22/12/2012

Relatório de Leitura de 2012

(atualizado 31/12)

Bom.

Isso vai ser meio...

... extenso.



Achei que ia ser difícil conseguir bater o recorde do ano passado, de 41 livros; mas, incrivelmente, a proeza foi superada: este ano devorei 59 livros. (se acham que é muito, tenham em mente que alguns deles cheguei a ler duas vezes. E, ah, a quase centena de HQs não está incluída no post.)

E este ano foi super empolgante, nesse sentido (só nesse, aliás, haha), porque li muitos livros deliciosos e é por isso que esse post vai ser tenso de fazer, porque vou meio que querer falar de todos ;( Mas vou fazer o possível pra não ser pedante.

Não sei nem que critério vou usar pra postá-los aqui, socorro.

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Se lembram quando eu disse, no ano passado, que o meu método de leitura era ir pegando os livros na ordem em que eles estivessem na estante, salvo quando a gente comprava algum que eu estivesse com pressa de ler? Esse ano a gente comprou TANTO livro que eu só consegui ler 4 seguindo o método da estante, HAHAHAHHAHAH

Como eu havia parado na prateleira da Agatha Christie, esses quatro livros foram dela. Deles, quero dar destaque a um que já havia lido quando adolescente e reli no começo do ano (o que foi ótimo, porque não me lembrava de praticamente nada dele):

(sinopse retirada do Skoob)


O Cavalo Amarelo - Agatha Christie 
Forças estranhas e perigosas, que aliam as velhas crenças aos novos conhecimentos científicos, são responsáveis por assassinatos a distância, por telepatia. Uma organização particular criminosa dedicada à eliminação de pessoas ricas, que não emprega assassinos profissionais, uma vez que suas vítimas morrem de ''doenças''. Deixando sempre, é claro, sobreviventes que lucram com as mortes. E o inspetor Lejeune, um homem de imaginação capaz de considerar as possibilidades menos ortodoxas, consegue chegar ao terrível deslindamento de uma trama macabra, que arrebata a fantasia e a imaginação do leitor como só Agatha Christie, a grande mestra do gênero, logra fazer.

O que mais gostei nesse enredo é que, a princípio, parece algo tão nada a ver com o estilo da Agatha que a gente já começa intrigado, e depois vai ficando sinistro, e aí finalmente você consegue perceber aonde isso tudo vai levando. Pra quem curte os livros dela, não deixem de ler este!

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Já que comecei falando de mistério, então vamos seguir por aí. Um outro livro legal do gênero que li este ano foi O Ladrão de Arte, de Noah Charney. Daqueles que tem pra vender no supermercado por 10 dilmas, embalados em plástico e geralmente não têm nem sinopse na contra-capa pra tu saber do que se trata. A princípio, a história não parece nada muito diferente; alguns museus famosos são roubados e obras de arte aparentemente sem conexão desaparecem, mais tarde revelando que tudo fazia parte de um plano super complexo e bastante intrigante. Enquanto eu lia, confesso que estava mais impressionada pelas informações de bastidores: um dos personagens é um professor de Arte e as cenas com ele são muito, muito informativas (o que eu adoro - cheguei a postar algo aqui que aprendi neste livro). Mas, no fim das contas, o enredo foi caminhando pra um desfecho tão legal que eu decidi que amei o livro. Se virem pelo supermercado, deem uma chance, é baratinho.

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Dossiê Drácula, de James Reese. Bem, esse aqui foi um livro difícil pra mim. A sinopse me deixou intrigadíssima e fui atrás dele, afinal, pra todos os efeitos, Bram Stoker, o autor do clássico Drácula, conheceu Jack o Estripador e se inspirou nele para criar seu personagem mais famoso. O livro é todo narrado através de cartas trocadas entre Stoker e seu amigo Henry Irving, e também por trechos de seu diário, e apenas assim. Vai se tornando maçante, especialmente porque na primeira metade do livro não acontece nada; é só Bram Stoker contando sobre seu trabalho como ator no teatro, e da sua grande amizade com a família Wilde, especialmente com a notável Speranza Wilde, mãe do famoso Oscar que todos conhecemos. Porém, na segunda metade do Dossiê, quando Stoker cruza o caminho do misterioso americano Francis Tumblety, a história deslancha em bizarrices e começa a ficar assustadora e bastante interessante. O mais legal sobre esse livro é que todas as pessoas e grande parte dos acontecimentos foram reais (a ficção fica somente por conta da interação Stoker-Estripador). Todos sabemos que a verdadeira identidade do Estripador jamais foi descoberta, e Tumblety foi realmente um dos suspeitos. E vale também a curiosidade: o Drácula não foi nada bem nas vendas e na aceitação da crítica, quando lançado, a ponto da esposa de Bram Stoker chamar a obra de "o livro do segundo banheiro" - que foi só o que eles conseguiram fazer com o dinheiro das vendas.

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Este foi o grande ano da Ficção-Científica, pra mim, tanto em literatura quando nas outras áreas de entretenimento. Dentre os que li, destaco os dois clássicos de H.G. Wells:

A Guerra dos Mundos. Me lembro de já ter assistido ao filme mais antigo (sem ser esse mais recente com o Tom Cruise) quando pequena (afinal, como esquecer aquela cena assustadora da sonda entrando pelo porão e procurando lentamente por cada cantinho?), mas não consigo achá-lo para assistir de novo. Marcianos assassinos invadindo a Terra e exterminando tudo sem dar maiores explicações? O livro é muito mais legal do que eu imaginava que seria; o começo, então, é TÃO cheio de suspense que eu tive que cuidar pra lembrar de respirar de vez em quando. Depois ele fica um tempo sem nada novo acontecer, mas a descrição do pânico e da situação das pessoas, em pleno início do século XX, sem saber o que estava acontecendo e sem saber como estava o resto do mundo, sem ter pra onde fugir ou onde se esconder, é tudo real demais. Pra quem gosta do gênero, não deixem passar este, é um clássico dos bons!



