05/01/2015

Curiosidades sortidas para curiosos diversos

As curiosidades de hoje não serão temáticas; reuni as últimas coisas mais interessantes que descobri e vou compartilhá-las todas juntas:

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Por que algumas moedas têm bordas serrilhadas?

Antigamente, o custo do material da moeda era exatamente o que ela representava: por exemplo, uma moeda de prata de 50 centavos continha realmente cinquenta centavos em prata. Mas aí o povo, sempre espertinho, começou a limar discretamente as bordas das moedinhas para vender o pó da prata e do ouro que iam acumulando. Além da prática ser obviamente ilegal, as moedas já não mais valiam o que deveriam, causando prejuízo nos negócios. Bom, o governo conseguiu ser um pouco mais espertinho do que o povo, e então começou a confeccionar as moedas de valor mais alto (as de material mais caro) com bordas serrilhadas - assim, seria impossível limá-las sem que se percebesse. Com o passar do tempo, as moedas não foram mais sendo fabricadas com metais valiosos como prata e ouro, mas o costume de serrilhá-las permaneceu. Acreditava-se que era mais conveniente porque as máquinas não foram substituídas, mas depois foi alegado que, ao manter o padrão, os deficientes visuais não teriam dificuldades em identificar as moedas novas (o que, infelizmente, não ocorre com as notas...).

Fonte: TIFO

Seus amigos têm mesmo mais amigos que você

A sensação de que nossos amigos têm mais amigos do que a gente está geralmente correta, e se explica pelo Paradoxo da Amizade Generalizada. Proposto por um sociólogo em 1991, esse paradoxo determina que a maioria das pessoas tem um grupo restrito de amigos, enquanto apenas uma pequena porcentagem da população mundial tem um grupo de amigos significativamente grande - e é provável que você faça parte do círculo de amigos de uma dessas pessoas mais populares (justamente porque elas são populares). Portanto, a média de amigos que cada um dos seus amigos tem vai ser maior do que o total de amigos que você tem. O paradoxo também conta para seguidores nas redes sociais (a média dos seus amigos quase sempre vai ser maior que o seu total) e até a quantidade de parceiros sexuais

- Como consolo para os menos populares: um estudo sobre o Paradoxo da Amizade Generalizada foi conduzido em Harvard, há alguns anos, onde alguns alunos deveriam fazer uma lista de todos que consideravam seus amigos. Ao perceber que os mesmos nomes faziam parte de várias listas, os pesquisadores também perceberam que esses alunos populares são os primeiros a contrair gripe e outras doenças contagiosas.

Fonte: TIFO

É possível morrer de coração partido

Decepções doem, eu sei. Às vezes a decepção é tão grande e dói tanto que a gente pensa que vai morrer de coração partido. Embora o coração não se parta, literalmente, existe uma condição fatal conhecida popularmente como Síndrome do Coração Partido. O nome real da condição é cardiomiopatia takotsubo, ou cardiomiopatia induzida por estresse, e é facilmente confundida com um ataque cardíaco (a cardiomiopatia é uma doença no músculo cardíaco), porque os sintomas são muito similares. A diferença é que o ataque cardíaco é provocado pela obstrução das artérias, enquanto esta cardiomiopatia é provocada por situações de grande estresse combinadas a outros fatores. Entretanto, nem toda situação de estresse é suficiente para provocar a cardiomiopatia - segundo os estudos conduzidos, o luto pela perda de um ente querido é o tipo de estresse mais forte capaz de desencadear a Síndrome (fiquem sossegados quanto ao fim do namoro, vocês superam). A condição, porém, é rara: apenas 1% ou 2% dos casos de ataques cardíacos são realmente casos de coração partido; mas quase todas as vítimas foram mulheres entre 58 e 75 anos.

