25/12/2013

Relatório de Leitura de 2013

Achei que não conseguiria ler tanto esse ano, por causa do trabalho dobrado e da Pós-graduação; mas consegui ler bastante, até: passei da marca dos 50 livros (mais as dezenas de HQs, ainda vou decidir se vou falar sobre elas no post também).



Ano passado eu disse que, este ano, falaria sobre todos. Já tô meio arrependida da promessa. Vejamos o que vai sair.



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Ah Deus, não sei nem como começar isso. Lembram do método de ler os livros na ordem da estante? Não o segui nem uma vez. Me descontrolei absurdamente e comprei mais livros do que dei conta de ler. A lista de espera pro ano que vem chega aos 30 livros, e não a vejo diminuindo (já que, na verdade, cada livro dessa casa está automaticamente na minha lista de espera). Enfim, vamos tentar. O que li este ano se resume em muito livro infantojuvenil (julgadores julgarão), alguns lançamentos, alguns de terror, alguns baseados em séries, alguns que deram origem a filmes, e alguns muito, muito antigos.

Legenda:
Nome do livro
Autor - Editora - Ano da edição (ano do lançamento original) - páginas 

Colocarei também o book trailer, sempre que disponível.

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O Prisioneiro da Árvore
Marion Zimmer Bradley - Imago - 2008 (1982) - 240p.

Bom, era este o que eu estava lendo quando fiz o post do ano passado, então abro o deste ano com ele. O último d'As Brumas de Avalon. Creio que fiquei com o estoque de lágrimas vazio por algum tempo, depois disso. De tudo o que li sobre a lenda do Rei Arthur até então, se esta obra não for a mais condizente à história, é ao menos a mais bonita e menos fantasiosa. Que livro maravilhoso! Uma linda (e trágica) conclusão pra uma história igualmente emocionante. Leiam o post do ano passado para recordarem do enredo.







As Crônicas dos Kane: Guia de Sobrevivência
Rick Riordan - Intrínseca - 2012 - 144p.
Percy Jackson & Os Olimpianos: Guia Definitivo
Rick Riordan - Intrínseca - 2012 (2009) - 144p.

Com o fim das Crônicas dos Kane (sobre as quais falei nos posts do ano passado e do anterior), procurei o Guia de Sobrevivência para preencher o vazio que havia ficado depois desses livros incríveis. Infelizmente, em relação às Crônicas, o Guia não traz nada (absolutamente nada, apesar das ilustrações) de diferente do que vimos nos livros. Talvez sirva como fonte de pesquisa em um livro só, e com certeza vale pela pesquisa da história e curiosidades da Mitologia Egípcia na linguagem simples e divertida característica do Rick Riordan. Agora, com o Guia Definitivo da série Percy Jack & Os Olimpianos, é diferente. O livrinho vem com várias coisas diferentes: fatos não mencionados anteriormente sobre a vida de Percy (bem como o seu boletim da escola normal e a grade de todas as matérias que ele aprende no acampamento Meio-Sangue); um teste pra saber se você é um semideus (e a qual chalé pertence); e também as ilustrações de todos os personagens principais, e a mandatória pesquisa da história e curiosidades da Mitologia Grega.



A Marca de Atena
Rick Riordan - Intrínseca - 2013 (2012) - 477p.
A Casa de Hades
Rick Riordan - Intrínseca - 2013 - 478p.

Dando continuidade à saga Os Heróis do Olimpo, que junta os semideuses do acampamento grego Meio-Sangue aos do acampamento romano Júpiter, os dois livros acompanham a trajetória de todos os envolvidos na Profecia dos Sete rumo às terras antigas, a fim de impedir que a deusa-vilã Gaia desperte e faça todo o estrago que promete. Nisso, os heróis passam por todas dificuldades esperadas, conhecem pessoas (e criaturas e deuses) diferentes, reencontram alguns de anos atrás (Rick Riordan não deixa um buraquinho que seja, incrível), se encrencam mais do que deveriam e descobrem habilidades e poderes que não imaginavam possuir. O último, especialmente, marca muita mudança nos personagens, e algumas revelações interessantes. A Marca de Atena termina com um gancho TÃO desesperador, que esperar pelo lançamento de A Casa de Hades foi uma tortura. Apesar de que ele também termina com um gancho para o próximo. Aguardemos, então.







O Mar de Monstros
Rick Riordan - Intrínseca - 2009 (2006) - 286p.

Releitura. Li a saga Percy Jackson & Os Olimpianos em 2010 e fiz questão de reler o segundo livro da série antes de ver o filme, que foi lançado esse ano. Só pra me decepcionar mais, já que o filme, novamente, pouco aproveitou da história (custava fazer o Tyson chamar os pégasos de "pôneis-galinhas"?), mas ler estes livros nunca é demais. Ah, como a vida do Percy era mais fácil quando ele ainda era criança...









Quem Poderia Ser A Uma Hora Dessas?
Lemony Snicket - Seguinte - 2012 - 237p.

Ano passado comentei sobre As Desventuras em Série, e como é uma história incrivelmente complexa, triste e divertida ao mesmo tempo. Nessa nova série, o autor Lemony Snicket (pseudônimo, já que Snicket também é personagem das histórias) conta sobre sua própria história: como se envolveu, ainda criança, na organização ultrassecreta que é o centro de todas as desventuras da família Baudelaire. Não é um livro menos louco ou menos divertido, e aguardo ansiosamente pela continuação. 




Magia Ou Loucura
Justine Larbalestier - Galera Record - 2007 (2005) - 317p.

Esse foi um daqueles que vi pra vender baratinho no estande do supermercado, achei a sinopse engraçadinha e resolvi levar. É narrado em primeira pessoa pela adolescente Razão, que recebeu esse nome de sua muito prática mãe. Razão descobre ser uma bruxa, e ela e sua mãe passam a vida fugindo de sua avó, segundo a mãe, uma bruxa muito má. Enfim, é um livro  que segue a receita que vem fazendo sucesso entre os adolescentes, mas não consegui gostar muito dele por achar a personagem principal muito irritante. A natureza fugitiva e a eterna desconfiança de tudo e de todos a tornam inflexível e mau humorada demais. Li até o final, por ter umas passagens e personagens interessantes, mas não estou empolgada pra ler a continuação.





A Invenção de Hugo Cabret
Brian Selznick - SM - 2012 (2007) - 534p.

Agora, se queremos falar de um livro lindo, falemos desta maravilha. Muitos já devem ter assistido ao filme, que também é lindo, mas tem lá suas diferenças da obra original. É um livro bem grosso, mas por ser recheado de ilustrações que fazem parte da narrativa: às vezes o texto é interrompido e os desenhos continuam a história. Hugo Cabret é um órfão que mora em uma estação ferroviária e faz a manutenção dos relógios de lá. Sofrendo tudo o que um órfão costuma sofrer em livros assim, Hugo descobre o projeto de um autômato (e o próprio), e decide consertá-lo roubando peças da loja de brinquedos da estação. Ao fazer amigos, descobre o amor pelo cinema, e é a partir daí que começa a parte realmente triste da história. Georges Méliès será citado, e isso será muito importante. Se o nome não lhe chama a atenção, você provavelmente o conhecerá por esta famosa película:



A Livraria 24 Horas do Mr. Penumbra
Robin Sloan - Novo Conceito - 2013 (2012) - 288p.

