies da banda iam atrás do que faltava e os quatro beatles foram atrás das roupas. Escolheram tudo o que acharam de mais chamativo, em cores e tecidos, e com a experiência de John em uniformes militares (por causa do filme do qual havia participado, How I Won The War), criaram os seus. O relógio de flores, que fazia parte do projeto inicial, acabou virando a guitarra que conhecemos na capa atual. As flores não vieram em quantidade e nem em proporção suficientes, e quem acabou montando a guitarra foi o próprio entregador.

Além das fotos da capa e encarte, queriam incluir ainda um brinde. Pensaram em todo o tipo de bugiganga: distintivos de plástico, tatuagens auto-aderentes e pequenas parafernalhas, mas o custo de produção seria altíssimo e não haveria como incluir esse pacote dentro da embalagem do disco de maneira que pudesse ser facilmente manuseado pelo pessoal do estoque da EMI. Então acabaram incluindo no encarte uma folha de cartolina com o distintivo, crachá e bigode postiço para que fossem recortados e armados (nota minha: os encartes da versão do disco em CD também inclui essa folha!).

Mas, apesar da solução mais barata, a produção total dessa capa + encarte saiu uma fortuna para a EMI. Para os outros álbuns, a arte lhes custava entre 25 e 75 libras. Para o Sgt. Pepper's foram gastas nada menos do que 2.800 libras, o que deixou o diretor furioso. E, além disso, a EMI tinha outro aspecto a proteger, além do financeiro: sua reputação. Eles não podiam incluir Hitler na capa de um disco, não poderiam colocar Gandhi com artistas de cinema e simplesmente não podiam usar a imagem de todas aquelas pessoas sem autorização! 

Assim sendo, Paul recebeu em sua casa, dias depois, o projeto com as alterações necessárias, e nele só havia sobrado os quatro, o bumbo com o nome do álbum, as flores e um vasto céu azul. Mas Paul conseguiu contornar a situação e o diretor acabou aceitando a proposta original (sem Hitler e Gandhi, porém) de má vontade e com a autorização das demais pessoas. E mais: se alguma delas quisesse indenização pelo uso da imagem, os quatro processariam a gravadora!

Então vamos à parte divertida, observar a capa e descobrir alguns elementos:

(clique para abrir uma versão maior, para ver os detalhes - sugiro que em uma nova aba!)

► Logo à esquerda (de quem olha) da banda, há 4 bonecos de cera dos próprios Beatles, em sua aparência do início dos anos 60. As estátuas foram emprestadas do museu de cera Madame Tussauds;
► Pelo chão há diversos objetos pessoais deles; algumas imagens em miniatura, um troféu e uma TV, além de vários instrumentos de sopro (que seriam os instrumentos da "banda fictícia");
► Bem no canto direito da foto, abaixo de uma folha de palmeira, há uma boneca da Shirley Temple com uma camiseta dos Rolling Stones;
► Pra quem não conhece o rosto de Stu Sutcliffe, ele aparece na extrema esquerda da foto, em preto e branco; é o terceiro contando de cima pra baixo.

► Quer ver mais? Por este site você confere a capa de maneira interativa, é só passar o mouse por cima da imagem e ela lhe mostrará quem é.

Outras curiosidades:

► A capa ganhou o Grammy na categoria de Melhor Capa e Arte Gráfica em 1968;
► É ainda muito imitada, em tributos e paródias;
► Os seguidores da conspiração Paul is Dead deita e rola com a arte deste álbum. Para eles, tanto a capa quanto as fotos internas e até mesmo a disposição das letras da música são pistas de que Paul realmente estaria morto.


Ufa. Nunca falta assunto sobre esse álbum.

Nota: Minhas fontes de pesquisa estão por toda a internet e na biografia da banda escrita por Bob Spitz. Diferentes versões de certos aspectos existem, mas procurei me basear nas fontes mais confiáveis.

Sargento Pimenta e sua banda completam 43 anos!

No dia 1º de junho de 1967 era lançado o oitavo e mais ousado álbum da banda de rock mais influente do mundo, The Beatles: Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band.


129 dias de gravação, uma orquestra, vários artistas contratados e incorporações de vários estilos, entre o rock'n'roll, o jazz, música clássica e música indiana tradicional. Foi um sucesso de público e crítica; na época do lançamento ficou 27 semanas no topo das paradas britânicas e 15 semanas no topo das paradas americanas; ganhou 4 Grammys em 1968 e ostenta o primeiro lugar na lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos, segundo a revista Rolling Stone.

Os convido a conhecer um pouco das curiosidades por trás desse fenômeno da história do rock!

We're Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, we hope you will enjoy the show!

