28/11/2015

Ainda sobre livros interativos

Comentei aqui, no ano passado, sobre meu gosto por livros interativos e como eles me ajudam com a ansiedade [1, 2]. Este ano, a moda foi os livros de colorir para adultos, aos quais não cheguei a aderir (até gosto de pintar mas, sinceramente, gosto muito mais do meu caderno de atividades da Marvel, hahah) (po, vem com adesivos, não me julguem).

Com exceção do Termine Este Livro (que adorei fazer), ainda não terminei nenhum dos outros - como eu disse, o Destrua Este Diário não me pegou; o Listografia está sendo complementado aos poucos, e o 1 Página de Cada Vez (meu favorito) é meio intenso e não é todo dia que dá pra completar algo nele. 

Existem ainda vários por aí; são tantos que não sei bem quais são mais legais, então acabo escolhendo meio "no escuro". Recentemente, resolvi experimentar outros dois, que são o Livro de Marcar Livros, organizado pela Increasy, e o The Pointless Book, de Alfie Deyes.




O Livro de Marcar Livros eu peguei por curiosidade, porque, afinal, tem a ver com livros e eu não consigo resistir a isso. Ele funciona como um diário de leitura, mas não é só isso: nele, além de marcar o que você já leu e o que ainda quer ler, você é incentivado a registrar os seus livros, personagens e autores favoritos e as recomendações dos seus amigos, comparar os livros que você leu com suas versões para o cinema, anotar suas citações favoritas, agendar eventos e lançamentos literários, e muito mais. O que mais gostei nele, entretanto, foram as listas de livros ganhadores de prêmios literários como o Pulitzer, Jabuti, Nobel e Man Booker (desde os primeiros até 2014), em que a gente pode marcar se já os leu ou se pretende lê-los. Fiquei decepcionada comigo mesma ao conferir quão poucos destes eu já li e de quantos eu nunca havia ouvido falar! Acho que essa é a parte do livro que vai ser realmente útil pra mim, já que o resto eu acabo organizando pelo Skoob, mesmo, ou aqui no blog. 







Já o The Pointless Book, bom... é "um livro sem noção", mesmo. Peguei esse porque estava bem baratinho na Amazon; nem sabia que o autor era vlogger ou que isso era um canal do YouTube antes de virar livro. De qualquer forma, acabei não curtindo muito. Ele tem uns passatempos divertidos (origamis, receitas, exercícios de observação) e algumas listas que eu adoro fazer mas que já apareceram em outros livros; porém, de resto, nada muito diferente e um monte de folhas realmente inúteis (tipo "vire essa folha com o cotovelo" ou "vá para a página 34"). Muitos exercícios são para ser feitos com outra pessoa e eu não tenho essa opção, e alguns dos passatempos são complementados por um aplicativo de celular, que não posso conferir pois não há versão dele para Windows Phone. Enfim, é um livro bem bobinho e não sei se vou fazer tudo dele (tem muita coisa pra desenhar e eu sou uma negação). 



Ainda tô procurando um realmente bacana que me dê um monte de coisas pra fazer e pensar a respeito. Se vocês conhecem algum assim, por favor, me indiquem!

26/11/2015

15 músicas aleatórias

Tava eu aqui fuçando o arquivo do blog e me lembrei que eu costumava fazer uma postagem dessa por ano, apesar de a última ter sido há 4 anos :P [2009, 2010, 2011]. Claro que, de lá pra cá, fiz várias listas de indicações musicais; mas as fiz seguindo padrões diferentes e, sei lá, deu saudade de fazer como antes.

A ideia era pegar uma playlist favorita, colocá-la para tocar em modo aleatório e listar as 15 primeiras músicas que tocassem, sem pular, e dizer por que elas estão na sua playlist. O caso é que eu não tenho mais meu iPod, e minhas playlists do Spotify são pequenas e têm as mesmas músicas de sempre, que já postei aqui várias vezes. ENTRETANTO, tenho a opção da rádio personalizada da Last.fm, que manda tudo o que tem na minha biblioteca pessoal. Então, vou pegar as 15 primeiras que tocarem lá (procurando não repetir o que já postei aqui antes).

Não precisam ouvir tudo (não precisam ouvir nenhuma). Acho legal postar porque gosto de comparar essas listas de ano em ano, já que meu gosto musical tá sempre ampliando e indo por caminhos estranhos. E, também, dizem que dá pra conhecer muito sobre alguém baseado no que ela gosta de ouvir... ;)




#1 OOMPH!, Lass mich raus (industrial)



Essa é uma banda que eu ouço desde antes do blog, então não é surpresa ter aparecido. Na verdade, já não me empolgo tanto com ela quanto na época, mas essa é uma das minhas favoritas das razoavelmente recentes.


#2 The Flatliners, Carry The Banner (punk rock)


Me dá sempre uma dorzinha no coração ouvir Flatliners sabendo que eu estive tão perto de vê-los ao vivo, não fosse aquele FIASCO do Wros Fest 2013. Não lembro bem como comecei a ouvi-los, mas gosto muito dessa banda canadense.