A Máquina do Tempo. Este eu tenho certeza de não ter assistido ao filme antigo, mas me lembro bem do mais recente e lembro de ter gostado muito. Essa história é fantástica! Bem no fim do século XIX, um cientista, considerado excêntrico por muitos, desenvolve um protótipo de máquina capaz de se deslocar temporalmente (ela viaja pela Quarta Dimensão, o Tempo, não saindo fisicamente do lugar, portanto). A narrativa fica por conta do Viajante do Tempo (o cientista sem nome), contando a outras pessoas em um jantar como ele foi parar no ano 802.701, onde encontra a Terra em ruínas magníficas e conhece dois povos distintos: os Eloi, a bela e fútil raça da superfície, e os Morlocks, uma raça selvagem e trabalhadora que vive nos subterrâneos. Lógico que aconteceram problemas e ele ficou por lá mais tempo do que previra, até conseguir recuperar sua máquina e viajar para 30 milhões de anos no futuro, testemunhando o triste fim do planeta e toda a sua vida. É um livro que também nos faz pensar em termos de sociedade, e deixa um baita gancho no final. Outro clássico indispensável!

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Ok, como falar de ficção-científica e ignorar O Guia Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams? Eu finalmente cedi e resolvi ler a série e saber do que se trata todo o fuzuê, e GENTE. A coisa é louca demais, divertida demais, (já falei que é louca demais?) e tem um sentido por trás da loucura toda. A história começa com Arthur Dent tentando impedir que sua casa seja demolida, quando descobre que seu melhor amigo há 15 anos é na verdade um alienígena e que a Terra vai ser destruída dali a 12 minutos. A partir daí, as bizarrices na vida de Arthur nunca mais vão parar, pois ele acaba virando, não por vontade própria, um Mochileiro das Galáxias, viajando de planeta em planeta e quase morrendo em todos eles e conhecendo alienígenas estranhos e pulando em lapsos temporais e... enfim, não tem como explicar melhor que isso. Pra quem gosta de narrativas loucas e situações absurdas e dar umas risadas boas, leiam. Os desafio a não gostar de Zaphod Beeblebrox!

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Falando em Galáxia e Viajantes do Tempo, chegou a hora que todos temiam: Emmanuella se empolgando com Doctor Who. E Emmanuella é uma pessoa tão empolgada com Doctor Who, vejam bem, que leu um monte de livros relacionados ao assunto.

Como não há nenhum dos livros ainda lançado no Brasil, precisei comprá-los em inglês (nota: se você é Whovian e quiser conseguir os livros, sugiro que compre pelo bookdepository.co.uk. O frete é grátis pro mundo inteiro, e sai BEM mais barato do que comprar importado por lojas e revendedores brasileiros)Vou listá-los para eventuais fãs que tropeçarem nessa página:



  1. Companions and Allies, que fala sobre TODOS os companheiros do Doutor (digo, até o décimo Doutor), desde a série clássica;
  2. The Official Annual 2012, com histórias inéditas, histórias em quadrinhos, pôster e passatempos;
  3. 100 Scariest Monsters, que fala sobre os piores aliens que o Doutor já precisou enfrentar, desde a série clássica;
  4. O perfeitoso Doctor Who: The Visual Dictionary, que fala sobre, tipo, TUDO. Explica como funciona o console da TARDIS e a chave de fenda sônica e o traje dos Daleks e a anatomia do Doutor e as regenerações e muito, muito mais!
  5. Torchwood: The Encyclopedia, de Gary Russell; um guia dos personagens e episódios, com umas fotos bem grandes do Capitão Jack Harkness porque né.

(eu podia ter omitido essa parte da lista final, mas HA ME OBRIGUEM)

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O que eu também li muito esse ano (e li sempre e sempre lerei, odiadores que odeiem) foram livros infanto-juvenis. Eu amo os livros do gênero porque não é sempre que eu quero fritar meu cérebro antes de dormir. Quero muito mesmo recomendar estes:



Desventuras em Série, de Lemony Snicket

Quem não leu, já deve ter ouvido falar pelo filme estrelado por Jim Carrey. O filme, apesar de seguir o clima sombrio da história (dos três primeiros livros, especificamente), acaba desviando drasticamente do enredo principal da confusão toda. Os treze livros giram em torno das literalmente desventuras em série dos irmãos Violet, Klaus e Sunny Baudelaire. Desde que ficaram órfãos devido ao incêndio que destruiu a mansão onde moravam, as superdotadas crianças têm que escapar como podem dos planos do maligno Conde Olaf, que deseja a herança delas e todo custo; pulando de tutor em tutor e de cidade em cidade. Tudo muito normal até aí, quando logo descobrem que o Conde Olaf é o menor dos seus problemas: os Baudelaire descobrem que estão, sem querer, envolvidos com uma associação secreta, tão secreta que só posso adiantar que o último livro não significa o fim de todas as dúvidas. Com o decorrer da história, descobrimos que o autor também é personagem do livro, e a narrativa dele é muito peculiar e hilária de tão irritantemente cheia de voltas inúteis. "Lemony Snicket" (entre aspas, por ser um pseudônimo) escreveu ainda outros livros que de algum modo se relacionam às Desventuras, infelizmente nem todos publicados no Brasil. Me pergunto se algum deles responde às dúvidas ao invés de gerar mais delas!

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Ano passado, comecei outras duas sagas do autor de Percy Jackson e Os Olimpianos, o genial Rick Riordan. Como já comentei anteriormente, As Crônicas dos Kane é sobre dois irmãos, Sadie e Carter, que são descendentes de faraós e, por conta de uma confusão envolvendo a serpente Apófis e sua obsessão pela destruição do mundo e aquela coisa toda, precisaram receber treinamento na magia egípcia, com a ajuda de magos e deuses, para que pudessem lutar. Em O Trono de Fogo, a missão dos dois é tentar despertar Rá, o único deus capaz de enfrentar Apófis, cujo sucesso ou fracasso está em A Sombra da Serpente, o último volume d'As Crônicas. Os livros trazem um anexo com a tradução de hieróglifos e encantamentos egípcios, além do glossário com os nomes dos deuses e artefatos citados durante as histórias. Prato cheiíssimo pra quem se interessa por Mitologia e História Egípcias e quer aprender de maneira fácil e bem divertida. O Filho de Netuno, segundo volume da saga Os Heróis do Olimpo, marca a volta de Percy Jackson, desta vez em meio a um acampamento de semideuses Romanos. Quem já teve oportunidade de ler aos livros da saga Percy Jackson já sabe como é o estilo do autor, então não se sintam receosos de ler estes outros livros, também (mesmo porque, tenho uma sensação levíssima de que vai tudo se conectar, no final...).

