01/11/2014

Sugestões de Leitura de 2014: Setembro - Outubro

Sou veementemente contra colocar classificação de nota em resenhas literárias. 

Claro, minha opinião é diferente quando se trata da resenha de um produto funcional, por exemplo, porque é através das notas que sabemos se aquele produto funciona ou não. Mas, se tratando de livros, a classificação de nota é irrelevante. A não ser que, digamos, o autor ou a editora tenha prometido que o livro te faria chorar, e você não chorou, então uma nota baixa justifica a meta não cumprida. Entretanto, a nota que você dá a um livro - em uma resenha na internet, na organização do Skoob, ou na sua própria cabeça - só é de interesse seu, pois reflete a sua reação a respeito do que leu. E, meus amigos, claro que somos todos seres únicos no Universo (como todo mundo), então achar que a nossa opinião sobre um livro deve ser tomada como consenso geral é presunção demais pro bem-estar da humanidade.

É óbvio que todos temos direito de sair dando nota pra tudo; muita gente lutou pela infame Liberdade de Expressão, e quem sou eu pra desencorajar o uso dela?, mas, pessoalmente, não imponho meu gosto a ninguém (mas adoro quando gostam do que eu gosto ). Por isso, não dou nota nas minhas resenhas. Eu acredito que, pelo texto, minhas reações já estejam explícitas. Como sempre digo, cabe a cada um experimentar e decidir se vai gostar ou não, e não quero ser responsável por criar expectativas a respeito de coisas que talvez alguém não goste, e muito menos desanimar alguém a respeito de algo que ela pudesse gostar muito.

Só digo isso porque sei que muita gente vai direto nas estrelinhas, sem realmente ler os prós e contras, e aceita isso como o fim da questão ("Credo, 1 estrela, nem vou perder meu tempo" ou "Uau, 5 estrelas, isso deve ser excelente!"). Não é assim que as coisas deveriam funcionar. Você não pode deixar ninguém decidir por você o que você vai amar, ou o que vai gastar o seu tempo.

Segue tudo o que li nos últimos dois meses, sem ordem:

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O Cavaleiro da Morte
Bernard Cornwell - Record - 2013 (2005) - 391p.
Os Senhores do Norte
Bernard Cornwell - Record - 2013 (2006) - 347p.
A Canção da Espada
Bernard Cornwell - Record - 2013 (2007) - 348p.


Que coleção maravilhosa, essa! Infelizmente, não tenho como comentar muito sobre esses volumes (que são o segundo, o terceiro e o quarto das Crônicas Saxônicas) sem dar spoilers pra quem ainda está no primeiro ou ainda não começou. Para uma ideia geral do enredo, por favor, confiram a resenha no relatório passado. Os volumes seguintes, que ocorrem logo após o desfecho do volume anterior, ainda nos acompanham pela nada fácil vida de Uhtred de Bebbanburg, que está sempre oscilando entre juramentos ao Rei Alfredo de Wessex e juramentos a algum senhor dinamarquês. Durante o caminho, Uhtred se vê dividido entre lealdades opostas enquanto tenta usar seu grande orgulho para reconquistar o que é seu por direito. Indo de lá pra cá, faz alguns amigos, muitos inimigos, e se apaixona algumas vezes. Ganha muitas batalhas, perde algumas outras, e perde muita gente importante em sua vida (dica amiga: não se apegue). Por ser uma ficção história, Cornwell fecha cada volume com uma nota histórica contando exatamente quais personagens realmente existiram e qual foi o seu papel na complicada história da formação e independência da atual Inglaterra, durante o século IX - cenário onde ocorrem as desventuras de Uhtred. Só sei que, de vez em quando, fico procurando fotos de como os lugares mencionados estão atualmente, e acho o máximo ver as ruínas e conseguir visualizar com muito mais realismo todas aquelas batalhas importantes. E, quando vejo estátuas de Alfredo e pinturas de Guthrum e iluminuras de Santo Edmundo (pobre Edmundo...), essas pessoas todas me parecem muito menos distantes e bem mais reais. Ficção histórica é uma delícia - a gente aprende e se apega! E, como eu disse lá no primeiro livro, se seu humor é sarcástico, prepare-se para rir bastante.




















