01/07/2014

Relatório Bimestral de Leitura de 2014: Maio - Junho

Meus "relatórios de leitura" dificilmente são resenhas. Sinto muito se é o que você está procurando, mas o que ofereço com essas postagens não é um texto bem escrito sobre o que o autor quis transmitir, o impacto da obra na sociedade ou mesmo no entretenimento, ou quantas estrelinhas eu acho que o livro merece. Não me acho capacitada para tanto, deixo isso para os críticos.

O que vocês encontram na minha tag "leitura" é uma lista das coisas que li, gostei, e indico aos amigos e eventuais leitores que tropeçam nessa página. A essas alturas vocês já perceberam que eu amo tudo (algumas coisas mais, outras um não tanto), e me recuso a ser aquela pessoa que sente prazer em fazer os outros terem vergonha de gostar do que gostam, ou em impedir que venham a gostar de alguma coisa só porque eu disse que "não pode gostar disso, gostar disso é idiota". Detesto que me imponham o que eu posso ou não gostar de ler, então não faço isso a outros. Prefiro que vocês se sintam curiosos a respeito de algumas coisas, e aí decidam se vale a pena ou não tentar.

E, também, procurem manter a mente aberta. A gente acaba perdendo muita coisa legal quando impõe um limite na leitura. Todo mundo tem direito de não gostar de livros grossos ou antigos ou best-sellers ou infantojuvenis, mas, por favor, antes de declarar o ódio, EXPERIMENTEM.


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Wild Cards: O começo de tudo
V.A. - Leya - 2013 (1986) - 480p.
Wild Cards: Ases nas alturas
V.A. - Leya - 2013 (1987) - 400p.


Conforme citado no relatório passado, o primeiro livro da coleção foi lido no último bimestre; mas resolvi colocá-lo neste relatório, junto da continuação, pra falar tudo de uma vez (o terceiro está aqui na fila de espera).  Ok, o primeiro contato que tive com a história foi com a HQ "Cartas Selvagens", que posteriormente descobri ter surgido após os livros. O nome de George R.R. Martin aparece grandão assim na capa porque ele foi o editor e escreveu alguns dos capítulos e, de todos os autores envolvidos, ele é atualmente o mais famoso (por conta d'As Crônicas de Gelo e Fogo). Parece que a coleção toda tem 22 livros, que são uma colaboração de vários escritores (cada um escreveu um punhado de capítulos, distribuídos por toda a obra). Enfim, a história: um xenovírus, desenvolvido por cientistas do planeta Takis, tem a função de melhorar a genética da pessoa infectada, acentuando suas melhores habilidades, e foi criado com intenções políticas para auxiliar o planeta, que está em guerra. Porém, incertos de como o organismo dos nativos reagiria ao vírus, foi decidido que ele deveria ser testado em uma raça geneticamente semelhante - exatamente, nós, pobre humanos do planeta Terra. E foi assim que, logo após a Segunda Guerra Mundial, a humanidade foi surpreendida por um ataque invisível, que veio com uma bomba como tantas que o mundo já havia visto nos últimos anos. Porém, um dos cientistas de Takis era contra o experimento, e veio à Terra para evitar que o vírus fosse disseminado entre nós. Sua nave acabou caindo e ele foi rendido pelas autoridades americanas. Doutor Tachyon contou a história e um herói de guerra foi enviado para impedir que a bomba fosse lançada, mas os esforços de Jetboy não foram o suficiente, e o pior aconteceu. O vírus foi apelidado de "carta selvagem", pois era impossível dizer que tipo de mutação a pessoa atingida desenvolveria. A grande maioria desenvolveu mutações inúteis ou grotescas, que as deformavam e as fizeram se excluir (ou serem excluídas) da sociedade, e essas foram chamadas de curingas. Alguns tantos, porém, desenvolveram algum tipo de "superpoder", e esses foram chamados de ases. E há os que não foram infectados, que são realmente uma minoria, e estes são os limpos. Ainda assim, mais da metade da população atingida não sobreviveu ao contato com o vírus. O mais legal nessa história toda é que cada capítulo, a princípio, acompanha um personagem infectado diferente, mostrando as fases de sua mutação e o que a pessoa decidiu fazer com ela; e depois vão todos se juntando em um enredo comum. Ao fim do primeiro livro, já se passaram mais de 20 anos desde a infecção, e até lá já tem curinga contra curinga e ases contra o mundo e o Governo usando todo mundo em favor próprio. O segundo livro desenrola-se ao redor de um alienígena que se infiltrou na humanidade disfarçado de curinga. Se você não curte ficção-científica, pode ser bem interessante pra quem gosta de ler sobre distopia e questões sociais. Mas falei demais; poderia ter resumido tudo a: Manu ama mutantes, e Manu ama esses livros.