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Este ano, uma das grandes produções do cinema foi o filme John Carter, da Disney. Filme que todo mundo falou mal (a maioria sem chegar a assistir), coisa que não entendo e não pretendo entender, visto que eu devo ser daquelas poucas pessoas que ainda vai ao cinema pra se divertir, e não pra chegar na internet depois e treinar minhas habilidades de pseudo-crítica de cinema e know-it-all. Enfim. O filme foi baseado no clássico de Edgar Rice Burroughs (autor também de Tarzan), Uma Princesa de Marte, escrito há cerca de 100 anos e só publicado no Brasil este ano por causa do filme. No total, são cerca de 10 livros com histórias do ex-militar John Carter, que de alguma forma encontrou um portal para Marte e passou anos de sua vida por lá, conhecendo várias raças e costumes locais (e se enfiando em guerras, porque... como não?), e também o amor pela princesa Dejah Thoris. Não sei dizer se o filme realmente fugiu um pouco do enredo do primeiro livro ou se aproveitou de fatos de livros posteriores (que não sei se chegarão a ser lançados aqui), mas a imaginação do autor ao criar toda uma sociedade em um planeta desconhecido, com suas próprias leis e línguas e costumes, não é de se ignorar. Em Os Deuses de Marte, John Carter retorna ao planeta e o encontra em dificuldades, e fará de tudo o que puder para ajudar o lugar e pessoas que tanto ama. Terminou numa cena tensíssima e agora eu quero ler o próximo logo :(

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Dando continuidade ao ano passado, li este ano o quarto e quinto volumes d'As Crônicas de Gelo e Fogo: O Festim dos Corvos e A Dança dos Dragões. Há algo na maneira como George R. R. Martin mata todos os seus personagens favoritos e frustra todas as suas especulações que torna inacreditavelmente impossível que desistamos dessa história tão violenta e imprevisível. Não posso falar muito sobre os livros sem que solte eventuais spoilers (especialmente pra quem ainda tá nos primeiros livros ou só acompanhando o Game of Thrones). Só digo que há um recorde de morte de cavalos no último livro, se isso é possível (certeza que o Martin caiu do cavalo quando criança). Pena que o próximo livro ainda vai demorar muito pra ser lançado ;(

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Não tenho como não falar do gigante e perfeito e maravilhoso Harry Potter: Das Páginas Para A Tela, de Bob McCabe. É um relatório detalhadíssimo do processo de adaptação dos livros para o cinema, desde a escolha dos atores e diretores e dos locais de filmagem, até a criação do figurino, dos cenários e dos efeitos especiais. O livro nos permite entender por que alguns aspectos dos filmes foram alterados em relação aos livros (como, por exemplo, por que o Harry Potter do filme não tem olhos verdes, no menor dos problemas, haha). As fotos em alta resolução também mostram detalhes do figurino que muitas vezes não percebemos nos filmes, como nesta foto que tirei, dos detalhes das máscaras dos Comensais da Morte:
















De babar, né?!

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Ok, então também não tenho como não falar do gigante e perfeito e maravilhoso The Marvel Encyclopedia, um guia completo com os principais personagens da Marvel, suas origens e principais histórias, características de personalidade e super poderes (se houver). Como não foi publicado no Brasil, está todo em inglês, mas até quem não entende vai amar o colorido *-*





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Pra quem acompanha a série (especialmente agora que o Governador já apareceu e começou suas peripécias), ou pra quem acompanha as HQs, esse aqui é um tesouro. Ouvi dizer que serão três livros sobre o personagem. Neste, Ascensão do Governador, conhecemos Phillip Blake, de onde veio, para onde vai, e o que lhe acontece no caminho. Embora a princípio pareça qualquer HQ de The Walking Dead em forma de romance, garanto que os capítulos finais serão muito, muito surpreendentes. Não falo mais.




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AH GENTE COMO É QUE EU NÃO VOU FALAR DESSE

Na verdade eu já tinha lido esse livro há muitos anos, quando ainda nem morava aqui. Quis reler pra relembrar os detalhes e poder aproveitar o filme ao máximo, quando chegasse ao cinema - o que foi uma decisão das boas, porque eu não me lembrava direito das coisas mais legais! Tolkien escreveu O Hobbit para seu filho, muito antes de escrever O Senhor dos Anéis. É uma história infantil, o que não significa de maneira alguma que seja "pior" ou menos digna de crédito do que a sua obra mais famosa. Envolve a mesma mitologia (e parte dos mesmos personagens), mas de forma mais fácil de acompanhar. A história se ambienta 60 anos antes de O Senhor dos Anéis, quando Bilbo Bolseiro era jovem e foi... convencido a participar de uma aventura com Gandalf e 13 anões em busca do tesouro destes e a reconquista de sua cidade, tomados pelo terrível dragão Smaug. Além disso, sabemos como realmente Bilbo obteve posse do Um Anel. Recomendo a todos!!

Essa edição da Martins Fontes conta com as ilustrações originais de Tolkien e, claro, os mapas.

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Quem me acompanha há mais tempo deve saber que meus gêneros favoritos de leitura ou o que quer se seja não incluem, geralmente, romances e dramas. Mas de vez em quando acabo topando com coisas assim, e eventualmente acabo me surpreendendo. Li As Horas por ter ganhado de presente e, por ser uma edição em inglês, o levava pra escola pra ler nas aulas vagas e ir "calibrando" o cérebro. Me vi tão envolvida pela trama que o lia também em casa e tive até a conhecida depressão pós-leitura quando o terminei. Muito triste, muito bonito e muito interessante. A história envolve três mulheres, de épocas diferentes, que estão "ligadas" pelo mesmo livro: Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf. Nunca li o tal livro da autora mas, embora quem o tenha lido talvez até apreciasse ainda mais o enredo de As Horas, não é essencial o fazer. Uma das personagens é a própria Virginia Woolf, na época em que escreveu o livro, em meio à sua depressão e eventual suicídio. A segunda personagem é uma dona de casa da época da guerra, grávida e apaixonada pelo livro. E a terceira personagem é uma mulher dos tempos atuais, que leva o mesmo nome da personagem principal do livro de Virginia, e se vê às voltas com a organização de uma festa para seu amigo escritor, que sofre de AIDS. O livro intercala os casos das três personagens, assim como o filme (que corri pra assistir assim que terminei de ler o livro). Pra quem gosta de sofrer e chorar, tá aí o livro perfeito.