#3 The Menzingers, I Was Born (punk rock)


Acho que quase coloquei ela em uma lista recente e acabei trocando por outra deles. Já ouvia a banda há um tempo sem dar muita atenção pra ela, mas acabei simpatizando com os rapazes por causa desse vídeo, e esse refrão é uma coisa que fica na minha cabeça nos momentos mais aleatórios da vida.


#4 Linkin Park, In The End (new metal)



Quase pulei, mas achei até bom colocá-la aqui porque acho que quase não há menção ao Linkin Park no blog. Já comentei que eles foram uma das bandas mais importantes da minha vida mas, quando comecei esse blog, eu já andava no caminho da decepção com o que eles estavam fazendo da banda. Saudade de quando havia baleias voadoras.


#5 The Bangles, Eternal Flame (80's)



Eu sinceramente não me lembro quando foi que eu deixei de achar essa uma balada brega e comecei a gostar de verdade dela. Infelizmente, fica uns 3 dias na cabeça.


#6 Oasis, Magic Pie (rock)



Que engraçado ter dado Oasis, eu quase não ouço Oasis no computador (tendo toda a discografia física, prefiro ouvir meus CDs). Esse álbum é incrivelmente subestimado, mas acho que foi justamente toda a loucura da sua produção que deixou ele tão bom. Bom, eu adoro as músicas do Be Here Now, queria que eles tivessem tocado mais delas nos shows.


#7 Lady Gaga, Poker Face (pop)


Eu tô ouvindo MUITO Lady Gaga. Há uns anos eu era comparada a ela e ficava irritada, mas agora não me ofenderia. Ela é legal.


#8 Random Hand, Bones (skacore)


Sempre achei cool como o vocalista consegue ser o vocalista e o trombonista. #lifegoals


#9 Revolverheld, Immer in Bewegung (pop rock)



O Revolverheld tem sido uma das minhas bandas favoritas desde que comecei a ouvi-los. Acho essa música muito gostosa de acompanhar, e estava na minha playlist de caminhada.


#10 Maroon 5, Animals (pop rock)


Outra banda que ando ouvindo muito, ultimamente, apesar de sempre ter dado pouca importância. Descobri que ela funciona bem pra aliviar minha ansiedade noturna.


#11 Frank Turner, Reasons Not to Be An Idiot (folk rock)


Uma das minhas favoritas de um dos meus ingleses favoritos. Às vezes, gosto de imaginar que ele tá cantando essa pra mim.


#12 Dropkick Murphys, Walk Away (punk rock)


Minha favorita deles; também estava na minha playlist de caminhada, e é muito legal de cantar junto.


#13 Dispatch, Open Up (reggae rock)

(começa em 2:20)

Mais uma banda que tenho ouvido bastante; gosto muito da mistura de estilos e simpatizei muito com os caras quando descobri que eles são super envolvidos com os mais variados projetos sociais.


#14 The Overtones, Perfect (doo-wop)



Adoro as versões que eles fazem de músicas antigas, e adoro vê-los se apresentando, porque eles sempre o fazem muito bem. Adoro grupos vocais!


#15 Amy Winehouse, Tears Dry on Their Own (r&b)



Acho que minha favorita dela. Tenho sempre que me lembrar que essa letra faz todo o sentido e que eu preciso levá-la mais a sério pra evitar dor de cabeça.

23/11/2015

Mais dicas de filmes para ver na Netflix

Os que indiquei nas postagens anteriores provavelmente não estão mais lá [1, 2] e, de lá pra cá, já assisti a mais filmes legais. Então, acho que já está na hora de mandar outras sugestões.

Como nas outras vezes, procurei fugir das recomendações muito óbvias (os filmes que todo mundo já viu ou já cansou de ouvir falar). Segue uma escolha pessoal para cada uma das principais categorias:



[ PARA ASSISTIR, CLIQUE NAS IMAGENS ]



► AÇÃO



Este eu assisti antes de entrar pro catálogo do Netflix. Quem não gosta de distopias, certo? O filme, além de ter bastante ação e ser emocionante, é cheio de surpresas. 


► CLÁSSICO



É um clássico meio perturbador, daqueles que a gente fica nervoso enquanto vê. É até estranho ver o Robert De Niro tão novo e tão insano, haha. 


► COMÉDIA



Já assisti várias vezes; é muito bacana e bem divertido (especialmente pelo Jeff Bridges). Foi baseado em uma HQ que nunca consigo achar pra ler. :(


► DRAMA



Minha mãe sempre falava desse filme quando víamos algo com Edward Norton, e agora finalmente entendi a recomendação dela. Foi uma interpretação genial em um filme muito, muito tenso, violento e emocionante. Acho que é indispensável. 


