20/09/2015

Sobre animais: 9 fatos populares que são mitos!

A gente sabe que os animais são incríveis e que a Evolução fez coisas maravilhosas para que eles pudessem sobreviver nesse mundão. Mas existem coisas que acreditamos sobre eles que são um pouco mais incríveis do que realmente são.

Peguei a ideia de uma postagem do List25 e selecionei alguns itens para pesquisar mais e compartilhar com vocês.


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O canibalismo sexual das fêmeas do louva-a-deus.


foto por Oliver Koemmerling



O canibalismo entre esses insetos já foi observado, mas é complicado determinar se é um comportamento normal, porque tais observações são feitas em cativeiro e os louva-a-deus são muito sensíveis a ele. As fêmeas, de fato, tentam (e, em um quarto das vezes, conseguem) comer a cabeça dos machos após a cópula, mas ainda não se sabe se isso é natural ou por que acontece. Observações feitas à distância com câmeras escondidas mostraram que, na natureza, as fêmeas não tentam canibalizar os parceiros após a reprodução, mas não se sabe determinar se é por causa do ambiente, da espécie de louva-a-deus observada, ou se porque o macho cortejou uma fêmea não faminta. De qualquer forma, como a reprodução entre esses insetos envolve vários machos para uma única fêmea, o risco de ser eventualmente canibalizado existe.


A visão em preto-e-branco dos cães.





Cachorros não enxergam tantas cores quanto nós, mas definitivamente enxergam mais do que preto e branco. Estudos determinaram que as células oculares dos cães processam melhor tons de amarelo, azul e cinza, mas têm especial dificuldade com vermelho e verde. A visão dos cães foi adaptada evolutivamente para a caça, então eles não conseguem diferenciar muito bem objetos parados, mas são excelentes em distinguir objetos em movimento (reconhecendo os donos, por exemplo, a cerca de 800 metros de distância). Como são caçadores crepusculares, com pupilas grandes, eles enxergam bem melhor em ambientes com luz fraca. Sua acuidade varia de raça pra raça, mas todas enxergam bem, com exceção do rottweiler, que tem tendência à miopia. 






A memória de três segundos dos peixes.






Não se sabe como começou essa história de segundos, mas a memória dos peixes de aquário é bem melhor do que isso: eles são capazes de guardar informações por, no mínimo, três meses. Peixes domesticados conseguem diferenciar humanos (sendo receptivos aos que veem com frequência e fugindo de estranhos), aguardam pelas refeições (se dadas sempre no mesmo horário), sabem identificar formas e cores, e podem até ser treinados para fazer truques.







A equivalência de sete anos humanos para cada ano de um cachorro.




Essa equivalência depende bastante da raça do cachorro e, ainda assim, não dá pra ser fielmente calculada porque não é uma relação linear. Por exemplo, o primeiro ano de um cachorro equivale a cerca de 17 anos humanos; depois disso a equivalência varia, acelerando ou diminuindo.


A cegueira dos morcegos.




Embora tenham olhos geralmente pequenos e pouco desenvolvidos, nenhuma espécie de morcego é cega. Apesar de se orientarem principalmente por ecolocalização (soltando ruídos ultrassônicos para criar ecos), eles ainda precisam dos olhos para se orientar por onde a ecolocalização não alcança (como em áreas abertas) e também para caçar. Algumas espécies, inclusive, detectam ultravioleta e outras até enxergam no escuro. As espécies gigantes enxergam tão bem quanto (senão melhor que) humanos. Essa acuidade visual é necessária porque, como vivem em sociedade, precisam distinguir quem são os membros da colônia e quem vem de fora.






O hábito dos avestruzes de enterrar a cabeça na areia.




Avestruzes são bichos espertos, então, quando ameaçados, o mais inteligente é correr (coisa que fazem maravilhosamente bem) ou chutar (coisa que também fazem maravilhosamente bem), e não enterrar a cabeça na areia. O mito provavelmente começou com alguém que viu um avestruz com a cabeça enfiada na areia para engolir pedrinhas - o que fazem para, pasmem, ajudar na digestão (avestruzes comem basicamente de tudo mas, como não têm dentes para processar o alimento, as pedrinhas agem como um moedor).


A incapacidade única de pular dos elefantes.