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E agora, pra terminar (TODOS COMEMORA), a coleção que estou lendo agora, As Brumas de Avalon.



Já li os três primeiros volumes dos quatro da coleção, estou agora no último. Estou ciente de que, como a história do Rei Arthur é, pra todos os efeitos e até que se prove o contrário, uma lenda, existem várias versões da história, e cada uma delas vai ser eventualmente um pouco diferente da outra, dependendo do ponto de vista de quem as escreveu. Esta versão é de Marion Zimmer Bradley, que passou anos vivendo com druidas na Inglaterra para que ouvisse a história da boca deles e a romantizasse sob o ponto de pista das mulheres envolvidas: a sacerdotisa Morgana e a rainha Guinevere. Em meio a tantos argumentos políticos e de equilíbrio entre as crenças pagãs e cristãs, a história foi escrita de maneira tão realista que quase não percebemos o traço de fantasia por trás de tudo, nem quando os dragões são mencionados. Pessoalmente, não conhecia muito da lenda do Rei Arthur além do que praticamente todos já ouvimos falar, mas confesso que, até onde li, já sou torcedora da Morgana e não vejo a hora da Guinevere morrer (ela vai morrer? Digam que sim). Mulherzinha irritante.

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CABÔÔÔ!! Parabéns pra quem leu tudo, considerem isso como um livro a mais na listinha de vocês.

Segue a lista completa da minha leitura (de livros) de 2012:



    1. O Trono de Fogo, Rick Riordan
    2. O Cavalo Amarelo, Agatha Christie
    3. É Fácil Matar, Agatha Christie
    4. Assassinato no Beco, Agatha Christie
    5. Noite Sem Fim, Agatha Christie
    6. Harry Potter: Das Páginas Para A Tela, Bob McCabe
    7. Doctor Who: Companions And Allies, V.A.
    8. A Twist In The Tale: Five Short Stories, V.A.
    9. O Festim dos Corvos, George R.R. Martin
    10. Oliver Twist, Charles Dickens
    11. The Walking Dead: Ascensão do Governador, Robert Kirkman e Jay Bonansinga
    12. Doctor Who: The Official Annual 2012, V.A.
    13. As Melhores Histórias da Mitologia Egípcia, Carmen Seganfredo e A.S. Franchini
    14. O Ladrão de Arte, Noah Charney
    15. King's Ransom, Ed McBain
    16. Silver Blaze & Other Stories, Sir Arthur Conan Doyle
    17. Dossiê Drácula, James Reese
    18. The Hours, Michael Cunningham
    19. Desventuras em Série: Mau Começo, Lemony Snicket
    20. Desventuras em Série: A Sala dos Répteis, Lemony Snicket
    21. Doctor Who: The Scariest Monsters, V.A.
    22. Desventuras em Série: O Lago das Sanguessugas, Lemony Snicket
    23. Desventuras em Série: Serraria Baixo-Astral, Lemony Snicket
    24. Torchwood: The Encyclopedia, Gary Russell
    25. Desventuras em Série: Inferno no Colégio Interno, Lemony Snicket
    26. Desventuras em Série: O Elevador Ersatz, Lemony Snicket
    27. O Filho de Netuno, Rick Riordan
    28. Desventuras em Série: A Cidade Sinistra dos Corvos, Lemony Snicket
    29. Hollow Earth, John & Carole Barrowman
    30. Desventuras em Série: O Hospital Hostil, Lemony Snicket
    31. Desventuras em Série: O Espetáculo Carnívoro, Lemony Snicket
    32. Desventuras em Série: O Escorregador de Gelo, Lemony Snicket
    33. Desventuras em Série: A Gruta Gorgônea, Lemony Snicket
    34. Doctor Who: The Visual Dictionary, V.A.
    35. Desventuras em Série: O Penúltimo Perigo, Lemony Snicket
    36. Desventuras em Série: O Fim, Lemony Snicket
    37. The Marvel Encyclopedia, V.A.
    38. A Dança dos Dragões, George R.R. Martin
    39. Lemony Snicket: A Autobiografia Não-Autorizada, Lemony Snicket
    40. A História Sem Fim, Michael Ende
    41. Histórias Sobrenaturais, Rudyard Kipling
    42. Super-Heróis nos Desenhos Animados, André Morelli
    43. Almanaque Jornada nas Estrelas, Salvador Nogueira e Susana Alexandria
    44. A Guerra dos Mundos, H.G. Wells
    45. Uma Princesa de Marte, Edgar Rice Burroughs
    46. A Máquina do Tempo, H.G. Wells
    47. O Hobbit, J.R.R. Tolkien
    48. Os Deuses de Marte, Edgar Rice Burroughs
    49. A Sombra da Serpente, Rick Riordan
    50. O Alquimista: Os Segredos de Nicolau Flamel, Michael Scott
    51. As Brumas de Avalon: A Senhora da Magia, Marion Zimmer Bradley
    52. Perdidos no Espaço, Joan D. Vinge e Akiva Goldsman
    53. O Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams
    54. O Restaurante no Fim do Universo, Douglas Adams
    55. As Brumas de Avalon: A Grande Rainha, Marion Zimmer Bradley
    56. A Vida, o Universo e Tudo Mais, Douglas Adams
    57. Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes!, Douglas Adams
    58. O Gamo-Rei, Marion Zimmer Bradley
    59. Praticamente Inofensiva, Douglas Adams




    Já leram algum destes? Gostaram? Se interessaram por algum? Me contem! (sério, quem me acompanha no twitter sabe que eu tô há três dias nesse post)

    Para outras sugestões de leitura, revejam o post do ano passado!

    17/12/2012

    HCtZ: Top Álbuns 2012

    Esse post vai ter um monte de vídeos, estão avisados.

    Achei que não ia conseguir juntar álbuns suficientes pra esse post, mas não é que deu?

