30/01/2015

Meus 12 malvados favoritos

Tudo bem torcer pelo vilão. Às vezes, o vilão é só um cara que precisa de um abraço.



Norman Bates

interpretado por Anthony Perkins em cena de Psicose (1960)


Onde apavorou: No livro Psicose, bem como no filme e suas continuações. Agora na série Bates Motel.

A verdade é que não consigo considerar Bates como vilão, só porque ele tem um probleminha com a segunda identidade dele - que acontece de ser a mãe morta dele e bastante psicopata. Fora isso, ele é um rapaz educado, tímido e fofo, uma gracinha completa. Ele só precisava de uma infância melhor, uma mãe mais normal, e alguém que não saísse correndo pela visão de um cara de vestido, peruca e uma faquinha.


Hannibal Lecter

interpretado por Anthony Hopkins em cena de O Silêncio dos Inocentes (1991)

Onde apavorou: Nos livros e filmes Dragão Vermelho, O Silêncio dos Inocentes, Hannibal e Hannibal: A Origem do Mal. Agora apavora na série Hannibal.

O serial killer canibal mais amado da literatura e do cinema. Um homem culto, elegante, de um bom-gosto refinado e uma inteligência e perspicácia fora do normal - qualidades que enganaram várias vítimas e abalaram até as altas muralhas da agente federal Clarice Starling. Pode ficar com o meu fígado!


Cersei Lannister

interpretada por Lena Headey na série Game of Thrones (2011)


Onde apavorou: Ainda apavora nos livros que compõem As Crônicas de Gelo e Fogo e na série Game of Thrones.

Não dá pra sacar muito bem quem é vilão e quem é mocinho nessa história sangrenta dos Sete Reinos, mas há de se concordar que a família Lannister precisa se esforçar mais um pouco pra ser querida pelas demais. Enquanto seu filho Joffrey é apenas um psicopata júnior irritante, seu pai Tywin um político inescrupuloso difícil de amar, e seu gêmeo Jamie um cara que, afinal, não é tão mau quanto gosta de tentar provar para a irmã, Cersei é a verdadeira mente maligna da família. Ela é cheia de rancor, maldade e amores descontrolados, e um sarcasmo que nos faz amar odiá-la. Vida longa à rainha!


Khan Noonien Singh

interpretado por Ricardo Montalbán em cena de Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan (1982)


Onde apavorou: em um episódio da série original de Star Trek (Space Seed), e nos filmes Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan e Além da Escuridão: Star Trek.

Star Trek é recheado de vilões: klingons, romulanos, borgs, cardassianos, jem'hadares, vortas, metamorfos e o que mais quiserem acrescentar à lista. Entretanto, o vilão de maior impacto em todo o universo Star Trek foi justamente um humano - um modificado geneticamente para ser um dos maiores líderes das Guerras Eugênicas (nos "futuros" anos 1990): fortíssimo, sagaz e implacável. Mesmo assim, Khan foi derrotado, preso e deportado em estase a bordo de uma nave-prisão que foi encontrada no século 23, quando acabou sendo acordado pela tripulação do Capitão Kirk, que nada sabia sobre o estranho até que fosse tarde demais. No filme mais recente da franquia Star Trek, Khan foi interpretado por Benedict Cumberbatch e ganhou uma história diferente, o que não diminuiu sua vilania. KHAAAAAAAAAAAAAAAN!


Gul Dukat

interpretado por Marc Alaimo em Star Trek: Deep Space Nine (1993)


Onde apavorou: Recorrentemente em Star Trek: Deep Space Nine.

Cardassianos não são flor que se cheire, mas Dukat, com o charme e as falsas boas intenções, até nos fez querer cheirar os cardassianos um pouquinho. Considerado o melhor vilão da história de Star Trek e o personagem mais bem desenvolvido das séries, Dukat foi elevado à posição de Gul (Capitão) pelas horríveis contribuições na ocupação de Bajor, quando o povo de lá foi escravizado por Cardássia. Mesmo após a libertação do planeta, a rixa entre os dois povos continua, e Dukat aproveita-se de sua posição e influência para outros maus intentos, especialmente na terrível Guerra do Dominion, quando aliou-se aos inimigos da Federação. Mesmo sabendo o quanto o bicho é ruim e traiçoeiro, adoro quando ele aparece!


Loki

interpretado por Tom Hiddleston em foto promocional para o filme Thor: O Mundo Sombrio (2013)


Onde apavorou: Nas HQs e nos filmes do Thor e dos Vingadores.

Grande parte da popularidade do vilão se dá à sua sensacional interpretação no cinema, misturando poder, loucura, classe e certo senso de humor. Na mitologia da Marvel, Loki é meio-irmão de Thor, de uma raça diferente e inimiga, adotado por Odin após uma guerra. Loki aspira ao trono e não vê problemas em assassinar toda a família que o acolheu, se necessário, usando de ilusão e traição. Na mitologia nórdica, Loki não tem relação de parentesco com Odin ou Thor, e é um deus bastante bizarro. E, nas HQs, Loki é conhecido por ser muito, muito feio...


Mística

Não faço ideia de quem seja o artista :(


Onde apavorou: Apavora e deixa de apavorar e volta a apavorar nas HQs, desenhos e filmes dos X-Men.