Diz-se que o elefante é o único animal incapaz de pular, o que é absolutamente falso. Eles realmente não conseguem pular (suas pernas e braços são adaptados para sustentar o enorme peso do corpo, então os membros não podem fazer muito além de caminhar), mas há, definitivamente, outros animais que também não conseguem: como os hipopótamos, os rinocerontes, as girafas e até as preguiças.


A regeneração multiplicadora das minhocas.




Há um mito de que, ao cortar uma minhoca ao meio, as partes se regenerarão e você terá duas minhocas. O que acontece ao se cortar uma minhoca ao meio é que a minhoca vai morrer (sério, parem, elas sentem dor. Elas não gritam, mas ainda têm um sistema nervoso bem desenvolvido). Embora as minhocas tenham, sim, capacidade de regeneração, não é toda espécie que apresenta a capacidade e também não é todo dano que tem volta. Estudos mostraram que elas só conseguem regenerar bem perto da ponta do rabo (dá pra saber de que lado fica pela posição do clitelo, aquela parte que se destaca no corpo delas) e, ainda assim, não completamente.


O armazenamento de água dos camelos.




Acreditou-se durante muito tempo que as corcovas (sim, duas; quem tem uma corcova só é o dromedário, que é outro bicho) dos camelos eram um depósito de água, o que, hoje, já se sabe que não é verdade. As corcovas, na verdade, são um depósito de gordura. Armazená-las ali protege o animal dos efeitos nocivos que a gordura provocaria ao seu corpo devido ao clima muito quente, ao mesmo tempo que, sim, é metabolizada e produz água para hidratar o animal quando ele não tem água disponível para beber. A gordura armazenada ali também é capaz de fornecer energia suficiente pra que ele não precise comer por até três semanas.



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Para outros mitos, confiram a postagem original:
http://list25.com/25-popular-myths-about-animals-that-you-probably-believe/

14/09/2015

Cover: " The House of the Rising Sun"

There is a house in New Orleans
They call The Rising Sun
And it's been the ruin of many a poor boy
And God, I know I'm one.

Essa é daquele tipo de música que ainda é tão regravada que todo mundo conhece, seja que versão de que artista for!

The House of the Rising Sun é uma canção folk muito antiga (dizem que a melodia original data do século XVII), e, às vezes, é chamada de Rising Sun Blues. Dependendo da versão que recebe, a letra sofre algumas alterações, mas, de modo geral, trata-se da história de alguém que passa maus bocados em Nova Orleans e implora a quem ouve que não vá para lá e sofra o mesmo destino.

A canção recebeu mais de 200 versões, de praticamente todos os principais artistas de folk e vários outros estilos. Vou listar as mais famosas ou diferentes.




Não se sabe quem compôs a letra original, mas a gravação mais antiga foi feita por Ashley e Foster em 1933. Ashley disse ter aprendido a música com o avô.



Em 1941, um dos mais importantes cantores americanos de folk, Woody Guthrie, gravou uma versão, que já é mais próxima da que conhecemos hoje (mas ela só foi aparecer em um álbum já na década de 1960).



A primeira mulher a gravar uma versão foi Ronnie Gilbert, vocalista do The Weavers, em 1959.



No ano seguinte, Joan Baez gravou uma versão para o seu primeiro álbum e a apresenta em seus shows até hoje.



Seguindo o exemplo de Joan Baez, Bob Dylan também gravou uma versão para o seu primeiro álbum, lançado em 1962.



No mesmo ano, Nina Simone lançou sua versão mais acelerada da música, trocando os gêneros na letra.



Em 1964, o The Animals gravou o que é até hoje considerada a versão de maior sucesso da música, que ficou no topo das paradas britânicas e americanas por bastante tempo. Essa versão, que soa um tanto sombria se comparada às anteriores, foi inspirada na versão de Bob Dylan, que, desde então, parou de tocá-la pois estava sendo injustamente acusado de plágio. Dylan, porém, diz que a versão do Animals é a sua favorita.



Outra versão que fez muito sucesso (em nível internacional, ainda mais sucesso que a versão do The Animals) foi no rock psicodélico que a banda Frijid Pink lançou nos anos 1970, que ficou nas paradas do mundo todo.