    Este ano não fui a nenhum dos shows que queria ir (e isso incrivelmente não me deprime mais); não sei quais acontecerão no ano que vem porque também não irei a eles.

    O ano marcou a volta de algumas das bandas que eu gosto, como o Garbage e o Refused (que voltou só pra terminar de novo em seguida), o hiato de outras, e o fim de outras ainda, como o Westlife. Também foi o ano da morte de divas como a Etta James, a Whitney Houston e a Donna Summer, e tantos outros membros de bandas clássicas (e contemporâneas).

    De tudo o que foi lançado esse ano, ouvi pouco. Mas lá vão meus escolhidos, sem ordem de preferência:

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    Reel Big Fish
    Candy Coated Fury

    Fiquei muitos meses sem conseguir ouvir Reel Big Fish (que vocês sabem ser uma das minhas bandas favoritas) sem associar a banda a um monte de coisas chatas que aconteceram em relação a eu não ter podido ir ao show, no ano passado. Até achei que nem ia querer ouvir o álbum novo, ainda mais por ser o primeiro da banda desde a saída de um dos membros principais, o vocalista/trompetista/guitarrista/tecladista Scott Klopfenstein. Mas, obviamente, não resisti, ainda mais por ter sido o primeiro de inéditas desde 2007. E não me decepcionei, porque as músicas são ainda super divertidas. Só lamento a banda ter perdido a mão com os clipes (que costumavam ser dos mais engraçados) e lançaram um bem toscão como primeiro single. Em vez dele escolhi um outro, feito por um fã, que ficou bem legal:

    I Know You Too Well To Like You Anymore


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    The Gaslight Anthem
    Handwritten

    O Gaslight anda num ritmo frenético no lançamento de material novo, aproveitando a onda de fama que os pegou (o lado ruim dessa fama toda é que finalmente começaram a aparecer os haters, haha). O álbum é típico deles: as letras cheias de "internas" do Brian Fallon, que a gente não entende metade das referências mas ainda assim consegue se identificar com o drama geral e cantar alto e sofridamente como se fosse tudo com a gente mesmo. Eu tenho um monte de favoritas, nesse álbum. Uma delas é o primeiro single:

    "45"


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    Hot Water Music
    Exister

    O Hot Water Music é outra daquelas bandas que saiu do hiato pra voltar a gravar coisa nova esse ano, mas confesso que só fui começar a ouvir mesmo a banda porque curti muito a carreira solo (que tem patavinas a ver com o HWM) de um dos vocalistas, Chuck Ragan. Há quem diga que eles não soam mais como costumavam - atribuo isso ao tempo em que cada um se dedicou a outras coisas; mas ainda assim é um álbum cheio de energia e com músicas que com certeza se tornarão hinos nos shows.

    Drag My Body



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    Chet Baker
    Ashes and Fire

    A depressão que me dá sempre que vejo as fotos mais recentes dele (maldita heroína). Não sei se as coletâneas entram como "álbuns novos", mas ela foi realmente lançada esse ano e, apesar de não ter músicas novas, tem todas as que eu gosto mais, e a tenho ouvido bastante. Adoro ouvir o Chet cantar, além de tocar, então aí tem tudo!




    Everything Happens to Me




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    Lucero
    Women & Work

    Me lembro que eles lançaram esse álbum bem na época que eu tava começando a curtir a banda, então fiquei super empolgada pra ouvir logo, tipo contando as horas pra ouvir o stream ao vivo no site da Rolling Stone mesmo, haha. Acho esse álbum demais! Vi algumas opiniões de fãs mais antigos reclamando sobre ter seguido a linha do álbum anterior (que, pelo que entendi, foi o menos favorito do povo até então), mas pessoalmente adorei a levada mais Americana do álbum, que gosto mais do que o Country deprê que eles costumavam misturar ao som.

    Women & Work

    pensem num vídeo caipira

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    Paul McCartney
    Kisses on the Bottom

    Esse eu demorei tanto pra conseguir ouvir que achei que o ano ia passar e eu ia ficar sem (não baixei álbuns esse ano, eu sei, sou uma pessoa exemplar), mas finalmente chegou no Spotify e pude conferir. É um álbum de covers, muito gostoso de ouvir pra quem curte aqueles jazz antigos que fizeram sucesso há décadas. Destaque, claro, para o vídeo com Johnny Depp e Natalie Portman interpretando uma das canções na linguagem de sinais:


    My Valentine


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    The Hives
    Lex Hives

    Esses suecos sempre conseguem a proeza de lançar músicas que ficam uma semana na minha cabeça, tempo que aproveito para inventar uma coreografia pra cada uma delas (que até ensaio mas jamais serão exibidas).





    Go Right Ahead



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    Entre outros álbuns do ano que gostei muito, listo:

    • Bruce Springsteen - Wrecking Ball
    • The Menzingers - On The Impossible Past
    • Ceremony - Zoo
    • Sharks - No Gods
    • OOMPH! - Des Wahnsinns fette Beute
    • Neil Young & Crazy Horse - Americana
    • ZZ Top - La Futura
    • Three Days Grace - Transit of Venus
    • Stone Sour - House of Gold & Bones Part 1

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    Decepção do ano:

    • Gallows - Gallows

    Eu adorava o Gallows até o vocalista Frank Carter sair. Pra mim, ele era o diferencial do Gallows em relação a outras bandas de Hardcore. O vocalista atual é mais do mesmo e as músicas ficaram clichezonas.

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    Os Álbuns de 2013:

    Dos que aguardo, estão:

    1. Bad Religion - True North
    2. Pure Love - Anthems
    3. Streetlight Manifesto - The Hands That Thieve (que ia ser lançado esse ano, mas atrasou. ~novidade~)
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    E vocês, o que ouviram de lançamentos esse ano?

    12/12/2012

    Cover: "Total Eclipse of the Heart"

    "Nuss Manu, não tinha música mais coxinha pra escolher?"

    Meus amigos, essa não é apenas mais uma balada coxinha dos anos 80. Se desviarmos a atenção do desespero da Bonnie Tyler e do clipe bizarríssimo (que foi filmado num hospício, aliás), veremos que a letra é, na verdade, bem boa.


