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Sobre animais: 9 fatos populares que são mitos!

A gente sabe que os animais são incríveis e que a Evolução fez coisas maravilhosas para que eles pudessem sobreviver nesse mundão. Mas existem coisas que acreditamos sobre eles que são um pouco mais incríveis do que realmente são.

Peguei a ideia de uma postagem do List25 e selecionei alguns itens para pesquisar mais e compartilhar com vocês.


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O canibalismo sexual das fêmeas do louva-a-deus.


foto por Oliver Koemmerling



O canibalismo entre esses insetos já foi observado, mas é complicado determinar se é um comportamento normal, porque tais observações são feitas em cativeiro e os louva-a-deus são muito sensíveis a ele. As fêmeas, de fato, tentam (e, em um quarto das vezes, conseguem) comer a cabeça dos machos após a cópula, mas ainda não se sabe se isso é natural ou por que acontece. Observações feitas à distância com câmeras escondidas mostraram que, na natureza, as fêmeas não tentam canibalizar os parceiros após a reprodução, mas não se sabe determinar se é por causa do ambiente, da espécie de louva-a-deus observada, ou se porque o macho cortejou uma fêmea não faminta. De qualquer forma, como a reprodução entre esses insetos envolve vários machos para uma única fêmea, o risco de ser eventualmente canibalizado existe.


A visão em preto-e-branco dos cães.





Cachorros não enxergam tantas cores quanto nós, mas definitivamente enxergam mais do que preto e branco. Estudos determinaram que as células oculares dos cães processam melhor tons de amarelo, azul e cinza, mas têm especial dificuldade com vermelho e verde. A visão dos cães foi adaptada evolutivamente para a caça, então eles não conseguem diferenciar muito bem objetos parados, mas são excelentes em distinguir objetos em movimento (reconhecendo os donos, por exemplo, a cerca de 800 metros de distância). Como são caçadores crepusculares, com pupilas grandes, eles enxergam bem melhor em ambientes com luz fraca. Sua acuidade varia de raça pra raça, mas todas enxergam bem, com exceção do rottweiler, que tem tendência à miopia. 






A memória de três segundos dos peixes.






Não se sabe como começou essa história de segundos, mas a memória dos peixes de aquário é bem melhor do que isso: eles são capazes de guardar informações por, no mínimo, três meses. Peixes domesticados conseguem diferenciar humanos (sendo receptivos aos que veem com frequência e fugindo de estranhos), aguardam pelas refeições (se dadas sempre no mesmo horário), sabem identificar formas e cores, e podem até ser treinados para fazer truques.







A equivalência de sete anos humanos para cada ano de um cachorro.




Essa equivalência depende bastante da raça do cachorro e, ainda assim, não dá pra ser fielmente calculada porque não é uma relação linear. Por exemplo, o primeiro ano de um cachorro equivale a cerca de 17 anos humanos; depois disso a equivalência varia, acelerando ou diminuindo.


A cegueira dos morcegos.




Embora tenham olhos geralmente pequenos e pouco desenvolvidos, nenhuma espécie de morcego é cega. Apesar de se orientarem principalmente por ecolocalização (soltando ruídos ultrassônicos para criar ecos), eles ainda precisam dos olhos para se orientar por onde a ecolocalização não alcança (como em áreas abertas) e também para caçar. Algumas espécies, inclusive, detectam ultravioleta e outras até enxergam no escuro. As espécies gigantes enxergam tão bem quanto (senão melhor que) humanos. Essa acuidade visual é necessária porque, como vivem em sociedade, precisam distinguir quem são os membros da colônia e quem vem de fora.






O hábito dos avestruzes de enterrar a cabeça na areia.




Avestruzes são bichos espertos, então, quando ameaçados, o mais inteligente é correr (coisa que fazem maravilhosamente bem) ou chutar (coisa que também fazem maravilhosamente bem), e não enterrar a cabeça na areia. O mito provavelmente começou com alguém que viu um avestruz com a cabeça enfiada na areia para engolir pedrinhas - o que fazem para, pasmem, ajudar na digestão (avestruzes comem basicamente de tudo mas, como não têm dentes para processar o alimento, as pedrinhas agem como um moedor).


A incapacidade única de pular dos elefantes.



Diz-se que o elefante é o único animal incapaz de pular, o que é absolutamente falso. Eles realmente não conseguem pular (suas pernas e braços são adaptados para sustentar o enorme peso do corpo, então os membros não podem fazer muito além de caminhar), mas há, definitivamente, outros animais que também não conseguem: como os hipopótamos, os rinocerontes, as girafas e até as preguiças.


A regeneração multiplicadora das minhocas.




Há um mito de que, ao cortar uma minhoca ao meio, as partes se regenerarão e você terá duas minhocas. O que acontece ao se cortar uma minhoca ao meio é que a minhoca vai morrer (sério, parem, elas sentem dor. Elas não gritam, mas ainda têm um sistema nervoso bem desenvolvido). Embora as minhocas tenham, sim, capacidade de regeneração, não é toda espécie que apresenta a capacidade e também não é todo dano que tem volta. Estudos mostraram que elas só conseguem regenerar bem perto da ponta do rabo (dá pra saber de que lado fica pela posição do clitelo, aquela parte que se destaca no corpo delas) e, ainda assim, não completamente.


O armazenamento de água dos camelos.




Acreditou-se durante muito tempo que as corcovas (sim, duas; quem tem uma corcova só é o dromedário, que é outro bicho) dos camelos eram um depósito de água, o que, hoje, já se sabe que não é verdade. As corcovas, na verdade, são um depósito de gordura. Armazená-las ali protege o animal dos efeitos nocivos que a gordura provocaria ao seu corpo devido ao clima muito quente, ao mesmo tempo que, sim, é metabolizada e produz água para hidratar o animal quando ele não tem água disponível para beber. A gordura armazenada ali também é capaz de fornecer energia suficiente pra que ele não precise comer por até três semanas.



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Para outros mitos, confiram a postagem original:
http://list25.com/25-popular-myths-about-animals-that-you-probably-believe/

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