26/05/2013

O Trio do Terror

Saudações aos visitantes! A dona aqui tá procrastinando no dever de se concentrar na pesquisa para o TCC da Pós, admito.

Venho com um post rápido para comemorar o aniversário de três titãs do cinema, que, embora tenha contribuído para vários gêneros cinematográficos, fizeram sua fama nos clássicos do Terror: Vincent Price, Peter Cushing, e Christopher Lee.



Vou focar o post em suas carreiras nos clássicos do terror, ou seus papéis mais importantes. Para maiores informações sobre os outros gêneros interpretados pelos grandes, consultem os links que deixarei no fim do texto!


Vincent Price



Americano, nascido em 27 de maio de 1911. Começou a atuar na década de 1930, mas se entregou ao Terror na década de 1950, com Museu de Cera (1953 - o primeiro filme 3D!), A Mosca (1958), A Casa dos Maus Espíritos (1959) e Força Diabólica (1959). Na década de 1960, estrelou numerosos e muito bem sucedidos filmes de baixo orçamento, como as adaptações da obra de Edgar Allan Poe, entre elas: O Solar Maldito (1960), Mansão do Terror (1960), O Corvo (1963), Mortos Que Matam (1964 - ou "O Último Homem na Terra", que foi a primeira adaptação do livro "Eu Sou A Lenda"). Na década seguinte, estrelou o clássico O Abominável Dr. Phibes (1971, bem como na sua continuação). Além de muitos trabalhos no teatro e em programas de rádio, Vincent Price também dublou a animação Vincent (1982), curta de Tim Burton. No mesmo ano, narrou o trecho sinistro do clássico de Michael Jackson, Thriller. O último filme que Price estrelou, antes de sua morte por câncer de pulmão em 1993, foi Edward Mãos de Tesoura (1990). 

Peter Cushing



Inglês, nascido em 26 de maio de 1913 (hoje seria seu centenário!). Começou fazendo adaptações para a TV no início da década de 1950, mas já em 1957 estrelou A Maldição de Frankenstein, como o Dr. Frankenstein, e no ano seguinte em Drácula, como Van Helsing. Como foram seus papéis de maior destaque, no meio da década de 1960 aceitou participar das primeiras adaptações para o cinema baseadas na série Doctor Who, interpretando ninguém menos que o próprio Doutor - pra se desvincular um pouco da imagem de "ator de filmes de terror". Também interpretou Sherlock Holmes no primeiro filme colorido do personagem, O Cão dos Baskervilles (1959), e daí em diante repetiu o papel na série da BBC, Sir Arthur Conan Doyle's Sherlock Holmes. Já nos anos 1970, foi o Capitão Tarkin em Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança. Seu último filme foi Biggles: Aventuras no Tempo (1986), antes de sua morte por câncer de próstata em 1994 (câncer este que já havia sido diagnosticado 12 anos antes, mas Cushing passou todo esse tempo sem uma cirurgia). Apesar da variedade de interpretações, Peter Cushing sempre será mais lembrado pela quantidade imensa de filmes de terror que estrelou.

Christopher Lee



Nosso caçula é também inglês, nascido em 27 de maio de 1922, e nos dá o ar da elegância até hoje nos cinemas, e também na música. Com seu 1,96m, Lee interpretou alguns dos personagens mais importantes do cinema clássico do horror. Começou a atuar na década de 1940, e até a década seguinte só havia interpretado papéis secundários em filmes pequenos. Em 1957, contudo, estrelou ao lado de Peter Cushing em A Maldição de Frankenstein, onde fez o papel da criatura. No ano seguinte, estrelou novamente ao lado de Cushing em Drácula, interpretando o próprio, reprisando o papel em vários filmes subsequentes. Além disso, também interpretou a Múmia no filme de mesmo nome (1959), Sir Henry Baskerville, novamente ao lado de Cushing em O Cão dos Baskervilles (curiosidade: Christopher Lee também já interpretou o próprio Sherlock Holmes, em outro filme, e o irmão deste, Mycroft, em ainda outro filme). Foi também Dr. Jekyll e Mr. Hyde no filme O Monstro de Duas Faces (adaptação de O Médico e o Monstro); estrelou O Homem de Palha (1973 - dizem que seu favorito); foi o vilão de James Bond em 007: O Homem da Pistola Dourada (1974). Em 2002, apareceu como o Conde Dooku em Star Wars Episódio II: A Guerra dos Clones; e, mais notavelmente para a nossa geração, como Saruman na trilogia O Senhor dos Anéis, e novamente agora na trilogia O Hobbit. Enfim, sua carreira vem sendo extensa, e é impossível citar em um texto curto todos os seus papéis de destaque. Além de atuar, Christopher Lee também dublou animações e video games, e emprestou sua poderosa voz para narrar alguns álbuns da banda italiana de metal sinfônico Rhapsody of Fire, entre algumas outras bandas do estilo. Gostou tanto da experiência que lançou seu próprio álbum de metal sinfônico: Charlemagne: By the Sword and the Cross, em 2010, pelo qual recebeu um prêmio da categoria. Além disso, apareceu também, com outras celebridades, na capa do álbum clássico do Wings, Band on the Run (1973), junto de Paul e Linda McCartney.