    "WE'RE LIVING IN A POWDER KEG AND GIVING OFF SPARKS!"
    ("estamos vivendo num barril de pólvora e soltando fagulhas" - FALA SÉRIO!)

    Ou sou eu que tô curtindo balada coxinha dos anos 80 mesmo, o que eu até posso admitir. E, ainda melhor pra minha cara, tô curtindo balada coxinha dos anos 80 na versão de uma boyband!!

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    Esse clássico das power ballads foi composto por Jim Steinman (que também compôs outras baladas de sucesso, tanto da Bonnie Tyler quanto de outros artistas. Ele também é produtor e cuida da trilha sonora de muitos³ filmes - procurem) em 1982. Estourou em primeiro lugar nas paradas em 1983, interpretado por Bonnie Tyler.


    A canção vem recebendo versões desde então. Esta versão gravada pelo grupo irlandês Westlife saiu no álbum de covers "The Love Album", de 2006. (AH TÁ QUE VOCÊS ACHARAM QUE ERA A VERSÃO DO ONE DIRECTION)

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    Conhecem outras versões da música? Qual a sua favorita?

    02/12/2012

    Clichês da TV e do Cinema Que Você Nunca Verá na Vida Real

    Adaptação porca do artigo original no Mental Floss, olhem lá que é melhor.

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    Clorofórmio:


    Cena clássica nos filmes de suspense, o vilão chegando por trás com um lenço encharcado de clorofórmio na intenção de desmaiar alguém. Na prática, não é assim tão fácil nocautear alguém com clorofórmio: a substância perde rapidamente seu poder ativo assim que entra em contato com o oxigênio (ou seja, não dá pra ficar escondido atrás da porta segurando um lenço encharcado até a vítima aparecer). E, pra melhorar, o clorofórmio não faz efeito na hora: dependendo de fatores como o tamanho e peso da vítima, pode levar até 10 minutos para que ela desmaie.

    Cair atravessando vidros:

    Aí o mocinho se joga pela janela do décimo quinto andar, cai em pé e sai andando, e tudo o que ele exibe é um cortezinho charmoso na maçã do rosto. Tirando os absurdos como não quebrar ao menos meia dúzia de ossos, o fato de atravessar vidros dessa forma não poupa a pele de ninguém. Estilhaços de vidro cortam tecidos com facilidade, e mutilam carne como se não fosse nada. Atravessar uma parede de vidro produziria tantos cortes em uma pessoa que, mesmo que ela sobrevivesse, pareceria recém saída de um banho de sangue.

    Explosões de carros:


    Parece que toda perseguição de automóveis termina em um deles perdendo o controle, batendo em alguma coisa e explodindo. Ou capotando e explodindo. Ou caindo de um penhasco e explodindo antes de chegar lá embaixo. A verdade é que a gasolina não é tão inflamável assim, e para que seu vapor realmente cause uma explosão, o contato dele com o oxigênio tem que ser bem específico (entre 1,4 e 7,6%). Fora dessa escala, o máximo que pode acontecer é o automóvel pegar fogo - mas não explodir.

    Afogamentos dramáticos:


    Nada de fazer aquela barulheira, gritando por socorro e chamando todo mundo e espirrando água pra todo lado. Vítimas de afogamento raramente são resgatadas a tempo porque ninguém perto delas percebe que alguém se afogou. A tendência da pessoa que se afoga é esticar o corpo e esticar os braços para os lados, numa tentantiva de "empurrar" a água pra baixo para poder alcançar a superfície. Não há oxigênio o suficiente para que a pessoa se debata, e é difícil conseguir colocar a boca pra fora da água e gritar.

    Lápides prontas no enterro:

    Elas sempre aparecem depois de um cena tensa, num funeral (geralmente debaixo de chuva) pra nos esclarecer que o personagem não sobreviveu ao que quer que tenha acontecido com ele. Na prática, lápides levam, no mínimo, quatro semanas para ficar prontas - se forem das mais simples. Lápides personalizadas com detalhes a mais levam pelo menos 90 dias.

    Entre outros:

    • Vítimas de amnésia que recobram a memória após um segundo trauma na cabeça. Uma segunda pancada só pode piorar a situação, nunca melhorá-la.
    • Pessoas que levaram um tiro e pronto, me deixem aqui e vão sem mim. Mesmo que tenha sido no coração, ainda levam uns minutos até que percam a capacidade motora - ou seja, elas ainda podem revidar ou correr. O tiro só imobiliza instantaneamente se for na cabeça ou na coluna.
    • Pessoas atingidas por um tiro de revólver e são arremessadas longe. Um tiro de revólver não tem pressão o suficiente pra isso e, se tivesse, o atirador também seria arremessado para trás.
    • Silenciadores milagrosos que permitem um atirador matar todo mundo num lugar fechado sem levantar a mínima suspeita. Os silenciadores não abafam o som do disparo; na verdade, ele apenas dá um tempo para que a bala resfrie um pouco antes de ser lançada, então o que ele faz é suavizar um pouco o som do BANG!. Mas o tiro ainda é bastante audível, especialmente em lugares fechados.
    • A polícia chega, os detetives chegam, tiram umas fotos, recolhem umas evidências, mandam limpar tudo e vão embora. Numa cena de crime real, ninguém pode sair do lugar até que todas as evidências necessárias sejam recolhidas e, se algum policial esteve envolvido na cena, ele deve ficar lá até ser interrogado pelos seus superiores. E a limpeza fica sempre por conta do dono do lugar.


    Há outros pontos que não colocarei no post, mas vocês podem sempre comentar o que costumam ver nos filmes e que os deixam intrigados. Partos a jato? Câmeras de vigilância de resolução melhor que a Tekpix?

    11/11/2012

    Domingo DIY: Stencil

    Alguns aspectos do que vou ensinar aqui hoje vão meio que contra a maioria das técnicas que vocês encontrarão pela internet, mas, acreditem, já tentei de TODAS e a maioria foi um grande fiasco, pra mim. Eu nunca admito que não levo jeito pras coisas, então adaptei alguns passos de forma que funcionassem satisfatoriamente pra mim. Acredito que devam funcionar pra outras pessoas, também.

