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Despedida do ano

Eu vinha tentando tornar esse blog menos pessoal, até pra evitar mimimi da minha parte (que tenho altas tendências ao mimimi) e tornar tudo mais interessante pra vocês (ainda mais depois que eu abri as configurações dele pra torná-lo público); mas senti realmente vontade de comentar sobre o ano que passou.



2011 tinha terminado de um jeito meio chato, com muitos planos frustrados e muita coisa dando errado. Concluí o post daquele ano dizendo que não faria planos para 2012, e que "veria o que o ano me daria". Pior decisão da vida. 2012 foi um ano TÃO sem graça que nem cheguei a fazer um post de fim de ano pra ele.

Bom, confesso que nunca fui de fazer resoluções de fim de ano. Meu nível de realismo me impede de acreditar que eu vá cumprir qualquer das coisas que eu mentalizei nessa época; mas, na virada de 2012 pra cá, tomei uma. O último dia do ano tinha sido tão ruim, que postei chateada no Facebook que este ano deveríamos todos ser mais ousados. Disse isso pensando em mim. E, embora não tenha soltado a franga em 2013, consegui realmente sair um pouquinho só, beeeem de leve, da minha zona de conforto.




Havia visto na internet uma ideia que adotei: uma "Jarra dos Bons Momentos". Pra impedir que a minha mente sempre negativa se focasse apenas nas coisas ruins do ano, a cada bom momento eu colocaria um bilhete nesta jarra contando o que aconteceu, e aí no fim do ano eu poderia abri-la e ler tudo e fazer um balanço melhor de tudo. A minha não ficou com muitos bilhetes, mas eles com certeza serviram pra aliviar essa tristeza que me bate todo fim de ano. Adoro a sensação de coisa terminada, mas detesto a sensação de começar tudo de novo, e pensar em mais um ano começando do zero me deixa tão desanimada...

Enfim, falei que tinha sido mais ousada. Vamos a uma breve retrospectiva:

► Visual:




  • Juntei coragem pra finalmente fazer o piercing que eu tinha vontade de fazer há anos, mas tinha medo por achar que ia doer demais. Não doeu absolutamente nada. Nem aquela "fisgadinha" que dá quando a gente fura o lóbulo da orelha. Nadica. E tá aqui lindão e não vou tirar.
  • Juntei coragem pra pintar o cabelo de azul, nessa idade, trabalhando. Já havia feito isso anos atrás, mas nunca havia ficado azul como eu sempre quis. Não foi o cabelo todo, mas foi o suficiente pra matar a minha vontade, e não me deu problema nenhum quanto ao trabalho.
  • Juntei coragem pra cortar o meu cabelo mais curto do que ele já foi há muitos anos. Depois de me acostumar com a cabeleira na cintura, foi um ato brutal de desapego cortá-lo acima dos ombros assim de uma vez. Nunca fiz, depois de adulta, por medo de ficar armado demais e tenso de manter decente. Mas amei tanto que agora o mantenho sempre nesse comprimento, é bem mais fácil de lavar, não me mata de calor, e até pude voltar a penteá-lo, haha.
  • Juntei coragem, depois de 4 anos, pra fazer tatuagem novamente. Fiz mais duas, uma que todo mundo acha idiota e outra que ninguém entende, mas que são muito importantes pra mim.
  • E também tomei coragem pra ser brevemente ruiva, mais porque muita gente vivia dizendo que eu ficaria bem com essa cor de cabelo. Todo mundo me amou por um mês e aí voltei a ser loira, porque ser amada por ser ruiva é uma das coisas que mais desprezo nesse mundo (desculpem, ruivas, mas prefiro continuar a ouvir as piadas de mau gosto e sambar na cara da sociedade com o meu bom QI).

Pessoal e Profissional: (porque as duas coisas são basicamente uma, pra mim)

deixa eu me achar, apesar daquele 8,8 horroroso



  • Tomei vergonha na cara e finalmente dei continuidade à minha vida acadêmica. Comecei e terminei uma Pós-graduação com sucesso, e tenho muito mais perspectiva de oportunidades com esta formação (Especialista em Tradução em Língua Inglesa) do que com a minha original (Licenciada em Biologia). Ter a oportunidade de estudar Tradução foi a realização de um sonho muito antigo, quando eu dizia que queria estudar Letras para ser escritora e tradutora. Vamos ver se consigo realizar algo bacana com isso!
  • Nosso corpo docente na escola reduziu drasticamente ao mesmo tempo em que a procura dos alunos aumentou bastante, o que deixou as teachers restantes bastante sobrecarregadas. Também fui finalmente registrada lá. Apesar dos descontos condizentes, o salário melhorou consideravelmente, o que é sempre uma boa notícia!
  • Depois de 3 anos dando aula, percebi mudanças notáveis no meu comportamento. Uma delas é que, por estar tendo muito mais contato com crianças, me tornei um pouco mais tolerante com elas (e até consigo achá-las engraçadinhas, haha). Também me sinto muito mais à vontade com estranhos, puxo assunto e tudo. E sou conhecida pela minha paciência infinita, cada vez mais posta à prova, e nunca vencida. Estou aos poucos conquistando mais alunos (todo fim de semestre é uma disputa, todo mundo me quer, haha), até ganhei festinha de aniversário de uma turma!




 ► Diversos:

Paul McCartney não apenas veio novamente pro Brasil quando eu já havia perdido as esperanças, como veio pra bem pertinho, e eu pude ir!
Perdemos uma de nossas gatinhas (Tardis Jr ♥), mas adotamos esse cabeçudo burro que apareceu todo estropiado aqui em casa, Gogo.
Morgan, minha filha vegetal carnívora. Passei um susto com ela, mas consegui salvá-la. Esperando ela ficar bonita de novo pra fazer um post especial!
Depois de TANTOS anos de amizade (8 anos!), finalmente ter encontrado a Luh foi, no mínimo, histórico.

Ainda houve outros momentos interessantes, mas, claro, também teve o fiasco do século: Wros Fest 2013. Os ingressos estavam comprados desde fevereiro. Poucos dias antes do evento, em outubro, anunciaram o adiamento para dezembro, com mudança completa das atrações. Chegou dezembro e, como era de esperar, o evento foi oficialmente cancelado. Fiquei ultra chateada, não só pela expectativa que eu estava acumulando há tantos meses, bem como por perder MAIS UMA VEZ um show do Reel Big Fish (e de todas as outras bandas que eu estava ansiosíssima pra ver), pela perda do dinheiro (que até agora não foi retornado, apesar de todas as solicitações), e também por não ter visto tanta gente que também iria aos shows. Enfim.

Espero que, entre altos e baixos, o 2013 de vocês também tenha tido bons momentos, e que eles possam de alguma forma compensar os ruins. E que 2014 seja ainda um pouquinho mais legal. Tenho alguns planos, mas ainda tenho a superstição de não contá-los antes que aconteçam. Vamos ver.

Um beijo a todos, e obrigada por mais um ano de companhia!
Manu.

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