Pular para o conteúdo principal

3 bandas que me fazem rir (e que, talvez, te façam rir também)

O mundo tá cheio de bandas engraçadinhas. Às vezes, até artistas sérios soltam músicas engraçadinhas. E não tem nada de errado nisso - afinal, rir é bom demais, e rir ouvindo música é melhor ainda.

Aqui, quero mostrar minhas três principais escolhas musicais pra quando não quero chorar ouvindo música de tia encalhada. Acredito que todas já sejam conhecidas de vocês mas, se não forem, considerem dar uma ouvida.




Vou começar pelo mais conhecido, que é 


"Weird Al" Yankovic



Já falei sobre o "Weird Al" anteriormente, no post sobre palíndromos. Ele já está nos fazendo rir há muitas décadas, mas voltou com tudo esse ano, ao lançar o Mandatory Fun e ficar no topo das paradas. Yankovic fez fama parodiando os hits do momento - se não as músicas, os vídeos -, fazendo pot-pourris em ritmo de polca, ou criando histórias tão loucas que chegam a ter 10 minutos de duração. Em 1989, ele lançou e estrelou um filme chamado UHF (TV Pirada, aqui no Brasil), que é muito engraçado e completamente sem noção.

É difícil escolher qual música dele me diverte mais, então vou colocar algumas favoritas:

Your Horoscope For Today
(paródia ao estilo da terceira onda do Ska - inclusive com participação do trombonista do Reel Big Fish, Dan Regan!)

"As estrelas preveem que amanhã você vai acordar, fazer um monte de coisas, e depois voltar a dormir"

I'll Sue Ya
(paródia ao estilo do Rage Against The Machine)

"Eu processei o Colorado, sabe, porque eu acho que ele se parece demais com o Wyoming!"

You Don't Love Me Anymore
(paródia do vídeo de More Than Words, do Extreme)

"Se você não se importa que eu pergunte, o que essa cobra venenosa está fazendo na minha gaveta de cuecas? Às vezes eu acho que você não me ama mais..."

E, a favorita de todas:

Trapped In The Drive-Thru
(paródia de Trapped In The Closet, the R. Kelly - três vezes, num total de 11 longos minutos descrevendo passo a passo a viagem até o drive-thru...)

"E então eu tive uma ideia. Eu disse: 'Já sei o que vamos fazer!'. Ela disse: 'O quê?'. Eu disse: 'Adivinhe!'. Ela disse: 'O QUÊ?!'. Eu disse: 'Vamos para o drive-thru!'"



Toy Dolls


Essa banda, na verdade, sempre foi só o vocalista e guitarrista, Olga, e uma infinidade de baixistas e bateristas que vieram e foram desde 1979 até hoje. É uma banda de punk rock, mas o compromisso deles sempre foi lançar músicas engraçadas, contando a história de alguém numa situação bizarra. Eles também fazem alguns covers (tipo Livin' La Vida Loca e The Final Countdown), e até são mais conhecidos pela versão da música infantil Nellie The Elephant.

A temática deles é realmente variada - vai de crises de asma a bebês de proveta, hérnia e aulas de direção. Seguem as que grudam mais na cabeça:

The Death of Barry The Roofer With Vertigo


(a história do pobre Barry, que consertava telhados, e morreu em serviço ;~)

She Goes to Finos


(sobre a namorada que vai ao restaurante chique com o "outro")

E a favorita, e até hoje não sei porque rio tanto dela:

Florence is Deaf (But There's No Need to Shout)


(instrumental, onde só ouvimos os toques da campainha, batidas na porta, e o coitado chamando pela Florence até perder a paciência :P)
(juro que, toda vez que escuto uma campainha tocar, chamo "FLOREEEEEENCE" em seguida)



Reel Big Fish



ÓBVIO :D
Venho falando do RBF desde os primórdios desse blog, e eles ainda são uma das minhas bandas favoritas, e nunca, nunca falham em me divertir. A maioria das músicas são manifestações de desprezo: por uma garota, por um rival, pela indústria da música, pelo mundo e o universo, por eles mesmos. Ao vivo, além das músicas, as próprias apresentações são divertidas. É uma alegria só.