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Em 1983, todos os três estrelaram A Mansão da Meia-Noite, um filme que parodia o gênero que os fez tão grandes. É uma história intrigante com um final inesperado; recomendo pelas risadas!

Para conferir a obra completa dos artistas, confiram nos links abaixo:


p.s.: Se eu fosse vocês, clicaria nos links que espalhei pelo texto. Presentinho :) (não tive tempo de procurar todos nem de conferir se estes estão funcionando, mas fica aí caso vocês queiram)

11/05/2013

"It's a Grasshopper Night... in Goiania"

Vocês que estão aqui desde 2010 provavelmente se lembram disso.

E disso (que levou ao desesperado isso).

E disso, também.

E ficaram carecas de acompanhar isso.

Pois então. Três anos de muita depressão depois, o Universo resolveu conspirar a favor dos desfavorecidos e trazer o Paul McCartney pra pertinho de mim, logo ali em Goiânia, e sem me cobrar os dois rins por isso. Era uma notícia boa demais pra ser verdade, e logicamente a recebi desconfiadíssima. E não deu outra: nem uma semana depois, a notícia foi desmentida.

Aí foi confirmada de novo, mas o show seria em uma segunda-feira.

(Sabem, segunda-feira, aquele dia místico da semana quando os seres humanos precisam trabalhar a fim de pagar coisas como ingressos de shows e viagens à capital.)

Já dada por vencida e amaldiçoando todas as coisas do mundo e fora dele, me conformei por perder a oportunidade novamente. Mas tenho a sorte de ter as chefes mais supimpas do mundo e, sem precisar conversar muito, fui (fomos, pois uma colega da escola também conseguiu!) liberada para ir realizar o sonho. :D

(É bom demais ser professora, minha gente)

imagem meramente ilustrativa das 47 mil pessoas no Serra Dourada na noite de 06/05/13


Eu ia fazer uma versão resumida aqui pros impacientes, mas não consegui, e juro que tentei. Então, aviso a quem não quer acompanhar tudo que pare por aqui e saiba que tudo valeu a pena e eu faria tudo de novo, sem hesitar por um segundo.


Pelo menos não tava fazendo aquele sol de torrar peles caucasianas. E nem chovendo. A espera de cinco horas na fila não foi tão sofrida, apesar de dever ter sido mais curta (os portões deveriam abrir às 17h30, mas Goiás e a Pontualidade têm uma relação bem difícil, então só abriram às 19h). Na espera, conhecemos uma galera muito bacana - alguns de outras cidades do estado, alguns de outros estados... Tinha até uma galera da Argentina por lá. Batemos um papo beatlemaníaco sobre as músicas e as pessoas, as teorias, as ansiedades. Algumas filas ao lado, estavam todos os ganhadores do concurso que o jornal local promoveu, valendo um ingresso para o show. Estavam fazendo algumas tomadas pro jornal, então acho que pediram pra galera cantar alguma coisa e eles, lógico, se empolgaram num NAAAAAAAANANANANANANA etc HEY JUDE que durou até HORAS (sem exagero) depois que a tomada já estava feita.