Clay Jannon era designer mas, como todo bom americano em tempos de crise, se viu desempregado e desesperado por um emprego novo. Em suas andanças, descobriu uma pequena livraria 24h que precisava de um atendente para o turno da noite. Clay aceita o emprego, embora já não tenha mais contato com livros, e descobre que a lojinha é frequentada por pessoas muito estranhas, que acessam uma área que ele mesmo é proibido de entrar. Óbvio que isso não demoraria muito. Clay se mete onde não é chamado e se vê enfiado num mistério do qual já não pode mais sair. É uma história muito gostosa que, junto à narrativa principal, debate o amor que todos nós - leitores vorazes - temos pelos livros físicos, e como a tecnologia não os substitui, mas os acompanha e tem seu papel na continuidade da existência deles. Às vezes aparecem termos tecnológicos demais durante a narrativa (uma das personagens trabalha na Google, então se fala muito sobre a empresa e as tecnologias de lá) que podem nos deixar meio perdidos, mas é uma história muito legal!





Uma Princesa de Marte
Edgar Rice Burroughs - Aleph - 2012 (1912) - 272p.
Os Deuses de Marte
Edgar Rice Burroughs - Aleph - 2012 (1913) - 330p.
O Comandante de Marte
Edgar Rice Burroughs - Aleph - 2012 (1914) - 246p.

Talvez vocês se lembrem que os dois primeiros estavam na lista do ano passado. Os li novamente esse ano porque consegui o terceiro e, por ser um livro com muitos detalhes, quis lembrar de tudo pra aproveitar melhor a continuação. Só pra lembrá-los do que se trata, o primeiro livro foi a inspiração para o filme da Disney lançado no ano passado, John Carter. Bom, o livro só serviu como uma bem breve inspiração, porque a obra original é muito, muito diferente. Com intenção de ajudar um amigo em meio a um ataque de índios no deserto, John Carter se refugia em uma caverna, que acaba sendo um portal para o planeta Barsoom (que nós aqui batizamos de Marte). Lá, além de todas as dificuldades atmosféricas que seria de se esperar, John Carter conhece as variadas raças do planeta, faz inimigos em todas, mas também bons amigos... Além, é claro, de encontrar o grande amor de sua vida, a princesa Dejah Thoris. O segundo livro havia acabado com um gancho ULTRA desesperador, e eu não sabia que haviam traduzido o terceiro livro também (o que me rendeu um ano de agonia desnecessária). Infelizmente, a obra original conta com 11 livros, dos quais apenas estes 3 foram traduzidos para a língua portuguesa. Não há previsão de traduzirem o restante, e estou sinceramente tentada a entrar em contato com a editora e perguntar se eles aceitam alguém que faça o trabalho, agora que sou Tradutora de formação (caham). Não posso ficar sem o resto!



VRIL: O Poder da Raça Futura
Edward Bulwer-Lytton - Editora do Conhecimento - 2010 (1871) - 162p.

A capa não tem absolutamente nada a ver com o livro, já que ele nem tem a ver com o espaço, mas não deixem a capa tosca interferir. O narrador, um rapaz viajante e abastado, visitava uma mina de escavação e acidentalmente caiu em uma passagem para um mundo subterrâneo. Lá, encontra toda uma raça de habitantes, muito mais altos do que os humanos e de aspecto angelical, chamada de Vril-ya. Ele descobre que essa raça é descendente da civilização antediluviana, que se refugiou no subterrâneo da Terra para sobreviver ao evento. A raça possui tecnologia e sua fonte de energia (e de praticamente tudo mais) é o Vril. Quem o sabe manipular corretamente tem poder sobre praticamente tudo: cura doenças, fornece força excepcional, é fonte de energia, e pode ser uma arma de destruição. É uma raça pacífica, apesar do poder, mas não esconde o objetivo de retornar à superfície, e destruir tudo o que há aqui que os impeça, se for necessário. A narrativa em si não tem muita ação, mas ao invés é uma descrição detalhada de tudo o que diz respeito à raça: a anatomia, a diferença entre os gêneros, a linguagem (com uma baita aula de linguística), a política, a vida em sociedade, a ciência, a tecnologia, os costumes morais e éticos, enfim, tudo o que há para se saber sobre uma raça. É quase um livro de História e Geografia. Pode ser meio maçante pra quem prefere mais ação, mas é sem dúvida um livro muito interessante em informação. Muito se estudou sobre o Vril após este livro, e muitos estudiosos da área afirmam que o que ele escreveu sobre essa fonte de energia, e inclusive sobre a raça subterrânea,  pode ser verdade. 


A Volta Ao Mundo em 80 Dias
Júlio Verne - Novo Horizonte - 1982 (1873) - 278p.

Reli quase todos os livros de Júlio Verne que tenho, este ano, de saudade. Este é o meu favorito; até analisei esta tradução em um trabalho da Pós. Já falei sobre Júlio Verne aqui, e entre as muitas coisas das quais ele é digno de todos os créditos não é só ele ter sido um escritor de ficção científica numa época bastante anterior a qualquer revolução da ciência moderna: Verne nunca saiu de seu país natal, e, não obstante, todos os seus livros são ricos em informações geográficas de países que ele nunca visitou, numa época sem Internet para consultas rápidas, onde ele só dispunha de livros.  O homem foi um culto visionário e se você não o ama, precisamos conversar seriamente. Enfim, Fíleas Fogg é um cavalheiro sedentário que gosta de tudo no seu lugar e tem uma obsessão exagerada com a pontualidade. Um dia, se empolga em uma discussão no clube de cavalheiros e aposta que consegue realizar uma volta ao mundo em apenas 80 dias. Tendo como companhia seu divertido criado francês João Fura-Vidas, o Sr. Fogg passa por todos os obstáculos possíveis para que essa empreitada não seja bem sucedida. Uma delícia de leitura.


20.000 Léguas Submarinas
Júlio Verne - Melhoramentos - 1967 (1870) - 106p.

Coisa antiquíssima cuja capa não localizei na internet. Infelizmente, a cópia que possuo é a versão adaptada da Disney, baseada no filme de 1954, e até hoje não pude ler a versão integral da história :(. Provavelmente o clássico de mais sucesso do autor, onde ele criou todo o conceito de um submarino nuclear muitas décadas antes de se pensar no assunto (o primeiro do mundo foi criado na década de 1950!). Vários navios relataram avistamentos de uma criatura estranha no mesmo ponto do Pacífico, que vinha atacando embarcações; então o biólogo marinho Prof. Aronnax é chamado para uma expedição para investigar o caso, e vai acompanhado de seu empregado Conseil e o arpoador Ned Land. Localizando a criatura, conseguem atingi-la, mas danificam seu barco no processo. Náufragos, logo descobrem que a tal criatura era, na verdade, um submarino chamado Nautilus, comandado pelo misterioso Capitão Nemo. A bordo do submarino, a aventura segue no fundo do mar, com muitos mistérios, muitas descobertas, muitos perigos, e muitas lágrimas também.


A Ilha Misteriosa
Júlio Verne - Nova Cultural - 1987 (1874) - 259p.


Traduzido e adaptado por Clarice Lispector (fun fact: antigamente, apenas escritores podiam ser tradutores oficiais). Um grupo de sobreviventes da Guerra Civil (que incluem o engenheiro Cyrus Smith; o escravo liberto Nab; o marinheiro Pencroff; seu protegido, o menino Harbert; o jornalista Spilett; e o cão de Cyrus, Top) foge em um balão, encara uma tempestade, e cai numa ilha deserta, onde têm que construir e lidar com tudo do que dispõem para poder sobreviver em condições difíceis. É interessante porque, por meio do grupo, é possível acompanhar toda a evolução da raça humana, já que eles não dispunham de ferramentas ou nada que os auxiliasse na sobrevivência na ilha: desde a produção do fogo até a caça, a plantação, a construção... A dica é ler este depois de ler as 20 Mil Léguas. Fará diferença no final ;).



Viagem Ao Centro da Terra
Júlio Verne - Abril Cultural - 1980 (1864) - 214p.

