31/08/2015

Sugestões de leitura de 2015: Julho - Agosto

A maior parte dos livros que tenho lido este ano tem mais de 500 páginas. Isso pode explicar que eu, pela primeira vez em anos, provavelmente não vá conseguir atingir a meta anual dos 60 livros lidos. Bom, não é a quantidade que importa, certo?



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O Mundo de Gelo & Fogo: A história não contada de Westeros e As Crônicas de Gelo e Fogo
George R.R. Martin, Elio M. García Jr. e Linda Antonsson - Leya - 2014 - 326p.

Pra quem tem acompanhado As Crônicas de Gelo e Fogo com afinco - se interessando pelas histórias das Casas e as lendas contadas pelos personagens, reconhecendo brasões e nomes de espadas, conferindo os mapas de Westeros e Essos -, essa é uma leitura indispensável. Com a parceria dos fundadores do maior website dedicado à obra, Martin lançou este livro para finalmente esclarecer tudo o que foi apenas mencionado nos livros acerca da História e Geografia dos Sete Reinos: desde quem, afinal, foram os tão mencionados Primeiros Homens, os Ândalos e os Roinares, até a chegada dos Targaryen e o acompanhamento de todo o seu reinado em Westeros, rei por rei, até o regicídio do Rei Louco, ponto de onde começa ACdGeF. Fala também de todos os dragões que já deram a graça na época anterior à sua extinção, todas as muitas batalhas entre senhores que extinguiram várias Casas; a origem e história de cada uma das Casas principais, seus vassalos e castelos, bem como do povo selvagem;  uma abrangente passagem por todos os países de Essos e seus estranhos povos; e muito mais. Tem centenas de personagens novos, mas menciona vários dos nossos já conhecidos. O livro foi, supostamente, escrito por um meistre como presente ao Rei Tommen, é rica e belamente ilustrado (sério, as ilustrações são sensacionais), e colorido de forma que as páginas pareçam envelhecidas. Muito bacana de ler e lindo de se ter na estante.



O Rei do Inverno
Bernard Cornwell - Record - 2014 (1995) - 544p.
O Inimigo de Deus
Bernard Cornwell - Record - 2014 (1996) - 513p.




Era esta a coleção de Cornwell que eu estava querendo começar há tempos, e finalmente o fiz: As Crônicas de Artur, em que o brilhante autor de ficção histórica dá a sua versão da lenda do "rei" Artur baseado em evidências históricas. Coloquei rei entre aspas porque, segundo essa versão, Artur nunca chegou a ser realmente rei, mas era um guerreiro honrado e idealista que lutou pelo futuro e glória da Britânia e seu rei bebê, Mordred. O narrador da história é o velho monge Derfel, um saxão criado por druidas e sacerdotisas em Ynys Wydryn (que conhecemos por Avalon) que, em sua juventude, se tornou guerreiro e acompanhou seu senhor e amigo Artur nas batalhas pelo reino. Quem está familiarizado com a lenda vai reconhecer vários personagens, embora aqui eles estejam um tanto diferentes do que normalmente imaginamos deles - Merlin é enigmático e poderoso, mas muito espirituoso e sofre de grave déficit de atenção; Morgana não é a beldade retratada pela lenda, mas uma mulher bastante temida e que carrega as feias cicatrizes de um atentado contra sua vida; Lancelot não é nada do que somos levados a acreditar: é covarde, vaidoso, mentiroso e traidor; Guinevere não difere muito no que diz respeito à sua índole questionável, mas é descrita como uma mulher muito independente e poderosa, capaz de conseguir tudo o que quer; e Artur é retratado com tal paixão pelo autor sempre que mencionado que é impossível não percebermos o respeito de Cornwell pelo grande homem que torcemos que Artur tenha sido, caso tenha realmente existido. Uma personagem muito interessante é Nimue (que a lenda chama de Viviane), que passa por todo tipo de provação e se mostra sempre impressionante e, admito, assustadora. Outro que certamente tem meu coração é o gentil e corajoso Galahad, bem como a divertida rainha Igraine, para quem Derfel está narrando a história, e vários outros personagens. O segundo volume também inclui as lendas dos Tesouros da Britânia e do romance de Tristan e Isolda, tudo narrado daquela maneira menos fantástica do que histórica que é característica do autor. É uma obra típica de Cornwell, com os elementos que já conhecemos de outros de seus livros - as batalhas sangrentas, os diálogos divertidos, as mulheres fortes e os protagonistas perdidos na vida, à mercê do destino e que nunca podem fazer o que sonhavam em fazer. Prevejo muitas tragédias no terceiro e último volume. Devidamente recomendado.