Fonte: NIK

Existe uma cidade pegando fogo há mais de 50 anos

É a cidade de Centralia, na Pensilvânia (EUA). Fundada em 1862, a cidadezinha se tornou um grande ponto de mineração de carvão, que já foi bastante utilizado como fonte de aquecimento para o país (estima-se que 95% do carvão antracite dos EUA está sob a Pensilvânia - eram 25 milhões de toneladas, antes da mineração). Com a diminuição do uso de carvão, a cidade também foi diminuindo, já que mais da metade dos habitantes e mineradores foi buscar o que fazer em outros lugares - em 1960, a cidade contava com aproximadamente mil habitantes. Então, em 1962, até hoje não se sabe bem por quê, começou "o incidente" histórico: a teoria mais aceita é que o próprio corpo de bombeiros ateou fogo nos restos de lixo do Memorial Day e, inadvertidamente, o fogo teve acesso a uma entrada das antigas minas, e rapidamente alcançou os depósitos de carvão. É curioso que essa entrada de mina não estivesse demarcada com placas de advertência, já que todas as outras estavam. Várias tentativas de apagar o incêndio foram realizadas pelos próximos vinte anos, mas a cidade não contava com fundos no seu início, quando era mais fácil apagá-lo. Tentaram cavar valas, jogar areia molhada, qualquer coisa para impedir que o fogo se alastrasse, mas toda tentativa foi em vão. Depois de 7 milhões de dólares de investimento, o governo simplesmente desistiu, já que o fogo não ameaçava sair da cidade. O povo é que se aproveitou bem da situação: logo viram que não precisavam mais tirar a neve das ruas, e que dava até pra plantar coisas no inverno, já que o chão estava sempre aquecido. Só que a alegria não durou muito, pois o fogo piorava e as plantações morriam pelo calor excessivo, e os donos de postos de combustível começaram a ficar preocupados com possíveis explosões. Aí, em 1981, o chão começou a abrir. Foi o ultimato que o governo precisava: não conseguindo extinguir o fogo, começou a direcionar a verba para a realocação da cidade (ou dando dinheiro ao povo para ir morar onde quisesse). Muita gente, entretanto, não quis sair; os casos foram a julgamento e, em 2014, ainda havia 8 residentes que não tinham ido embora, e que acabaram finalmente ganhando o direito de ficar. A cidade é considerada fantasma e o incêndio não dá sinais de se extinguir tão cedo: estima-se que haja combustível lá para queimar por mais 250 anos.

Fonte: TIFO

Ler com pouca luz não afeta a visão

Boa notícia pra quem gosta de ler no ônibus de viagem ou na cama antes de dormir. Esse é mais um mito médico perpetuado por nossos pais para que não ficássemos lendo até tarde da noite. Entretanto, não estamos livres das consequências de se gostar de ler muito: a miopia pode ser, sim, provocada pelo hábito da leitura - ao passar muito tempo focando a visão em objetos muito perto dos olhos. Isso serve também para quem trabalha com computadores, ou até com costura. A luz não parece ter influência nos casos de miopia, mas os hábitos de proximidade de foco por longos períodos aumenta a probabilidade da miopia quando a pessoa já tiver predisposição para apresentar a condição. Quanto a ler com pouca luz, o máximo que pode acontecer é uma dor de cabeça que o impeça de ler por muito tempo. Isso acontece porque seus olhos estão trabalhando duro por você: ao mesmo tempo em que as pupilas têm que se dilatar o máximo que podem pra absorver a quantidade mínima de luz que estão recebendo, têm que focar nas palavrinhas mal iluminadas. Mas o esforço não representa perigo, e a dor passa depois de um descanso. Pra quem trabalha com o foco em objetos próximos por longos períodos, um bom exercício é, ocasionalmente, fechar os olhos por um minuto completo (isso porque, nessas ocasiões de concentração, piscamos 1/4 do que deveríamos, então os olhos ficam ressecados). Além disso, focar o olhar em um objeto distante por um minuto completo a cada meia hora também ajuda na prevenção à miopia.

(Já é tarde pra mim, mas posso sempre tentar ajudar futuros míopes)

Fonte: TIFO

2 comentários:

  1. Nossa, e morre-se mesmo de coração partido, quem diria. Adorei as curiosidades e também comprovar o porque parece que todos têm mais amigos que eu - e que de fato têm mesmo, rs...


    Bjo Manu!

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  2. Muito interessante o post!
    E já percebia que meus amigos tem mais amigos q eu haha ¬¬

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Bom senso, respeito e educação são esperados e sempre bem-vindos nos comentários. Obrigada pela visita!