03/12/2015

Assiste a 26 séries (you're a freaking god!)

Eu não acabo as que comecei antes de começar outras.
E passo a vida em função de acompanhar tudo.
Não façam como eu.
Socorro.



Breaking Bad


Acho que todo mundo já viu. Se não viu, já sabe do que se trata, de tanto que foi comentada nos últimos anos. Demorei, mas cedi e resolvi conferir o hype... e, conforme previsto, fiquei bem viciada ("viciado" é uma palavra interessante para se usar nesse contexto). Aos que ainda não conhecem: Walter White é um químico brilhante mas um homem sem ambição, que preferiu ser professor em uma escola e viver uma vida simples. Entretanto, o destino lhe presenteia com um câncer grave de pulmão, por cujo tratamento não pode pagar. Desesperado pelo futuro de sua família (esposa grávida, filho adolescente com paralisia cerebral), White tem uma ideia após ir a uma batida policial com seu cunhado, agente da DEA: ganhar dinheiro fácil fabricando metanfetamina. Sem saber nada a respeito da parte de venda e distribuição, pede ajuda a um ex-aluno e entendido no assunto, Jesse Pinkman. Juntos, os dois logo descobrem que apenas fazer e vender não resume o que é realmente entrar para o mundo do tráfico, e se veem em situações terríveis que ameaçam suas vidas e a de outras pessoas. A série é viciante porque, além dos episódios acontecerem em sucessão direta e querermos logo ver no que vai dar, é tudo muito realista e terrível, não há romantização do mundo do crime ou do tráfico. E deixa a gente tenso a maior parte do tempo, torcendo, rindo, chorando. Se tem mais alguém de nariz torcido pra Breaking Bad, sugiro que o destorça e ao menos veja o primeiro episódio.






Marvel's Daredevil (Demolidor)



O Demolidor é um dos meus personagens preferidos das HQs (como já disse algumas vezes), então a notícia de que haveria uma série me deixou empolgada desde o começo. Pra quem não conhece o personagem: Matt Murdock perdeu a visão quando criança, em seu primeiro pequeno ato heróico, num acidente com radiação que acabou lhe conferindo uma audição tão apurada que compensa completamente a deficiência. Seu pai, conhecido boxeador, cuidou do menino o melhor que pode, mas logo Matt ficou órfão. Agora advogado, Matt Murdock alterna sua rotina profissional com a vigilância de Hell's Kitchen, bairro violento onde cresceu e os mais variados crimes acontecem. A (excelente!) série acompanha bem o começo da vida de Murdock como o Demolidor e traz todos os personagens conhecidos dos seus gibis; é divertida e cheia de ação e surpresas e coisas que a gente tava louco pra ver. E temos que dar uma menção honrosa ao Wilson Fisk aqui, que não foi transformado num vilão caricato, mas é alguém com quem até simpatizamos ao mesmo tempo em que tememos. Tô empolgadíssima pra segunda temporada!






Orphan Black



Não tenho nem como começar a explicar o que é Orphan Black; só consigo dizer que é sensacional e que é possivelmente uma das minhas favoritas de todos os tempos. A irresponsável Sarah Manning acaba de chegar aos EUA, depois de ter fugido uns meses para sua Inglaterra natal, com planos de pegar de volta a filha e ir embora pra sempre. Na estação de metrô, tem a atenção voltada para uma mulher aparentemente bastante perturbada. Ao olhar em sua direção, Sarah vê que elas são idênticas e, sem tempo de processar a informação, ela vê a mulher se jogar em frente ao metrô. Enquanto todos correm para chamar ajuda, Sarah vê a bolsa da mulher no chão e a rouba; ao ver seus documentos, confirma que elas são de fato fisicamente idênticas e se pergunta se ela tinha uma irmã gêmea de quem nunca soube. Logo, também, soube que Beth tinha uma enorme quantia de dinheiro depositada no banco, então Sarah tem a brilhante ideia de se passar pela falecida para poder pegar esse dinheiro e ir embora com a filha. Entretanto, se fazer passar por uma completa desconhecida não foi nada como ela planejou, e Sarah se viu envolvida em todos os problemas de sua sósia, pra pouco depois finalmente descobrir o impensável: existem mais delas. E elas são todas clones. Ela não sabe por quê. Ela não sabe quantas existem. Mas sabe que elas estão morrendo uma atrás da outra. E agora ela conhece algumas delas e, juntas, tentam descobrir tudo isso. Tatiana Maslany é uma atriz tão fantástica que, ainda que todas sejam clones, elas têm personalidades TÃO diferentes (v1d4 l0k4 destemida, policial séria, cientista nerd, dona de casa suburbana, madame malvada, fanática religiosa insana, transgênero... e cada uma de um lugar diferente do mundo, o que implica em vários sotaques) que a gente esquece que são todas interpretadas pela mesma pessoa!






