Pular para o conteúdo principal

"Superordem Xenarthra", ainda vou criar uma liga de super-herois com esse nome.

As preguiças-gigantes (também chamadas de Megatérios) são um grupo extinto da Superordem Xenarthra (a mesma das preguiças comuns, dos tatus e tamanduás). Elas eram literalmente gigantes e faziam parte da chamada megafauna pré-histórica (vejam bem, na pré-história existiam dezenas de espécies de animais gigantes, todas misteriosamente extintas).

Esses seres surgiram no Oligoceno (época em que se desenvolveram os primeiros mamíferos herbívoros - rinocerontes, cavalos, bovinos, porcos, cervos e etc), há cerca de 30 milhões de anos; e estão extintos há pelo menos 10 mil anos. Porém, dizem que existiam espécies viventes da preguiça-gigante em Cuba até meados de 1550. Apareceram na região da Patagônia, desenvolveram-se na América do Sul, e quando o istmo do Panamá se estabeleceu, migraram para o Norte e foram até o Canadá.

Como é de se adivinhar, a preguiça-gigante não tinha os hábitos das nossas preguiças atuais; ou seja, a nossa velha amiga não ficava pendurada em árvores. Porque, né, convenhamos: que tipo de árvore aguentaria um bicho de 5 toneladas e 6 metros de altura?

De qualquer forma, as centenas de fósseis encontrados em diversas partes da América começaram a ser estudadas em 1796. Existe um grande rumor de que existem espécimes sobreviventes vivendo bem dentro da Floresta Amazônica. Os nativos, que as chamam de mapinguari, as descrevem como seres gigantes, de pelo avermelhado, grandes garras e que, em pé, alcançariam até 2 metros de altura. Mas, na verdade, nenhum cientista até hoje conseguiu encontrar nenhuma prova de que tais animais existam. As amostras de pelos provaram ser de cutia, e as pegadas podiam ser "facilmente forjadas".


.

Engraçado como o meu cérebro funciona. A secretária da escola onde trabalho passou boa parte da tarde dizendo que estava com muita, mas MUITA preguiça. "Muita, mas MUITA preguiça" sempre me lembra daquela música antiga do Ultraje a Rigor cujo refrão vai assim: "Eu tenho uma preguiça... giii-gan-teees-caaa... uô-ô, gigante pela própria natureza". Daí a menção à "preguiça gigantesca" me fez lembrar desse trabalho que eu apresentei no penúltimo período de faculdade, em Zoologia 4, sobre a Superordem Xenarthra, e por algum motivo pensei que seria legal postar sobre isso. Não precisam agradecer.

Postagens mais visitadas deste blog

O Dia dos Namorados e a visão de romance por uma assexual arromântica

Vejo que isso vem mudando lentamente, mas, como regra geral, todo mundo é naturalmente criado e tratado como heterossexual (e, consequentemente, heterorromântico). Eu, claro, cresci com essa absoluta certeza e não questionei isso até meados dos meus 20 anos. Até então, achei que eu só era mais "devagar" pra certas coisas, mesmo. Mas vamos ter que voltar um pouco e compartilhar informação demais.
Como expliquei na página de educação e visibilidade, o fato das orientações sexual e romântica serem coisas separadas e muitas vezes não serem correspondentes é o que mais confunde quem demora a "sair do armário". Eu mesma ainda me vejo questionando ambas, embora esteja convencida de que estou, ao menos, em algum espectro de ambas (confira a página mencionada). Não posso falar por todos os assexuais arromânticos porque, obviamente, cada pessoa é diferente da outra e as coisas são diferentes pra todo mundo. Então vou falar por mim.
Embora só tenha percebido isso recentement…

... e ainda mais livros interativos!

2014 está sendo um ano muuuito esquisito... Não sei se tá todo mundo com essa impressão, ou se eu só estou prestando atenção nas coisas esquisitas, mesmo.
De qualquer forma, comentei em alguma postagem anterior sobre a necessidade da terapia que não vou fazer, e como esses livros interativos que tanto estão na moda andam me ajudando a aguentar toda a esquisitice desse ano.
Depois de Destrua Este Diário, que não vou terminar, e Termine Este Livro, que já terminei, peguei outros dois lançamentos: Listografia, de Lisa Nola, e 1 Página de Cada Vez, de Adam J. Kurtz.


O Listografia eu havia visto pelo Pinterest e achei a proposta atrativa pra mim: listar a vida de acordo com os mais variados tópicos. Os temas vão desde coisas simples, como os lugares em que você já morou, o nome de todos os animais de estimação que você já teve, seus programas de TV favoritos, as cidades que você conhece, até assuntos mais reflexivos, como as coisas sobre você que quase ninguém sabe, seus maiores atos de b…

As curiosas origens de 4 famosos jogos de tabuleiro

Adaptado do artigo original do Mental Floss.



Jogos de tabuleiro são uma forma de entretenimento criada pelos egípcios há 5 mil anos e nunca saíram de moda, mesmo que atualmente tenham sido adaptados em vídeo games ou jogos para o celular. Aqui vão as origens de alguns dos sucessos mundiais favoritos:

Monopoly / Banco Imobiliário

Embora seja considerado um jogo que glorifica o capitalismo (tendo sido banido de países como a China e a antiga União Soviética), este clássico foi inventado para representar justamente a ideia oposta. A americana Elizabeth Magie era ativista contra o pagamento de impostos imobiliários, no fim do século 19. Segundo ela e outros simpatizantes, deveria haver apenas um imposto de propriedade, diminuindo assim a diferença de riqueza entre os senhorios e os inquilinos. Para demonstrar de uma maneira fácil como as coisas aconteciam na época, Lizzie patenteou, em 1904, um jogo chamado The Landlord's Game ("O jogo do senhorio"), cujo objetivo era acumula…