E é muito complicado escolher favoritas do RBF, mas vou tentar:

Don't Start A Band
(sábios conselhos para não se formar uma banda, com vídeo autoexplicativo)

"Nenhuma garota vai gritar pra você, e ninguém vai cantar com você."

Everything Sucks
(falei dela em um post anterior - o vídeo é a história de como eles gastaram a grana do orçamento pra ele e aí saiu essa coisa maravilhosa)
"Eu sei, é tudo uma droga, e essa é a última vez que vocês vão me ouvir reclamar"
(não é)

She Has A Girlfriend Now
(sobre a namorada que o trocou por outrA)
"Bem, eu nunca pensei que acabaria desse jeito, só porque eu não tenho peitos."


S.R.
(a música tocada em vários estilos diferentes)
"Por favor, não se vá, Suburban Rhythm; todas as outras bandas são uma merda."





Tenho que parar de postar tanto vídeo.

Postagens mais visitadas deste blog

O Dia dos Namorados e a visão de romance por uma assexual arromântica

Vejo que isso vem mudando lentamente, mas, como regra geral, todo mundo é naturalmente criado e tratado como heterossexual (e, consequentemente, heterorromântico). Eu, claro, cresci com essa absoluta certeza e não questionei isso até meados dos meus 20 anos. Até então, achei que eu só era mais "devagar" pra certas coisas, mesmo. Mas vamos ter que voltar um pouco e compartilhar informação demais.
Como expliquei na página de educação e visibilidade, o fato das orientações sexual e romântica serem coisas separadas e muitas vezes não serem correspondentes é o que mais confunde quem demora a "sair do armário". Eu mesma ainda me vejo questionando ambas, embora esteja convencida de que estou, ao menos, em algum espectro de ambas (confira a página mencionada). Não posso falar por todos os assexuais arromânticos porque, obviamente, cada pessoa é diferente da outra e as coisas são diferentes pra todo mundo. Então vou falar por mim.
Embora só tenha percebido isso recentement…

... e ainda mais livros interativos!

2014 está sendo um ano muuuito esquisito... Não sei se tá todo mundo com essa impressão, ou se eu só estou prestando atenção nas coisas esquisitas, mesmo.
De qualquer forma, comentei em alguma postagem anterior sobre a necessidade da terapia que não vou fazer, e como esses livros interativos que tanto estão na moda andam me ajudando a aguentar toda a esquisitice desse ano.
Depois de Destrua Este Diário, que não vou terminar, e Termine Este Livro, que já terminei, peguei outros dois lançamentos: Listografia, de Lisa Nola, e 1 Página de Cada Vez, de Adam J. Kurtz.


O Listografia eu havia visto pelo Pinterest e achei a proposta atrativa pra mim: listar a vida de acordo com os mais variados tópicos. Os temas vão desde coisas simples, como os lugares em que você já morou, o nome de todos os animais de estimação que você já teve, seus programas de TV favoritos, as cidades que você conhece, até assuntos mais reflexivos, como as coisas sobre você que quase ninguém sabe, seus maiores atos de b…

As curiosas origens de 4 famosos jogos de tabuleiro

Adaptado do artigo original do Mental Floss.



Jogos de tabuleiro são uma forma de entretenimento criada pelos egípcios há 5 mil anos e nunca saíram de moda, mesmo que atualmente tenham sido adaptados em vídeo games ou jogos para o celular. Aqui vão as origens de alguns dos sucessos mundiais favoritos:

Monopoly / Banco Imobiliário

Embora seja considerado um jogo que glorifica o capitalismo (tendo sido banido de países como a China e a antiga União Soviética), este clássico foi inventado para representar justamente a ideia oposta. A americana Elizabeth Magie era ativista contra o pagamento de impostos imobiliários, no fim do século 19. Segundo ela e outros simpatizantes, deveria haver apenas um imposto de propriedade, diminuindo assim a diferença de riqueza entre os senhorios e os inquilinos. Para demonstrar de uma maneira fácil como as coisas aconteciam na época, Lizzie patenteou, em 1904, um jogo chamado The Landlord's Game ("O jogo do senhorio"), cujo objetivo era acumula…