O primeiro que li dele. Ah, não deve ser fácil ser parente de cientistas loucos... O Professor Otto Lindenbrock encontrou uns papeis estranhos com direções misteriosas, estudou, se convenceu de uma ideia maluca, e arrastou o sobrinho Axel numa viagem até a Islândia, para de lá entrar em um vulcão e assim partirem rumo ao centro da Terra. Óbvio que isso não foi uma boa ideia. Do ponto de vista científico, esse foi o livro menos bem estruturado do autor, já que com o passar dos anos todas as teorias por ele descritas foram desmentidas, mas ainda assim vale pela aventura.








O Castelo dos Cárpatos
Júlio Verne - Clube do Livro - 1979 (1893) - 192p.

Dizem que Bram Stoker tirou sua inspiração para o Drácula daqui. A princípio não parece uma história de Júlio Verne, dado o enredo sobrenatural. Acontecimentos estranhos vêm acontecendo no vilarejo de Werst, na Transilvânia, e os moradores de lá acreditam que o demônio está morando no castelo do alto da montanha. Um nobre visitante, de passagem pela vila, fica intrigado com as histórias e decide subir lá para investigar. É uma história muito divertida e bastante misteriosa.










Os Filhos de Anansi
Neil Gaiman - Conrad - 2012 (2005) - 344p.

A primeira vez que acompanhei algum trabalho de Neil Gaiman foi com o primeiro episódio de Doctor Who que ele escreveu, The Doctor's Wife, no qual ele dá um corpo à TARDIS e nos faz chorar (óbvio). Depois disso, resolvi acompanhar algo das milhões de coisas que ele faz, e comecei a ler Sandman. E aí, um dia, numa das infinitas promoções de livros do Submarino, encontrei este, li a sinopse, me interessei, e a partir daí nunca mais parei de comprar os livros dele. 2013 foi definitivamente o ano de Neil Gaiman aqui no Brasil, e não culpo a "modinha": o estilo dele é único, e, seja o livro adulto ou infantil, o toque sombrio e divertido está lá, e cada livro é mais fantástico do que o outro. Enfim, Os Filhos de Anansi me atraiu por envolver mitologia africana, no mesmo molde que Rick Riordan usou para mesclar as mitologias grega, romana e egípcia em situações atuais, só que sem o contexto infantojuvenil. É um livro divertidíssimo, especialmente pelas constantes humilhações que Fat Charlie (que já nem é mais aquela criança gordinha do passado que lhe rendeu o apelido) sofre de sua própria louca família, e de sua não-mais-normal vida. Deixem que o Gaiman conte direito (tá legendado):



Lugar Nenhum
Neil Gaiman - Conrad - 2010 (1996-7) - 334p.

Este foi o próximo, por indicação de um amigo, e é o meu favorito até agora. O li duas vezes, assisti à minissérie, e cheguei a comprar o CD-Áudio (narrado por alguns dos meus britânicos favoritos), mas infelizmente nunca chegou aqui em casa :(. Foi o primeiro livro que Gaiman escreveu, baseado na minissérie de sua autoria que passou em 1996 na BBC. Conta a história do azarado Richard Mayhew que, por ser uma pessoa de bom coração, foi parar no lugar mais bizarro que poderia imaginar existir: a Londres Subterrânea, um lugar real, porém desconhecido por grande parte dos moradores de cima. Lá, se envolve na história da garota chamada Door, cuja família nobre foi assassinada, e se vê às voltas com a solução deste mistério, que envolve criaturas, gente de todo nível de estranheza, um anjo, provações, e a difícil aceitação de que ele não existe mais na Londres de Cima. Sou seriamente obcecada por essa história. Acho que vou até ler de novo.



O Oceano No Fim do Caminho
Neil Gaiman - Intrínseca - 2013 - 208p.

E BUM!, foi aqui que meio Brasil descobriu que amava o Gaiman. O livro virou best seller aqui em questão de dias. E com razão: que livro fantástico! Uma história adulta disfarçada de história infantil, onde um homem retorna ao lugar onde cresceu para comparecer a um funeral, e aos poucos vai se lembrando de experiências estranhas de sua infância que estavam até então misteriosamente e completamente esquecidas. Ele também vai perceber que, para o bem dele, elas deveriam continuar esquecidas. Uma história preciosa sobre como o que nos acontece na infância molda nossas vidas para sempre. Mesmo que fantasticamente.







Deuses Americanos
Neil Gaiman - Conrad - 2011 (2001) - 448p.

O best seller premiadíssimo do autor, e um livro que foi difícil pacas de conseguir por um preço acessível. As livrarias o vendem por uma pequena fortuna e os sebos não o tinham, quando procurei. Por milagre, consegui por um preço absurdo nas Lojas Americanas, e ele quase não chega aqui (disseram, na época, ter sido um problema com o meu endereço, mas todos sabemos que eles me venderam pelo preço errado... ;)). Este é o mais adulto, mais sério e mais pesado de todos. Aqui, o ex-presidiário Shadow descobre que grande parte dos antigos deuses de todas as religiões e mitologias do mundo não só existem, como estão nos Estados Unidos, e estão passando por uma situação bem complicada com os deuses novos que os está eliminando para sempre da existência. Shadow é contratado por um homem misterioso para ajudar, fisicamente, nessa questão, e nisso vai conhecendo todo tipo de divindade, boa ou má. É um livro bastante envolvente e muito imprevisível, cheio de personagens e aquele toque louco do Gaiman. Imperdível.



O Livro do Cemitério
Neil Gaiman - Rocco Jovens Leitores - 2010 (2008) - 329p.

Este é o mais indicado para seus filhos, com toda a beleza em meio a toda estranheza. Uma certa noite, toda uma família foi assassinada por um homem misterioso - com exceção do bebê, que já era bem espertinho e conseguiu fugir. Seu refúgio mais próximo era o cemitério da esquina, onde entrou e foi acolhido pelos moradores de lá. Sim, os "moradores" do cemitério são todos fantasmas (bom, não todos, alguns são coisas mais... estranhas). Ele é adotado por um casal de fantasmas que nunca teve filhos, e, como não sabiam o nome dele, o batizaram de Ninguém. Nin foi criado com amor e mantido em segurança por todos ali, especialmente seu guardião, Silas, que é o único que pode sair do cemitério e lhe trazer comida, porque "pertence aos dois mundos". Ao passar dos anos, Nin vai aprendendo com os mortos todos os truques: desaparecer, atravessar paredes, assombrar, entre muitas outras habilidades. Mas a vida não é fácil, pois o homem ainda está atrás dele, só não sabe onde procurá-lo. Além do assassino, muitas outras coisas estão interessadas em matá-lo. O livro é uma graça, além de engraçadinho e triste e meio bizarro. Não deixem passar!



O Vampiro da Noite
Bram Stoker - Vecchi - 1960 (1897) - 312p.

Nosso bom e velho Drácula, que foi lançado no Brasil com esse nome péssimo, por causa do filme de 1958, com Peter Cushing no papel de Van Helsing e Christopher Lee como o Conde. A editora não existe mais, por isso nem achei a capa do livro na internet e precisei fotografar, haha (este livro ainda vem com fotos promocionais do filme). Foi uma releitura. Quis ler novamente, depois de anos, para lembrar de todos os detalhes e assim aproveitar melhor o livro sobre o qual falarei logo a seguir. Todos sabemos que livros antigos são difíceis de acompanhar por causa da linguagem rebuscada e tudo o mais, mas não perdoo quem deixa de ler clássicos por causa disso. Drácula é narrado a partir de cartas e passagens do diário de Jonathan Harker; Mina Murray, sua noiva; Lucy Westenra, melhor amiga de Mina; do médico Jack Seward; do professor Van Helsing; de Arthur Holmwood, noivo de Lucy; do americano Quincey Morris, amigo dele; e do paciente da instituição mental onde o doutor Seward trabalha, Renfield. É uma narrativa conjunta tão pessoal, e se sente tanto a amizade e o amor entre os personagens, que você se apega facilmente a todos - o que torna o livro mais triste do que assustador. Lembrem-se que Drácula nunca teve a intenção de ser uma história de terror, mas um romance sombrio típico da literatura gótica. Stoker precisou editá-lo muito e cortar bastante coisa (o que percebemos quando o lemos) a fim de que pudesse lançá-lo, na época, mas ainda assim foi um livro muito criticado e vendeu muito mal.