Captain's Peril
William Shatner, Judith & Garfield Reeves-Stevens - Pocket Books - 2004 (2002) - 335p.
Captain's Blood
William Shatner, Judith & Garfield Reeves-Stevens - Pocket Books - 2005 (2003) - 333p.
Captain's Glory
William Shatner, Judith & Garfield Reeves-Stevens - Pocket Books - 2007 (2006) - 374p.

Que esse homem seja eternamente abençoado por ter dado continuidade à mitologia! Desde o fim de sua participação como o famoso capitão James T. Kirk no universo Star Trek/Jornada nas Estrelas, Shatner se dedicou a escrever - dentre os livros, vários sobre Star Trek e o personagem que lhe deu fama. Estes três livros em questão formam a trilogia Totality, que eu descobri por acaso e da maneira errada: comprei o segundo deles (Captain's Blood) em uma promoção no saudoso Book Depository sem saber que se tratava de parte de uma trilogia. E, de fato, só fui descobrir quando já estava na metade da leitura e percebi que havia muita informação estranha ali pra mim. Não há indicação nenhuma na capa, contracapa ou folha de rosto sobre isso (o que deveria ser obrigatório!), então acabei lendo tudo na ordem errada. Pra piorar, o primeiro volume está esgotado em basicamente toda fonte de livros que conheço, então tive que apelar pro PDF. Sobre o enredo: no primeiro livro, Kirk e o capitão Jean-Luc Picard estão na Bajor pós-Guerra do Dominion investigando a morte de um estudioso bajoriano. A história é intercalada por uma narrativa ou recordações de Kirk sobre uma complicada missão nos seus primeiros meses a bordo da Enterprise (aventura que supostamente precede a série clássica), onde ele entra em contato pela primeira vez com a ameaça alienígena chamada "The Totality".  Tal história não só serve de prelúdio aos próximos livros, como nos presenteia com os primeiros momentos do Capitão em sua famosa missão de 5 anos a bordo a nave, especialmente o complicado início da amizade com Spock. Também presenciamos uma interessante discussão entre Kirk e Picard sobre a tão desobedecida Primeira Diretriz (aquela da não-interferência...). O segundo livro, entretanto, menciona fatos de uma trilogia anterior de Shatner (que também só fui descobrir depois que o estrago já estava feito), a morte de um personagem muito importante - o que levou a uma movimentação da Federação para a sua investigação, e uma situação bastante complicada com relação aos Romulanos e  Remanos e a escolha do próximo Shinzon... A dica pra quem quer ler a trilogia é que seja familiarizado também com a Nova Geração, e especialmente com Deep Space Nine (não precisa ter assistido a Voyager, mas conhecer alguns personagens ajuda), e também ter assistido aos filmes até Nêmesis - porque Shatner misturou TODO MUNDO nessa história, e é legal justamente por isso! Não acredito que seja fundamental já ter passado por todas essas fases antes de ler, dá pra entender bem, mas é que tem spoiler a dar com o rodo aqui, então cuidado. (Infelizmente, não há versão em português.)





Dicionário do Mundo Misterioso
Gilberto Schoereder - Record: Nova Era - 2002 - 376p.

Nos mesmos moldes da Enciclopédia do Sobrenatural, que recomendei em um relatório anterior. O autor compilou mais de 600 personagens, locais e acontecimentos de diversas partes do mundo e de diversas lendas, religiões e mitologias, analisados sob a perspectiva do esoterismo, do ocultismo, da paranormalidade e da ufologia. Apesar de ter a mesma premissa da enciclopédia que citei anteriormente, existem vários itens aqui que não estão lá, então conheci muitas coisas novas e curiosas. E, porque o autor é brasileiro, aqui tem muita coisa sobre o nosso país: fala muito sobre as nossas cidades perdidas, algumas lendas indígenas e nossos médiuns mais famosos.  Para os estudiosos do insólito, uma grande fonte de pesquisa. Para os curiosos de plantão, uma boa fonte de curiosidades.




Os Irmãos Sister
Patrick deWitt - Planeta - 2013 (2011) - 208p.

