04/08/2015

Volta, Sekhmet!

imagem de Sekhmet no templo de Kôm Ombo, Egito


ilustração de Jeff Dahl
Sekhmet é a deusa egípcia da guerra e destruição. É retratada com uma cabeça de leoa, a maior caçadora da natureza, e um vestido vermelho, para simbolizar o sangue. Foi criada por Rá, o Deus Sol, a partir do fogo de seus olhos, como uma arma de vingança para destruir os humanos que o desobedecessem. Considerada a deusa protetora dos faraós, seu nome significa "aquela que é poderosa", e dizem que foi o seu hálito que originou os desertos e que ela poderia lançar pragas contra aqueles que a irritassem. 

Segundo as histórias, Ra enviou Sekhmet na missão de destruir todos os humanos que conspiravam contra ele. A sede de sangue de Sekhmet, entretanto, era tão implacável, que a deusa se deixou levar e começou a devorar todos que encontrava. Como estava quase extinguindo a humanidade, Ra apelou para uma estratégia humilhante: inundou a terra com cerveja tingida de vermelho, para que ela pensasse que era sangue, o bebesse e a embriaguez a acalmasse. O plano funcionou e Sekhmet dormiu por três dias, o que cessou a matança.

Com base nessa história, os egípcios celebravam anualmente um festival de bebedeira com a intenção de "aplacar a ira de Sekhmet" e evitar futuras guerras. Evidências arqueológicas desses festivais foram encontradas, estimando a presença de dezenas de milhares de pessoas, e imagens da deusa sendo fartamente servida.

Sekhmet era uma deusa tão temida que, para aplacar sua ira, suas sacerdotisas confeccionavam uma imagem diferente da deusa por dia para a realização dos rituais diários. É estimado que mais de 700 estátuas de Sekhmet estavam no templo funerário de Amenhotep III, e alguns de seus templos até tinham leões domados de guarda. 

Apesar da imagem aterrorizante que passava, Sekhmet é muito mencionada no Livro dos Mortos como a protetora do Maat (balanço ou justiça) e considerada "Aquela que Ama o Maat e Odeia o Mal". 


quero :(