► FICÇÃO CIENTÍFICA



Levei 20 anos pra assistir a esse filme e, quando finalmente o fiz, o assisti duas vezes seguidas. Que filme incrível! Junta temáticas que muito me interessam, é divertido, louco, triste, e o Brad Pitt está irreconhecível no papel de maluco que interpretou muito bem.


► SUSPENSE



Esse foi baseado na HQ de mesmo nome de Alan Moore, que propõe uma teoria bastante crível, apesar de envolver um certo sobrenatural, sobre quem seria Jack, o Estripador. Talvez seja uma indicação óbvia por ter Johnny Depp (acho que as pessoas que gostam muito dele devem ter assistido tudo com ele :B), mas ainda assim vale a indicação. É um tanto triste.


► TERROR



Eu ando de má-vontade com filmes de terror, mas assisti a esse com a minha mãe e achei ele bem legal. Dá uns sustos, tem suspense e tem uma boa história, até deixa a gente com um pouco de medinho depois. Vale assistir.





Fiquem à vontade para indicar nos comentários qualquer filme legal que vocês viram por lá. Divirtam-se!

07/11/2015

A palavra é: Immortelle

Em um momento de breve tédio, lembrei-me de uma brincadeira que já fiz por aqui em duas ocasiões [1, 2]. A regra era pegar um dicionário, abri-lo aleatoriamente em qualquer página, bater o olho em uma palavra e postar sobre o que tal palavra me lembra.

O dicionário que estava à mão aqui era o de Francês, e a primeira palavra que vi ao abri-lo aleatoriamente foi immortelle, adjetivo feminino que significa "imortal". Poxa, que sorte, isso me faz pensar em muitas coisas:


1. Immortelle, mesmo, me lembra de uma banda gótica austríaca da qual gostava bastante, L'Âme Immortelle

Conheci a banda ao assistir ao vídeo de Brennende Liebe, da banda OOMPH!, no qual a primeira banda teve participação. Já falei sobre a vocalista, Sonja Kraushofer, por aqui anteriormente. Estou completamente por fora do que esse povo anda lançando ultimamente, mas de vez em quando ainda ouço as minhas favoritas da época. Segue o vídeo que mencionei e mais um dos meus favoritos da banda.







2. Inevitavelmente, a palavra "imortal" me faz lembrar do sucesso de mesmo nome gravado por Sandy & Junior. Não vou colocar a música aqui, mas apenas deixar a melhor citação da brilhante versão (a original é uma canção chamada Immortality, gravada pela Céline Dion com participação dos Bee Gees):

O que é imortal não morre no final.

(A propósito, a Sandy estava um tanto obcecada pela imortalidade, nesse álbum...)



3. A sensacional Turritopsis dohrnii, ou água-viva imortal! Estava mesmo querendo falar sobre ela, qualquer hora dessas.



Essa espécie de água-viva é encontrada no Mar Mediterrâneo e no Japão, e é o único animal do planeta (ao menos, que se saiba até hoje) que, após atingir a completa maturidade sexual, é capaz de regressar ao estado larval pra depois começar tudo de novo. Elas fazem isso como defesa contra danos físicos, quando estão velhas ou doentes, ou sob estresse. Pelo que se sabe, elas podem fazer isso quantas vezes quiserem, por isso ganharam a fama de imortais. Mas, claro, elas ainda podem morrer se forem predadas ou sucumbirem a uma doença antes de conseguirem reverter a evolução de suas células.

Esses animais não atingem mais do que 4,5 milímetros de diâmetro, e possuem entre 80 e 90 tentáculos. Apesar de ainda estarem concentrados nos lugares mencionados, cientistas acreditam que, pegando carona nos cascos de navios, eles logo possam invadir outros oceanos, aumentar exponencialmente sua população e, silenciosamente, dominar todos os mares.


4. Por fim, me lembro de uma das minhas histórias favoritas das HQs de Sandman, de Neil Gaiman: "Homens de Boa Fortuna", que aparece no segundo volume, A Casa de Bonecas.




Em 1389, o soldado Hob Gadling estava em uma taberna conversando com amigos sobre a morte, alegando que se tratava de um desejo, e não de uma inevitabilidade. Segundo ele, as pessoas só morriam porque se conformavam com a ideia, e que ele já havia decidido que queria viver para sempre. Morte estava ouvindo a conversa e chamou seu irmão, Sonho, para opinar. Ambos, então, concordaram em conceder a imortalidade a Hob, com a condição de que a cada 100 anos eles se encontrassem naquela mesma taberna e ele contasse tudo o que lhe havia acontecido nesse tempo. A cada século, Hob viveu altos e baixos, conhecendo a riqueza e a miséria, a felicidade e a dor de todas as perdas. Depois de muitos séculos, a Morte lhe perguntou se ele consideraria por um fim ao pacto de imortalidade, mas Hob recusou, dizendo ainda não estar pronto.


Bom, essas foram as minhas principais associações com a palavra. Em que vocês pensam quando falamos em "imortal"?