Estava eu na livraria da cidade, olhando tudo despreocupadamente, e este livro me chamou a atenção, porque estava na estante de best-sellers e eu NUNCA tinha ouvido falar sobre ele. Aí um vendedor apareceu (do nada, como é o costume dos vendedores) e disse que o estava lendo e gostando muito (como também deve ser costume dos vendedores). De qualquer forma, resolvi levar porque era uma "história cômica de velho oeste", e eu acho que nunca li uma história cômica de velho oeste. Ambientado nos Estados Unidos do ano 1851, em plena corrida do ouro, os irmãos Eli e Charlie Sister são contratados pelo Comodoro para dar sumiço num homem chamado Warm. O sobrenome dos irmãos é bastante conhecido e temido na região de Oregon City, e ambos fazem jus à fama. Charlie, o mais velho, é cruel e irresponsável; Eli, que é quem narra a história, é um cara que tenta ser legal, mas precisa acompanhar o irmão e, por isso, é temido igualmente. Devido a muitos imprevistos no meio do caminho (dentre eles, a apresentação de Eli a uma escova de dentes), os irmãos eventualmente chegam a São Francisco para encontrar o informante, Morris, que os levaria à sua vítima. Porém, Morris não estava lá para recebê-los, e logo os Sister descobriram que ele havia traído a todos: pois o que o Comodoro queria do homem chamado Warm era uma coisa fantástica. Bom, eu não escolheria a palavra "cômica" pra definir a leitura, porém. O livro é, sem dúvida, bastante divertido, mas também bastante violento e com momentos tristes. Mas há os momentos cômicos, e eu poderia achá-lo ainda mais engraçado se tantos animais não morressem desnecessariamente nessa história...

Book trailer:






Sandman: Os Caçadores de Sonhos
Neil Gaiman & Yoshitaka Amano - Panini Books - 2014 (1999) - 132p.

Depois que terminou de escrever os quadrinhos de Sandman, Gaiman teve mais tempo para se dedicar a outros projetos. Em meio a um deles, precisou ler muito sobre lendas japonesas, e encontrou uma história chamada "A Raposa, o Monge e o Mikado dos Sonhos", que lhe chamou a atenção por possuir elementos bastante semelhantes aos de Sandman. Algum tempo depois, Gaiman foi chamado para produzir um material comemorativo de 10 anos de Sandman, e resolveu transformar aquela fábula clássica da mitologia japonesa em uma história com o seu personagem mais famoso, alterando apenas umas coisinhas aqui e ali para que ficasse tudo muito bem associado. Convidou o artista japonês Yoshitaka Amano para ilustrá-la, que disse que preferia fazer as ilustrações para um livro ao invés de uma história em quadrinhos. Assim, foi lançado Os Caçadores de Sonhos. Essa fábula começa com uma aposta entre uma raposa e um texugo que tensionavam expulsar um monge de seu templo, mas logo se transforma em uma história de amor, tragédia, e um passeio pelo mundo dos sonhos.



Extraordinário
R.J. Palacio - Intrínseca - 2013 (2012) - 318p.

"Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil". Ganhei essa preciosidade como um presente de despedida de uma das minhas turmas. O li em dois dias (acho que foi um recorde), porque é uma leitura muito envolvente e fácil, e os capítulos são bem curtinhos. Extraordinário nos apresenta a August Pullman, um garoto divertido, inteligente, e com um gosto muito legal para filmes, músicas e livros - mas que, por um deslize infeliz da genética, nasceu com uma grave anomalia crânio-facial que tornou seu rosto bastante desproporcional. Através da narração sob o ponto de vista do próprio Auggie, e também de todas as pessoas mais envolvidas em sua complicada vida, acompanhamos a fase mais difícil da vida do menino: a inevitável entrada para uma escola de verdade. Até então, Auggie havia estudado em casa com a mãe - não tanto por causa de seu rosto, que não o traz necessidades especiais, mas porque ele passava frequentemente por cirurgias que o obrigariam a faltar muitas aulas. Agora, aos 10 anos, com cirurgias menos frequentes e coisas mais difíceis a aprender, chegou a hora de encarar uma escola. Óbvio que não era uma decisão simples a ser tomada: todos sabiam o quanto isso seria difícil para August. Apesar de ser um menino bastante divertido e aparentemente despreocupado com a própria aparência, ele tinha completa consciência de que todos ficavam desconfortáveis perto dele - e todos nós sabemos o quanto a escola pode ser o lugar mais cruel do mundo. Auggie não escapou das humilhações, das piadas, dos gritinhos de nojo, dos comentários maldosos. Ouviu coisas horríveis de pessoas que ele jamais esperaria, e passou por momentos realmente complicados. Mas Auggie também fez amigos, surpreendeu muita gente, e, eventualmente, foi surpreendido por muita gente. Entretanto, não vamos aprendendo apenas sobre August. Por ser contada do ponto de vista de vários personagens, conhecemos a história e as batalhas pessoais de todos os envolvidos: a irmã mais velha que o amava incondicionalmente e o defendia, mas que sempre que sentiu excluída pelos pais, que davam atenção especial ao irmão com dificuldades; o melhor amigo, que enfrentou coisas tão ruins quanto August, simplesmente por ser amigo dele - além de vir de uma família com dificuldades financeiras; entre outras pessoas mais ou menos envolvidas. Não sei exatamente qual foi a motivação da autora ao escrever este livro, mas é realmente um perfeito manifesto a favor da gentileza. Acho que deveria ser literatura recomendada nas escolas, por tratar o bullying em uma linguagem que toda criança entende. Espero que Extraordinário possa vir como uma força a favor do uso da gentileza por essa geração de filhos dos ativistas por aquela "Liberdade de Expressão" que tanto se confunde com rudeza...