A "fila da pobreza", como carinhosamente batizada por nós, pagantes do ingresso mais modesto. Foto: Max Schwoelk


Perto da hora dos portões abrirem, porém, descobrimos que não podia entrar com comida, nem água (na real, nem com essas sombrinhas que o povo tinha comprado pra se proteger do sol), então fizemos um super piquenique com um monte de gente desconhecida (tinha uma senhora com um saco distribuindo broa de fubá pela fila, haha). Bom que comemos muitão, ruim que lá dentro tudo custava o triplo do preço (obviamente). Picolé a 3 reais, sanduíche natural a 10 reais, por que não? (Aliás, estava especificado de que era proibida a venda de qualquer tipo de alimento com carne, mas quem liga pra isso no Estado da Pecuária?!)

Já nas catracas fomos informados de que, por alguma razão muitíssimo obscura, também não podíamos entrar nem com canetas ou qualquer tipo de lápis. Ao ter minha bolsa revistada e ser brutalmente destituída de duas das minhas canetas favoritas, perco também minha carteira de identidade, que a essas horas deve estar chorando, sozinha, em algum lugar em Goiânia. sdd

Nossa distância do palco. Pelo menos lembrei de levar meus óculos.


Bom, procuramos um bom lugar nas arquibancadas, sentamos e esperamos pacientemente pelo show começar. Pouco antes de começar, chegou uma galera 420 (entendedores entenderão) e se instalou bem na nossa frente; sacaram os cigarrinhos e começaram a zoar a paciência de todos ali. Tentamos alertar o segurança (que estava bem na frente deles), mas ele nos disse muito não-gentilmente que não faria nada a respeito; mas aí ~alguém~ chamou a polícia e ozóme levaram os caras embora e a gente ficou em paz de novo.



Logo um DJ que eu não sei quem é ou qual o seu propósito na Terra subiu no palco e começou a tocar umas músicas dos Beatles em versões muito bizarras de outros artistas, sobre as quais não comentarei nada além disso. Às 21h os telões começaram a exibir uma série de imagens dos Beatles e do Paul, umas colagens de artworks psicodélicas muito loucas, e a essas alturas a ansiedade já tava tensa porque JÁ ERA PRO SHOW TER COMEÇADO (desculpa).

Aí lá pelas 21h30 começou, uhuuuuuu setlist:

(Pra fotos melhores do show, confiram no site Paul In Brazil! As minhas ficaram muito miseráveis...)

1. Eight Days a Week

Amei muito ele ter trocado a música de abertura, já que vinha sendo Hello Goodbye há sei lá quantos anos! Macca é o primeiro a entrar no palco, com um paletó cor-de-rosa e a cabeleira ao vento, haha *o*

2. Junior's Farm

Sempre que tocava alguma música do Wings a galera ficava mais quieta, que muito triste :( Essa música é tão cara de show ao vivo, haha

3. All My Loving

Aí o Paul vai e cumprimenta a gente em português: "Olá, Goiánia! Olá, goiános!" hahaha. Todo mundo morrendo. Imagens dos Beatles e da Beatlemania passando no telão, tudo muito emocionante e e e

4. Listen to What the Man Said

Outra do Wings. Aqui ele arriscou uma frase bem grande na nossa língua (com a colinha, claro): "Essa noite vou tentar falar um pouco de português... Espero não falar bobagem!". É muito amor.

5. Let Me Roll It

Clássica do Wings! Juro que não sabia que ele ainda tava tocando essa, fiquei toda encantada *o*

6. Paperback Writer

Aqui ele anunciou que ia usar a mesma guitarra que usou pra gravar a original em estúdio, nos anos 60 (tive que traduzir isso pra galera perto de mim, descobriram que eu era professora e tive que ser intérprete sempre que o Paul conversava em inglês, haha). Paul também disse "vocês são demais!".