Contos Inacabados
J.R.R. Tolkien - Martins Fontes - 2002 (1980) - 585p.

Vejamos da seguinte forma: se o Apêndice de O Senhor dos Anéis compreende tudo o que não coube na história e em O Hobbit, e O Silmarillion compreende tudo o que não coube no Apêndice, Contos Inacabados compreende tudo o que não coube em O Silmarillion. Muitas das histórias aqui terminam abruptamente (como o título sugere), mas alguns são realmente trechos eliminados das obras anteriores, ou que foram reescritos. Segundo Christopher Tolkien, que editou também este livro, o pai não gostava de dar tantos detalhes às coisas, mas se via compelido a explicar todas as dúvidas de seus leitores; portanto, muito do que o filho reuniu aqui veio de cartas que seu pai enviou a leitores, mesclado com rascunhos (que datam de desde 1916), e devo dizer que devemos ser gratos a ele, que se empenhou em continuar a obra do pai com tanto afinco e capricho. O livro é ainda recheado de notas complementares que não cabem na narrativa. Os contos abrangem mais eventos sobre a trágica história dos filhos de Húrin (isso foi antes de Christopher eventualmente lançar o livro da história completa); as origens da amizade e lealdade entre os reinos de Gondor e Rohan; a história de Galadriel e seu marido Celeborn (não finalizada e reescrita muitas vezes); o destino de Isildur depois de tomar para si o Um Anel que tirou de Sauron ao derrotá-lo; como Gandalf se decidiu a ajudar os anões na busca por Erebor, na reconquista do próprio tesouro e na derrota de Smaug; a história de raças pouco mencionadas anteriormente, como os drúedain (os homens selvagens que os rohirrim encontram na floresta já perto de Minas Tirith em O Retorno do Rei), e dos próprios Istari, os magos (Gandalf, Saruman e Radagast. Sabiam que aquela não é a verdadeira aparência deles?); além de contos de Númenor, tão pouco mencionado nas obras anteriores.


A Cruzada das Trevas
Giulio Leoni - Planeta - 2009 (2006) - 400p.

Minha irmã me deu um vale-presente da livraria local, e resolvi usá-lo em algo completamente novo pra mim. Depois de muito escolher, optei por este, cuja sinopse me deixou bastante intrigada; afinal, Dante Alighieri bancando detetive de homicídios em Roma é inusitado o bastante pra mim. Na verdade, este é o terceiro e último livro de uma série do autor com o personagem - segundo a aba do livro, bastante bem sucedida no mundo todo (embora eu nunca tenha ouvido falar até então), mas a livraria em questão não tinha os dois volumes anteriores. De qualquer forma, A Cruzada das Trevas não exige que se tenha lido os livros anteriores para ser acompanhado, embora apareçam personagens sem maiores apresentações, que eu creio serem dos outros livros. Porém, enquanto ia lendo, fiquei sem saber se estava gostando ou não. Acontece muita coisa (muita coisa MESMO), e tudo parecia completamente avulso, tanto uma coisa da outra quanto do que dizia na sinopse; e as coisas só fazem sentido uma com a outra lá no finalzinho. Em compensação, o livro é cheio de ação e Dante é um protagonista muito interessante, e eu fiquei curiosa a respeito dos livros anteriores. Se ele passa por coisas como as que passou nesse e saiu inteiro, sou fã do cara.


Quando Você a Viu Pela Última Vez?
Lemony Snicket - Seguinte - 2013 - 265p.

Segundo livro da coleção Só as Perguntas Erradas, do mesmo autor das Desventuras em Série. Falei sobre o primeiro deles no relatório do ano passado. Snicket (pseudônimo de Daniel Handler) é o personagem principal dessa série, e nos conta de sua infância e adolescência, quando ele próprio era membro da sociedade secreta mais secreta do mundo da Literatura (quem leu tudo sabe do que eu estou falando). Em Só as Perguntas Erradas, ele e sua misteriosa e bizarra tutora vão parar em um vilarejo quase fantasma, Manchado-pelo-mar, e se veem às voltas de vários mistérios para resolver. Esse livro conta uma aventura diferente no mesmo vilarejo, mas não deixa de ser uma continuação do anterior. Gosto muitíssimo do estilo do autor, que disfarça seus livros de "histórias infantojuvenis", e ainda assim nos surpreende com a sabedoria adulta escondida por trás da sua narrativa tão peculiar. E, pra quem já leu as Desventuras, ler essa coleção aqui vai matar um pouquinho da saudade de alguns personagens que aparecem lá.


