Pular para o conteúdo principal

O Trio do Terror

Saudações aos visitantes! A dona aqui tá procrastinando no dever de se concentrar na pesquisa para o TCC da Pós, admito.

Venho com um post rápido para comemorar o aniversário de três titãs do cinema, que, embora tenha contribuído para vários gêneros cinematográficos, fizeram sua fama nos clássicos do Terror: Vincent Price, Peter Cushing, e Christopher Lee.



Vou focar o post em suas carreiras nos clássicos do terror, ou seus papéis mais importantes. Para maiores informações sobre os outros gêneros interpretados pelos grandes, consultem os links que deixarei no fim do texto!


Vincent Price



Americano, nascido em 27 de maio de 1911. Começou a atuar na década de 1930, mas se entregou ao Terror na década de 1950, com Museu de Cera (1953 - o primeiro filme 3D!), A Mosca (1958), A Casa dos Maus Espíritos (1959) e Força Diabólica (1959). Na década de 1960, estrelou numerosos e muito bem sucedidos filmes de baixo orçamento, como as adaptações da obra de Edgar Allan Poe, entre elas: O Solar Maldito (1960), Mansão do Terror (1960), O Corvo (1963), Mortos Que Matam (1964 - ou "O Último Homem na Terra", que foi a primeira adaptação do livro "Eu Sou A Lenda"). Na década seguinte, estrelou o clássico O Abominável Dr. Phibes (1971, bem como na sua continuação). Além de muitos trabalhos no teatro e em programas de rádio, Vincent Price também dublou a animação Vincent (1982), curta de Tim Burton. No mesmo ano, narrou o trecho sinistro do clássico de Michael Jackson, Thriller. O último filme que Price estrelou, antes de sua morte por câncer de pulmão em 1993, foi Edward Mãos de Tesoura (1990). 

Peter Cushing



Inglês, nascido em 26 de maio de 1913 (hoje seria seu centenário!). Começou fazendo adaptações para a TV no início da década de 1950, mas já em 1957 estrelou A Maldição de Frankenstein, como o Dr. Frankenstein, e no ano seguinte em Drácula, como Van Helsing. Como foram seus papéis de maior destaque, no meio da década de 1960 aceitou participar das primeiras adaptações para o cinema baseadas na série Doctor Who, interpretando ninguém menos que o próprio Doutor - pra se desvincular um pouco da imagem de "ator de filmes de terror". Também interpretou Sherlock Holmes no primeiro filme colorido do personagem, O Cão dos Baskervilles (1959), e daí em diante repetiu o papel na série da BBC, Sir Arthur Conan Doyle's Sherlock Holmes. Já nos anos 1970, foi o Capitão Tarkin em Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança. Seu último filme foi Biggles: Aventuras no Tempo (1986), antes de sua morte por câncer de próstata em 1994 (câncer este que já havia sido diagnosticado 12 anos antes, mas Cushing passou todo esse tempo sem uma cirurgia). Apesar da variedade de interpretações, Peter Cushing sempre será mais lembrado pela quantidade imensa de filmes de terror que estrelou.

Christopher Lee



Nosso caçula é também inglês, nascido em 27 de maio de 1922, e nos dá o ar da elegância até hoje nos cinemas, e também na música. Com seu 1,96m, Lee interpretou alguns dos personagens mais importantes do cinema clássico do horror. Começou a atuar na década de 1940, e até a década seguinte só havia interpretado papéis secundários em filmes pequenos. Em 1957, contudo, estrelou ao lado de Peter Cushing em A Maldição de Frankenstein, onde fez o papel da criatura. No ano seguinte, estrelou novamente ao lado de Cushing em Drácula, interpretando o próprio, reprisando o papel em vários filmes subsequentes. Além disso, também interpretou a Múmia no filme de mesmo nome (1959), Sir Henry Baskerville, novamente ao lado de Cushing em O Cão dos Baskervilles (curiosidade: Christopher Lee também já interpretou o próprio Sherlock Holmes, em outro filme, e o irmão deste, Mycroft, em ainda outro filme). Foi também Dr. Jekyll e Mr. Hyde no filme O Monstro de Duas Faces (adaptação de O Médico e o Monstro); estrelou O Homem de Palha (1973 - dizem que seu favorito); foi o vilão de James Bond em 007: O Homem da Pistola Dourada (1974). Em 2002, apareceu como o Conde Dooku em Star Wars Episódio II: A Guerra dos Clones; e, mais notavelmente para a nossa geração, como Saruman na trilogia O Senhor dos Anéis, e novamente agora na trilogia O Hobbit. Enfim, sua carreira vem sendo extensa, e é impossível citar em um texto curto todos os seus papéis de destaque. Além de atuar, Christopher Lee também dublou animações e video games, e emprestou sua poderosa voz para narrar alguns álbuns da banda italiana de metal sinfônico Rhapsody of Fire, entre algumas outras bandas do estilo. Gostou tanto da experiência que lançou seu próprio álbum de metal sinfônico: Charlemagne: By the Sword and the Cross, em 2010, pelo qual recebeu um prêmio da categoria. Além disso, apareceu também, com outras celebridades, na capa do álbum clássico do Wings, Band on the Run (1973), junto de Paul e Linda McCartney.