No fim de 1966 os Beatles já estavam exaustos. A beatlemania e as inesgotáveis turnês ao redor do mundo eram desgastantes e, além disso, eles haviam se dado um problema sem que percebessem: a sonoridade que estavam aos poucos adotando em suas músicas, a partir de Revolver, era impossível de ser reproduzida ao vivo, tamanho o nível de experimentalismo. Ademais, eles estavam caindo no conceito do público desde a infame declaração de John Lennon sobre eles serem "mais populares que Jesus Cristo", meses antes, de forma que as vendas dos discos caíram e os shows não mais lotavam.

De comum acordo (apesar da relutância de Paul McCartney), resolveram parar de se apresentar ao vivo. Ao invés de perder tempo e de se arriscarem com as viagens, usariam esse tempo em estúdio aprimorando sua música e criando coisas novas.

Com todo esse tempo que eles não tinham antes, cada um foi pra um lado. George Harrison foi pra Índia aprender a tocar cítara com Ravi Shankar; seu conhecimento em música indiana foi crucial na realização do Sgt. Pepper's. John estava na Espanha participando das gravações do filme How I Won The War (Ringo foi pra lá com a esposa mais tarde, acompanhar). Paul foi passar uma temporada na França para "relaxar". Deixou crescer um bigode (sua ideia de "disfarce") para evitar confusão nas ruas e, ao perceber que tinha dado certo, uma ideia luminosa surgiu: as pessoas não querem mais ver os Beatles e nós não queremos parar. Então vamos fazer diferente: disfarçados, seremos uma outra banda tocando o que queremos tocar.

Quando voltou para a Inglaterra, já tinha todo o conceito do álbum em mente, além do nome da banda fictícia: Sargento Pimenta e os Corações Solitários. Paul estava empolgadíssimo com a ideia: algo que nunca ninguém havia feito antes, um conceito completamente novo, e eles não teriam que viajar e se apresentar daquela maneira, o álbum iria por eles. A reação dos outros?

George odiou. Para ele, que estava cada vez mais espiritualizado e, vulgarmente falando, de saco cheio daquela coisa toda de ser um beatle, a idea de "fingir ser outra pessoa" era absurda; seria a negação do eu interior, enganar pessoas. Não, sem chance. John Lennon não fez muita objeção, apesar de sempre cortar o entusiasmo de Paul com algum comentário do tipo "pare de viajar na maionese, Paul". O casamento dele com Cynthia estava de mal a pior, e ele já havia conhecido Yoko Ono, então as prioridades dele não eram exatamente música. E Brian Epstein, o empresário... Bom, desde que façam algo, façam qualquer coisa, mas façam. A essa altura ele já estava com a saúde debilitada e viria a falecer pouco tempo após o lançamento do álbum.

Bom, aceita a ideia entre trancos e barrancos, todos no estúdio gravando. Todos deixaram crescer bigodes e criaram o uniforme de banda de marcha. John e Paul, por mais que já não estivessem se entendendo direito, estavam com a criatividade a mil e compuseram praticamente todas as canções do álbum em conjunto, como sempre, um completando o outro. O álbum a princípio seria conceitual e giraria em torno do personagem Billy Shears (interpretado por Ringo, apresentado na canção With A Little Help From My Friends), mas John Lennon e sua teimosia conseguiram mudar o rumo do trabalho, de forma que o Sgt. Pepper's é um álbum semiconceitual, mas ainda assim o primeiro da história.



A temática, no fim, ia de situações do cotidiano, até problemas familiares, a transição da infância à fase adulta; e a inspiração veio fácil, desde notícias no jornal até o comercial de cereal na televisão. A experimentação instrumental com camadas sobre camadas, instrumentos pouco usuais e orquestração foram um acerto para o álbum e para a época. Em 1967 os jovens não queriam mais ouvir as baladas românticas e o pop fácil do início da carreira da banda. Eles estavam mais interessados em discursos político-sociais, ou, talvez mais verdadeiramente falando, música pra "ficar alto". Portanto, o rock psicodélico estava em alta, e era isso que eles deveriam fazer.

A gravação do álbum mesmo foi por si só inusitada. Paul McCartney não queria gente pomposa no estúdio, visto que o conceito seria algo com um quê de circense. Ordenou que os membros da orquestra usassem coisas como perucas e/ou narizes de palhaço, pendurou balões por tudo, distribuía chupetas e aventais para todos, foi uma verdadeira festa. Alguns curtiram bastante o ambiente despojado que o então suntuoso estúdio Abbey Road agora tomava, principalmente os músicos convidados (entre eles membros dos Rolling Stones e The Monkees); mas os mais conservadores membros da orquestra e o próprio produtor George Martin ficaram visivelmente ofendidos... O que não impediu o Sgt. Pepper's de tomar forma e ser o que é até hoje, um exemplo perfeito de conceito, psicodelia e experimentação.



Já falei pra caramba, bem mais do que queria, inicialmente (pra variar). Ainda falta falar da capa, que já daria um post tão grande quanto este. Falo no próximo, afinal, não posso deixar essa parte de fora!

We're Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, we hope you have enjoyed the show! ♫