7. My Valentine

No telão, o clipe com Natalie Portman e Johnny Depp, e, apesar da galera da pista ter se combinado de levar balões vermelhos, foi aqui que a coisa começou a ficar engraçada - justo na música nova e toda cute que ele fez pra atual esposa, Nancy. Como é muito comum aqui em Goiás, em lugares muito iluminados, houve uma infestação de gafanhotos (dizem que foram esperanças, mas nas fotos parece gafanhoto õ.o) no palco. Foi uma coisa absurda, pra vocês terem uma ideia:

foto retirada do site oficial do Paul McCartney


O acontecimento virou notícia no Brasil e no resto do mundo. Os bichos ficaram no palco durante todo o show; e não só no palco: um deles grudou no braço do Paul e não quis mais saber de sair (Macca até parou de cantar e começou a rir). Aí o Paul foi e deu nome pra ele (Harold!!) e fez questão de dividir os aplausos com ele depois de cada música. Soube depois que, pelo Twitter, todos os integrantes da banda comentaram sobre isso de forma divertida. É muito amor, gente, me salvem.

8. Nineteen Hundred and Eighty Five

Do Wings. Paul disse que essa noite ia ser uma festa em Goiânia, e foi! Galera curtiu demais.

9. The Long and Winding Road

Manu morrendo trinta vezes, apenas. Foi aqui que o Paul batizou o Harold e disse que tava se "divertindo muito com todos esses grilos". Deem uma olhada nesse vídeo que o site oficial liberou, SÓ PRA VOCÊS TEREM UMA IDEIA:



10. Maybe I'm Amazed

"Essa é para Linda". Manu morrendo mais umas quarenta vezes. Aqui me bateu uma tristezinha, porque todas aquelas homenagens que o Paul fazia à Linda se resumiram a apenas essa música (não teve My Love e se eu tenho uma coisa a reclamar desse show é isso u.u). Não houve uma imagem sequer dela no telão, apenas aquelas do vídeo oficial onde o Paul aparece com a filha Mary, então bebê. O que compensou um pouco é que tinha uma galera lá fora, antes do show começar, distribuindo a todos uma plaquinha com um desenho da Linda e a frase "I Love Meat Free Mondays" (uma iniciativa dela que o Paul perpetuou). Aí a gente levantou durante a música e foi isso. Bom, ele seguiu em frente né, respeito.

11. Hope of Deliverance

Da carreira solo, pouca gente (perto de mim, pelo menos) acompanhando. Só comento isso porque é chatão estar tão empolgado com alguma coisa e ver todo mundo em volta com cara de TOCA RAUL

12. We Can Work It Out

Eu tenho um porta-recados no meu quarto há alguns anos com um papel nele onde escrevi "Life is very short, and there's no time for fussing and fighting, my friend". É meio que um lema, pra mim. Eu perdoo rápido essas briguinhas retardadas, logo tô voltando atrás (mesmo que a culpa não seja minha) e tentando deixar as coisas como eram. As não-retardadas levam algum tempo, mas acabo optando por não dar a elas a devida importância. Ouvindo a música, no show, pensei em tanta coisa... e ri.

13. Another Day

Essa é uma das primeiras do Wings, que não chegou a ser lançada em nenhum álbum, e foi uma adição recente nas setlists, tocada pela primeira vez agora nessa turnê.

14. And I Love Her

Uma das minhas menos favoritas dos Beatles (me mordam!). Acho que peguei raivinha dela por causa de uma versão em espanhol que tocava na novela O Clone, HAHAHAHA. Mas o povo pirou.

15. Blackbird

Além de ser uma das favoritas de, tipo, todo mundo, teve a novidade da turnê: aquela coisa toda do palco subir e descer umas estruturas do teto e formar tipo uma casinha e aí mostrar umas rosas psicodélicas num telão inferior, foi muito bonito.

dá pra ver?

16. Here Today

"Essa é para meu amigo John" (em português). Emoçãozinha bateu. Mas não teve telão ;(

17. Your Mother Should Know

Algum fã jogou um ursinho no palco, de óculos redondinhos e com uma foto do Paul com o John pendurada no pescoço. Macca colocou o presente em cima do piano e tocou a música, e enquanto isso passava no telão a cena de Magical Mystery Tour onde ela toca. Momento feliz/retardado do show (aliás, quando o Paul vai pro piano colorido, já sabemos que é pra dançar) (o piano preto é pra chorar, guardem essa informação).

18. Lady Madonna

Animadíssima. No telão, imagens de mães famosas e poderosas de todo o mundo.