Wild Cards: Ases Pelo Mundo
V.A. - Leya - 2015 (1988) - 540p.

Quarto volume da série de 22. Wild Cards continua sendo uma das minhas coisas favoritas na vida. Embora seja editado por George R.R. Martin, esse volume não conta com nenhum capítulo escrito por ele. (Para conhecer o enredo da série, veja a resenha dos primeiros livros aqui) Após os eventos trágicos que marcaram o aniversário de 40 anos do Dia da Carta Selvagem, no terceiro volume, o Dr. Tachyon resolveu finalmente fazer o levantamento de ases e curingas em outros países afetados pelo xenovírus. Com alguns dos ases e curingas sobreviventes, foi aos 5 continentes conhecê-los e analisar a forma como essas mutações afetaram suas vidas e a vida de suas comunidades. A cada país que visitam, são envolvidos em questões culturais e políticas locais, então temos um bom panorama da situação de cada um desses lugares nos anos 1980, além uma boa imersão cultural em vários lugares do mundo - tem até uma passadinha pelo Brasil. A missão, entretanto, não se mostrou tão simples quanto o planejado, justamente devido às questões culturais e políticas de cada lugar. Além disso, os ases e curingas que viajam juntos e se conhecem há tantos anos descobrem que, afinal, não sabem tanto assim um sobre o outro ou sobre si mesmos - o que comprova o quão pouco ainda se sabe sobre o vírus da carta selvagem. 




13 Incidentes Suspeitos
Lemony Snicket - Seguinte - 2014 - 244p.





Lançado paralelamente à coleção Só Perguntas Erradas, este livro reúne treze casos à parte que o jovem Lemony Snicket precisa investigar no bizarro vilarejo de Manchado-pelo-mar, onde está investigando um mistério de maior proporção. As soluções dos treze casos estão escondidas no fim do livro, mas são quase todos bem fáceis de resolver. Por mais que seja infantojuvenil, gosto muitíssimo do estilo de Lemony Snicket e sempre rio muito com seus livros (poxa, leiam logo as Desventuras em Série!).








Glossário:


Inglês de Rua: as gírias e os termos coloquiais usados pelos americanos
José Roberto A. Igreja & Robert C. Young - Disal - 2014 - 317p.

Continuo lendo na íntegra todo o meu material de consulta, para saber o exatamente o que tenho e onde consultar, quando necessário. Este é superlegal pra aprender as expressões informais mais utilizadas no inglês americano. Grande parte do que tem aqui eu já conhecia, graças ao meu hábito de ouvir muita música e assistir a muitos filmes e seriados, mas, ainda assim, aprendi algumas que nunca tinha ouvido (por exemplo, o hilário "cut the cheese" para se referir a flatular, hahaha!). O glossário vem em ordem alfabética, é claro, com os usos e as traduções, além de exemplos. No final tem o glossário português-inglês, caso o leitor esteja procurando um equivalente em inglês pra alguma gíria nossa. Só senti falta de duas coisas nesse livro: a fonética dos termos mais diferentes, pra gente saber como se pronuncia quando quiser dizer; e a região onde tais gírias são ditas, já que isso difere bastante de lugar pra lugar (os EUA é um país enorme, afinal) e, como existem várias expressões para se referir à mesma coisa, seria legal a gente saber onde poderia usar cada uma delas, se fosse o caso (afinal, se eu quiser soar natural entre os nativos, deveria falar como eles, certo?).



e-book:


The Lives of Dax
V.A. - Star Trek - 2002 - 400p.