    Ando me aventurando com stencil há uns anos, e acho que até hoje nunca fiz um que tivesse ficado bem-feito o suficiente. O de hoje também não ficou, mas olhem a minha cara de quem tá ligando (bom, imaginem a minha cara de quem tá ligando). Alguns deles são:



      Cliquem pra aumentar. Essa do Dalek, à esquerda, tem "Exterminate!" escrito em vermelho, embaixo.



    Hoje, finalmente peguei aquela mochila preta sem graça e resolvi fazer algo a respeito - tipo colocar o emblema da USS Enterprise. Pra brincar com stencil em tecido, você vai precisar de:



    - o objeto a ser pintado (OH REALLY)
    - o desenho a ser pintado
    - tinta pra tecido
    - papel-cartão
    - papel carbono
    - tesoura
    - estilete
    - lápis/caneta
    - batedor pra stencil
    - pincel fino
    - fita adesiva

    Notas sobre os materiais:

    Lembram quando eu disse no outro post que a graça do DIY era justamente usar o que você já tinha à mão? Então, grande parte dessas coisas mais diferentes vocês podem trocar por outra coisa: o papel-cartão pode ser qualquer papel mais durinho que uma folha sulfite (até caixinha de embalagem vale - eu usei o calendário do ano passado, pra vocês verem o nível). O batedor pra stencil é frescura, vocês podem usar qualquer tipo de espuma: um rolinho de pintura, uma esponja de banho ou o lado macio da esponja de lavar louça servem perfeitamente.

    Passo a passo:



    1. Primeiro, temos que transformar o desenho em um molde. É fácil: coloque-o sobre uma folha de papel carbono, posicionado sobre o papel-cartão. Use o lápis ou caneta pra contornar o desenho. ATENÇÃO: pra achar o desenho desejado, busquem pelo nome do objeto mais a palavra "stencil" em seu buscador de imagens de preferência. Normalmente, já existirão alguns moldes disponíveis, mas em alguns casos você não achará o que quer. Assim, recomendo que vocês procurem no filtro "clip art" ou "desenho linear".



    2. Em seguida, corte o molde com a tesoura e os detalhes internos com o estilete. Essa parte deve ser feita com bastante cuidado (pelo bem dos detalhes e dos seus dedos, também). ATENÇÃO: desenhos com detalhes internos (como no caso do que eu usei) necessitam de algumas "pontes", que servem para que os detalhes não se desloquem do molde e acabem deixando sua pintura torta. Improvisem algumas (não muitas) para que eles não se soltem.



    3. Fixe o molde com a fita adesiva na posição em que o deseja pintar, bastante firmemente.


    4. Comece a bater a tinta com o batedor, suavemente e sem pressa (a chance de borrar esse troço é bem chata). ATENÇÃO: forre o tecido com algum papel ou plástico para que a tinta não passe para o outro lado. E ATENÇÃO [2]: procurem não fazer essa etapa com pincel, pois ele desloca o tecido com os movimentos de vai-e-vem, então a pintura fica bem desigual (e a coisa vira uma borradeira).

    viram só a borradeira? ;(

    5. Espere secar por alguns minutos antes de, cuidadosamente, retirar as fitas e o molde. ATENÇÃO: não espere secar completamente. Você vai perceber que, inevitavelmente, aconteceram alguns borrões, então é mais fácil removê-los enquanto a tinta ainda está meio molhada (remova com um cotonete úmido e com um pouco de sabão).

    6. Retoque os detalhes finais (as "pontes" e os pedacinhos desiguais) com o pincel fino.

    parabéns por ter estourado a foto, Emmanuella

    7. Espere secar completamente antes de colocar em uso, e é isso aí!

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    A técnica mais comum que eu vejo em tutoriais é usando papel vegetal no lugar do papel-cartão. Depois do desenho ser passado a limpo nele, a gente precisa passar o papel a ferro quente pra que ele não fique com pontas e tal. Além de dar bem mais trabalho, eu não consigo cortar papel vegetal sem rasgar a coisa em pelo menos cinco lugares diferentes, então o uso de um papel mais firme me pareceu uma solução óbvia. Quanto à tinta, muita gente usa tinta em spray, o que com certeza é BEM mais prático, mas BEM mais caro. 

    No mais, sugiro muita paciência. Não vai dar 100% certo da primeira vez, e nem na segunda (e, pra mim, nem na décima-terceira). Eu comecei a fazer stencil por não poder comprar as coisas como eu queria, então isso serviu de motivação pra continuar tentando. Se forem tentar, me digam como funcionou pra vocês e, se quiserem, me mostrem fotos!

    28/10/2012

    "Assiste a 16 séries (provavelmente não dorme)"

    Há uns meses, fiz um post apresentando as séries que estava acompanhando no momento. Algumas ainda acompanho, outras já terminei. De lá pra cá, comecei a acompanhar outras, então acho que já está na hora de atualizar a lista. Não vou repetir as que já postei, então aqui vão as que comecei a ver depois (em ordem alfabética):


    Fringe



    A agente do FBI Olivia Dunham se vê envolvida numa série de casos, maior do que jamais sonharia em lidar. Quando seu parceiro (e também companheiro) John Scott foi morto em serviço, logo descobriu-se que ele era um agente duplo - trabalhando simultaneamente num caso suspeitíssimo que inclui traição à tudo o que deveria honrar. A partir daí, a agente Dunham foi escalada pelo misterioso Phillip Broyles a trabalhar numa série de casos assustadores relacionados ao que o agente Scott fazia em segredo, que formam um Padrão ligado ao que eles chamam de Ciência de Borda (Fringe). Pra resumir a complexidade do caso, é como se o mundo fosse um grande laboratório de experiências científicas, onde a humanidade é a Grande Cobaia. Para tanto, Olivia conta com a ajuda da mente aguçada do (também) misterioso Peter Bishop, e seu pai, Walter Bishop, um cientista brilhante que passou os últimos 17 anos preso em um manicômio judiciário, por conta da morte acidental de seu assistente de laboratório em meio a uma experiência. O conhecimento de Walter é essencial para o desvendar das investigações, mas o homem é completamente maluco, então as cenas dele são geralmente engraçadas (haha). É uma mistura de Arquivo X, menos aliens e mais teletransporte e muitas leis da Ciência sendo reescritas. Muito viciante.