Book trailer:





Sangue, Ossos e Pedacinhos
Nick Arnold - Melhoramentos - 1997 (1996) - 159p.

Releitura (nunca me canso de lê-lo!). Se a gente usasse esse livro ao invés do Sobotta nos cursos de biológicas, as aulas de Anatomia seriam muito mais fáceis! Sangue, Ossos e Pedacinhos é um dos volumes da coleção Ciência Horrível, onde várias áreas da Ciência são explicadas de maneira ao mesmo tempo abrangente e muito simples, com toques de humor negro e ilustrações divertidas. Aqui, começamos aprendendo a montar nosso próprio monstro de Frankenstein e, para tanto, precisamos aprender como cada parte funciona e deve ser encaixada. Cada sistema do corpo humano é explicado com a ajuda de testes e curiosidades sobre alguns cientistas malucos que realmente existiram e suas loucas experiências.


















O Lobisomem do Pântano da Febre
R.L. Stine - Fundamento - 2007 (1993) - 88p.
Um Dia no Parque do Terror
R.L. Stine - Fundamento - 2006 (1994) - 96p.
Praia Fantasma
R.L. Stine - Fundamento - 2007 (1994) - 85p.
A Maldição da Tumba da Múmia
R.L. Stine - Fundamento - 2008 (1992) - 111p.

Eu estava esperando o Captain's Glory chegar e recém terminado o que estava lendo antes, então não quis começar algo muito longo ou complexo nesse meio-tempo. Nessas situações, recorro à estante da sala, à prateleira dos livros que lemos na infância e adolescência e que ainda estão lá. A coleção Goosebumps marcou a juventude de muita gente no mundo todo, e nós já tínhamos alguns livros destes em casa - até que minha mãe (!) sentiu vontade de ler outros e acabou comprando mais alguns no sebo. As histórias são bem simples e algumas são bem previsíveis, mas não podemos nos esquecer de que Goosebumps é uma série de "terror" para crianças. O mais legal é que não tem aquilo de, no fim, ser tudo um mal-entendido e ficar bem. De todos os que já li, o que gosto mais é o do Parque do Terror, que é o que tem mais ação e é mais divertido, mas o da Praia Fantasma também tem um desenrolar interessante.




Manual dos Curiosos, Donaldo Buchweitz, Ciranda Cultural, 150p., 2000.

Outro que desenterrei da estante da sala. Não necessariamente o recomendo, se comparado ao similar Guia dos Curiosos (mencionado no relatório passado). As curiosidades são diferentes das do outro livro, o que é um ponto a favor, mas a edição barata conta com muitos erros de redação (acredito que por falta de uma boa revisão). Mas fica a dica pra quem gosta de fatos curiosos listados por categorias.



Dentre as HQs, destaco:

Morte: Edição Definitiva. Finalmente uma encadernação única da divertida personagem de Neil Gaiman, a talvez a mais querida de todos os Perpétuos. Essa edição luxuosa reúne as principais histórias em que a Morte aparece: O Som de Suas Asas, sua primeira aparição, e Fachada (ambas publicadas em Sandman); além das duas minisséries em que ela é a personagem principal (O Alto Preço da Vida e O Grande Momento da Vida, que traz alguns personagens que conhecemos do universo Sandman), e algumas histórias curtinhas publicadas para os mais diversos fins (desde uma homenagem ao 11/9 até um panfleto de educação sexual). Os extras incluem uma vasta galeria de ilustrações da personagem pelos mais diversos artistas, fotos e informações sobre colecionáveis, e o roteiro de O Som de Suas Asas. Ao contrário do que se pode esperar de uma personagem que caracteriza a Morte, ela mesma não é sombria e deprimente, mas retratada como uma jovem divertida e simpática, cuja companhia é um conforto. Nas palavras do próprio Gaiman, ela é "quem eu gostaria de encontrar quando o momento chegasse". E, por incrível que pareça, a moral das histórias é uma celebração à Vida, e não narrativas mórbidas sobre um desejo de morte.