O Universo Star Trek nos apresentou dezenas de raças alienígenas dos mais variados planetas de todos os quadrantes da galáxia - humanoides ou não, tecnologicamente avançadas ou ainda nos primeiros estágios de evolução, pacíficas ou hostis, intelectuais ou beligerantes. Em Deep Space Nine, um dos alienígenas do elenco principal era a tenente Jadzia Dax, oficial de Ciências da estação espacial. Jadzia era uma trill, do planeta de mesmo nome, e sua raça possui uma peculiar tradição: a missão de ser hospedeira de um simbionte inteligente. Se juntar a um desses simbiontes é uma grande honra e responsabilidade, então, não é qualquer trill que tem o direito de ser o hospedeiro de um. São necessários constantes testes de compatibilidade bioquímica e muitos anos de preparo psicológico e treinamento para a união - afinal, ao receber o simbionte, o hospedeiro adquire todas a memórias e até partes da personalidade dos hospedeiros anteriores, que o simbionte retém. Dax é o nome do simbionte unido à oficial Jadzia, seu oitavo hospedeiro, em seis das sete temporadas da série (e, depois dela, a Ezri), e, embora a história dos sete hospedeiros anteriores tenha sido brevemente contada no decorrer da série, este livro traz um conto de cada um dos nove hospedeiros de Dax. Pulando de hospedeiro em hospedeiro, com quem fica até a morte destes, Dax já viveu cerca de 400 anos, e já foi político, engenheiro, atleta, chefe da Comissão Trill de Simbiose, piloto de teste de naves da Federação, músico (psicopata, aliás), diplomata, oficial de Ciências e conselheiro, ocupando tanto homens quanto mulheres e, assim, adquirindo as habilidades e conhecimentos de todos eles e passando tudo isso aos hospedeiros posteriores. São ótimas histórias, escritas por roteiristas da série, que nos mostram mais sobre a cultura trill e nos fazem entender melhor o motivo pelo qual Dax é considerado tão importante entre os simbiontes e é tão respeitado pelos trills e pela Federação. Também foi bacana terem tido a liberdade de inserir outros personagens já conhecidos das outras séries nas histórias, como o querido Dr. Leonard McCoy, o Capitão Christopher Pike, a vulcana Saavik, e a enfermeira Christine Chapel (agora, doutora). Uma solução fantástica pra minha saudade de Deep Space Nine!


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Para mais de uma centena de sugestões, cliquem na tag "leitura" aqui abaixo do post ou no menu lá em cima!

25/08/2015

Sugestão de Leitura: "O Coração de Gina Hall", de Luis Maldonalle

Alguém aí com vontade de ler uma história de terror do tamanho certo para entreter uma noite de insônia? 

Do mesmo autor de Sete Noites em Claro e A Hora da Tormenta, hoje lhes apresento O Coração de Gina Hall.




Sinopse oficial:

É em um ambiente nostálgico e narrado em primeira pessoa que Luis Maldonalle usa de sua criativa e já conhecida imaginação para nos brindar com o conto O Coração de Gina Hall. Aqui, cheiros e texturas caracterizam esse conto em um verão assustador no longínquo ano de 1963. Um triângulo amoroso adolescente deixando mais do que frustrações e desejos na Região do Lago na velha Trilha do Tabaco. O drama do amor não correspondido, aqui perfilado assustadoramente ao lado do horror em uma dinâmica macabra, típica da voz atormentada na escrita de Luis Maldonalle que privilegia o humano e suas recorrências idiossincráticas. Prepare-se para um relato de dor, loucura e culpa, ladeados divinamente pelo sobrenatural.



A juventude de todos nós é marcada por seus atos de estupidez. Dois rapazes de uma cidade rural americana na década de 1960 não estariam isentos dessa regra, claro que não... Especialmente quando, pra bagunçar toda a tranquilidade da rotina dos garotos, aparece Gina Hall - a bela, independente e intrigante Gina Hall, que trouxe toda a sua atitude de cidade grande para o interior e, de supetão, conquistou os jovens corações de Paul e Richie.

O inevitável triângulo amoroso, entretanto, nada teve da típica frustração adolescente. Em uma noite como tantas outras, uma tragédia acidental define o destino dos três jovens e dá à cidadezinha uma nova lenda a temer. Quinze anos depois, uma revelação sobre aquela noite é feita, e os antigos amigos precisam se reunir para dar fim ao terror que assombra a Região do Lago.

Em poucas páginas, Luis Maldonalle conseguiu abraçar o ambiente dos anos 1960 com o cenário de uma vida pacata de interior, a paixão adolescente e o horror sobrenatural de uma boa história de fantasma. Toda a objetividade do conto nos faz desejar que conhecêssemos melhor os personagens e nos envolvêssemos mais profundamente nos horrores dos acontecimentos, mas é justamente essa brevidade que torna O Coração de Gina Hall uma leitura perfeita pra as madrugadas insones: rápido, certeiro, surpreendente e perturbador na medida certa.