Drácula: O Morto-Vivo
Dacre Stoker e Ian Holt - Ediouro - 2009 - 442p.

Bom, duas coisas se passam pela cabeça quando olhamos para a capa deste livro: 1) EBA, UMA CONTINUAÇÃO! e 2) Provavelmente um lixo qualquer que um parente distante fez pra vender muito às custas da obra e do sobrenome do tio-bisavô. Quanto ao segundo pensamento: ERRADO. Dacre Stoker continua a história 25 anos depois do desfecho de Drácula, quando os amigos se reencontram para tentar lidar com o problema que ressurge: maior, mais violento, e mais mortal. Cada personagem sofreu uma reviravolta dramática em sua vida, e isso pode tanto agradar aos fãs do original (já que aqui ele pôde incluir tudo o que Bram Stoker precisou tirar do original), como pode perturbar os mais conservadores. Como explicado no posfácio do livro, Dacre escreveu este livro para garantir a retomada dos direitos autorais de tudo relacionado à Drácula à família Stoker. Como eu disse, o livro não foi bem sucedido na época, então Bram Stoker não se esforçou em garantir seus direitos sobre a obra. Como de lá pra cá MUITA GENTE vinha se beneficiando às custas da obra, fazendo do personagem principal uma triste paródia de si mesmo, Dacre se sentiu com uma obrigação moral de honrar a memória do tio-bisavô e consertar as coisas. A única maneira de fazer isso seria que algum parente lançasse algo relacionado e  reclamasse para si o direito de uso da obra. Como Dacre não era escritor, juntou-se a Ian Holt, e o plano deu certo. Houve extensa pesquisa com os estudiosos oficiais de Drácula (a obra e a figura histórica), para que nada fugisse do proposto pelo seu parente mais distante e pudesse manter viva a imagem do verdadeiro Conde no patamar do terror.



Noturno
Guillermo Del Toro e Chuck Hogan - Rocco - 2009 - 463p.
A Queda
Guillermo Del Toro e Chuck Hogan - Rocco - 2010 - 349p.
Noite Eterna
Guillermo Del Toro e Chuck Hogan - Rocco - 2012 (2011) - 414p.

Descobri A Trilogia da Escuridão por causa de um tiro no escuro. Propus uma troca de livros no Skoob e a moça que fez negócio comigo não tinha muitos livros para oferecer. Noturno era um deles; eu nunca tinha ouvido falar nele, mas como era do Guillermo Del Toro, topei a troca. E foi uma das coisas mais legais que li este ano! Um avião chega normalmente no aeroporto de destino, pousa, e aí simplesmente apaga. Intrigados, os funcionários do aeroporto tentam contato com o piloto, sem sucesso. Uma das funcionárias da pista vai até o avião e constata o impensável: todos a bordo estão mortos. Com medo de um ataque terrorista biológico, o Centro de Controle de Doenças é acionado para investigar a cena... E é aí que o Dr. Ephraim Goodweather e sua colega Nora Martinez entram numa enrascada muito pior do que qualquer ataque terrorista biológico: Nova York está sob a ameaça de uma criatura mais antiga do que a própria humanidade, que está contaminando e transformando a todos, e se espalhando por todo o mundo. A história mistura o sobrenatural com explicações científicas e médicas, transformando o mundo num cenário apocalíptico impressionante (esperem muitas lágrimas, no último livro). Del Toro a escreveu tendo um filme em mente, que o estúdio não aprovou, e então lançou os livros para não perder a história. Os livros fizeram tanto sucesso, porém, que no ano que vem estreará a série baseada neles: The Strain. Aguardando mais do que ansiosa!



Visões da Noite
Ambrose Bierce - Record - 1999 (1881- ?) - 222p.

Releitura; o li pela primeira vez em 2010 ou 2009, não me lembro. É uma coletânea de contos de "terror sarcástico" do jornalista e autor Ambrose Bierce, um cara difícil que tinha inimigos em todos os meios sociais, e que, assim como seus personagens, um dia sumiu misteriosamente e nunca mais se soube dele. Comprei este livro de um estande no supermercado, meio "na loteria", e acertei. Alguns dos contos são mesmo assustadores e todos são, no mínimo, perturbadores. A introdução fala sobre a curiosa história do autor, que já rende um filme por si só. Um dos meus contos favoritos neste livro é "O Ambiente Adequado" (o qual compartilhei com vocês pelo Facebook; infelizmente, só o achei na internet em inglês), onde os personagens debatem que uma história de terror só transmitirá a sensação intencionada se for lida no ambiente propício para tal. Um deles não acredita na teoria e aceita a proposta de ler o conto de terror do amigo em uma cabana solitária no meio de uma floresta, à noite, sob a luz de uma única vela. Oh, o horror...


The Devil's Dictionary
Ambrose Bierce - Dover - 1993 (1881-1906) - 140p.

Aqui eu gostaria de deixar minha profissão falar mais alto e lembrá-los do quanto pode ser gratificante saber uma segunda língua. Eu estava procurando por este livro desde que li o anterior pela primeira vez, mas, como ele não está mais sendo editado aqui no Brasil, só encontrei uns poucos exemplares usados em sebos. O mais barato que encontrei estava custando R$ 60. Até o dia que parei de comer mosca e decidi adquiri-lo em inglês, mesmo, e o encontrei sem dificuldades, novo, pela bagatela de US$ 3, sem imposto, e frete grátis (estudem, meus filhos). Este foi o livro mais famoso de Bierce, onde ele constrói um dicionário com suas próprias definições cínicas de vários termos. Entre meus favoritos, estão: "Alone, adj. In bad company.", "Congratulation, n. The civility of envy.", "Egotist, n. A Person of low taste, more interested in himself than in me.", "Neighbor, n. One whom we are commanded to love as ourselves, and who does all he knows to make us disobedient.", entre muitos outros. Meu tipo de diversão.


O Signo dos Quatro
Sir Arthur Conan Doyle - L&PM Pocket - 2002 (1890) - 189p.

Eu estava com planos de reler todos os livros de Sherlock Holmes que tenho aqui em casa, mas não era pra logo. Mesmo assim, eu estava procurando um livro pequeno pra ler (não estava podendo começar um muito grande, nem lembro por que), e acabei relendo este. Foi o segundo livro do personagem, e o interessante nele, pra quem assiste à série da BBC, é que foi daqui que saíram muitas das informações que conhecemos sobre a personalidade dele que foram aproveitadas na série. Inclusive, lembram daquela cena do primeiro episódio quando Sherlock deduz infinitas coisas sobre o Watson só de olhar pro celular dele? A inspiração veio deste livro, mas aqui, obviamente, o objeto que Sherlock analisa é o seu relógio de bolso. Bom, a trama dessa história é bem intrincada, envolve vários elementos - a Revolução da Índia, um mapa, um tesouro escondido, um misterioso pacto, vários assassinatos - que magistralmente se combinam na solução do mistério. E tem um cachorro-detetive!




Grandes Esperanças
Charles Dickens - Círculo do Livro - 1982 (1861) - 517p.

