Pular para o conteúdo principal

O Homem de Preto



Bem, você deve imaginar por que eu sempre me visto de preto
Por que você nunca me vê usando cores brilhantes
E por que a minha aparência sempre tem esse tom sombrio
Bem, tem uma razão para as coisas que eu uso.


Eu visto preto pelos pobres e abatidos
Vivendo naquela parte sem esperança e sem comida da cidade
Eu visto preto pelo prisioneiro que já pagou há muito pelo seu crime
Mas que está lá porque é uma vítima dos tempos.

Eu visto preto por aqueles que nunca leram
Ou ouviram as palavras que Jesus disse
Sobre o caminho para a felicidade através do amor e da caridade
Você pensaria que Ele está falando diretamente comigo e com você.


Bem, nós estamos indo bastante bem, eu suponho
Na nossa fileira de carros luminosos e roupas da moda
Mas aí nos lembramos daqueles que são excluídos
Na frente deles tem que ter um Homem de Preto.

Eu visto isso pelos velhos doentes e sozinhos
Pelos descuidados que se tornaram frios por causa de suas experiências ruins
Eu visto preto em lamento pelas vidas que poderiam existir
A cada semana em que perdemos centenas de jovens.


E eu visto isso pelos milhares que morreram
Acreditando que o Senhor estava do lado deles
Eu visto isso por outra centena de milhares que morreram
Acreditando que nós todos estávamos do lado deles.


Bem, existem coisas que nunca se acertarão, eu sei
E as coisas precisam mudar em todo lugar
Mas até que comecemos a nos mexer para ajeitar algumas coisas
Você nunca me verá usar um terno branco.


Ah, eu adoraria usar um arco-íris todo dia
E dizer ao mundo que tudo está bem
Mas vou tentar tirar um pouco dessa escuridão das minhas costas.
Até que as coisas estejam mais brilhantes, eu sou o Homem de Preto.

Johnny Cash, Man In Black (1971)

Postagens mais visitadas deste blog

O Dia dos Namorados e a visão de romance por uma assexual arromântica

Vejo que isso vem mudando lentamente, mas, como regra geral, todo mundo é naturalmente criado e tratado como heterossexual (e, consequentemente, heterorromântico). Eu, claro, cresci com essa absoluta certeza e não questionei isso até meados dos meus 20 anos. Até então, achei que eu só era mais "devagar" pra certas coisas, mesmo. Mas vamos ter que voltar um pouco e compartilhar informação demais.
Como expliquei na página de educação e visibilidade, o fato das orientações sexual e romântica serem coisas separadas e muitas vezes não serem correspondentes é o que mais confunde quem demora a "sair do armário". Eu mesma ainda me vejo questionando ambas, embora esteja convencida de que estou, ao menos, em algum espectro de ambas (confira a página mencionada). Não posso falar por todos os assexuais arromânticos porque, obviamente, cada pessoa é diferente da outra e as coisas são diferentes pra todo mundo. Então vou falar por mim.
Embora só tenha percebido isso recentement…

... e ainda mais livros interativos!

2014 está sendo um ano muuuito esquisito... Não sei se tá todo mundo com essa impressão, ou se eu só estou prestando atenção nas coisas esquisitas, mesmo.
De qualquer forma, comentei em alguma postagem anterior sobre a necessidade da terapia que não vou fazer, e como esses livros interativos que tanto estão na moda andam me ajudando a aguentar toda a esquisitice desse ano.
Depois de Destrua Este Diário, que não vou terminar, e Termine Este Livro, que já terminei, peguei outros dois lançamentos: Listografia, de Lisa Nola, e 1 Página de Cada Vez, de Adam J. Kurtz.


O Listografia eu havia visto pelo Pinterest e achei a proposta atrativa pra mim: listar a vida de acordo com os mais variados tópicos. Os temas vão desde coisas simples, como os lugares em que você já morou, o nome de todos os animais de estimação que você já teve, seus programas de TV favoritos, as cidades que você conhece, até assuntos mais reflexivos, como as coisas sobre você que quase ninguém sabe, seus maiores atos de b…

As curiosas origens de 4 famosos jogos de tabuleiro

Adaptado do artigo original do Mental Floss.



Jogos de tabuleiro são uma forma de entretenimento criada pelos egípcios há 5 mil anos e nunca saíram de moda, mesmo que atualmente tenham sido adaptados em vídeo games ou jogos para o celular. Aqui vão as origens de alguns dos sucessos mundiais favoritos:

Monopoly / Banco Imobiliário

Embora seja considerado um jogo que glorifica o capitalismo (tendo sido banido de países como a China e a antiga União Soviética), este clássico foi inventado para representar justamente a ideia oposta. A americana Elizabeth Magie era ativista contra o pagamento de impostos imobiliários, no fim do século 19. Segundo ela e outros simpatizantes, deveria haver apenas um imposto de propriedade, diminuindo assim a diferença de riqueza entre os senhorios e os inquilinos. Para demonstrar de uma maneira fácil como as coisas aconteciam na época, Lizzie patenteou, em 1904, um jogo chamado The Landlord's Game ("O jogo do senhorio"), cujo objetivo era acumula…