Partindo pra outros estilos, Dolly Parton, cantora country, lançou sua versão dançante em 1981. Essa versão retoma um pouco da letra original e também ficou um tempo nas paradas do gênero.



Sinéad O'Connor também gravou uma versão, em 1994. Não há muita informação sobre ela, mas coloquei na lista porque é Sinéad



A banda de rock nacional Ira! também lançou uma versão, em 1996, em acelerado punk rock!



Em 2011 foi a vez do The Gaslight Anthem, que é uma das minhas bandas favoritas no mundo todo , gravar uma versão para um álbum de covers.



Pra fechar, a banda de metal Five Finger Death Punch também lançou uma versão, em 2013 (nesse vídeo, a partir de 1:48), trocando a cidade de Nova Orleans para Sin City, em alusão à jogatina em Las Vegas. Essa versão fez bastante sucesso nas rádios de rock.


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O que seria exatamente a tal casa Rising Sun ainda é motivo de especulação, e nem se sabe se a música era sobre um lugar real ou fictício. Há quem diga que tenha sido uma casa de jogos de azar, há quem diga que tenha sido um bordel. Algumas teorias defendem que a letra pode ser interpretada como uma moça que assassinou seu pai, jogador bêbado, e que, portanto, a tal casa fosse a prisão. Outra teoria clama que o lugar era onde as prostitutas ficavam reclusas enquanto se curavam de sífilis (!). Encontraram em Nova Orleans muitos lugares com esse nome ou com o símbolo do sol nascente, então, poderia ter sido qualquer um desses. Ou nenhum. Vai saber.


Qual a sua versão favorita de The House of the Rising Sun?

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Para ver a lista completa de todos os artistas que gravaram The House of the Rising Sun, clique aqui.

12/09/2015

50 coisas que eu amo fazer

(tema retirado de uma lista de propostas)

Topei esse desafio pra ver se eu consigo parar, por um momento, de achar que não faço nada de interessante na vida. E, olha, não foi fácil.