    Status: na primeira temporada



    Hércules: A Lendária Jornada / Hercules: The Legendary Journeys



    Quem, da minha geração, não cresceu assistindo Hércules e Xena na TV, não teve infância! Fiquei toda super feliz quando vi que tinha na Netflix que comecei a assistir tudo desde o começo - mas aí logo saiu do catálogo e fiquei sem poder terminar :( Pra quem nunca chegou a assistir, os episódios narram as várias aventuras do semideus grego Hércules (SÉRIO?), e, apesar das tragédias e mortes, as histórias são divertidas e os efeitos especiais são bem toscos (como só fui perceber agora depois de tantos anos, HAHAHA). É bem legal pra quem, como eu, adora a Mitologia Grega e quer entender melhor as histórias.

    Status: travada na primeira temporada ;~



    Luther



    A BBC e essa mania irritante de fazer séries geniais de temporadas curtíssimas. É um drama psicológico criminal, onde John Luther é um detetive genial (não, tipo genial MESMO), e por ser assim, paga um preço alto pela sua dedicação, perfeccionismo, e pelo comportamento obsessivo e violento em relação a cada caso. Ao acabar envolvido em algo muito maior do que imagina, recebe ajuda das pessoas mais improváveis: Alice Morgan, uma assassina de sangue-frio que nutre uma simpatia doentia por Luther, e Mark North, atual companheiro de sua ex-esposa. A série prende pelos casos aparentemente complexos, resolvidos com maestria pela genialidade de Luther, e pela parceria do trio (além de ser, na minha opinião, a melhor série policial que já assisti - o dia-a-dia de uma investigação criminal completamente natural e convincente, sem aquela "teatralidade" tão comum das séries do gênero). Super recomendado!

    Status: aguardando nova temporada



    As Aventuras de Merlin / Merlin



    A BBC tem uma mão pra fazer séries viciantes que eu não consigo entender. Bom, quem nunca ouviu falar em Merlin, Rei Arthur, bruxa Morgana e os cavaleiros da Távola Redonda, não é? A vantagem das lendas é que elas não são, comprovadamente, histórias reais, então há aquela flexibilidade quanto a personagens e acontecimentos. O que acontece aqui, nessa adaptação de sucesso, é o seguinte: pegaram todos os personagens essenciais das lendas, deixaram todo mundo mais jovem, e fizeram uma mistura muito interessante dos eventos (Guinevere é criada de Morgana, Merlin é criado de Arthur...). Merlin é um rapaz com poderes mágicos, mas que não pode agir publicamente por causa da intolerância do rei Uther quanto à Antiga Religião. Não obstante, todo mundo vai praticar magia debaixo do nariz do Uther direto em Camelot, o que o deixa meio irado e cada vez mais intolerante. Merlin tenta, com a ajuda do médico/curandeiro Gaius e do Último Dragão, encontrar uma forma de fazer com que Uther mude de ideia a respeito da magia, que nem sempre ela é uma força maligna - afinal, a sua própria salvou a vida do príncipe Arthur pelo menos meia centena de vezes, sem que ninguém nunca soubesse. Uma dica, antes de começarem a assistir a essa série (quem começa não consegue parar, é sério): se não souberem nada sobre a lenda do Rei Arthur, não se preocupem em pesquisar. Não precisa. Cada história que vocês ouvirem, vai ser diferente. (sério, tô lendo As Brumas de Avalon e minha cabeça tá com todos os tipos de nós que já inventaram)

    Status: acompanhando a quinta temporada


    Jornada nas Estrelas: A Nova Geração / Star Trek: The Next Generation



    Depois que a série original foi cancelada (devido ao baixo IBOPE), foi que começaram a aparecer fãs e viciados por toda parte do mundo. As convenções foram começando a ser organizadas e de repente metade do mundo era trekker - meio tarde demais. A essas alturas, anos depois, o pessoal do elenco original não estava muito disposto a retomar a série, sem falar no trabalho que seria remontar os mesmos cenários, que já estava destruído há muito tempo. Então Gene Roddenberry resolver seguir em frente com A Nova Geração. Esta equipe viaja em outra Enterprise, 85 anos depois da anterior. O elenco principal é ligeiramente maior do que o clássico, e nota-se que não há relação direta com ele. O alien a bordo agora é um klingon, o capitão Picard é muito diferente de Kirk, e há mais mulheres no comando. Há quem diga que esta série teve muito mais aceitação do que a clássica, tendo 7 temporadas (contra 3 da original), e contando também com muito mais recursos, agora que o orçamento ficou bem melhor. Eu, por enquanto, estou gostando tanto quanto da outra! (e sério, como não amar o Data?)

    Status: na primeira temporada


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    Ah, e as tantas outras que ainda quero começar a assistir...

    20/10/2012

    Cover: "Nothing Compares 2 U"

    Talvez essa seja mais uma daquelas que a gente conhece pelo cover de maior sucesso, sem saber que a original era de outra pessoa.

    • Nothing Compares 2 U é uma composição de Prince, e foi gravada pelo seu projeto paralelo The Family, em 1985. Na original, a canção é um dueto, e recebeu pouca atenção na época.




    • A música só foi ganhar notoriedade quando foi regravada pela cantora irlandesa Sinéad O'Connor, em 1989, e sua performance ultra sentimental garantiu que a música se tornasse um dos maiores hits dos anos 90, e é até hoje a versão mais celebrada. O vídeo da canção é um ícone à parte, especialmente pela cena (autêntica) de Sinéad chorando ao cantar os versos "All the flowers that you planted, mama/ in the back yard/ All died when you went away". A cantora afirmou que se lembrou da relação difícil que sempre teve com a mãe, então já falecida. Esse vídeo foi indicado e recebeu muitos prêmios (entre eles o de Vídeo do Ano, no VMA de 1990, e foi a primeira vez que uma mulher recebeu este prêmio).




    • Desde então, a música tem ganhado várias versões, entre elas a que a banda britânica Stereophonics gravou para um evento beneficente; e, mais recentemente, a que o vocalista da banda Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, gravou em seu último álbum solo.





    E vocês, conhecem outras versões? Qual a sua favorita? :D

    p.s.: essa da Sinéad sempre me arrepia.