O Mundo de Sofia
Jostein Gaarder - Companhia das Letras - 1995 (1991) - 547p.

Eu provavelmente deveria ter vergonha de admitir que levei quase 15 anos pra tirar esse livro da prateleira e finalmente lê-lo. O motivo da demora não tem a ver com a grossura do livro ou o conteúdo - como disse em algum relatório anterior, adoro Filosofia (se soa estranho, talvez seja porque nunca fui obrigada a estudar isso - a matéria nunca fez parte da grade de nenhuma escola que estudei, e nem da faculdade); é só que talvez não fosse a hora de certa de fazer isso. Enfim, achei que a "história da filosofia" aqui fosse se dar por meio de metáforas discretas no dia-a-dia da personagem principal, mas esclareço a quem também protelou a leitura: é aula descarada. Um dia, assim do nada, Sofia começa a receber por correspondência um curso completo de Filosofia de um completo estranho. Além disso, também começa a receber cartões-postais de outro desconhecido, endereçados a uma garota que ela não conhece. Logo os mistérios se entrelaçam e dão numa reviravolta realmente inesperada, o que resultou num estilo de narrativa que eu nunca havia experimentado, até então. Lembro a vocês que as partes em que Sofia lê as páginas do curso são completamente didáticas, embora bem resumidas, mas acho um tanto complicado pra quem tem dificuldade com o assunto, ou não tem interesse, e por isso não sei se ele chega a despertar o interesse dos adolescentes pela temática. Menos importante (e estritamente como opinião minha, que vocês podem ignorar completamente), a personagem principal não me despertou especial simpatia: talvez seja por causa da idade dela e eu esteja meio impaciente com adolescentes ultimamente (longa história), mas acho o seu comportamento na maior parte das vezes bastante irritante e inconsequente. De qualquer forma, a leitura valeu pelas aulas de Filosofia que nunca tive, e tudo o que ela envolve: Ciência, História, Literatura e Religião. Não é um livro, por assim dizer, fácil de entender, mas aprende-se muito com tudo o que tem aqui, e por isso recomendo dar uma chance.


O Livro dos Fenômenos Estranhos
Charles Berlitz - Best Seller (Nova Cultural) - ? (1988) - 322p.

"Mais de 200 histórias misteriosas e inexplicáveis que desafiam a imaginação". Combustível típico para este blog! De fato, algumas das histórias reais contadas no livro já apareceram em posts por aqui: como os casos dos azarados Henry Ziegland, atingido pela mesma bala duas vezes, e Roy Sullivan, o para-raios humano; ou o carro amaldiçoado de James Dean. Outras já são bem conhecidas pela Internet. Pesquisei mais sobre alguns dos casos e uns tantos já têm explicação, agora. Esse é um dos livros que fica lá nas prateleiras do escritório, em que eu vez em quando bato os olhos e resolvo furar a fila de espera. Berlitz foi um brilhante linguista (fluente em 25 idiomas!), e escreveu dezenas de livros sobre os mais variados assuntos. Um deles foi o sensacional Línguas do Mundo, sobre o qual falei anteriormente em outro relatório.


Fahrenheit 451
Ray Bradbury - Globo - 2009 (1953) - 256p.