  1. Começar um livro novo. Sempre me dá aquela sensaçãozinha de algo incrível esperando pra me surpreender.
  2. Postar aqui no blog. O processo de pesquisa e escrita é algo que adoro fazer, por menos que me dê feedback.
  3. Ouvir bandas que nunca ouvi antes. Vou nas listas de "artistas relacionados" no Spotify e procuro ouvir os que ainda não conhecia, e é sempre delicioso descobrir algo que eu acabo gostando.
  4. Ir ao cinema. Assistir aos filmes em casa é muito mais confortável, especialmente por não ter tanta gente enchendo minha paciência, mas é basicamente a única coisa divertida que faço fora de casa, então é sempre legal ir.
  5. Dançar (sozinha, no meu quarto). Em uma boate, a competição de quem fica mais tempo parado é acirrada entre os seguranças e mim, mas em casa eu invento coreografia até pra jingle. 
  6. Bolo. Porque geralmente fica bom e todo mundo elogia, hahah.
  7. Ajudar minha irmã com os testes no estúdio. É sempre divertido e eu vou colecionando fotos bizarras.
  8. Não vou dizer que eu ame, porque a preguiça às vezes é muita, mas gosto muito de ir caminhar. É uma hora no dia em que eu tenho paz pra botar os pensamentos em ordem e planejar coisas sem interrupções ou ansiedade (ao mesmo tempo em que faço um cardio, hahah).
  9. Ler as newsletters do Now I Know e Today I Found Out, que é de onde eu tiro a maior parte das postagens sobre curiosidades que posto aqui. Todo dia aprendo ao menos uma coisa nova.
  10. Assistir Star Trek. É algo que faço quase todos os dias, por serem várias séries com muitas temporadas de muitos episódios, então é algo que faz parte da minha rotina e que eu aguardo com ansiedade. Star Trek é muito, muito amor.
  11. Ler antes de dormir. Não consigo dormir sem ler ao menos cinco minutinhos primeiro.
  12. Postar no Pinterest. Acho que é o único lugar na internet onde sou 100% sincera a respeito do que gosto e do que sinto (por ninguém prestar atenção lá :B).
  13. Dar uma olhada na seção masculina das lojas de roupas. Às vezes encontro umas camisetas sensacionais por lá, haha.
  14. Aprender novas habilidades sozinha. É ótimo quando alguém me ensina porque é mais prático, mas há algo de super satisfatório em conseguir aprender sozinha. Me sinto competente e reafirmo minha capacidade.
  15. Escrever à mão. Fiz caligrafia desde que aprendi a escrever até a quinta série, quando era obrigatória na escola, então minha letra sempre foi bonitinha. Por ser professora, ainda escrevo bastante à mão, mas procuro sempre treinar minha caligrafia porque gosto muito dela e não quero perdê-la. 
  16. Ouvir música enquanto faço as coisas. Qualquer coisa, desde trabalhar até me vestir. Tenho déficit de atenção e hiperatividade, e a música me ajuda a me concentrar no que tô fazendo, além de me ajudar com a ansiedade.
  17. Ler pra minha mãe. Ambas temos dezenas de livros pra ler, e como há muitos que ambas queremos ler, poupamos tempo fazendo assim. É algo que fazemos todos os dias e é divertido porque compartilhamos as mesmas histórias e sempre temos assunto. E também encaro essas leituras em voz alta como exercício de fonoaudiologia pra mim, que tenho uma dicção bem ruinzinha.
  18. Manusear dicionários e tesauros. São minhas ferramentas de trabalho e não as troco pela pesquisa na internet, apesar de ser mais rápida e de grande ajuda, justamente pelo manuseio ser uma atividade tão gostosa. Foi assim que me ensinei inglês e comecei a me ensinar alemão, e procuro colecionar dicionários de vários idiomas para tentar aprendê-los, também.
  19. Reaproveitar/reciclar. Nem sempre consigo, mas gosto de dar outro uso pra coisas que ficaram velhas ou que não uso mais. Minhas roupas eventualmente entram em contato com a tesoura, haha.
  20. Personalizar minhas coisas. Desde as paredes e portas do meu quarto até as configurações das minhas contas e aparelhos, não começo a produzir nada enquanto não tiver deixado tudo arrumadinho do jeito que eu gosto de ver.
  21. Tatuagens. Por mim, teria bem mais e maiores e mais bonitas, mas ainda não tenho recur$o pra isso...
  22. Socializar com animais. A louca dos bichos! Fico um tempão com a Akira e meus gatos. Falo oi pra todos os cachorros e gatos que vejo na rua. Brinco com todos os bichos das casas dos outros. Chego perto de todos os animais em exposições. Coloco a mão dentro de todas as gaiolas nas pet shops (mesmo sabendo que não pode). 
  23. Estudar. Quando tenho muito tempo livre, gosto de pegar livros didáticos - pode ser meus livros de Biologia ou dos cursos de línguas - e dar uma revisada.
  24. Jogar e fazer passatempos. Não tenho videogame e sou bem descoordenada com controles, mas jogo bastante coisa pelo celular e no computador. Prefiro jogos de encontrar objetos ou de corrida. No papel, gosto de palavras-cruzadas, caça-palavras e criptogramas. No tabuleiro, gosto de jogar qualquer coisa. Com cartas não conheço muitos jogos, mas gosto de aprender (apesar de depois acabar esquecendo :B).
  25. Ver gifs/vídeos de bichos sendo bichos. Meu dia melhora exponencialmente quando encontro ou me mandam imagens de bichos sendo fofos ou retardados ou geniais ou tudo ao mesmo tempo.
  26. Ler gibis. É algo que faço muito desde antes de aprender a ler (eu olhava as figuras e inventava as histórias) e mantenho o hábito até hoje. É minha leitura preferida durante as refeições :B