Romance, do tipo mais triste e trágico que eu eventualmente acabo lendo e depois ficando obcecada. Eu fiquei obcecada por essa história, assisti todos os filmes e versões que fizeram dela. É um livro antigo, então já sabem que a leitura não é fluida e pode até ser bem confusa em algumas partes. Mas trata-se do órfão Pip, que mora com sua irmã mais velha e o marido dela, que é ferreiro. Como todo órfão da literatura, as coisas mais tristes e estranhas acontecem com ele, desde ajudar um prisioneiro fugitivo, até ter de ir toda semana à casa de uma senhora esquisita que está sempre vestida em seu vestido de noiva e que mantém a sala onde o casamento que nunca ocorreu arrumada como deveria estar no tal dia, para brincar com sua filha, a insolente Estella. Anos depois, Pip recebe uma quantia fabulosa de dinheiro de um benfeitor anônimo, e é enviado à Londres para estudar e se tornar membro do Clube dos Cavalheiros, sob os cuidados de um advogado. As condições são que ele jamais questione a identidade de seu benfeitor, e mantenha sempre o nome Pip (que é na verdade seu apelido). Poderia contar a história inteira, mas vou me controlar. Não esperem um final feliz, porém.


O Retrato de Dorian Gray
Oscar Wilde - Círculo do Livro - 1975 (1890) - 280p.

Confesso desde agora que eu esperava que livro fosse ser assustador, e fiquei meio decepcionada nesse aspecto. Mas, se alguns de vocês se lembram, postei trechos dele constantemente no Facebook enquanto o lia. É uma obra perigosa, se você é facilmente corruptível: os argumentos de Lorde Henry são muito, muito convincentes, e não é de se estranhar que o inocente Dorian tenha caído nas conversas dele. Pra quem não é familiarizado com a história, Dorian Gray foi recente e subitamente elevado de classe social, ao herdar a mansão e a fortuna do avô, e se viu obrigado a viver como vivem os cavalheiros e damas da alta sociedade. Infelizmente, se enturmou com cavalheiros e damas desprezíveis, e logo Dorian se corrompeu ao pior lado da natureza humana, envolvendo basicamente todos os sete pecados capitais. O aspecto "sobrenatural" do enredo, porém, se deve ao bizarro evento em que seu retrato foi pintado e, por algum motivo qualquer, começou a sofrer tudo o que deveria ser sofrido pelo próprio Dorian: sua pintura envelhecia e ele continuava sempre jovem, ao decorrer de muitos anos; seus vícios não o afetavam fisicamente, mas o quadro se deteriorava cada vez mais e mais. Quanto pior pessoa Dorian se tornava, pior aparência tomava sua pintura. O rapaz, ao perceber isso, mantinha o quadro escondido da vista dos outros, mas muito precisou acontecer e ser perdido para que ele tentasse finalmente consertar as coisas. Mas é um livro sinistro, sim, e com certeza bem à frente do tempo de Oscar Wilde.

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A Morte do Rei Artur
Anônimo - Martins Fontes - 2011 (séc. XIII) - 243p.

Acontece que lançaram trocentos livros chamados A Morte do Rei Artur e eu acabei pegando o que não era o que eu estava procurando. Todos eles são de 1200 e bolinha, mas este aqui só narra bem o finzinho da vida do Rei Artur (literalmente a morte!), então "peguei o bonde andando", justamente quando queria saber da história desde o começo. Enfim, é um livro difícil. Aconselho pular a introdução do tradutor (eu sei, heresia profissional!), que não contém informações relevantes a quem vai ler só por curiosidade (o livro é, na verdade, para fins didáticos de quem estuda a lenda e história do Rei Artur), e é muito técnica e abundante em termos específicos demais para leigos (fora os trechos em francês sem tradução, que eu só consegui entender por já saber um pouquinho) (leio antes de dormir, não vou ligar o computador pra traduzir no Google, por favor). E a narrativa é contada nos mesmos moldes da Bíblia: trechos divididos em versículos e bastante descritivos. Não é um livro de ação ou aventura, ou mesmo um romance, para quem está procurando por uma versão literária da história. A parte mais empolgante já está lá pro final, na batalha contra Mordred, e daí pra frente, que fica triste. Vale pelas informações e, por bem ou por mal, acabei aprendendo mais sobre a lenda, apesar de estar incompleta. Mas ainda assim estou buscando o que eu queria.


A Divina Comédia: Inferno
Dante Alighieri - Abril - 2010 (1308) - 415p.

Há alguns anos pegando poeira aqui em casa, resolvi criar vergonha na cara e lê-lo assim que terminei de ler o livro do Dan Brown (sobre o qual falarei logo em seguida). Bom, a obra original é dividida em três partes: Inferno, Purgatório e Paraíso, mas Inferno é a mais famosa e, dizem, a melhor. É toda contada em poesia, e por isso pode ser bastante confusa, ainda mais por ser uma obra muito antiga e a linguagem ser, obviamente, antiquada. Apesar de ser chamada "comédia", o livro não tem intenção de ser engraçado (apesar de ter trechos que me renderam umas boas risadas; que santa boca suja, senhor Dante!): "comédia" era o estilo de entretenimento das classes mais baixas, sendo a "tragédia" o estilo dos nobres. Nessa história, Dante narra a própria morte e os caminhos que percorre por todos os círculos do inferno (idealizados por ele), acompanhado por seus mestres (especialmente o poeta romano Virgílio), e encontrando gente bastante esquisita. A intenção da viagem é reconhecer e se arrepender de todos os pecados, até que chegue ao destino (Paraíso). O que me valeu mais no livro foram as preciosíssimas notas do tradutor, contando sobre o inferno (sem trocadilho) que foi traduzir este livro. Traduzir poesias é, com certeza, o mais difícil dos trabalhos da profissão. Ele levou 20 anos só para traduzir Inferno, e morreu antes de terminar o resto. Existem várias outras traduções em português, que ele também comenta e compara em suas notas. Fiquei traumatizada para sempre.


Inferno
Dan Brown - Arqueiro - 2013 - 448p.

Quem já leu Dan Brown, conhece o ritmo: não dá pra largar. As histórias costumam acontecer em tempo real, então às vezes é um livro longo que se passa em apenas alguns poucos dias. Inferno é um pouco diferente dos outros por causa de um acontecimento inesperado: o professor Robert Langdon acorda em um hospital em Florença, sem memória alguma dos últimos dias, não sabe como foi parar lá, tem um monte de gente querendo matá-lo, ele descobre que fez coisas inexplicáveis, e não faz ideia de em quem pode confiar e de que diabos (sem trocadilho, de novo) está acontecendo. O livro faz muitas referências à obra de Dante, como é de se esperar, mas não é preciso lê-la para acompanhar esta história, já que os principais pontos são bem explicados pelo personagem principal. É uma constante reviravolta no enredo que, realmente, não dá pra prever os acontecimentos. É isso que eu acho legal em livros de suspense, então este com certeza é uma recomendação.


Fortaleza Digital
Dan Brown - Sextante - 2005 (1998) - 331p.

Este estava aqui em casa há algum tempo e eu o estava ignorando até então. Foi o primeiro livro de Dan Brown; não conta com o seu personagem recorrente, mas o ritmo e a narrativa característicos do autor são os mesmos. A temática é a segurança e a vigilância de dados pessoais na internet, providenciados pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos: o que aconteceria se todo o segredo (até então, era segredo que a NSA espionava a população) fosse divulgado e esses dados simplesmente fossem vazados? Não apenas as senhas pessoais de cidadãos comuns, mas planos de organizações terroristas, bem como projetos ultrassecretos dos Governos? E se alguém, uma mente brilhante, houvesse descoberto uma maneira de fazer isso e usasse o conhecimento como uma chantagem impossível de ignorar? O livro é cheio dos elementos imprevisíveis das histórias de Dan Brown, é acelerado e bastante interessante, apesar dos termos tecnológicos que me fizeram me sentir meio perdida em algumas partes, apesar de sempre bem explicados. É uma história bem empolgante.