.

Em 1983, todos os três estrelaram A Mansão da Meia-Noite, um filme que parodia o gênero que os fez tão grandes. É uma história intrigante com um final inesperado; recomendo pelas risadas!

Para conferir a obra completa dos artistas, confiram nos links abaixo:


p.s.: Se eu fosse vocês, clicaria nos links que espalhei pelo texto. Presentinho :) (não tive tempo de procurar todos nem de conferir se estes estão funcionando, mas fica aí caso vocês queiram)

Postagens mais visitadas deste blog

O Dia dos Namorados e a visão de romance por uma assexual arromântica

Vejo que isso vem mudando lentamente, mas, como regra geral, todo mundo é naturalmente criado e tratado como heterossexual (e, consequentemente, heterorromântico). Eu, claro, cresci com essa absoluta certeza e não questionei isso até meados dos meus 20 anos. Até então, achei que eu só era mais "devagar" pra certas coisas, mesmo. Mas vamos ter que voltar um pouco e compartilhar informação demais.
Como expliquei na página de educação e visibilidade, o fato das orientações sexual e romântica serem coisas separadas e muitas vezes não serem correspondentes é o que mais confunde quem demora a "sair do armário". Eu mesma ainda me vejo questionando ambas, embora esteja convencida de que estou, ao menos, em algum espectro de ambas (confira a página mencionada). Não posso falar por todos os assexuais arromânticos porque, obviamente, cada pessoa é diferente da outra e as coisas são diferentes pra todo mundo. Então vou falar por mim.
Embora só tenha percebido isso recentement…

Algumas das bandeiras mais interessantes do mundo

As bandeiras dos países do mundo são mais do que uma demonstração de cores e padrões: cada detalhe - a escolha e predominância das cores, as faixas, os símbolos, as formas - carrega um significado histórico e/ou cultural que ensina muito sobre o país representado. Selecionei para essa postagem algumas das histórias mais interessantes.
(Não vou falar da nossa Auriverde porque todos nós já estamos carequinhas, certo?)



Reino Unido Union Flag ou Union Jack (azul, vermelho e branco)
Essa bandeira não é a da Inglaterra, como muitos pensam, mas representa os quatro países que formam o Reino Unido: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Esse desenho é usado desde 1801, quando a Grã-Bretanha se uniu à Irlanda do Norte, e é uma mistura das bandeiras desses países: a cruz vermelha de São Jorge (patrono da Inglaterra) sobre a cruz branca de São Patrício (padroeiro da Irlanda), por sua vez sobre a cruz de Santo André (padroeiro da Escócia). O País de Gales não está representado na …

As curiosas origens de 4 famosos jogos de tabuleiro

Adaptado do artigo original do Mental Floss.



Jogos de tabuleiro são uma forma de entretenimento criada pelos egípcios há 5 mil anos e nunca saíram de moda, mesmo que atualmente tenham sido adaptados em vídeo games ou jogos para o celular. Aqui vão as origens de alguns dos sucessos mundiais favoritos:

Monopoly / Banco Imobiliário

Embora seja considerado um jogo que glorifica o capitalismo (tendo sido banido de países como a China e a antiga União Soviética), este clássico foi inventado para representar justamente a ideia oposta. A americana Elizabeth Magie era ativista contra o pagamento de impostos imobiliários, no fim do século 19. Segundo ela e outros simpatizantes, deveria haver apenas um imposto de propriedade, diminuindo assim a diferença de riqueza entre os senhorios e os inquilinos. Para demonstrar de uma maneira fácil como as coisas aconteciam na época, Lizzie patenteou, em 1904, um jogo chamado The Landlord's Game ("O jogo do senhorio"), cujo objetivo era acumula…