A Mística dos filmes (especialmente dos três primeiros) é bem durona, mas ainda não se compara à dos quadrinhos. Raven Darkhölme não sabe bem que carreira seguir na vida, pelo menos no que diz respeito aos X-Men. Com seu poder mutante de assumir a forma (e voz e até as roupas!) de quem quiser, ela às vezes incomoda e outras vezes ajuda. Sua idade é desconhecida, mas a capacidade de metamorfose a ajuda a controlar as próprias células para que pareça sempre jovem; porém, estima-se que ela já tenha mais de um século. Suas habilidades são muitas: além de também ter visão noturna, agilidade e força imbatíveis, Mística reorganizou todos os seus órgãos vitais em lugares diferentes, para que não seja mortalmente ferida em tiroteios. É também imune a venenos, consegue regenerar membros perdidos, e manipula o próprio cérebro para que sua mente não seja lida. Pra fechar a perfeição, a mulher também é perita em armas, artes marciais, fluente em 14 línguas, e muito, muito mais. Podia usar tudo isso para o bem, mas ela prefere ser terrorista. Ok, a gente entende. Afinal, como odiar a mãe do Noturno?


Negan

retirado da edição 112 de The Walking Dead

Onde apavorou: Por enquanto, apenas nas HQs de The Walking Dead (a partir da edição 100).

O Governador sempre teve um lugar no meu coração - especialmente o das HQs, que era completamente insano e muito mais difícil de matar do que o charmoso que colocaram na série. Mas aí apareceu o Negan, que é cem vezes mais insano e não tá absolutamente nem aí pra nada; solta 30 palavrões numa frase de dez palavras e faz a gente rir até nas situações mais violentas. Apesar de ter sido responsável pela morte de um dos personagens originais e principais do elenco, ele com a sua Lucille são diversão total quando aparecem. Ele está em uma situação interessante, agora, e prevejo uma reviravolta à sua altura. Espero!


Alice Morgan

interpretada por Ruth Wilson em foto promocional para a série Luther (2010)


Onde apavorou: Na série Luther.

Considerada genial desde criança, completou seu PhD em Astrofísica aos 18 anos e vinha trabalhando como pesquisadora em Oxford - até perceber como a vida humana era ridícula e insignificante, e assassinou os próprios pais só porque sim. Luther é o detetive que cuidou do caso, e se vê tão confuso pela mentalidade da mulher que eles acabam fazendo uma amizade meio esquisita. Bom, seria conveniente ter uma amiga como Alice Morgan, e John Luther bem que percebeu essa vantagem... (uma das minhas plantas carnívoras foi batizada por causa dela!)


Crowley

interpretado por Mark Sheppard em cena de Supernatural (2005)


Onde apavorou: A partir da 5ª temporada de Supernatural.

Fiz uma pesquisa extensa sobre o assunto e concluí que não há maneira de não se amar o Crowley. Uma alma humana transformada em demônio, que começou na hierarquia do Inferno como um simples demônio de encruzilhada, mas ambicioso o suficiente para querer para si o trono de Rei do Inferno; Crowley já é inimigo ferrenho dos Winchester há tanto tempo que uma certa afeição fraternal começou a crescer entre eles - chegando até ao ponto de se ajudarem vez ou outra com assuntos de interesse comum. De qualquer forma, demônios serão demônios, e não se deixe enganar pela elegância e sotaque escocês: Crowley cumpre bastante bem seu papel maldoso e traiçoeiro, mesmo quando lhe dá apelidos carinhosos.


Lúcifer

interpretado por Mark Pellegrino em cena de Supernatural (2005)


Onde apavorou: Nesse caso, só em algumas temporadas de Supernatural.

Ok, Supernatural tem um monte de vilões. Os caras lidam com monstros e demônios (e anjos!) o tempo inteiro, afinal. Mas... Nada superará Lúcifer. Não apenas por ser o vilão dos vilões em muitos aspectos da humanidade, mas por ter sido brilhantemente interpretado nessa série. Até faz a gente não se sentir horrível por dizer que adora Lúcifer! Todos sentimos sua falta e queremos que escape do Inferno mais uma vez só pra nos agraciar mais um tempo pentelhando o Sam. Por favor!


Conde Olaf

interpretado por Jim Carrey em foto promocional para o filme Desventuras em Série (2004)


Onde apavorou: Nos livros e no filme das Desventuras em Série

Embora o filme só tenha abrangido os três primeiros livros da série, o Conde Olaf teve mais um monte de oportunidades de usar seus disfarces terríveis para destruir mais um pouco das vidas dos irmãos Baudelaire nos outros livros. Há de se admirar a persistência, dedicação e criatividade desse vilão que nunca desistiu de seus objetivos, mesmo quando tudo sempre acabava dando errado! Chegamos ao ponto de nos apegar e sentir pena do homem. 


Ainda existem outros que também gosto muito: Bane, de O Cavaleiro das Trevas Ressurge; os Weeping Angels de Doctor Who; Malcolm Merlyn, de Arrow; Hans Landa, de Bastardos Inglórios; Macha Negra, das HQs do Mickey; mais um monte de vilões de HQs; e, lógico, Darth Vader, de Star Wars!

Essa lista talvez não abrigue os melhores vilões de todos os tempos, mas são os meus favoritos mesmo assim (e com certeza acabei esquecendo alguns). Quais são os de vocês? Por quê?

15/01/2015

Não Ria de Mim


Eu sou o garoto de óculos, aquele que chamam de CDF
A garotinha que nunca sorri porque usa aparelho nos dentes
E eu sei bem como é chorar até dormir.

Eu sou aquela criança no parquinho que é sempre escolhida por último
Sou aquele mais lento que os outros da classe
Você não tem que ser meu amigo
Mas seria muito pedir?

Não ria de mim,
Não me dê apelidos
Não se divirta às minhas custas
Aos olhos de Deus somos todos iguais
Um dia, todos teremos asas perfeitas
Não ria de mim.

Eu sou o mendigo na esquina, você passou por mim na rua
Eu não estaria aqui pedindo se tivesse o que comer
Não pense que não reparei como nossos olhares nunca se cruzam

Eu nasci um pouco diferente, mas sonho aqui da minha cadeira
Finjo que não machuca quando as pessoas apontam e encaram
Existe uma maneira simples de me mostrar
O quanto você se importa

Não ria de mim,
Não me dê apelidos
Não se divirta às minhas custas
Aos olhos de Deus somos todos iguais
Um dia, todos teremos asas perfeitas
Não ria de mim.