O Coração de Gina Hall está disponível em e-book na Amazon por apenas R$2,99!

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13/08/2015

As últimas 10 músicas favoritas

Acho que ainda não tá na época certa de postar, mas e daí, certo?

E a seleção dessa vez tá com vídeos bem legais, juro!




Two Out of Three Ain't Rad
Red City Radio


I don't need anything from anybody
I don't need nothing at all
Even when my chips are down and my back's against the wall


Ouvi na playlist de recomendações da last.fm e gostei na hora. Estou tentando fortemente fazer dessa letra um mantra pessoal e, sempre que alguém me deixa chateada, cantarolo esse trecho. Ainda não tá sendo fácil me convencer, mas... tô tentando.


No Man's Woman
Sinéad O'Connor


I don't wanna be no man's woman
I've other work I want to get done

Fiquei bem feliz quando descobri essa música, sério. Adoro a Sinéad, e ter uma música dela com a qual me identificar é sensacional. E esse vídeo


Simple Math
Manchester Orchestra


What if I was wrong and you had never questioned it?
What if it was true, that all we thought was right was wrong?
Simple math


Daquelas músicas/vídeos que dão um ruinzinho na gente. Tudo bonito, mas tão triste.


Biggest & The Best
Clawfinger


What's wrong with being self possessed?
Nobody is satisfied with being second best
I've got the gift and I know that I am blessed
And I've got to get it off my chest:
I'm the biggest, the best, better than the rest, better than the rest!


Conheci o Clawfinger há pouco tempo, infelizmente, porque todas as músicas deles são assim e é tão divertido, hahah! Coloquei muitas delas na minha playlist de caminhada porque são ótimas pra isso (embora, agora, não possa mais ouvir música na rua). 


Out Loud
Dispatch


If you call my name out loud
Do you suppose that I would come running?
Do you suppose I'd come at all?
I suppose I would

Outra que só fui conhecer recentemente, por sugestão do Spotify, já que ouço State Radio (que tem mais ou menos os mesmos integrantes); só que Dispatch é mais famosa que State Radio e eu, claro, conheci tudo ao contrário, hahahah. É uma mistura de reggae com folk muito gostosa de ouvir.


For Better For Worse
Old Man Markley


For better, for worse
Love's a blessing, love's a curse
She's an angel, I'm just a man
I'll always love her till I can't stand


Essa eu já conheço há um tempo, mas sempre volto a ela quando quero ouvir bluegrass/americana, porque curto muito o estilo e essa banda é muito divertida (e esse vídeo, pqp HAHAHAHAH)!


I Don't Wanna Be An Asshole Anymore
The Menzingers


I won’t lie no more about where I’ve been
And I won’t pry no more over the people that you’re hanging with
You’re the only lover that I ever missed
And have been hopelessly in love with


Essa também, já conheço há um tempão mas ando ouvindo bastante, ultimamente. Acho que especialmente pelo vídeo sensacional, hahahahah (gente, os vídeos, vejam os vídeos e me agradeçam/xinguem depois)!


Something Right
Westlife


If you want me
I must be doing something right
I've got nothing left to prove
And it's all because of yo
u


Toda lista minha tem Westlife, fazer o quê. E esse vídeo tem o pior CGI da história, facilmente. (mas o Nicky sempre faz tudo certo, então isso salva)


Yoü and I
Lady Gaga


It's been a long time since I came around
Been a long time but I'm back in town
And this time I'm not leavin' without you


O que dizer... Um dia eu acordei com vontade de ouvir Lady Gaga... E não parei mais. Quando ela apareceu, eu não tava mais/ainda em fase de ouvir música pop (eu tava bem entre as duas fases, haha), então nunca me interessei em tentar - por mais que meus amigos, na época, tivessem me apelidado de Lady Gaga (cabelo e bizarrice?). Então, depois da performance dela no Oscar, este ano, tive a oportunidade de ver, pela primeira vez, o quanto essa mulher canta. Ela canta muito! Resolvi que era hora de deixar o preconceito de lado e tentar. E gostei!



Make You Better
The Decemberists


I wanted you, I needed you
Oh-oh, to make me better
Oh-oh, to make me better
But we're not so starry-eyed anymore


Minha rádio personalizada da last.fm sempre me manda essa, e, de tanto ouvir, acabei me acostumando com ela e gostando.


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E eram essas. Daqui a uns meses venho com outras 10 novas. Bêjo.

