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A fond adieu, 2015

Na postagem de fim de ano do ano passado, comentei que estava decepcionada comigo por não ter permitido que o ano tivesse sido melhor. Como eu disse, deixei meus problemas de sempre tocarem o Terceiro Reich e meio que desperdicei vários meses me lamentando e me preocupando muito e resolvendo pouco. Bem, o lado bom dessas retrospectivas e reflexões é que elas me fazem acordar para o que eu preciso fazer de diferente, então esse ano eu não me deixei abater (tanto) de novo.

Não foi um ano de grandes mudanças (em alguns aspectos, foi até um ano bastante estagnado), mas ter mais tempo pra mim me fez aprender muito e me convenceu a tentar coisas diferentes.



► Me tatuei mais um pouquinho (duas referências literárias que me são importantes) e finalmente experimentei ter alargadores nas orelhas (eu mesma coloquei e tô há 7 meses com os mesmos 2mm, haha!).




► Tive dengue pela terceira vez (!!!) e perdi um bom peso, então aproveitei a oportunidade pra perder mais os quilinhos que eu sempre falava que queria perder e me cuidar pra não ganhar tudo de novo. Cortei um pouco da besteirada, retomei uma rotina diária de caminhada e faço exercícios todos os dias, em casa. Não é muito mas tem ajudado e dá pra notar uma diferença. Isso ajudou imensamente na questão da autoestima, já que precisei comprar roupas novas e finalmente me senti mais à vontade pra usar coisas diferentes.

► A vida profissional não avançou um passo sequer, mas deixei de me desesperar com isso enquanto realmente não houver motivo pra desespero. Ainda tenho traduções pra fazer, aulas pra dar e álbuns de fotografia pra diagramar; estou constantemente estudando pra melhorar essas habilidades e continuo de olho nas (raras) oportunidades que aparecem. Eu sei que depende de tentar mais, mas, enquanto eu não determinar exatamente o que quero fazer, pego tudo o que aparece.

► Uma das experiências legais nesse sentido foi ajudar minha irmã e meu primo com um desafio do Empretec, que eles estavam fazendo. Eles abriram um negócio temporário de venda de bolos, cuja produção foi minha. Descobrimos que a receita que faz sucesso aqui em casa fez sucesso também pela cidade: os bolos venderam bastante e até recebo algumas encomendas, de vez em quando!

► Outra oportunidade bacana que apareceu e que era algo que eu estava querendo há anos foi fazer gratuitamente, à distância, um curso de Francês da Aliança Francesa. Não era um curso do idioma, mas de imersão cultural, ou seja: foram sete semanas de compreensão de textos, áudios e vídeos sobre Paris, intercalados com revisões gramaticais e atividades escritas. O curso era indicado para quem já estava estudando a língua em alguma escola e deveria estar, pelo menos, no nível A2 (pré-intermediário). Bom, fiquei uns bons 5 anos sem estudar a língua e meu nível é A1, mas arrisquei mesmo assim. Apesar de apanhar um pouquinho das tarefas escritas, fui bastante bem: fechei o curso com aproveitamento de 93% e estou bastante orgulhosa de mim mesma. :)

► Algumas decepções e frustrações inevitáveis, no fim, acabaram rendendo ocasiões muito legais e que vão me fazer lembrar de 2015 com muito carinho. Viajei, visitei familiares e amigos (até fui ao Hopi Hari de novo, sem planejar!) (e voltei a Campo Mourão depois de quase 11 anos!) (e finalmente fui a um show do System of a Down, que foi sensacional e seguido de um dos fins de semana mais divertidos do ano); e encontrei, reencontrei e mantive contato com gente que fez meus dias muito melhores do que eu esperava.




► Fico sempre muito feliz em dar chance a artistas/escritores/filmes que nunca havia escutado/lido/assistido e descobrir que gosto muito deles. Este ano acumulei vários favoritos de cada um desses, e mal posso esperar pra ver o que vai me ganhar no ano que vem.


(isso só pelo Spotify! :B)


► No mais, minha família de plantas carnívoras só aumenta, tô começando a ficar sem espaço na janela. Também fui assaltada pela primeira (e espero que última) vez, tentei reagir e dei sorte de sair ilesa, mas recomendo fortemente que não o façam.

...

Infelizmente, como todo ano, sempre acontece algo triste ou ruim que a gente nunca acha que vai superar. Dessa vez, a vida resolveu me tirar a Akira. Ela ficou muito doente no meio do ano e sobreviveu realmente por muito pouco. Mas, apesar do tratamento e da transfusão de sangue e de ter tido uma melhora visível, ela acabou tendo uma recaída repentina e morreu, no mês passado. É sempre triste se despedir de um bichinho tão amado, mas a Akira era uma das melhores coisas da minha vida e foi muito, muito doloroso perdê-la. Ainda assim, acabamos adotando a Luna, que é uma filhote muito querida e espero que tenha uns bons anos de saúde pela frente.





Pro ano que vem, não tenho nada em mente. Vou continuar estudando o que der, lendo muito e descobrindo bandas, e espero que viajando e trabalhando mais. 

Desejo aos leitores e amigos um 2016 de oportunidades e realizações!

Beijão a todos, e obrigada por mais um ano de companhia!

Manu

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