  27. Observar minhas plantas carnívoras. Elas não são muito difíceis de cuidar, mas fico de olho todos os dias pra ver se não estão estranhas ou se começaram a dar flor, porque aí tenho que cortar. E, ah, pra ver os insetos lá dentro, também.
  28. Assistir vídeos das minhas boybands favoritas. Admito sem constrangimento. Acho as coreografias do 'NSYNC sensacionais (os dos Backstreet Boys eu gosto de ver porque o desespero das baladinhas é hilário) (os do Westlife eu gosto de ver porque os vídeos são ruins mas eles são bons de olhar).
  29. Conhecer livrarias. Eu raramente as frequento, pois aqui só tem uma e já a conheço bem, mas sempre que estou em outras cidades e tenho a oportunidade, gosto de ir a alguma. Gosto especialmente de fuçar em bancas de promoções, onde sempre acho algo legal; mas, quando não posso comprar nada, gosto só de olhar tudo e fazer uma lista de próximas aquisições.
  30. Sempre que estou lendo ficções históricas, gosto de procurar por imagens dos lugares e personagens da história. Isso me faz aprofundar muito mais no enredo e me apegar muito mais a gente que existiu de verdade. 
  31. Entrar em lojas de brinquedos. Adoro. Às vezes, compro. Tô nem aí.
  32. Usar citações de livros/séries/livros/HQs no dia a dia. Infelizmente, geralmente só minha mãe entende.
  33. Coleção dos meus filmes e álbuns favoritos. Gosto de tê-los à mão pra poder assistir e ouvir sempre que tiver vontade.
  34. Passear. Eu não aguento ter que ficar muito tempo parada ou esperando, então gosto de dar uma volta à toa por aí. Tipo ir ao shopping nos fins de semana, dar uma volta na quadra quando to entediada, "ir ali rapidão e já volto" quando to acompanhando alguém (sou excelente companhia).
  35. Ficar com as pernas pra cima. Tenho impressão de que é um hábito recém adquirido, porque essa mesa que uso agora é pequena e eu tô sempre, SEMPRE batendo meus joelhos nela. Então, de tanto jogar as pernas logo pra cima dela, percebi que já faço isso sem perceber. E é bem bom. Menos pras costas.
  36. Comer algo doce após o almoço. Minha refeição não está completa sem sobremesa. Não sei mais se é gosto ou necessidade, porque o dia que não tem nada doce pra arrematar o almoço eu juro que tenho vontade de comer açúcar puro.
  37. Falar sozinha. Falar sozinha geralmente é ensaio pra coisas que estou planejando falar pra outras pessoas, ou simulação de coisas que sei que não vou falar pra outras pessoas. Falo sozinha em várias línguas. Metade do que falo num dia é pra mim mesma, e converso muito mais eloquentemente comigo mesma do que com os outros (até porque eu só sei formular as frases direito quando ninguém tá me ouvindo e me julgando). Às vezes canto, também.
  38. Compartilhar descobertas. Eu sou fascinada por muitas coisas e adoro descobrir novidades sobre elas e mostrar pra todo mundo, na esperança de que alguém também seja fascinado por elas e queira conversar a respeito.
  39. Recortar revistas. Eu tenho uma espécie de scrapbook onde junto os recortes de nada específico. Tipo coisa de serial killer, mas com recortes fofos de paisagens e bichos e artistas.
  40. Destruir coisas. Rasgar, quebrar, queimar, desmontar, recortar, esmagar, amassar, arrebentar, descascar, riscar. Não é violência ou vandalismo, é só que tudo que para na minha mão acaba sendo destruído, desculpem '-'
  41. Consertar coisas. Montar, colar, amarrar, pendurar, costurar. Viram só u.u
  42. Desatar nós. Tanto que, aqui em casa, sou em quem tira os nós de tudo, de cadarços a correntinhas. É terapêutico.
  43. Cheirar meu cabelo. Isso é meio que uma mania doente, mas faço isso desde pequena e não sei por quê, mas é bem bom. Menos quando to com o cabelo curto, porque aí bate um desespero.
  44. Sentar em coisas que balançam. Balanços, redes e cadeiras de balanço. Eu sou criança, me deixem.
  45. Responder quizzes. Desde trívia até testes de personalidade e coisas bizarras em geral, adoro perder meu tempo ("tempo que você se diverte perdendo não é tempo perdido" ;).)
  46. Dormir tarde. Eu prefiro fazer tudo o que tenho que fazer à noite, depois que todo mundo já foi dormir; e, mesmo que eu tenha que acordar cedo no outro dia, me recuso a ir deitar antes da meia-noite. Até porque já nem consigo mais pegar no sono antes disso.
  47. Tranças. Eu nunca consegui fazer tranças direito no meu próprio cabelo (eu tenho MUITO cabelo), mas gosto de ter tranças nele. Quando criança, gostava de trançar o cabelo das minhas bonecas mas, como isso costumava estragá-los, eu tinha que esperar até elas ficarem velhas...
  48. Listas. Pô, que óbvio. Pra me organizar, pra consultar, revisar. E também acho mais fácil acompanhar textos longos quando em listas ou tópicos.
  49. Sentar no chão. Acho que porque aqui costuma ser muito quente, então o chão de lajotas tá sempre geladinho e é bom sentar nele, haha (só dentro de casa, né). Mas eu sempre gostei de sentar no chão - carpete, grama, cimento -, até porque no chão fica mais fácil de cumprir o item 22.
  50. Comprar certos itens de roupa. Eu não gosto, particularmente, de comprar roupas (principalmente porque tenho muita, MUITA preguiça de experimentar), mas algumas coisas eu gosto de ver e comprar mesmo sem precisar. Eu costumava comprar muitas camisetas, mas não consigo mais usá-las (CALOR) então parei. E, agora, já não odeio tanto comprar calças (emagrecer é uma boa motivação).