Eu sou gordo
Sou magro
Sou baixinho
Sou alto
Sou surdo
Sou cego
Ei, não somos todos?

Don't Laugh At Me
Mark Wills
Wish You Were Here (1998)


Esta canção anti-bullying foi composta por Allen Shamblin e Steve Seskin, e gravada pelo cantor country Mark Wills no mesmo ano. Ficou em segundo lugar nas paradas do gênero na Billboard. Um dos compositores disse que se inspirou em sua própria filha, que sofria bullying na escola. Conheci a música através da versão gravada por Peter, Paul and Mary no ano seguinte. A letra tem leves alterações (com versos a mais, englobando outros estereótipos vítimas de preconceito), e fez tanto sucesso de público e entre professores e pais que escreviam aos artistas para agradecer, que Peter Yarrow acabou fundando a Operation Respect, organização que promove programas de tolerância na educação. Em conjunto, lançaram um livro infantil baseado na música, cujas páginas vocês veem no vídeo, e parte das vendas vai à organização.

10/01/2015

O desafio das séries

Era pra ser uma postagem por dia, mas...: 

(linkei as séries para minhas postagens com resenhas)

Dia 1 - Sua série favorita de todos os tempos:
Star Trek (TOS, TNG e DS9 - que foram as que assisti até agora)




Dia 2 - A série que você mais detesta:
Ué, só assisto as que eu gosto... Não sei se detesto as que não assisto :P

Dia 3 - A série mais cômica:
Aqueles malucos do Modern Family têm me divertido muito!

Dia 4 - A série mais dramática:
In the Flesh. Ela não é assustadora, é terrivelmente TRISTE.

Dia 5 - Uma série que você só assiste quando está entediado(a):
Os episódios clássicos de Doctor Who. São TANTOS...

Dia 6 - Um personagem de série por quem você foi apaixonadinho(a):
Ah, eu morria de amores pelo Scotty Valens, de Cold Case. Ele era competente, atencioso, dedicado, leal e tinha seus demônios, como todo mundo. Queria que ele e a Lily tivessem virado algo (e eu não sou de torcer pela formação de casais!).



Dia 7 - Uma cena de série que fez você chorar:
Nossa, inúmeras. Quero nem lembrar. Mas todo o último episódio de Merlin foi cruel. CRUEL. C-R-U-E-L.

SÓ DE LEMBRAR JÁ CHOREI


Dia 8 - Uma série de dar medo:
Eu não tenho medo de nenhuma das que acompanho... Mas tinha medo de Arquivo X quando criança, então vou deixar essa (OS ALIENS ATRAVESSAVAM PAREDES, POXA!).

Dia 9 - A série mais antiga que você assistiu:
Viagem ao Fundo do Mar (1961), mas só os episódios que conseguimos encontrar.

Dia 10 - Uma cena de série que traz lembranças:
Que pergunta vaga. Mas aquela cena em Lost quando o Charlie, pouco antes de morrer, mostra a palma da mão onde escreveu "NOT PENNY'S BOAT" rendeu uma interna aqui em casa. Sempre que desconfiamos de algo que parece bom demais pra ser verdade, minha mãe e eu dizemos que tal coisa "não é o barco da Penny".

Dia 11 - Seu personagem de série preferido:
Acho que vou ter que dizer que é o Doutor, porque é :D




Dia 12 - Um personagem de série que você odeia:
Poxa, "odiar" algo fictício é uma perda tão grande de tempo e energia. Mas eu nunca gostei da Ygritte, de Game of Thrones (já desde os livros), e não via a hora dela morrer logo. Guria irritante. Mas isso não é ódio, haha.

Dia 13 - O personagem de série que mais se parece com você:
Gostaria de poder me identificar com outras personagens, mas são todas obviamente excelentes em alguma coisa que eu não sei nem entender direito. Mas vou chutar o balde e dizer que eu pareço a Myka Bering, de Warehouse 13, porque ela tem uma postura toda séria e durona (apesar de SER mesmo durona), mas é uma criança grande e atrapalhada que passa todo seu tempo livre enfiada em livros (o que ajuda muito no trabalho), e que traz sensatez às empolgações do parceiro Pete Lattimer. E é amiga e defensora de H.G. Wells (que, aqui, é mulher), e como não seria, sendo a grande nerd literária que é? Só queria ter a memória fotográfica dela. ;(



Dia 14 - Uma série da qual você gostaria de participar:
Doctor Who. As pessoas que acompanham o Doutor não precisam ser perfeitas e excelentes em tudo (nem mesmo o Doutor é) e, mesmo que eu quase fosse morrer em todos os episódios, tudo daria certo no final... ou eu ficaria presa num Universo paralelo, mas ficaria bem lá, também.

Dia 15 - Uma série que deixou saudade:
O consenso geral é Firefly, com o que concordo. O filme, Serenity, aplacou um pouco as ansiedades, mas todos precisamos de mais!

Dia 16 - Uma série da qual você viu todos os episódios:
Muitas! Pra não ser repetitiva, How I Met Your Mother (em tempo recorde, até).

Dia 17 - A série mais sem graça:
Não sei dizer; geralmente assisto a uns 3 episódios até decidir se vou continuar ou não, e até agora não desisti de nenhuma.

Dia 18 - Uma série que daria um bom filme:
Fringe, por favor, façam um filme de Fringe, façam!

Dia 19 - Melhor abertura de série:
Game of Thrones, disparado. Os detalhes de Westeros são fantásticos!

Dia 20 - A série que você não aguenta mais ver:
Under The Dome. Ao zoarem completamente a história e os personagens, não faço ideia de onde aquilo vai parar, e não sei até onde a curiosidade vai aguentar a bizarrice completa que aquilo virou.