Há um bom motivo para certos livros serem considerados clássicos. O motivo para este ser um deles é que ele é simplesmente SENSACIONAL. Explico: o cenário aqui é um mundo dominado por um governo totalitário que proibiu o acesso da população a livros, sob o pretexto de que a cultura faz as pessoas pensarem demais, e pessoas que pensam demais tendem a ser tristes. A intenção do tal governo superlegal era que as pessoas fossem felizes, fazendo o seu trabalho e depois indo pra casa curtir a família, sem se preocupar com estudos ou discussões sobre o que quer que fosse. O resultado foi uma população de pessoas apáticas - ninguém se incomodava em conhecer outras pessoas, ou sequer se importava com os outros; ninguém prestava atenção em coisas corriqueiras da natureza, nada chamava a atenção; a única diversão era assistir pelas televisões transmissões ao vivo de estranhos a quem todos se referiam como "família", que interpretavam um roteiro, fingindo ser parentes, e conversavam sobre coisas supérfluas; ou então passear a altíssimas velocidades em seus carros, o que era permitido. As pessoas não eram felizes, mas elas não percebiam isso. Os índices de assassinato e suicídio cresciam e ninguém se importava. E haviam os bombeiros, que, neste contexto, eram oficiais encarregados de queimar qualquer livro que encontrassem. Era comum receberem denúncias de pessoas que escondiam bibliotecas inteiras em casa, então eles eram autorizados a atear fogo na casa toda. Até que, um dia, ao ver que uma mulher preferiu queimar com sua casa a entregar sua biblioteca, o bombeiro Guy Montag acordou... E o que ele faz depois é surpreendente, para todos, e para ele mesmo. O que torna esse livro sensacional é que a história se passa num futuro não mencionado, mas, tendo sido escrito na década de 1950, esse futuro bem que poderia ser hoje; e é impressionante como muito do que foi narrado nessa história (mesmo que propositadamente exagerado) bate com o que passamos atualmente. Tais coisas eram fantásticas e impensáveis há 60 anos, e agora são tão corriqueiras. Adoro autores de visão! Não deixem de ler esse clássico; não só pela história, mas por tudo o que vai ser aprendido daqui.


A Menina Que Roubava Livros
Markus Zusak - Intrínseca - 2013 (2006) - 480p.

Não era um livro que eu estivesse particularmente interessada em procurar, mais porque eu já estava com coisas demais para ler (como sempre). Então fizeram o filme, vi o trailer, descobri do que a história se tratava, e fiquei com vontade de assistir. Mas aí tanta gente me indicou o livro, que acabei decidindo ler antes de ver. E, bom, não sei se vou conseguir falar sobre ele - a verdade é que eu começo a chorar só de lembrar. Vivendo na difícil época da Segunda Grande Guerra em plena Alemanha nazista, morando com uma família de criação em uma região bastante pobre, e suportando todo tipo de desgraça que uma criança de 10 anos jamais poderia imaginar, até que Liesel Meminger teve seus momentos de sorte. O primeiro foi estar sob a tutela do casal Hubermann, com a "mãe" rabugenta de boca suja e o maravilhoso "pai" acordeonista dono de um coração gigantesco. O segundo foi a fiel amizade de Rudy Steiner, o garoto que sonhava ser o melhor atleta do mundo. O terceiro foi ter a inesperada simpatia de alguém altamente improvável. E o último foi a convivência mais do que especial com o judeu no porão. Cada uma dessas pessoas foi responsável por alguns dos livros da pequena coleção de Liesel, que aprendeu a ler com seu pai de criação, e fez disso uma rotina obrigatória para si própria e tantos outros. A história é narrada pela Morte, de uma maneira bastante peculiar (e até divertida, em alguns pontos), e muito, muito triste. Porque a Morte, sim, é a personagem principal dessa história. Se não pelo enredo, recomendo a leitura pela visão in loco do que os próprios alemães sofreram durante a Guerra que os deixou estigmatizados por tantas gerações. Mas acreditem em mim (e em qualquer outra resenha) quando digo que esse é um livro maravilhoso, porque ele certamente o é. Garanto que não vão se arrepender de tentar.


Não posso deixar de mencionar o ótimo Guia do Tradutor: Melhores práticas, de Fábio M. Said, que tem sido de fundamental ajuda pra essa nova fase da minha vida. Me tirou algumas preocupações (e me deu várias novas!) e me ajudou a organizar alguns pontos. Espero que eu consiga manter a determinação e ser bem-sucedida em alguma coisa nessa vida, haha.



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Dentre as HQs, destaco:

X-Men: A Era do Apocalipse 1, 2 e 3. Esse clássico da Marvel se passa em um universo alternativo (Marvel e seu multiverso...), onde os mutantes que conhecemos têm histórias um pouco diferentes, embora nem tanto assim do que seria provável. Nesta Terra paralela, a humanidade está sob o jugo de Apocalipse, o mutante mais antigo do mundo. Alguns dos X-Men estão, aqui, lutando ao seu lado, enquanto outros tentam combatê-lo. É aqui que conhecemos novos mutantes, como a Blink e o X-Man (codinome bastante original de Nate Grey, que nem era um X-Men :P). A coleção completa tem 6 volumes, mas estou com certa dificuldade ($) em adquirir os três últimos...