Acho que gosto de fazer mais coisas, mas não vi como colocá-las aqui. E tem coisas que vocês podem achar óbvias e que eu omiti da lista porque realmente não amo fazê-las (tipo comer - que eu só faço por obrigação; dormir - idem, DORMIR É PERDA DE TEMPO; e viajar - gosto de sair de Rio Verde, mas viagens andam me estressando mais do que divertindo, nos últimos anos). E tem coisas que eu adorava fazer e que agora já não me animam mais, então não tinha por que colocar aqui.

O desafio está devidamente lançado a cada um de vocês. Sejam óbvios, sejam criativos, mas façam a bendita da lista, por favor.

07/09/2015

2005 x 2015

(tema retirado de uma lista de propostas)


Compare sua vida hoje com o que era há 10 anos.

Às vezes eu acho a minha vida mais parada que o relógio da sala. Mas aí faço esses exercícios de comparação e vejo que tanta coisa mudou sem eu perceber...


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2005

Não tenho muitas fotos de 2005 porque ainda não tinha uma câmera digital nessa época. Essa foi em Serranópolis - GO, em excursão com a faculdade. A louca dos bichos desde sempre.

Idade: 18 anos.
Localização: Primeiro ano em Rio Verde.
Estudos: Primeiro ano da faculdade de Biologia.
Trabalho: No primeiro emprego, na biblioteca da Universidade.
Hobbies: Acho que os mesmos de agora: ler, ouvir música, ir ao cinema. Na época eu saía mais pra passear e comer :B
Aparência: Eu ainda não tinha clareado o tom do cabelo, e tinha recém-começado a fazer tatuagens (em 2005 eu tinha duas). Eu também costumava me vestir desgraçadamente, com camisetas largas e tênis, porque achava que era mais confortável e também pra me esconder um pouco.
Gosto musical: Minha banda favorita era o Linkin Park e tudo o que eu ouvia nessa época era Nu Metal e depois, eventualmente, os outros tipos de metal.
Outros: Foi o ano em que a Akira me adotou.



2015

Ainda a louca dos bichos.


Idade: 28 anos.
Localização: Ainda em Rio Verde...
Estudos: Formada, com Pós-graduação e algumas línguas estrangeiras no currículo, mas não estou oficialmente estudando nada, esse ano.
Trabalho: Me virando com traduções, aulas particulares de inglês e diagramação de álbuns de fotografia.
Hobbies: Ainda ler, ouvir música e ir ao cinema mas, em vez de sair, dedico meu tempo livre mais a pesquisar e escrever para o blog, tentar projetos DIY ou assistir a séries.
Aparência: Agora já tenho 8 tatuagens, mudei a cor do cabelo algumas vezes, engordei e emagreci e, grazadeus, gosto de pensar que me arrumo um pouco melhor, hahaha
Gosto musical: Uma bagunça fenomenal. Ouço tudo o que não queria ouvir há 10 anos e já quase não ouço o que ouvia então. 
Outros: Ainda tenho a Akira (ela ainda me tem), e também uma porção de gatos e plantas carnívoras.



Apesar de parecer sempre meio infantil (vide a foto), amadureci bastante bem nesses 10 anos. Já não sinto vergonha de tudo, converso com todo mundo (quando tô disposta...) e entendo muito melhor como funciona a tal da vida. Não faço ideia de como serei ou estarei em 2025, mas espero que a Akira ainda esteja lá comigo.

Vamos brincar disso também?