Dia 21 - Uma série que todo mundo curte, menos você:
Friends. CALMA, é que eu só assisti uns pedaços de episódios isolados e não tive aquela motivação pra começar a acompanhá-la com carinho.

Dia 22 - Uma série que ninguém curte, mas você, sim:
The Strain. Tô indicando há tempos (desde os livros) e até agora nenhum amigo meu assiste. Ímpios. 



Dia 23 - Uma série que ninguém imagina que você curta:
Pff, eu ainda surpreendo alguém? Tudo que eu curto é bem óbvio - e coloco tudo aqui, então todo mundo sabe.

Dia 24 - O personagem de série mais engraçado:
Phil Dunphy, de Modern Family. Até quieto ele é engraçado, não aguento, hahah



Dia 25 - Uma série que lembra sua família:
Star Trek: Deep Space Nine, que é a única que meu pai acompanha com a gente e com interesse (ele assiste quase todas as outras, também, mas não sei se acompanha). Sabe o nome de todos os personagens, até tem favorito!

Dia 26 - Uma série que você não entende:
Já assisti e ainda assisto a muita coisa complicada, mas, com um pouquinho de boa vontade, se entende tudo...

Dia 27 - O personagem de série que você gostaria de ser:
Felicity Smoak, de Arrow, como não?! Apesar de não ser uma beldade absurda e nem delicadinha (ela é completamente socially awkward, solta as piores frases, e com ISSO eu me identifico), a mulher é um gênio, é indispensável, todo mundo gosta dela, e tem três super-heróis na cola!




Dia 28 - Um personagem de série que lembra alguém:
Fox Mulder, de Arquivo X, lembra minha mãe. Qualquer um em Arquivo X lembra minha mãe; mas ele, especialmente, porque ela tem o cartaz do "I WANT TO BELIEVE" na porta do quarto...

Dia 29 - Uma série clássica:
Ah, já mencionei algumas... Perdidos no Espaço.

Dia 30 - Uma série que você nunca assistiu:
Breaking Bad, me julguem. Talvez eu veja, qualquer dia desses.

Dia 31 - Um diálogo ou frase de série que você sabe de cor:
Doctor Who [2x13]: Doomsday

Cyber Leader: Daleks, atenção. Vocês declararam guerra aos Cybermen.
Dalek Sec: Isso não é guerra - é controle de praga.
Cyber Leader: Nós temos 5 milhões de Cybermen. Quantos vocês são?
Dalek Sec: Quatro.
Cyber Leader: Vocês destruiriam os Cybermen com quatro Daleks?
Dalek Sec: Nós destruiríamos os Cybermen com um Dalek! Vocês só são superiores em um aspecto.
Cyber Leader: Qual?
Dalek Sec: Vocês morrem melhor.

Dia 32 - Uma série que foi cancelada, e você gostava muito:
Alcatraz. E pior que acabou, assim, sem esclarecer nada :(

Dia 33 - A série com a melhor trilha sonora:
Cold Case. Ai, que saudade.

Dia 34 - A série com o melhor figurino:
Um Maluco no Pedaço - porque nada jamais superará Will Smith nos anos 1990.



Dia 35 - Sua série preferida na infância:
Se contar, Os Simpsons. Minha mãe gravava pra eu poder assistir no dia seguinte, porque passava muito tarde.


Dia 36 - Um "vilão" de série para quem você torce:
Alice Morgan, de Luther. Minha primeira planta carnívora foi batizada em homenagem a ela!



Dia 37 - Uma série que você gostaria que fosse cancelada:
Não. Sempre tem alguém no mundo que gosta de assistir o que tá passando, quer eu queira ou não.

Dia 38 - Melhor episódio de série:
Pergunta impossível.  Fui procurar listas pelo Google e vi que muitos colocam Blink, de Doctor Who, nela. É um baita episódio, mesmo - no mínimo, o mais assustador de todos.



Dia 39 - Um episódio de série com um ator famoso:
A Charlize Theron participou de vários episódios na terceira temporada de Arrested Development - como a lindíssima e lentíssima Rita.



Dia 40 - Sua série favorita atualmente:
Provavelmente Arrow. Não sei. 

.

Poxa, ainda tinha tanta série pra mencionar!

05/01/2015

Curiosidades sortidas para curiosos diversos

As curiosidades de hoje não serão temáticas; reuni as últimas coisas mais interessantes que descobri e vou compartilhá-las todas juntas:

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Por que algumas moedas têm bordas serrilhadas?

Antigamente, o custo do material da moeda era exatamente o que ela representava: por exemplo, uma moeda de prata de 50 centavos continha realmente cinquenta centavos em prata. Mas aí o povo, sempre espertinho, começou a limar discretamente as bordas das moedinhas para vender o pó da prata e do ouro que iam acumulando. Além da prática ser obviamente ilegal, as moedas já não mais valiam o que deveriam, causando prejuízo nos negócios. Bom, o governo conseguiu ser um pouco mais espertinho do que o povo, e então começou a confeccionar as moedas de valor mais alto (as de material mais caro) com bordas serrilhadas - assim, seria impossível limá-las sem que se percebesse. Com o passar do tempo, as moedas não foram mais sendo fabricadas com metais valiosos como prata e ouro, mas o costume de serrilhá-las permaneceu. Acreditava-se que era mais conveniente porque as máquinas não foram substituídas, mas depois foi alegado que, ao manter o padrão, os deficientes visuais não teriam dificuldades em identificar as moedas novas (o que, infelizmente, não ocorre com as notas...).