Monstro do Pântano: Batalha Pelo Verde. Eu sei que já sugeri Monstro do Pântano e a regra aqui é não repetir, mas é que, cara, eu amo o Monstro do Pântano! Essa história, então, que coisa boa. Alec Holland luta contra o cruel Semeador por seu direito de ser o Avatar do Verde e, para tanto, enfrenta também o Parlamento das Árvores e conhece a sinistra Dama Daninha. Uma das participações especiais mais legais aqui é a do Homem-Animal. Eu sei que é dura essa vida de recém-introduzida ao universo DC, e estou sujeita a me maravilhar com tudo, mas é que essas histórias me dão muita saudade da Biologia...





321: Fast Comics. Outro projeto bacanérrimo do Catarse que pude ajudar a financiar. A premissa do autor, Felipe Cagno, foi reunir diversos artistas nacionais e internacionais de quadrinhos para que lançassem uma coletânea de 21 histórias curtas, sem tema em comum e sem relação uma com a outra, mas que seguissem a seguinte regra: 3 páginas + 2 personagens + 1 final surpreendente. Os personagens até podiam ser conhecidos, e a temática variou de ficção científica a ninjas e dinossauros e monstros e western. Algumas histórias são engraçadas, outras são assustadoras, outras são tristes. Resultou num trabalho superlegal, com acabamento caprichado, e extras com making of e até receitas de coquetéis. Minhas histórias favoritas são Uma Aposta Entre Nós, SkyFree (lembram do SkiFree, aquele jogo do Windows em que você tinha que esquiar e passar por obstáculos até, inevitavelmente, ser comido pelo monstro? Aqui, o esquiador muda o jogo!) e a sensacional Serendipity. Todos que financiaram receberam a revista como prêmio, mas dá pra todo mundo adquirir: é só mandar uma mensagem pela página do Facebook e pedir enquanto ainda tem! 






Para ler os relatórios anteriores até 2011, clique na tag "leitura" aqui abaixo ou no menu lá em cima.

4 comentários:

  1. Andou ocupada esse mês, Manu!
    Esse negócio de dar notas pode até ser útil quando você conhece o gosto de que deu a nota. Sempre me lembro da época dos primórdios do CD, quando havia revistas (impressas, naturalmente) sobre música, que faziam uma resenha dos CDs lançados naquele mês. Pois bem, percebia-se que o cara que dava as notas detestava música sertaneja (me too) e ele dava a nota mínima para todos os CDs desse gênero. Ora, o fato de ele não gostar do gênero não quer dizer que o álbum não seja bom. Sempre achei que quem deveria da as notas era alguém que gostasse (e conhecesse) o gênero musical do CD analisado, só assim poderíamos ter uma opinião realmente abalizada.

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    1. Foi exatamente por isso que deixei de comprar as revistas sobre música, há tanto tempo. A gente percebe claramente que o gosto pessoal do crítico é o oposto daquilo que ele teve de ouvir, então ele desce a lenha e dá uma nota baixíssima só porque ele não gosta do estilo. Acho terrível isso influenciar tão negativamente.

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  2. Eu gosto muito das Crônicas Saxônicas. Li todos os livros até agora, inclusive o que saiu este ano. Apesar de Cornwell ter seus problemas e de achar o protagonista um tanto machista e teimoso, a ambientação da época é extraordinária. Acho que poucos autores conseguem transportar tão bem o leitor no tempo para levá-lo a um período da história da Bretanha que era tão conturbado.

    Outro livro de Cornwell que gosto muito é Stonehenge, onde ele recria um cenário de construção do monumento. Muito bom também (e sem alienígenas!). =D

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    1. O Uhtred é irritante, por isso adoro ele, hahahahaha. Não o acho terrivelmente machista, dada a criação dele e a época e cenário. Talvez ele superproteja demais as mulheres que ama e não as permita ser as guerreiras que elas querem ser. Tenho Stonehenge aqui também, com certeza vou lê-lo! :D

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