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Não se fazem mais bailes como o da Ilha Fiscal

Último Baile, de Aurélio de Figueiredo (1905) - Museu Histórico Nacional, RJ


Seis dias antes da Proclamação da República (façam as contas, seus brasileiros), a nossa monarquia resolveu dar uma grande festa na Ilha Fiscal, no centro histórico do Rio de Janeiro, que era a capital do nosso país, na época. A desculpa da festa era homenagear os oficiais do navio chileno "Almirante Cochrane", que estava aportado por lá já há duas semanas; mas, na verdade, a festa era mais para comemorar as bodas de prata da Princesa Isabel e seu marido, o Conde d'Eu. Entretanto, acima de tudo, a intenção da grande festa era provar à toda alta sociedade e à oposição republicana o quão grande e poderoso ainda era o Império.

Segundo relatos, o tal baile foi a festa mais luxuosa e extravagante que o Brasil já viu. Estima-se que tenha reunido de três a cinco mil pessoas, que foram recepcionadas por belas moças fantasiadas de fadas ou sereias, em um salão decorado com raridades do mundo todo e muita música. Porém, foi o jantar, servido para 500 pessoas, que realmente deu fama à grande festa. Foram consumidos:


  • 300 frangos
  • 500 perus
  • 800 kg de camarão
  • 64 faisões
  • 1200 latas de aspargos
  • 20 mil sanduíches
  • 2900 pratos de doces
  • 14 mil sorvetes
  • 10 mil litros de cerveja
  • 304 caixas de vinhos, champanhes e outras bebidas

Embora não seja historicamente confirmado, diz-se que, assim que chegou à festa, D. Pedro II escorregou e caiu em frente a todos. Ao se recompor, teria dito: "O monarca escorregou, mas a monarquia não caiu!" (mal sabia ele...). No entanto, dizem que ele não se divertiu no baile e foi embora sem jantar.


O grande baile sugou dos nossos cofres a quantia de 250 contos de réis (equivalente a pouco mais de 30 milhões de reais, hoje em dia), que foi retirada de obras públicas e do apoio às vítimas da seca no Ceará.

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Pensando bem, ainda bem que não se fazem mais bailes como o da Ilha Fiscal...

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Fonte: Wikipedia

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