Star Trek: Voyager



Eu sinceramente não sei o que vai ser da minha vida quando não tiver mais Star Trek pra ver. Não quero nem pensar na possibilidade. Voyager foi exibida praticamente simultânea a Deep Space Nine, mas agora estamos novamente a bordo de uma nave e, dessa vez, sob o comando da fabulosa capitã Kathryn Janeway. Inicialmente lançada ao espaço para cumprir uma missão simples de três semanas, a Voyager acabou sendo sequestrada por uma força alienígena que os levou ao distante e inexplorado Quadrante Delta. Incapacitados de voltar pelo mesmo modo como chegaram lá, a tripulação precisa agora encarar uma viagem de 75 anos de volta pra casa. No caminho, conhecem toda uma gama de raças com que a Federação nunca havia tido contato, tanto pacíficas como hostis e, é claro, reencontram os já temidos Borgs, que são de lá. Apesar das dificuldades e da compreensão de que 75 anos é mais tempo do que eles podem esperar viver, os exploradores da Voyager nunca desistem de tentar e aproveitar a oportunidade de estar em espaço não explorado para contribuir grandemente com o conhecimento da Federação. Há uma nova série a caminho e, ao mesmo tempo em que todos os fãs se empolgaram, todos ficamos preocupados (especialmente em vista dos filmes recentes que lançaram). Star Trek sempre foi destaque por seu elenco racialmente diversificado, as discussões políticas, filosóficas e sociais e por todas as barreiras que quebrou com a visão fantástica de seus roteiristas. Espero que a nova série planejada traga tudo isso que Roddenberry fez questão de colocar em sua obra e que seus sucessores se empenharam tanto em manter.






Vikings



Essa série de gente linda é baseada em uma das maiores lendas nórdicas, a de Ragnar Lothbrok. Ragnar era um fazendeiro que decidiu tentar atravessar o mar e conquistar as terras além - a futura Inglaterra. Com insubordinação e a ajuda de alguns amigos, fez uma primeira incursão bem sucedida e ganhou fama, aliados e um inimigo poderoso. Com o tempo, Ragnar expandiu seu poder até eventualmente se tornar rei. A série é violentíssima, em contrapartida aos personagens muito carismáticos: Ragnar é um líder fantástico e temível, mas tem um senso de humor muito divertido, e seu amor pelos filhos e a improvável amizade com o monge Athelstan é provavelmente o que mais gosto em tudo. Seu irmão, Rollo, é odiável mas um guerreiro formidável; e sua esposa, a escudeira Lagertha, é excelente em batalha e inteligente em negociações. E ainda temos Floki, o construtor de navios, com quem simpatizamos por ser meio maluco mas nunca sabemos exatamente se podemos confiar nele. É uma série fácil de acompanhar, tem muita tensão e Ragnar sempre nos surpreende com alguma jogada inteligente. Aliás, outra coisa que gosto muito na série é o cuidado que tiveram em fazê-los dialogar sempre com sotaque e, quando com povos de línguas diferentes, cada um em sua própria língua (porque sério, nos filmes de vikings todo mundo fala inglês e tudo bem) - até mesmo o inglês usado nessas situações é o da época.






terminada:

Hannibal



E essa aqui foi uma que relutei em começar a ver, mas me foi tão recomendada que cedi e não me arrependi. Infelizmente, foi cancelada; talvez por ser intelectual demais. Acredito que todos conheçamos Hannibal Lecter, canibal famoso pelo filme O Silêncio dos Inocentes, baseado nos livros de Thomas Harris. Para quem já leu os livros e/ou viu os filmes, essa série se passa entre A Origem do Mal e Dragão Vermelho, assim que Lecter se estabelece nos EUA como psiquiatra e ajuda o FBI em investigações de assassinatos brutais (a maioria, cometidos por ele mesmo). Há aqui uma considerável alteração de personagens e fatos da história original, mas Hannibal mantém-se fino e brilhantemente interpretado. A série tem uma fotografia maravilhosa e diálogos complexos, e a genialidade do reservado Will Graham ao reconstituir os crimes é possivelmente o que mais nos surpreende.







Ok, essas são algumas das que comecei recentemente. Será que dou uma diminuída nessa lista antes de começar outras? (Resposta: Improvável.)