07/08/2015

Não se fazem mais bailes como o da Ilha Fiscal

Último Baile, de Aurélio de Figueiredo (1905) - Museu Histórico Nacional, RJ


Seis dias antes da Proclamação da República (façam as contas, seus brasileiros), a nossa monarquia resolveu dar uma grande festa na Ilha Fiscal, no centro histórico do Rio de Janeiro, que era a capital do nosso país, na época. A desculpa da festa era homenagear os oficiais do navio chileno "Almirante Cochrane", que estava aportado por lá já há duas semanas; mas, na verdade, a festa era mais para comemorar as bodas de prata da Princesa Isabel e seu marido, o Conde d'Eu. Entretanto, acima de tudo, a intenção da grande festa era provar à toda alta sociedade e à oposição republicana o quão grande e poderoso ainda era o Império.

Segundo relatos, o tal baile foi a festa mais luxuosa e extravagante que o Brasil já viu. Estima-se que tenha reunido de três a cinco mil pessoas, que foram recepcionadas por belas moças fantasiadas de fadas ou sereias, em um salão decorado com raridades do mundo todo e muita música. Porém, foi o jantar, servido para 500 pessoas, que realmente deu fama à grande festa. Foram consumidos:


  • 300 frangos
  • 500 perus
  • 800 kg de camarão
  • 64 faisões
  • 1200 latas de aspargos
  • 20 mil sanduíches
  • 2900 pratos de doces
  • 14 mil sorvetes
  • 10 mil litros de cerveja
  • 304 caixas de vinhos, champanhes e outras bebidas

Embora não seja historicamente confirmado, diz-se que, assim que chegou à festa, D. Pedro II escorregou e caiu em frente a todos. Ao se recompor, teria dito: "O monarca escorregou, mas a monarquia não caiu!" (mal sabia ele...). No entanto, dizem que ele não se divertiu no baile e foi embora sem jantar.


O grande baile sugou dos nossos cofres a quantia de 250 contos de réis (equivalente a pouco mais de 30 milhões de reais, hoje em dia), que foi retirada de obras públicas e do apoio às vítimas da seca no Ceará.

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Pensando bem, ainda bem que não se fazem mais bailes como o da Ilha Fiscal...

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Fonte: Wikipedia

04/08/2015

Volta, Sekhmet!

imagem de Sekhmet no templo de Kôm Ombo, Egito


ilustração de Jeff Dahl
Sekhmet é a deusa egípcia da guerra e destruição. É retratada com uma cabeça de leoa, a maior caçadora da natureza, e um vestido vermelho, para simbolizar o sangue. Foi criada por Rá, o Deus Sol, a partir do fogo de seus olhos, como uma arma de vingança para destruir os humanos que o desobedecessem. Considerada a deusa protetora dos faraós, seu nome significa "aquela que é poderosa", e dizem que foi o seu hálito que originou os desertos e que ela poderia lançar pragas contra aqueles que a irritassem. 

Segundo as histórias, Ra enviou Sekhmet na missão de destruir todos os humanos que conspiravam contra ele. A sede de sangue de Sekhmet, entretanto, era tão implacável, que a deusa se deixou levar e começou a devorar todos que encontrava. Como estava quase extinguindo a humanidade, Ra apelou para uma estratégia humilhante: inundou a terra com cerveja tingida de vermelho, para que ela pensasse que era sangue, o bebesse e a embriaguez a acalmasse. O plano funcionou e Sekhmet dormiu por três dias, o que cessou a matança.

Com base nessa história, os egípcios celebravam anualmente um festival de bebedeira com a intenção de "aplacar a ira de Sekhmet" e evitar futuras guerras. Evidências arqueológicas desses festivais foram encontradas, estimando a presença de dezenas de milhares de pessoas, e imagens da deusa sendo fartamente servida.

Sekhmet era uma deusa tão temida que, para aplacar sua ira, suas sacerdotisas confeccionavam uma imagem diferente da deusa por dia para a realização dos rituais diários. É estimado que mais de 700 estátuas de Sekhmet estavam no templo funerário de Amenhotep III, e alguns de seus templos até tinham leões domados de guarda. 

Apesar da imagem aterrorizante que passava, Sekhmet é muito mencionada no Livro dos Mortos como a protetora do Maat (balanço ou justiça) e considerada "Aquela que Ama o Maat e Odeia o Mal". 


quero :(