Fonte: TIFO

Seus amigos têm mesmo mais amigos que você

A sensação de que nossos amigos têm mais amigos do que a gente está geralmente correta, e se explica pelo Paradoxo da Amizade Generalizada. Proposto por um sociólogo em 1991, esse paradoxo determina que a maioria das pessoas tem um grupo restrito de amigos, enquanto apenas uma pequena porcentagem da população mundial tem um grupo de amigos significativamente grande - e é provável que você faça parte do círculo de amigos de uma dessas pessoas mais populares (justamente porque elas são populares). Portanto, a média de amigos que cada um dos seus amigos tem vai ser maior do que o total de amigos que você tem. O paradoxo também conta para seguidores nas redes sociais (a média dos seus amigos quase sempre vai ser maior que o seu total) e até a quantidade de parceiros sexuais

- Como consolo para os menos populares: um estudo sobre o Paradoxo da Amizade Generalizada foi conduzido em Harvard, há alguns anos, onde alguns alunos deveriam fazer uma lista de todos que consideravam seus amigos. Ao perceber que os mesmos nomes faziam parte de várias listas, os pesquisadores também perceberam que esses alunos populares são os primeiros a contrair gripe e outras doenças contagiosas.

Fonte: TIFO

É possível morrer de coração partido

Decepções doem, eu sei. Às vezes a decepção é tão grande e dói tanto que a gente pensa que vai morrer de coração partido. Embora o coração não se parta, literalmente, existe uma condição fatal conhecida popularmente como Síndrome do Coração Partido. O nome real da condição é cardiomiopatia takotsubo, ou cardiomiopatia induzida por estresse, e é facilmente confundida com um ataque cardíaco (a cardiomiopatia é uma doença no músculo cardíaco), porque os sintomas são muito similares. A diferença é que o ataque cardíaco é provocado pela obstrução das artérias, enquanto esta cardiomiopatia é provocada por situações de grande estresse combinadas a outros fatores. Entretanto, nem toda situação de estresse é suficiente para provocar a cardiomiopatia - segundo os estudos conduzidos, o luto pela perda de um ente querido é o tipo de estresse mais forte capaz de desencadear a Síndrome (fiquem sossegados quanto ao fim do namoro, vocês superam). A condição, porém, é rara: apenas 1% ou 2% dos casos de ataques cardíacos são realmente casos de coração partido; mas quase todas as vítimas foram mulheres entre 58 e 75 anos.

Fonte: NIK

Existe uma cidade pegando fogo há mais de 50 anos

É a cidade de Centralia, na Pensilvânia (EUA). Fundada em 1862, a cidadezinha se tornou um grande ponto de mineração de carvão, que já foi bastante utilizado como fonte de aquecimento para o país (estima-se que 95% do carvão antracite dos EUA está sob a Pensilvânia - eram 25 milhões de toneladas, antes da mineração). Com a diminuição do uso de carvão, a cidade também foi diminuindo, já que mais da metade dos habitantes e mineradores foi buscar o que fazer em outros lugares - em 1960, a cidade contava com aproximadamente mil habitantes. Então, em 1962, até hoje não se sabe bem por quê, começou "o incidente" histórico: a teoria mais aceita é que o próprio corpo de bombeiros ateou fogo nos restos de lixo do Memorial Day e, inadvertidamente, o fogo teve acesso a uma entrada das antigas minas, e rapidamente alcançou os depósitos de carvão. É curioso que essa entrada de mina não estivesse demarcada com placas de advertência, já que todas as outras estavam. Várias tentativas de apagar o incêndio foram realizadas pelos próximos vinte anos, mas a cidade não contava com fundos no seu início, quando era mais fácil apagá-lo. Tentaram cavar valas, jogar areia molhada, qualquer coisa para impedir que o fogo se alastrasse, mas toda tentativa foi em vão. Depois de 7 milhões de dólares de investimento, o governo simplesmente desistiu, já que o fogo não ameaçava sair da cidade. O povo é que se aproveitou bem da situação: logo viram que não precisavam mais tirar a neve das ruas, e que dava até pra plantar coisas no inverno, já que o chão estava sempre aquecido. Só que a alegria não durou muito, pois o fogo piorava e as plantações morriam pelo calor excessivo, e os donos de postos de combustível começaram a ficar preocupados com possíveis explosões. Aí, em 1981, o chão começou a abrir. Foi o ultimato que o governo precisava: não conseguindo extinguir o fogo, começou a direcionar a verba para a realocação da cidade (ou dando dinheiro ao povo para ir morar onde quisesse). Muita gente, entretanto, não quis sair; os casos foram a julgamento e, em 2014, ainda havia 8 residentes que não tinham ido embora, e que acabaram finalmente ganhando o direito de ficar. A cidade é considerada fantasma e o incêndio não dá sinais de se extinguir tão cedo: estima-se que haja combustível lá para queimar por mais 250 anos.

Fonte: TIFO

Ler com pouca luz não afeta a visão

Boa notícia pra quem gosta de ler no ônibus de viagem ou na cama antes de dormir. Esse é mais um mito médico perpetuado por nossos pais para que não ficássemos lendo até tarde da noite. Entretanto, não estamos livres das consequências de se gostar de ler muito: a miopia pode ser, sim, provocada pelo hábito da leitura - ao passar muito tempo focando a visão em objetos muito perto dos olhos. Isso serve também para quem trabalha com computadores, ou até com costura. A luz não parece ter influência nos casos de miopia, mas os hábitos de proximidade de foco por longos períodos aumenta a probabilidade da miopia quando a pessoa já tiver predisposição para apresentar a condição. Quanto a ler com pouca luz, o máximo que pode acontecer é uma dor de cabeça que o impeça de ler por muito tempo. Isso acontece porque seus olhos estão trabalhando duro por você: ao mesmo tempo em que as pupilas têm que se dilatar o máximo que podem pra absorver a quantidade mínima de luz que estão recebendo, têm que focar nas palavrinhas mal iluminadas. Mas o esforço não representa perigo, e a dor passa depois de um descanso. Pra quem trabalha com o foco em objetos próximos por longos períodos, um bom exercício é, ocasionalmente, fechar os olhos por um minuto completo (isso porque, nessas ocasiões de concentração, piscamos 1/4 do que deveríamos, então os olhos ficam ressecados). Além disso, focar o olhar em um objeto distante por um minuto completo a cada meia hora também ajuda na prevenção à miopia.