02/09/2015

Robert Liston, a faca mais rápida de Londres

por Samuel John Stump, 1847
Robert Liston é um daqueles caras que a História tentou imortalizar pelos seus fabulosos feitos pela Medicina, mas que a cultura popular sempre vai lembrar pelo que deu errado em sua brilhante carreira.


O Dr. Liston foi um médico escocês que se destacou na época e que é referência na área até hoje por ter sido um cirurgião de amputação eficientíssimo numa era em que ainda não existia a anestesia. 

Como não havia muito o que pudesse ser feito a respeito da dor de uma amputação, e também para preservar a vida do paciente, Liston sabia que os procedimentos deveriam ser realizados com a maior rapidez possível. Portanto, o homem foi descrito como "a faca mais rápida de West End": Liston era capaz de realizar amputações de certas partes em questão de segundos.

Liston sabia do talento que tinha e se gabava dele, e, por isso, era considerado rude e arrogante pelos colegas. Quando em ação, pedia para os espectadores cronometrarem os procedimentos, e era bastante insistente em relação à esterilização dos instrumentos e da sala de cirurgia - o que era chocantemente visto como irrelevante no século XIX. Apesar da inimizade dos colegas, Liston era tido como uma pessoa muito ética e com fortes valores morais. Em determinado caso, o cirurgião descobriu que um colega guardava em sua sala o cadáver embalsamado de uma jovem que havia sido assassinada alguns meses antes (o tal colega era, inclusive, suspeito de cumplicidade no assassinato) e expunha o corpo de maneira humilhante. Liston, assim que soube, nocauteou o colega na frente de seus alunos e levou o cadáver embora para providenciar um funeral.

As contribuições de Robert Liston para a Medicina foram várias: foi pioneiro na Europa ao usar éter como anestésico, além de ter sido o inventor de diversos instrumentos cirúrgicos próprios para amputação que são usados até hoje.

foto por Hill & Adamson, ~1845
Entretanto, apesar de tudo, o nome do Dr. Robert Liston é atualmente associado aos seus casos mais famosos. Quatro deles são:

4. A remoção em quatro minutos de um tumor escrotal de aproximadamente 20kg. O paciente, antes da cirurgia, precisava andar por aí carregando essa parte afetada em um carrinho-de-mão...

3. Ao discutir com um colega de trabalho a respeito do tumor pulsante na garganta de um menino, houve a dúvida se se tratava de uma irritação grave de pele ou de um aneurisma na carótida. Liston desprezou a possibilidade de aneurisma, alegando que o paciente era novo demais pra isso, e passou a faca no tumor. O corte acertou a carótida, causando hemorragia arterial, e o menino morreu. 

2. Certa vez, Liston amputou uma perna em 2 minutos e meio. Infelizmente, na sua empolgação, acabou decepando também os testículos do paciente.

1. Seu caso mais famoso é, de longe, o mais bizarro. Por tentar amputar uma perna em menos de 2 minutos e meio (do caso anterior), o paciente acabou sofrendo uma gangrena e morreu. Durante o procedimento, Liston também acabou amputando, sem querer, os dedos do seu assistente - que também morreu por causa de gangrena. Não fosse o bastante, na hora de trocar os instrumentos ele acabou cortando sem querer o avental de um cirurgião que assistia. O homem, de tanto medo que sentiu do corte ter atravessado sua pele e atingido algum órgão vital, acabou morrendo do coração. Foi a única cirurgia da História com taxa de mortalidade de 300%.


Não obstante, por causa de sua rapidez, suas ferramentas e a esterilização, Robert Liston perdia poucos pacientes: 1 em 10, contra 1 em 4 de seus colegas. As pessoas que precisavam de amputação preferiam fazer o procedimento com ele e ficavam até dias em sua sala de espera para serem atendidos por ele. Liston atendia a todos e dava especial atenção àqueles a quem os colegas haviam rejeitado atendimento - o que também contribuiu para sua fama de exibido. 

A faca mais rápida de West End morreu em um acidente de barco, pouco tempo depois de sua primeira e única cirurgia com anestésico - aliás, a única a dar certo da Europa até bastante tempo depois, quando seus colegas finalmente aprenderam a usar a dosagem certa...

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Fonte: Wikipedia | Mental Floss