19. All Together Now

"Essa é para as crianças", diz ele, em português, acho que antes de perceber/lembrar de que proibiram a entrada de crianças no show (ba dum tss). No telão, uma animação infantil pra acompanhar a música. No fim, ele olha pro público (que se divertia) com cara desconfiada e diz: "Crianças...". Essa música é do Yellow Submarine e foi tocada ao vivo pela primeira vez na história aqui no Brasil, nessa turnê :D

20. Mrs. Vanderbilt

Quando ouvi os primeiros acordes, amaldiçoei o Macca em voz alta. Uma galera me olhou meio assustada, mas logo expliquei. Essa maldita fica dias na minha cabeça! (Mas podia ser pior. Podia ser Mull of Kintyre!) Mas brinks, ela é daquelas que funcionam bem legal ao vivo. (What's the use of worrying? NO USE!)

21. Eleanor Rigby

Manu morrendo mais umas vinte vezes. Minha música, meu hino, meus créditos finais.

22. Being For The Benefit of Mr. Kite!

Achei louquíssimo terem incluído essa na setlist! Ela nunca havia sido tocada ao vivo em nenhum lugar do mundo (quando lançaram o Sgt. Pepper's, os Beatles já haviam desistido de tocar ao vivo), e, assim como a All Together Now, foi tocada pela primeira vez nessa turnê aqui no Brasil. É uma música meio sinistra e não sei se a galera curtiu muito ouvi-la, mas a surpresa valeu!

23. Something

Aqui a Manu morreu de vez, sem direito a testamento ou últimos desejos (até porque ouvir isso ao vivo era um deles). Paul já a toca há muitos anos, e sempre do mesmo jeito: começa só ele e o ukelele, e depois da primeira metade o resto da banda entra e acaba com a gente. As imagens do George nos telões me massacravam a dignidade. Golpe baixíssimo.

24. Ob-La-Di, Ob-La-Da

Tô aqui tentando me lembrar do que eu precisava escrever sobre essa música, fiquei pensando lá no show que eu precisava colocar isso (o que quer que "isso" seja) no post e fugiu D:

25. Band On The Run

Outro clássico do Wings, então o povo se animou com ela.

26. Hi Hi Hi

Outra novidade estreada nessa turnê, Hi Hi Hi costumava ser uma "proibidona" do Wings. Ela foi censurada, na época, acreditarem que fazia apologia ao uso de maconha e blá blá blá (achavam que "hi hi hi" era "high high high"...).

27. Back In The U.S.S.R.

Clássica dos shows do Paul, essa é pra dar AQUELA animada no povo (apesar de que a arquibancada perto de mim tava zumbi nessa hora).

28. Let It Be

Eu tinha uma única missão nesse show: filmar Let It Be pra minha mãe. E falhei miseravelmente, porque minha câmera não quis saber de filmar direito e cortou o vídeo no meio e deixou tudo desfocado e com um som terrível. Fiquei tão emputecida com isso que acabei nem curtindo a música direito ;(

29. Live And Let Die

Essa não foi surpresa pra mim, porque acompanho (à distância...) os shows desse tio há tempo suficiente pra conhecer alguns truques, então já sabia que ia ter fogos de artifício. Mas, caras, ao vivo é outra coisa. Não dá pra explicar a sensação. Essa música é daquelas bem poderosas ao vivo, e com os fogos no palco e atrás dele, ficou muito surreal. Foram vários minutos de explosões, coisa lindíssima (quem não ama fogos? além dos cachorros?).



30. Hey Jude

Muito certo que esse era o momento aguardado por pelo menos 90% do povo. Eu sei que eu e a galera com a gente já estávamos amaldiçoando a música por causa daquele povo da fila (HAHAHAHAHA). Mas não dá pra sentir raiva quando é o próprio Macca tocando ela ali com todo mundo junto. As brincadeiras usuais ("só os homens", "agora só as mulheres")... Depois da vigésima sequência de "nanana" eu cantei "labibidabibidom, labibidabibidu" (EU DISSE QUE O FARIA!!) (novamente, entendedores entenderão).


*primeiro intervalo*


31. Day Tripper

A banda volta pro bis, Macca entra correndo empunhando a bandeira brasileira e Wix com a Union Jack.

32. Lovely Rita

Outra novidade, esta também é daquelas do Sgt. Pepper's que nunca foram tocadas ao vivo e o Macca escolheu essa turnê no Brasil para estreá-la!