(Já é tarde pra mim, mas posso sempre tentar ajudar futuros míopes)

Fonte: TIFO

01/01/2015

Sugestões de Leitura de 2014: Novembro - Dezembro

Sexto e último relatório de leitura do ano! Ao todo, foram mais de 70 livros - o que não significa muito, já que existem livros grandes e pequenos, grossos e finos, com muitas ilustrações ou texto apertadinho... O importante foi ter tido oportunidade de ler todas essas delícias e ganhar tanto com isso.

Seguem as últimas leituras do ano. Apreciaria se vocês dividissem comigo o que andaram lendo, também! Do que gostaram? Com o que se decepcionaram? Leram alguma coisa que eu indiquei ou colocaram algum deles na lista de próximas leituras? Querem me indicar algo? Mandem ver!

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Terra em Chamas
Bernard Cornwell - Record - 2013 (2009) - 376p.
Morte dos Reis
Bernard Cornwell - Record - 2013 (2011) - 375p.
O Guerreiro Pagão
Bernard Cornwell - Record - 2014 (2013) - 335p.

Volumes 5, 6 e 7 das Crônicas Saxônicas. Os anos vão passando e Wessex continua sob ameaça inimiga. Parece que o sonho de Alfredo, de tornar todos os países falantes da língua inglesa uma única Inglaterra, está cada vez mais difícil de alcançar. Quando não são os dinamarqueses chovendo aos milhares com todo o saque, o estupro e a matança, são os noruegueses, ou os galeses, ou os escoceses ou os próprios saxões traidores enchendo o saco. Por mais que o odeie, Alfredo precisa de Uhtred, e este, por mais que odeie tudo isso ainda mais, não consegue deixar a família do rei na mão e deixa pra lá mais um pouquinho as suas próprias aspirações para defender as terras saxãs. A essas alturas já temos mais participação de Æthelflæd e Eduardo, filhos de Alfredo, que também foram importantíssimos na História da Inglaterra. Como já mencionei, as notas históricas ao fim de cada volume acrescentam muito a certos pontos da narrativa, o que torna a obra ainda mais maravilhosa aos meus olhos: que pesquisa e que cuidado Cornwell teve com os personagens e acontecimentos! Acredito que ele esteja fazendo justiça merecidíssima ao seu antepassado saxão. Eu sinceramente não sei como Uhtred conseguiu ficar vivo tantos anos pra narrar essa novela, tendo lutado como lutou e vivido como viveu. Cada livro dessa série traz um novo, terrível e teoricamente invencível adversário e nenhum deles dura metade do que esse homem tá durando!


Belas Maldições: As Belas e Precisas Profecias de Agnes Nutter, Bruxa
Neil Gaiman & Terry Pratchett - Bertrand Brasil - 2014 (1990) - 376p.

Já estava tudo acertado para o Armagedom: a data, o cumprimento das profecias, o local... Só faltava a vinda do Anticristo. Intermediários ficaram encarregados de fazer a troca dos bebês em um hospital de um vilarejozinho do interior inglês, e estava tudo saindo conforme o planejado, não fosse pelo mero detalhe de que o Anticristo foi acidentalmente trocado pelo bebê errado. O menino acabou sendo criado por uma família amorosa e cresceu pra se tornar um bom garoto: tinha amigos, muita imaginação e um grande amor pela natureza. Seu aniversário de 11 anos seria quando sua verdadeira natureza se manifestaria, um Cão do Inferno se juntaria a ele, e os Quatro Cavaleiros chegariam, dando início ao Armagedom. E isso tudo aconteceu, mas não do jeito que estava planejado. Belas Maldições é repleto de personagens divertidos e doidos, especialmente a fantástica dupla formada pelo demônio Crowley e o anjo Aziraphale. O livro também é cheio de não tão discretas críticas aos costumes dos Estados Unidos, e é uma leitura maluca e bastante divertida, quando se acostuma ao estilo. Porém, verdade seja dita que eu teria gostado infinitamente mais desse livro não fosse meu cérebro que começou a ficar irritantemente crítico a respeito das traduções alheias. Fiquei me distraindo com detalhes de fluência textual e a revisão, que poderia ter sido mais caprichada, e não aproveitando tanto a história quanto gostaria. Mas não posso criticar demais, afinal, traduzir Gaiman não deve ser nada fácil; e minha própria revisão, também, é bem ruim. E, na verdade, foi bem legal o tradutor ter tido o cuidado de usar o português arcaico nas partes em que os autores usaram o inglês arcaico.


A Mulher de Preto
Susan Hill - Record - 2012 (1983) - 207p.

Gostei do filme, então, quando soube que vinha de um livro, procurei lê-lo também. Até onde eu sei, pouca gente gostou do filme, e também cheguei a ver resenhas de pessoas dizendo que o livro tampouco assustava como prometia. Bem, a primeira frase da sinopse alerta: "Não é uma história de terror", portanto, não criem expectativas de perder o sono com ela. O jovem advogado Arthur, enviado à Casa do Brejo da Enguia para analisar a papelada de uma senhora cliente recém falecida, não é aterrorizado pelos fantasmas de lá (como colocado no filme), mas atormentado por sua presença e pelo mistério que significam. Quem são? Por que estão lá? Como fazê-los ir embora? O livro é narrado por ele, já velho, relembrando esse episódio da juventude e contando-o pela primeira vez. Há diferenças entre essa história original e o filme, como esperado. A leitura é muito fluida e ficamos presos a essa narrativa tão tensa, então recomendo o livro com um pouco mais de boa vontade e menos nariz torcido (e uma dica para curtir melhor o filme: refreiem-se de compará-lo a Harry Potter só por causa do ator principal).