Ilha do Medo
Dennis Lehane - Companhia das Letras - 2010 (2003) - 341p.

Este eu vi o filme antes, quando foi lançado, e só descobri que vinha de um livro este ano. O livro originalmente se chama Paciente 67, mas foi lançado aqui com o nome do filme, mesmo (que originalmente se chama Shutter Island, mas ok, deixa quieto). Quem viu o filme já sabe do baita enredo incrível, com o final completamente inesperado. Pra quem ainda não conhece: ambientado na década de 1950, o xerife Teddy Daniels vai com seu parceiro à ilha Shutter, onde estão as instalações de um hospital psiquiátrico para pacientes criminosos, para investigar o desaparecimento de uma das pacientes. Teddy logo percebe que o misterioso desaparecimento tem a ver com uma série de mentiras e segredos que a administração do lugar vem mantendo sobre o lugar, e então sua investigação começa a tomar rumos diferentes e dar em pistas cada vez mais estranhas. O fato de já saber o final da história não atrapalha a leitura. É até interessante ler tudo desde o começo, já tendo em mente um ponto de vista do desfecho. A quem ainda não viu o filme ou não leu o livro, recomendo fortemente que o faça!


O Silêncio dos Inocentes
Thomas Harris - Best Bolso - 2013 (1988) - 390p.

Meus amigos... QUE.LIVRO. Todos estão familiarizados com o Doutor Hannibal Lecter, certo? Dr. Lecter é um psiquiatra brilhante que, por um deslize do destino, também é um serial killer canibal, e está trancafiado em um hospital psiquiátrico para criminosos, em uma cela com uma rede de proteção (e às vezes precisando usar uma máscara de hóquei) para que ele não ataque os pobres funcionários do local (acredite, isso acontece). Mas essa história não gira em torno dele. A estudante da Academia do FBI Clarice Starling foi designada para solucionar uma série de assassinatos com padrões curiosos. Clarice tem como auxílio a mente brilhante do Dr. Lecter, que, por algum motivo, só aceita falar com ela. As informações e teorias do médico se provam sempre corretas, mas Clarice ainda tem que passar por muito sozinha, e as investigações vão ficando cada vez mais perigosas e urgentes. A riqueza de informações sobre uma investigação de assassinatos em série (até as autópsias e tudo o que os envolve) deixa o livro ainda mais interessante - a gente aprende muito, além do enredo. Essa história é daquelas que a gente tem que parar um pouco, xingar e refletir, e aí retomar. De prender o fôlego!


O Oitavo Passageiro
Alan Dean Foster - Nova Cultural - 1987 (1979) - 224p.

Neste caso, o livro veio depois do filme; então não há aquela eterna briga das diferenças entre um e outro, já que o livro é idêntico ao roteiro. A nave rebocadora Nostromo está voltando à Terra guinchando uma refinaria e toneladas de material mineral. Como é uma viagem muito longa, a tripulação de sete está em sono suspenso, que é interrompido por uma mensagem de socorro vinda de um planetoide próximo. Ao descer para averiguar, a nave é danificada no pouso. A parte da tripulação que desceu no planeta descobre que o sinal de socorro vinha de uma nave alienígena abandonada, e descobrem um cadáver com o peito aberto, como se algo houvesse saído de dentro dele... Bom, todos conhecemos a história de Alien, e sabemos como ficam as coisas daí pra frente. Não sabemos? Tem o livro e tem o filme, oras, descubram!




Resident Evil: A Conspiração da Umbrella
S. D. Perry - NewPop - 2012, 216p.

Não precisa jogar o game pra se interessar pela história. E não precisa nem ver os filmes pra acompanhar este livro. Este aqui serve como "a origem de tudo", então nem os personagens principais são os mesmos. A comunidade remota de Raccon City está sofrendo ataques de criaturas misteriosas, resultando em assassinatos grotescos. Os rumores dizem que essas criaturas estão surgindo da floresta que cerca a cidade, e que elas às vezes parecem humanas, e outras vezes nem tanto. A unidade militar S.T.A.R.S. é enviada ao local para investigar, e logo descobrem que o epicentro de tudo é uma mansão na floresta, que pertence à misteriosa Corporação Umbrella. Pouco se sabe sobre a Corporação, além de que fazem experiências genéticas de alto custo. Uma vez lá, o terror só começa. Dá até pra ter aquela sensação de jogo durante a leitura, com a busca de objetos e as missões a serem cumpridas. Única coisa que tenho a reclamar é sobre a revisão do livro. Esta primeira edição deixou escapar muitos erros de digitação, muita pontuação fora do lugar, e até algumas frases mal formuladas. Espero que consertem tudo isso na próxima.


Sob A Redoma
Stephen King - Objetiva - 2012 (2009) - 960p.

O livro que deu origem à série. Muita gente começou a ler o livro pra entender todos os mistérios da série, já que a próxima temporada ainda vai demorar pra estrear, mas já os aviso de que vocês vão passar pelas mais de 900 páginas e não vão encontrar o que procuram. Porque, de semelhantes, eles só têm o nome e a redoma (e até mesmo a redoma é diferente, do livro pra série). Eu aprendi a gostar dessas diferenças de enredo entre livros e suas versões filmadas, porque você pode curtir duas histórias diferentes numa boa (como tem acontecido com The Walking Dead). Não sei dizer qual das histórias prefiro aqui, a do livro ou a da série, porque ambas são MUITO diferentes; nem mesmo os personagens são os mesmos e, os poucos que são, só têm o mesmo nome. Mas é realmente um livro que prende. Stephen King é conhecido pela abundância de personagens e por narrar detalhes demais: dos lugares, da pessoas, das coisas, e não encaro isso como um problema. Tudo o que alimente a imaginação do leitor é bem-vindo. A única coisa que eu estranhei neste livro é que os personagens quase não estavam morrendo na quantidade em que deveriam (nos padrões de Stephen King, vejam bem), mas de um ponto pra frente eu fiquei satisfeita, cheguei até a ficar triste de verdade, haha. Então, pra quem não conhece a história: um dia, do nada, cai uma redoma sobre a cidadezinha de Chester's Mill. Ninguém sabe de onde veio, quanto tempo vai ficar, nem como tirá-la de lá. Mas a história mal fala sobre a redoma em si: o ponto central é que, em menos de uma semana, toda uma cidade mudou completamente. Gente mostrando o que realmente é, segredos sendo revelados, tragédia atrás de tragédia e muito, muito caos. O assustador aqui é a própria natureza humana. É como se fosse um Big Brother com mais de 2 mil participantes, e o prêmio fosse sobreviver.





The Walking Dead: O Caminho Para Woodbury
Robert Kirkman e Jay Bonansinga - Galera Record - 2013 (2012) - 313p.

Bom, esse aqui não chega a ser uma continuação de A Ascensão do Governador. É sobre um grupo de sobreviventes a caminho de Woodbury, onde o Governador já está estabelecido e aprontando das suas. Mas esse aqui não tem final surpreendente, nem personagens importantes (ou mesmo interessantes). Minha sensação foi de que esse livro foi completamente desnecessário à história, mas deixo a recomendação a critério de vocês. Sei que haverá um próximo livro, que aparentemente será novamente sobre o Governador, e vou querer lê-lo quando sair. Vejamos se supera este.






O Guia de Caça de Bobby Singer
David Reed - Gryphus - 2012 (2011) - 285p.