►  X-Men: Classic 1, 2, 3 e 4. Outro arco que não me canso de ler: a famosa edição de 1975, lançada lá fora como Giant-Size X-Men #1, que marca o retorno do título às bancas (depois de um quase cancelamento), e apresenta a nova formação do time de mutantes: Wolverine, Tempestade, Noturno, Colossus, Banshee, Solaris e Pássaro Trovejante. O Professor X precisa montar uma nova equipe para resgatar a equipe original, que estava presa numa situação delicada na ilha mutante (sim, o mutante em questão era a própria ilha) Krakoa. Assim sendo, ele usa o Cérebro para localizar mutantes ao redor do mundo, e vai pessoalmente a vários países convocar essa cambada toda. Óbvio que todo mundo se desentendeu e brigou bastante, no começo; alguns da equipe original não aceitaram os novos membros e foram embora; um dos novos não quis ficar e nunca mais apareceu, e outro deles morreu em uma das primeiras missões. De qualquer forma, foi com essa equipe que os X-Men consolidaram seu lugar de direito na história dos quadrinhos.


X-Men: Origins. Volume que compila as origens de Colossus, Dentes-de-Sabre, Jean Grey, Fera, Wolverine e Gambit; como descobriram seus poderes e o que faziam antes que o Professor X os fosse buscar para integrar os X-Men (com exceção óbvia do Dentes-de-Sabre). Além das histórias interessantes e algumas até comoventes, as artes são lindas.

Longshot Salva o Universo Marvel. Eu já conhecia o Longshot por participação em algumas histórias dos X-Men que já tinha lido, mas acho que nunca percebi o quanto o personagem é  divertido. Longshot é de um universo paralelo (na verdade, de um "entre-universos"), e não é exatamente um mutante - é um ex-escravo que sofreu alterações genéticas que lhe conferem psicometria (a habilidade de visualizar acontecimentos passados ao tocar em objetos) e a habilidade de alterar as probabilidades, resultando em uma sorte espetacular. Essa aventura conta com ele como personagem principal, e a participação de outros personagens da Marvel que também amamos, como o Doutor Estranho, os Vingadores, o Motoqueiro Fantasma, o Blade e o Deadpool (Longshot e Deadpool deviam dividir uma revista mensal vitalícia!).

Demolidor: A Queda de Murdock.  Da coleção da Salvat, que está chegando aqui na cidade em "suaves prestações" (beeeeem suaves). Amo o Demolidor, amo gente sofrida, haha. Essa história é considerada clássica do personagem, e não só pelos artistas envolvidos, mas pela desgraça que vira a vida de Matt Murdock aqui (como o título bem sugere) nas mãos do Rei do Crime. A coisa toda com o Demolidor é mais "real" do que acontece que outros super-heróis da Marvel (especialmente os X-Men). Os vilões aqui não têm poderes, e as vítimas são pessoas como eu e vocês, e, várias vezes, o próprio herói.

Do Inferno. Considerado um clássico cult de Alan Moore, Do Inferno apresenta uma história para a identidade de Jack o Estripador e seus motivos para os brutais assassinatos que cometeu em Whitechapel no fim do século XIX. Muitos dos personagens aqui são reais (como costuma acontecer nas obras de ficção baseadas no assunto), e a obra deu origem ao filme de mesmo nome estrelado por Johnny Depp. Tanto a obra quanto o anexo do autor no fim dos volumes tem uma aula de História sobre Londres, que é bem interessante.

Hellblazer Origens Vol. 1: Pecados Originais. FINALMENTE consegui começar Hellblazer e acompanhar John Constantine pelo jeito certo.  É realmente perturbador. Pra quem vai começar a acompanhar a série, não deixem de ler. Pode ser... enriquecedor.

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Para conferir os relatórios anteriores, até 2011, cliquem na tag "leitura" aqui abaixo do post, ou no menu lá em cima!

3 comentários:

  1. Nos três livros da sua lista que eu já li (O Mundo de Sofia, Fahrenheit 451 e A Menina que Roubava Livros) assino embaixo da sua resenha.

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  2. Excelentes recomendações. A Menina Que Roubava Livros foi surpreendente.

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  3. Manu, tô lendo o Fahrenheit 451 e ele é simplesmente GENIAL! Acabei de passar pela parte que o capitão dos bombeiros explica a razão para se queimar os livros. Cheguei a arrepiar. Grande candidato para minha lista de livros favoritos. Muito bom mesmo. Thanks a million :)

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