O Fantasma das Grandes Banquisas
Arthur C. Clarke - Siciliano - 1992 (1990) - 244p.

Ah, as coisas que pego "no escuro" e que se mostram tão legais...! Escolhi este livro há meses, quando fazia uma compra pela Estante Virtual e precisava escolher mais um item do vendedor para compensar o frete. Acabei escolhendo esse por dois motivos: ser de Arthur C. Clarke, autor de ficção científica mais conhecido por 2001: Uma Odisseia no Espaço e suas sequências, e por ter a ver com o Titanic. Eram motivos suficientes, já que tenho grande curiosidade por tudo relacionado ao malfadado transatlântico - embora não tivesse encontrado sequer uma sinopse do livro, além da ideia geral do enredo. Bom, a trama é a seguinte: é 2010 ("futurista", já que o livro foi lançado em 1990) e, com o centenário do Titanic se aproximando, algumas pessoas ricas e entediadas tiveram a grande ideia de tentar içá-lo do fundo do mar. Um deles é um inventor muito bem-sucedido associado a uma indústria de vidro que tem interesse pessoal em algo valioso que naufragou com o navio. O outro quer produzir uma atração interativa (e ganhar muito dinheiro e fama com ele) de excursão pelo próprio Titanic. Ambos precisam da ajuda da mesma pessoa e, para ambos os projetos, há muita tecnologia fantástica e caríssima envolvida, mas há a dificuldade de realizar as duas operações no mesmo dia, o que seria parte da grande publicidade. E há, também, revolta de ativistas ambientais e de muita gente que acredita que os restos do navio devem ser deixados em paz, e que consideram a coisa toda violação e saque de túmulo. Não só os personagens são interessantes, como as previsões do autor sobre o século XXI, que não estava assim tão distante, mas que confundiu muita gente com toda aquela história do Bug do Milênio. A leitura me ganhou já desde as primeiras páginas: é gostosa de acompanhar, vem cheia de referências a figuras da cultura pop e curiosidades sobre o Titanic e vários outros elementos da História, é divertida em alguns pontos, e tem aquelas explicações científicas que tanto influenciam as tramas do gênero colocadas de um jeito bem legal de entender. Lá depois do fim tem até uma aula de matemática sobre o conjunto M, que foi citado na história. Mas preparem-se para mais tragédias.


Por Que Não Pediram a Evans?
Agatha Christie - Record - 1987 (1933, 1935) - 237p.

Bobby está jogando golfe com os amigos. Eles comentam o quanto o terreno é perigoso, com toda aquela névoa encobrindo o penhasco mais além, enquanto vão buscar a bola. E aí descobrem que algum desavisado realmente caiu no penhasco, então desceram até lá para checar o pobre homem, que ainda estava vivo, mas por pouco. Enquanto um deles foi buscar ajuda, o homem recobrou levemente a consciência, olhou para Bobby, e, antes de partir dessa pra melhor, disse: "Por que não pediram a Evans?". Ao buscar uma identidade para o desconhecido, Bobby encontrou a fotografia de uma bela dama em seu bolso. Bom, que raios de pistas eram aquelas? Intrigado, contou o que sabia à sua amiga, a jovem, riquíssima e entediada Lady Frances, carinhosamente chamada Frankie, e ambos preparam planos mirabolantes para desvendar todo o mistério. A história tem um desenrolar divertido com esses dois detetives amadores e cheio de suspense. Ao contrário de algumas outras histórias de Agatha, essa é bem fácil de acompanhar, não tem tantos personagens assim, então o recomendo a quem ainda não se arriscou a ler as obras da autora. Apesar do vilão canastrão (daqueles que escrevem cartas contando todos os detalhes do plano), ainda carrega a marca característica dos entrelaçamentos imprevisíveis. Leitura deliciosa!



Mistérios da História
Paul Aron - Manole - 2001 (2000) - 247p.

Sensacional! Através de extensa pesquisa documental e bibliográfica, o autor prova aqui que os maiores mistérios da História podem, sim, ser explicados - e nos faz refletir sobre os motivos de tais mistérios permanecerem "misteriosos" até hoje. São abordados 25 deles, em capítulos sucintos e muito claros, concluídos pelas referências bibliográficas comentadas condizentes à pesquisa feita para cada um deles. Entre as questões respondidas, minhas favoritas foram: Quem foi o Rei Artur?, Quem construiu as estátuas da Ilha de Páscoa?, Colombo tinha intenção de descobrir a América? e Seria possível salvar o Titanic?; entre várias outras abordagens históricas, lendárias e políticas muito interessantes. Mesmo que alguns dos mistérios não tenham realmente uma solução oficial, aqui derruba-se muita especulação e esclarece-se muita confusão. Recomendadíssimo. (Aliás, descobri que o temos repetido, aqui em casa. Se algum de vocês o quiser, me diga e ele é seu!)


