13/12/2014

Questionário sobre música (fazia tempo!)

Ah, Música, aquela que está lá por você quando ninguém mais está... 

(especialmente aquela que fica grudada no seu cérebro por uma semana)



Peguei este questionário de um blog qualquer abandonado há muito. Achei as perguntas interessantes e fiquei com saudade de refletir a respeito da importância da música nessa vidinha sem sal. Vamos lá, sigam-me os com tempo sobrando:


1) Que tipo de música você se pega sempre ouvindo? Que seja algo que ainda faça sentido na sua vida, e pareça que tem ainda mais impacto conforme você vai amadurecendo? Com que frequência você se vê procurando por isso?

Oh, uau, profundo. Os gêneros foram mudando (e voltando!) conforme os anos foram passando, mas acredito que eu sempre procure as músicas que "conversem" comigo - por isso tendo a gostar mais das letras do que dos ritmos, até. Dito isso, os gêneros variam, e eu procuro o que se aplica ao meu estado de espírito no momento. Por exemplo: quando estou melancólica (o que é mais frequente), gosto de ouvir músicas tristes ou igualmente melancólicas - nada de alegria nessa hora porque me irrita, haha. Se estou leve e despreocupada, procuro ouvir músicas bobinhas ou cômicas. Enfim, em qualquer caso, coisas que eu possa me colocar no lugar da pessoa que está cantando e realmente viver a letra.

2) Há algum tipo de música, mesmo que você tenha enjoado dele agora, que em alguma ocasião mudou a sua vida? E que tal um tipo de música que você acha que nunca vai enjoar? 

Bom, não digo mudar a minha vida, mas o que me ajudou bastante em uma época específica foi o infame "rock pesado". Eu estava saindo de uma época "pop" que me servia muito bem quando era adolescente apaixonadinha por membros de boy bands, mas aí enfrentei uma mudança difícil e nada mais daquilo fazia sentido na minha cabeça. Então descobri as músicas que falam de coisas diferentes - justamente sobre dificuldades de adaptação e tudo o mais - e me prendi àquilo. O Linkin Park (e, consequentemente, outras bandas do gênero) foi o que me acompanhou naquela época, e também me trouxe novos amigos. Hoje, raramente ouço a banda (nada do que eles lançaram nos últimos anos "conversou" comigo como costumava) ou o estilo, embora às vezes me dê saudade e eu escute as coisas da época e me lembre da importância com carinho. 

Quanto a nunca enjoar, acho que não tenho como saber, haha. Minhas preferências são flutuantes, como eu disse, então...

3) É possível que um tipo de música que você compartilhe com um estranho os conecte pelo resto da vida? Há uma história por trás disso?

Acredito que sim! Como eu disse, fiz amizades que têm durado até hoje e que começaram somente pelo gosto musical compartilhado. Com o tempo, descobrimos que compartilhamos mais do que apenas os mesmos artistas prediletos, então, mesmo que já não ouçamos mais as mesmas coisas, continuamos conectados por tantas outras coisas.

4) Há algum artista que você tinha desistido de ouvir mas acabou voltando a gostar?

Tudo o que voltei a ouvir foi por ter ficado com saudade do material antigo, não por ter dado uma chance a algum material novo. Então, acho que não.

5) Alguma música já te ajudou a passar por um momento difícil? Como?

Sempre, né? Mencionei um caso mais acima, mas houve vários outros. Música distrai a gente dos problemas; esvazia um espaço com preocupações irritantes e o preenche com um ritmo legal e, com sorte, uma mensagem melhor. E é muito importante não deixar a cabeça sozinha, nessas horas...

6) Você acha que a Música pode mudar o mundo ou isso é utopia ingênua?

Depende da forma de mudança que estamos discutindo. Tipo acabar com as guerras e preconceitos e trazer a paz e o entendimento mundial? Não. Até porque existe gente no mundo que nem gosta de música, então o que se pode fazer? O que ela pode fazer é unir pessoas que pensam igualmente e elas juntas, talvez, possam fazer algo de bom por outras pessoas (dependendo do que ouvem, né!). Mas, vai ver, essa é toda a mudança que o mundo precisa...

7) Que música você gostaria que tocasse em seu casamento? E em seu funeral?

O casamento não vai acontecer mas, se acontecesse, poderia ser qualquer uma do Westlife, haha (acho que mencionei Lighthouse em uma postagem anterior. Eles têm muitas músicas voltadas especialmente para casamentos :P). Outra escolha fofa seria If Not For You (tanto faz se na versão de George Harrison ou de Bob Dylan).

Para o funeral, sinceramente, não faço ideia (e esse, sim, vai acontecer). Queria que fosse algo engraçadão ou irônico e que arrancasse risadinhas das pessoas. Algo que fizesse minha irmã rolar os olhos e dizer mais uma vez: "nossa, Manu, você é doente". Tipo, Stayin' Alive, dos Bee Gees!

Life goin' nowhere, somebody help me! I'M STAYIN' ALIVE!

 mas o vídeo PRECISA passar, por favor, providenciem! 

8) Qual foi o melhor show a que você já foi? Em que ano? Por quê? Você foi com amigos? Quantos anos você tinha? Você estava cético a respeito dele ou já era fã?

