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Não coloque sua vida nas mãos de uma banda de rock.

Tava esperando chegar hoje pra fazer um post bonitinho, mas aconteceram coisas tão decisivas e complexas nesses últimos dias que nem sei se vou conseguir fazer isso como eu queria.

Enfim, vou tentar.

21 de setembro, aniversário de William John Paul Gallagher. Eu não faço post pro Liam por motivos para mim óbvios. Então aproveito a data pra fazer meu post de saudade do Oasis.

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No fim de agosto do ano passado, o Oasis foi considerado oficialmente acabado, com a saída de Noel Gallagher da banda três shows antes da turnê mundial terminar. Quem acompanha meu blog há mais tempo me pegou em tempo integral narrando e xingando muito explicando os acontecimentos relacionados a tal tragédia. Tragédia, que exagero.

Ou não?



Cada um encara as coisas de um jeito, isso é evidente.

Acredito que todos aqui tenham lá suas bandas favoritas. Elas com certeza são suas favoritas por algum motivo especial — talvez você alguma vez tenha ouvido uma música dela e gostado muito; ou quem sabe você viu um vídeo e achou super louco; ou parou pra prestar atenção nas letras das canções e notou que elas pareceram ter sido feitas sob medida pra você. Talvez as músicas dessa banda te acalmem, talvez te agitem, talvez te deixem irritamentemente feliz ou prazerosamente triste. E então, quando você percebe isso (às vezes inconscientemente), a banda tem um lugar especial nos seus dias. Uma devoção do seu jeito.

E essa companhia constante na sua vida se torna tão natural que você já não se imagina mais sem ela. Imagina, passar um dia sem ouvir aquela música. Que absurdo.

Daí então um dia essa banda acaba.



Ah, não é motivo de desespero. Você tem os discos, os CDs, os DVDs, os pôsteres, os objetos pessoais com os nomes dos membros da banda, as letras das músicas escritas na última página do caderno. Mas alguma coisa não tá certa. Não é mais a mesma coisa. Você se sente... traído. Sim, de repente aquela banda, aquele conjunto de pessoas que faziam tanto sentido na sua vida, que conversavam com você quando ninguém conversava, que te diziam o que você queria ouvir, ou que te jogavam na cara coisas que você não queria ouvir, mas sabia que era verdade... Essas pessoas não veem mais sentido nisso.

"E eu, como eu fico?"

Vivendo de lembrança? Vou dizer como eu ando lidando com isso.


Neste exato momento é 1h da manhã e eu estou ouvindo o "Time Flies...", última coletânea do Oasis, lançada há pouco tempo. São 26 músicas, e cada uma delas me traz uma lembrança particular. Assim sendo, o Oasis é o que eu considero a minha banda favorita. Há quem considere que a banda volte dentro de alguns anos. Eu não aposto em nada, sinceramente espero o álbum solo do Noel e ficarei bem feliz com isso. Mas todos sabemos que o Oasis são Noel e Liam brigando, tentando se matar, falando mal um do outro pra quem quiser ouvir e sendo geniais juntos.

E então eu paro pra pensar em tudo o que esses dois malucos + todos os outros futuramente desempregados significaram na minha vida. As lembranças são bem boas, e é por isso que o Oasis sempre será especial pra mim.



(Já editei essa parte do post três vezes, e resolvi apagar. Empolgação demais.)

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