Dentre as HQs:

(ok, não vou mais sugerir O Monstro do Pântano, mas saiu reedição da Saga do Monstro do Pântano, de Alan Moore, então sugiro, assim... indiretamente)

Sandman Apresenta: Contos Fabulosos, de Bill Willingham e outros. Divertidíssimo! O autor recebeu a missão de mostrar aos leitores os bastidores do Sonhar, cenário criado por Neil Gaiman em Sandman. Aqui temos três aventuras com personagens conhecidos dos leitores, e mais alguns novos. A primeira história é Merv Cabeça de Abóbora, Agente do S.O.N.H.A.R., uma aventura estilo 007 em que o nosso querido faxineiro precisa resgatar um sonho que fugiu. A outra é As Novas Aventuras de Danny Nod, O Heroico Bibliotecário-assistente, que é um personagem novo e que sai pelo Sonhar recolhendo os livros que os outros sonhos pegaram emprestado. A biblioteca do Sonhar, aliás, é literalmente um sonho - pois suas estantes abrigam todos os livros que nunca saíram da cabeça dos autores para a realidade. A história também é cheia de deliciosas referências literárias. E a última é Tudo o que Você Sempre Quis Saber Sobre Sonhos... Mas Tinha Medo de Perguntar, que responde a dúvidas que temos a respeito do mundo do Sonhar (por que temos sonhos recorrentes? por que nem sempre lembramos dos nossos sonhos? ...). A revista é engraçada do começo ao fim. Nunca imaginei que um dia riria tanto com qualquer coisa relacionada a Sandman.

Violent Cases, de Neil Gaiman e Dave McKean. A primeira colaboração (de muitas geniais subsequentes) entre o escritor e o ilustrador foi lançada originalmente em 1987. Ganhei o exemplar da reedição de 2014 em um sorteio da página Sandman Brasil (milagre!). Essa é uma história sobre outras histórias. O narrador é um cara (desenhado com as feições do próprio Gaiman) contando sobre como ele foi tratado na infância por um osteopata duvidoso de origem misteriosa, após um incidente com o pai. Ao descobrir que o médico já havia tratado Al Capone, o garoto se encanta por gângsteres, mesmo sem entender muito bem o que eram. A narrativa se confunde entre realidade e a imaginação do narrador, já que muito do que lhe aconteceu quando criança não foi realmente compreendido por ele, na época; e o tom é sombrio como característico dos autores. E termina com notas do tradutor, que eu amo ler e me ensinam muito!

Marvels, de Kurt Busiek e Alex Ross. Essa coleção da Salvat tá valendo cada centavo cobrado. Que edição maravilhosa de uma história incrível! Publicada originalmente em 1994, Marvels reconta alguns dos maiores clássicos da Marvel sob o ponto de vista de um cara comum (um fotógrafo freelancer) que acompanhou o surgimento e o desenvolvimento dos super-heróis de Nova York, a partir dos anos 1940: desde o Tocha Humana original até Namor e o Capitão América, chegando aos anos 1960 que trouxeram o Quarteto Fantástico, a primeira equipe dos Vingadores, os X-Men, o Homem-Aranha, e vários outros. Todos os acontecimentos que ele presenciou são histórias clássicas das HQs mas, aqui, são relatadas do ponto de vista do povo: como aquelas coisas afetaram o dia a dia das pessoas, como elas reagiram à chegada de cada um daqueles vilões (especialmente Galactus!), e como receberam cada um dos heróis. Foi uma série superaclamada e premiada por ser completamente crível e apresentar os fatos de maneira bastante realista. Exatamente como qualquer um reagiria a qualquer uma daquelas coisas fantásticas, e chega a ser revoltante porque mostra como o povo pode ser (e é) ingrato com aqueles que se arriscam para salvá-lo sem pedir nada em troca. Os tomos são alternados com comentários dos artistas envolvidos. E a famosa arte de Alex Ross... sem comentários.



Guerra Secreta, de Brian Michael Bendis e Gabrielle Dell'Otto. Eu não ia listar esse aqui, mas acabei mudando de ideia só porque esse foi meu primeiro gibi com uma história exclusiva da S.H.I.E.L.D. (não confundir com o Guerras Secretas, bem mais antigo e completamente diferente) e por ter a arte do Dell'Otto, que adoro! Nick Fury toma uma iniciativa desesperada para combater uma grande ameaça vinda da Latvéria, contra a qual o governo americano não quer lutar. Para tal, reúne um time de heróis para uma guerra secreta: Homem-Aranha, Wolverine, Demolidor, Capitão América, Luke Cage, Viúva Negra e a misteriosa novata Daisy Johnson. Um ano depois, as consequências aterradoras surgem e o time de heróis sofre com os resultados da vingança...

Blue, de Rafael Koff, outro dos projetos do Catarse que apoiei. Este livrinho é uma coletânea de tirinhas humorísticas do autor cujo tema central é a depressão - tanto quanto se dá pra ser divertido nessa situação. São pensamentos e reações relacionados ao trabalho, aos relacionamentos amorosos, às amizades e à vida social, e aos relacionamentos virtuais. O livrinho é legal até para pessoas que não sofrem desse mal, porque entendem como é estar na pele de alguém cuja visão de tudo é turvada pela doença. Algumas das tirinhas até nem têm a ver com depressão, mas só com um certo humor negro. As recompensas, também, foram bem legais: um marcador de páginas, uma tag de porta ("Pode entrar. Eu já estou perturbado mesmo.") e um ímã de geladeira.



X-Men: Messiah Complex. Após os eventos da Dinastia M, quando uma Feiticeira Escarlate piradíssima se encheu da realidade e extinguiu os poderes de 90% dos milhões de mutantes do mundo, os 200 e tantos sobreviventes estavam desesperançosos e seriamente divididos. Porém, o que era pra ser uma notícia de esperança - o nascimento do primeiro bebê mutante após o extermínio - se tornou o início de uma guerra: enquanto uns procuravam protegê-la, outros tinham interesse em eliminá-la (inclusive antigos aliados), pois esse bebê teria mais poder do que eles jamais haviam visto. Há reviravoltas, revelações, muitas baixas e muita tristeza. Messiah Complex é considerado uns dos melhores arcos dos X-Men, e fico feliz que eu tenha conseguido me dá-lo de presente de Natal!

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Já estou preparando a meta para 2015 e ansiosíssima pra começar! Continuo mandando as indicações bimestralmente, ou alguém tem uma ideia melhor?