Já falei sobre os shows mais memoráveis em detalhes por aqui (Paul McCartney e Oasis), e comentei sobre tantos outros, mas nunca tive a oportunidade de falar sobre o primeiro grande show a que fui: Scorpions em Goiânia, em 2008!

Eu tinha 21 e estava no último ano da faculdade. Na época eu ainda ouvia muito hard rock e heavy metal, e minha chefe também era muito fã de Scorpions, então quando soubemos que eles iriam pra Goiânia (imagine, fato inédito para a época!) nos empolgamos demais. Ela acabou não podendo ir, mas eu fui com a minha irmã (meus pais nos levaram até lá e, embora não tenham ido ao show, ficaram do lado de fora esperando até acabar. É amor demais!). Foi tudo novidade pra gente: viajar pra show, banda internacional ao vivo, então lembro de tudo com muito carinho e aquela sensação gostosa de evento importante e feliz. Lembro que atrasou bastante e ficamos horas na fila. Alguém tinha colocado o álbum acústico da banda pra tocar lá fora e deu tempo do troço tocar 3 vezes completas! Lembro que era aniversário do guitarrista e todos cantamos parabéns pra ele, no meio do show. Lembro que pela primeira vez na História o Klaus não errou a letra de Still Loving You e a bateria da nossa câmera já tinha acabado e não pudemos registrar! E me lembro de que tudo foi perfeito além de explicação e voltamos pra casa felicíssimas.

e todo mundo invejou minha bandana ;*
 

9) Sua opinião sobre gravações ao vivo mudou com os anos? 

Completamente! Eu detestava ouvir gravações ao vivo porque achava inútil ouvir o povo cantando o que eu queria ouvir o artista cantar, detestava alterações nas letras e improvisos dispensáveis. Mas pode ser que tenha a ver com o que eu ouvia, na época. Porém, desde não muito tempo atrás, comecei a gostar de ouvir o coro de fãs, as inserções de improvisos instrumentais, os mash-ups, e até a me divertir com os erros e escorregadas. Percebi que alguns artistas, inclusive, soam ainda melhores ao vivo (e outros, infelizmente, não mesmo!).

10) Você ouve rádio? Como você prefere ouvir música?

Eu ouvia muito rádio quando era criança e adolescente, depois me mudei pro interior e perdi completamente o gosto :P. Não tivemos CD player em casa até que eu já fosse adolescente mas, depois disso, passei a ouvir mais CDs e fitas K7 do que o rádio, mesmo. E aí, quando me mudei da capital, passei a ouvir só isso. De uns anos pra cá comecei a usar serviços de streaming, que funcionam como uma rádio onde posso escolher o que tocar, o que é bem prático; mas ainda ouço bastante os meus CDs.

11) A quantidade de música que você ouve hoje em dia mudou muito comparado a antigamente?

Talvez tenha aumentado um pouco, mas eu sempre ouvi muita música, então acho que não mudou drasticamente. Hoje é mais prático, dá pra ouvir na rua e tudo o mais, mas não costumo ouvir fora de casa desde que meu iPod morreu (e haja bateria de celular, né). Minha casa sempre teve música tocando e, mesmo que hoje não tenhamos mais esse costume, eu ainda ouço bastante aqui no meu quarto.

12) Você está preso em uma ilha deserta com uma playlist de apenas 10 músicas que você tem que ouvir até alguém te resgatar. Quais são as 10 músicas e por quê?

Ê, pergunta difícil! Mas só vai ter música animada, pra eu não cair em depressão. Vamos lá:


  1. Tragedy, Bee Gees. Não é pela ironia da tragédia, mas é que, sozinha em uma ilha, eu finalmente poderia cantar essa música nos agudos certos e até dançar!
  2. I'm Gonna Be (500 Miles), The Proclaimers. Porque é a típica música irritante que fica na cabeça por meses mas a gente ama mesmo assim.
  3. Curse Me Good, The Heavy. Não sei por que, só acho ela legalzona. Boa de cantar em voz alta.
  4. Forever Man, Eric Clapton. Quem sabe o tempo na ilha me fará entender o motivo da mulher TER que ser a "forever woman" dele, enquanto ele vai TENTAR ser o "forever man" dela.
  5. It's Gonna Be Me, 'N Sync. Ainda lembro a coreografia, então seria um bom exercício físico (aham).
  6. Do the Dog, The Specials. Tem tanto ska pra escolher, mas esse aí é dos mais legais.
  7. Hey Homies!, The Aquabats. A essas alturas eu já estaria louca, então cantaria essa música com e para todos os bichinhos da ilha.
  8. Try It Again, The Hives. Preciso terminar de inventar a coreografia pra ela; na ilha eu teria tempo e oportunidade.
  9. La-Bibbida-Bibba-Dum (On Broadway), Bad Lip Reading. Até me vejo piradinha lá na ilha segurando uma pedra e cantando "This is a violet", o Rick imaginário respondendo "Not, it isn't" e eu "Yeah, but it could be a flower".
  10. Survivor, na versão do Zebrahead. Mas essa eu vou deixar pra tocar quando me resgatarem, porque a ocasião exige trilha sonora!
Aqui está a playlist, se alguém quiser ir à ilha com ela já prontinha:




Ok! Sua vez!