Sei lá por que a edição brasileira colocou os Winchester na capa, já que o livro é obviamente do Bobby, mas ok. Esperei tanto pra pôr minhas mãos nesse livro! Ele é incrível, pra quem é fã da série, porque a gente finalmente conhece mais sobre a história do Bobby: como foi exatamente a história da possessão e morte de sua esposa, como ele conheceu John Winchester e os outros, suas caçadas solitárias ao redor do mundo, as criaturas que ele enfrentou que nunca apareceram na série... Tem um capítulo sobre uma caçada a bordo de um navio japonês que foi demais. De todos os que lançaram relacionados à série, aqui no Brasil, este foi o mais legal. Fãs, não demorem e peguem-no logo!








The Adventures of Merlin: Heroes Guide
Jacqueline Rayner - Bantam Books - 2010 - 96p.
The Adventures of Merlin: The Official Annual 2012
V.A. - Bantam Books - 2011 - 64p.

Esses eu comprei pela saudade gigante que sinto da série, e porque são baratinhos no Book Depository. Não têm nada de diferente que acrescente às histórias, mas servem pra dar uma folheada de vez em quando e lembrar de algumas coisas. Não prestei atenção quando comprei o primeiro, mas ele foi lançado antes da Távola Redonda ser introduzida à série, então os cavaleiros não aparecem nele :(. Mesmo assim, reúne informações sobre todos os outros personagens (do lado bom). O Official Annual, como de costume, traz histórias inéditas e vários passatempos (o Heroes Guide também tem passatempos), então são livros bem leves e infantis, mas servem pra matar a saudade. *o*

















Revenge of the Judoon
Terrance Dicks - BBC Books - 2008 - 102p.
Made of Steel
Terrance Dicks - BBC Books - 2007 - 99p.
The Silurian Gift
Mike Tucker - BBC Books - 2013 - 99p.
Magic of the Angels
Jacqueline Rayner - BBC Books - 2012 - 101p.

Bom, não vou falar muito sobre estes, porque quem não acompanha a série não vai entender muita coisa. O Book Depository tem dezenas dos livros já lançados paralelos à série (desde a época clássica), e cada um deles custou entre US$ 2 e US$ 3. São aventuras isoladas do programa, cada uma com o Doutor em sua então encarnação e suas respectivas companheiras. Os vilões são os velhos conhecidos, e as histórias são complicadas e engraçadas como o usual. Em Revenge of the Judoon, que se passa no passado, eles até conhecem Arthur Conan Doyle (mas nem pensar em conversar sobre Sherlock Holmes com o homem!).


Who-ology: The Official Miscellany
Cavan Scott & Mark Wright - BBC Books - 2013 - 374p.

Esse eu vou deixar para os whovians que passarem por aqui: parem de comer mosca e vão logo ler esse tesouro!! Não dá nem pra começar a explicar tudo o que tem aqui. Decerto porque tem TUDO: A cronologia completa da série; tudo o que há para se saber sobre o Doutor (características anatômicas, sua idade estimada, todas as regenerações, sua história, suas formações acadêmicas, seus gostos pessoais, suas habilidades e poderes, suas ferramentas, tudo sobre seu planeta e sua família [com árvore genealógica e tudo!]; bem como uma ficha abrangente de todos os atores que o interpretaram ao longo dos anos, não só na série); tudo o que há para se saber sobre os companheiros (e também os atores e atrizes que os interpretaram); características completas e muitas curiosidades sobre os monstros mais recorrentes (mais uma lista das "40 melhores maneiras de se derrotar um Dalek", até os nomes de todos os que emprestaram sua voz e corpo para eles); uma lista completa de todas as figuras históricas que o Doutor conheceu; tudo sobre a TARDIS, como funciona, o que tem, de onde veio; a cronologia organizada da história da River Song; composição de toda a trilha sonora, desde a série clássica; conexão entre a série e outros programas de TV e filmes e sua influência na cultura em geral; todos os atores que participaram da série e de outros ícones do entretenimento britânico (James Bond, Harry Potter, e até Star Trek); informações e curiosidades dos bastidores; mais infográficos super bacanas. E tem MUITO mais do que isso, não dá pra escrever tudo. Não dá nem vontade de soltar esse livro, é precioso demais. Tem até um cálculo de quanto tempo leva pra assistir os 50 anos de série (362h 53m 54s). É amor condensado em capa dura.


Doctor Who: The Official 50th Anniversary Annual
V.A. - BBC Books - 2013 - 62p.

Já esse aqui foi meio decepcionante. Comprei achando que ia ter alguma informação a mais sobre o especial de 50 anos, mas é mais do mesmo que já saiu em outros livros. Faz um apanhado geral dos companheiros e monstros mais importantes, lista umas curiosidades sobre o Doutor que a gente já tá careca de saber, e é isso. Melhor gastar um pouquinho mais e comprar o Who-ology, que é infinitamente mais rico.








Wolverine: Weapon X
Marc Cerasini - Pocket Star Books - 2004 - 380p.

De vez em quando pegam arcos importantes das HQs e lançam em formato de livro. São exatamente as mesmas histórias, mas mais ricas em narrativa, por não ter aquele porém de ter que dividir espaço com as figuras, ou compactar tudo em balões de fala. Weapon X (Arma X) é sem dúvida um dos arcos mais importantes da história de Wolverine, pois nos conta tudo o que envolve a experiência do Governo que aplicou o adamantium em seu esqueleto, com intenção de torná-lo uma arma invencível e indestrutível. Vale lembrar que nada disso foi feito com o consentimento dele: Logan, na época, era mais animal do que humano - morava na selva com os lobos; foi sequestrado, teve sua memória apagada, e foi submetido à operação a força. Como sua mutação é o fator de cura, foi só devido a isso que ele sobreviveu ao processo, pois foi extremamente doloroso (nenhuma anestesia tem efeito em seu metabolismo). É uma história tensíssima, contada sob o ponto de vista dos cientistas. Wolverine mesmo tem pouquíssimas falas (mas grita bastante), e é sempre referido como "cobaia", e nunca pelo nome. Revoltante, como tudo o que tem a ver com a história dele. Acabei comprando o livro em inglês porque não sabia que já havia a tradução dele, mas, de qualquer forma, não o encontrei em português.


X-Men e a Filosofia
William Irving - Madras - 2009 - 238p.

Eu gosto de filosofia. E se for explicada usando de exemplo coisas que eu amo, fica melhor ainda. Aqui, vários filósofos e estudiosos que também são fãs dos mutantes explicam diversas teorias da Filosofia usando personagens e suas histórias como exemplo. Todos os artigos são bem divertidos, então não é um livro difícil de acompanhar; além de ser superinteressante. São discutidas questões tais como: como definir o que é "normal"?; identidade pessoal (toda vez que a memória de Wolverine é apagada, ele pode ser considerado a mesma pessoa, ou começa do zero sendo outra?); o suicídio é sempre imoral (estamos falando da Fênix Negra!)?; genética e ameaça à humanidade; moralidade, ética e o direito dos mutantes (e a visão que Magneto e Xavier têm em relação a isso: qual deles está certo? Algum deles está certo?); a autoconsciência e o que fazer com ela (sim, Deadpool, haha); entre outras discussões. É muito bacana, acreditem.


Super-heróis no Cinema e nos Longas-metragens da TV
André Morelli - Europa - 2009 - 144p.

Ano passado eu havia lido o outro do mesmo autor, Super-heróis nos Desenhos Animados, que é bem bacana, e este também é (apesar de agora estar bem desatualizado, já que de 2009 pra cá fizeram uma PENCA de filmes de super-heróis). O autor dá muitas informações tanto sobre os filmes quanto sobre os quadrinhos (ou qualquer que tenha sido a origem - tipo Transformers, cuja origem são os bonecos da Hasbro) nos quais eles foram baseados. Descobri muitos filmes que eu não sabia terem saído de HQs, e descobri que há filmes de HQs que eu não sabia que haviam feito. É uma coletânea legal, o formato revista é bom pra dar umas folheadas.