33. Get Back

ROQUENROU

*segundo intervalo*

34. Yesterday

O professor de inglês que nunca usou essa música em sala de aula, que atire o primeiro apagador (I know I have). O aluno de inglês que nunca teve que ouvir isso em sala de aula, que atire o primeiro livro. Tem como ignorar essa beleza? Não tem.

35. Helter Skelter

Público ensandecido. Apenas. Aí no fim da música o Paul olha pro povo e se despede no microfone: "É hora de vazar!" (apesar de que ele falou "váza" e foi MUITO ENGRAÇADO PQP).

36/37/38. Golden Slumbers + Carry That Weight + The End

Manu morrendo trinta milhões de vezes, pra fechar bem a noite. Esse trio já me mata  sempre que coloco o Abbey Road pra tocar; ao vivo assim com o Macca debaixo do mesmo céu foi pra me matar bem matado.

Acaba o show, mais fogos de artifício, e chuva de papelzinho na área do público rico (ou seriamente endividado).

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Não precisa ser fã do homem; mas não há como negar que muitos artistas e bandas têm muito o que aprender com Paul McCartney. A vitalidade, no auge dos seus 70 anos (completando 71 no mês que vem); deu um show de quase 3 horas de duração, parando pra dois intervalos de menos de 5 minutos entre um bis e outro. E, apesar da voz dele já não ser mais o que já foi um dia, Macca não faz mais o que faz por dinheiro ou fama, há muito tempo. Tudo é por amor. Cantou, tocou, dançou, correu, brincou. Se esforçou em se comunicar com o público na nossa língua (e dialeto, soltou até um "TREM BÃO!!"). Cumprimentou quem tava longe do palco e perguntou se estávamos todos bem. É esse tipo de comportamento que garante a base de fãs fiéis que, mesmo que não curta os trabalhos mais recentes, não quer perder o show por nada. É um show, no sentido máximo da palavra. E não posso deixar de falar sobre a banda, essa banda de gente linda e talentosa que dá um show a parte, e que acompanha Paul McCartney em suas turnês solo há muitos anos (o Wix tá com ele desde 1989). Estão juntos há mais tempo do que os Beatles, pra quem nunca fez as contas.

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Certeza que esqueci de contar um monte de coisa, mas ainda não tô no emocional certo pra fazer um texto coerente sobre esse dia, e isso já ficou cansativo o suficiente. Me despeço agradecendo a Paul McCartney por ter topado vir pra tão perto daqui e me deixar (e a mais 47 mil pessoas) tão, mas tão feliz! VALEU, TIO MACCA! TREM BÃO!!!

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p.s.: o título do post foi uma coisa que o Paul disse depois do ataque dos gafanhotos/esperanças/whatever, o que acabou virando um momento inesquecível até pra ele.

05/05/2013

Cover: "Brown Eyed Handsome Man"

Voltei pra deixar uma coisinha; semana que vem provavelmente voltarei com um post daqueles empolgados e pessoais, se sobreviver à experiência. Vou precisar postá-la aqui porque a maioria de vocês me acompanha há tempo suficiente pra entender. ESPEREM

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Gravada pela primeira vez em 1956, escrita por Chuck Berry, Brown Eyed Handsome Man alcançou o Top 5 nas paradas de R&B do mesmo ano, e desde então foi regravada algumas vezes por outros artistas. Segundo Chuck, a inspiração veio de uma viagem que ele havia feito à região hispânica da Califórnia, onde viu um latino sendo preso e uma mulher vinha correndo e implorava ao policial para que o soltassem. (A letra diz que, basicamente, as mulheres não resistem a um cara bonito de olhos castanhos...)


A versão mais acelerada feita por Buddy Holly só alcançou o Top 5 em 1963, quando foi lançada no álbum póstumo Reminiscing.


A versão de Nina Simone, gravada em 1967 (para o álbum High Priestess of Soul), ganhou um ritmo de jazz, mais melódico do que a versão rock & roll original.


E, aqui, a versão meio country de Paul McCartney, gravada em 1999 (para o álbum Run Devil Run), que ganhou esse vídeo super divertido.

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Um beijo, volto logo, PROMETO