Almanaque Monstruoso dos Zumbis
V.A. - Abril - 2013 - 151p.

Eu poderia ter colocado Max Brooks ali como autor, porque esse almanaque todo é basicamente uma coletânea de citações dos livros dele. Há uma pesquisa em artigos da Agência Federal de Vampiros e Zumbis americana (sim, isso existe), mas a impressão geral da revista é que é realmente só um breve guia de curiosidades sobre a origem e anatomia dos zumbis. Ele é provavelmente mais voltado para quem curte os aspectos de entretenimento das criaturas (tipo fãs de The Walking Dead e dos tantos filmes), e de maneira geral é divertido, mas não me pareceu valer o que custou. Tem um deslizes textuais ali que eu imagino que vão consertar numa próxima edição.



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Abandonado:

Assassin's Creed: Renascença
Oliver Bowden - Record - 2011 - 378p.

DETESTO abandonar livros. Por menos que eu esteja gostando, me forço a ler até o fim, porque sempre tenho a esperança do final compensador. Só que esse foi muito difícil de aguentar, li um pouco mais de 200 páginas e aí finalmente larguei. Foram 200 páginas de absolutamente nenhum desenvolvimento na história; a narração é muito pobremente escrita (parece o tipo de coisa que eu escrevia quando era pré-adolescente, que me fez desistir pela óbvia falta de talento), as falas são clichês ao máximo (coisas do tipo "você vai pagar caro por isso!"); há um trecho em que dois personagens se reencontram e um deles comenta sobre como o outro mudou - foi só então que eu descobri que havia dois anos desde que eles haviam se separado, e não houve nada na narrativa que sugerisse um lapso tão grande de tempo! A parte histórica também é cheia de falhas grotescas. Enfim, fiquei com tanta raiva do livro que não só o abandonei como o troquei também. Me disseram que é porque eu não jogo o game, mas, segundo o que li de quem comentou sobre o livro no Skoob, ele é mais indicado justamente pra quem não jogou: dizem que é exatamente a mesma coisa, sem tirar nem pôr, e portanto não tem graça pra quem já completou o jogo. Eu passo longe do restante dos livros, muito obrigada.

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Certo, sobre as HQs. Não tenho como falar sobre todas; primeiro porque, como eu disse, foram dezenas, e, segundo, porque não as listei e a essas alturas não me lembro mais o que foi que eu li esse ano e o que eu li no ano passado. 

Dentre as que eu gostaria de citar, porém, estão:

► Os Livros da Magia (Vertigo), de Neil Gaiman. Muitos dizem que Harry Potter pode ter sido um leve plágio desta história, mas acho que as coincidências são apenas fisionômicas e param por aí. É uma visão completamente diferente de Magia, e os treinamentos do garoto Tim são, no mínimo, perturbadores.

Star Trek: The Next Generation / Doctor Who: Assimilation² (IDW). O que acontece quando a TARDIS se materializa dentro da Enterprise, e os Borgs se unem aos Cybermen no grande plano de converter todo o Universo? Eu honestamente não sabia o que era amor até descobrir que esse crossover existia. Sem palavras.

Cuecas Por Cima das Calças (independente), de Rafael Koff. Na verdade, uma coletânea de tirinhas satíricas de super-heróis famosos, lançada por crowdfunding (sabem, quando a gente faz uma pequena doação e ajuda a lançar coisas legais?). Todos os que contribuíram receberam uma cópia do livrinho, mas ele ainda pode ser comprado direto do autor. É muito divertido!

Homem de Ferro e Demolidor, da série Noir (Marvel), que acho interessantíssima (apesar de caríssima - vamos baixar a bola aí, Panini!!)

► Muitos arcos importantes dos X-Men (Marvel), tipo Deus Ama, o Homem Mata; Arma X; Dias de Um Futuro Esquecido; Dinastia M; e mais um monte que não vou lembrar agora; além de todo o arco Vingadores Vs. X-Men (lançado no Brasil esse ano; já tinha lido, mas comprei e li tudo de novo), e algumas dezenas de edições digitalizadas de Uncanny X-Men e Novos Mutantes, que comecei a ler desde o começo há uns dois anos e acho que nunca vou terminar.

► E tô me mantendo em dia com The Walking Dead (Image). Não me deixa mais empolgada como as primeiras edições, mas ainda tá rendendo umas boas matanças.


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Ufa, acho que já falei de tudo. Espero que vocês possam aproveitar algo deste post. Agora se vinguem e me digam o que vocês recomendam do que leram este ano! E o que não recomendam, também!

(Para mais indicações, [re]leiam o post do ano passado)

5 comentários:

  1. Olha, vc leu muitos que eu já tinha lido faz tempo :D
    E como vc é eclética! É livro sobre tudo! E vc ainda esnoba. "Li 2 vezes esse este ano". Porra! Não basta ler uma, mas duas vezes? uhahuauhhauhuahua. E vc colocou releituras! Assim eu li 28 e não 23, uhahuuaua.
    Muita invejinha de todos esses livros do Doctor Who... e nem quero saber desse livro novo de The Walking Dead. Ah, Ponto de Impacto! Foi o primeiro do Brown q li! E li justamente qd estudava linguagem de programação, então entendi tudo, uhahuahuhaua. Foi meu ano de ler John Green e o seu de ler Neil Gaiman. Com a vantagem que o Gaiman tem mto mais livros q o Green :p
    Nem da pra concorrer com vc :p
    =******

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  2. Meu Deus Manu, como vou fazer agora??? Me deu vontade de ler mais da metade dos livos q vc falou aí, pelamor!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    PRECISO ler Neil Gaiman pra ontem! Tô ensaiando comprar Coisas frágeis há seculos e sempre fico receosa, pq tô com tanto livro novo aqui que dá dó... rs

    As Brumas de Avalon - que coisa maravilhosa de deus. Li há muitos anos e ano passado ganhei do meu marido a coleção nova. Reli e me apaixonei de novo... concordo contigo, se não foi o que aconteceu mesmo, foi o melhor escrito até agora!

    Fortaleza digital - adoro o Dan Brown, mas esse e ponto de impacto eu não curti tanto... Ainda não li Inferno, mas já quero! (não sei vc, mas os filmes são uma decepção, mesmo com o Tom Hanks. Simplesmente não consegui assistir Anjos e Demônios até hj! rs)

    Under the dome - ainda estou empacada na leitura, pq é difícil ler em inglês (tá ficando mais fácil, admito! rs), mas ler SK em inglês é TENSO! rs E parei de ver a série, pq tá muito diferente e acho que vou terminar o livro primeiro, rs.

    Vou favoritar sua lista, pq certamente pegarei idéias aqui pra ler ano que vem... preciso voltar a ler com regularidade... esse ano foi pior q ano passado, shame on me!

    Bjos

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  3. Recomendo fortemente que você leia 'O Arco-Irís da Gravidade', do Thomas Pynchon. 'Cabeça Tubarão' so Steven Hall, e 'O Nome do Vento'/'O Temor do Sábio', do Patrick Rothfuss. Seriously, São totalmente blowmind e viram livros favoritos fácil!

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  4. Muito legal! E que paciência escrever sobre todos eles. Valeu!

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  5. Dicas maravilhosas. Mas sou suspeita pra falar.hehe.
    Primeirão do ano, Senhor dos Aneis, segunda (e mais proveitosa) leitura,hem?!
    Já já vou ler A redoma.

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Bom senso, respeito e educação são esperados e sempre bem-vindos nos comentários. Obrigada pela visita!