Pular para o conteúdo principal

Questionário: Livros & blá blá blá

Outro que peguei emprestado do Momentum Saga.





10. Se você tivesse o poder, qual personagem de qual livro mudaria, ressuscitaria ou faria desaparecer?

Não consigo pensar em algum que eu queira mudar. Acho que cada personagem é criado daquela maneira por um motivo, e quem sou eu pra dizer que o meu jeito é melhor do que o do autor, né? :B (ok, talvez eu mudasse a Sofia, de O Mundo de Sofia, um pouquinho. Ela é uma adolescente típica, mas acho que extrapolou desnecessariamente em alguns aspectos...)

Ressuscitaria a Edwiges, a coruja de Harry Potter, porque não existe um único bom motivo pra ela ter morrido. Nenhum. Foi como se a Rowling tivesse se enchido e dissesse: "Vou aproveitar que tô empolgada e matar você também, só porque eu posso. Tchau". Poxa!

E eu faria a Ygritte, das Crônicas de Gelo e Fogo, desaparecer. Ela não durou muito, mas a personagem não teve nenhum propósito além de ser o interesse romântico de Jon Snow, que preferiu trair um juramento que ele fez de boa vontade em favor da selvagem ruiva irritante, trazendo para seus Irmãos todo tipo de complicação desnecessária que não contribuiu pra nada. Ou talvez eu só esteja procurando motivos pra sumir com uma personagem que eu realmente detestei. 


9. Se tivesse que dividir sua alma em 7 livros, quais seriam?

Horcruxes, yay!




8. Você já participou ou conhece algum grupo de leitura?

Não :( Não tem disso por aqui. Só participei de algo parecido quando estava na escola, nas aulas de Leitura. A gente podia escolher o livro que quisesse, lê-lo durante a aula, e quando terminasse era só pra dizer se o recomendaria ou não, sem discussão.


7. Você já sofreu algum tipo de bullying literário por causa de alguma obra que você gosta?

Poxa, não que eu saiba. Às vezes me olham esquisito na banca quando eu compro HQs, mas não ligo. HQs me fazem mais feliz do que a opinião das pessoas.


6. De qual festa ou comemoração que aconteceu nos livros que leu gostaria de ter participado?

Provavelmente, nenhuma; festas e comemorações me deixam nervosa (bebida, gente falando alto, comidas estranhas, eventuais assassinatos). Talvez os banquetes de fim de ano de Hogwarts (o que é uma resposta óbvia), mas nem comer eu ando comendo direito, então acho que não ia aproveitar muito. :B


5. Você considera algum livro da sua coleção como um troféu? (Foi difícil de conseguir ou foi uma conquista, um presente de alguém muito querido... etc.)

Acho que a biografia do The Clash, que foi difícil de conseguir e acabou sendo presente de uma completa estranha. Ele estava custando um preço absurdamente simbólico no eBay, mas o vendedor não entregaria para o Brasil. Desabafei sobre minha frustração no tumblr do The Clash que eu mantinha, na época, e uma das seguidoras, americana, disse que eu poderia comprar e pedir para entregar na casa dela que ela me enviaria. O frete saiu caríssimo pra ela e eu me ofereci pra pagar (apesar de ser uma quantia que eu não tinha como arcar - quase o triplo do preço do livro), mas ela foi enfática sobre ser um presente. Então, é, tenho bastante carinho por ele.


4. Qual livro você leu e gostaria de ler novamente?

Faz tempo que tô me ensaiando pra ler Psicose de novo (li há muitos, muitos anos e gostaria de me lembrar de como é o Norman Bates do livro), mas preciso ler os inéditos antes. 


3. Qual é o seu maior medo no universo literário?

Não posso nem dizer que é a exultação de obras medíocres porque, gente, literatura também é entretenimento além de fonte de conhecimento. Deixa o povo se divertir; ler livros ruins ainda é melhor do que fumar crack. O que me daria medo seria uma situação como a de Fahrenheit 451 - uma ordem governamental que ditaria a proibição da leitura e posse de livros, sob pena de queima dos objetos e prisão do portador (em casos extremos, até pena de morte). Ser proibida de ler seria um pesadelo.


2. Você gostaria que os seus diários (ou suas memórias - pra quem nunca escreveu um diário) fossem transcritos em livro e publicados?

Não, e não digo isso por causa de algum segredo nem nada, mas só prevendo que esse seria o livro mais entediante da face da Terra. Agora, o que renderia livros interessantes seriam os meus sonhos. Eu ainda tô pensando num jeito de colocar todas minhas bizarrices noturnas no papel (aliás, uma das histórias que comecei a escrever e nunca consigo dar continuidade é baseada em um sonho recorrente que tenho...).


1. Você já leu algum livro que mudou sua maneira de ver o mundo?

Não tenho certeza. Ao mesmo tempo em que sou bastante ligada em Fantasia, sou bastante cética em relação à nossa realidade, então nada realmente me surpreende. Dito isso, vou responder com Termine Este Livro, de Keri Smith. Esse divertido livro interativo me obrigou a prestar mais atenção na minha própria casa e quintal, o que foi ótimo para, por exemplo, aprender o nome de coisas que eu vejo todos os dias há 11 anos e nunca me importei em saber. Desde que o terminei, continuo prestando atenção em coisinhas pelas quais passava reto sem dar importância, e acho que ter esse interesse pelo mundo que nos cerca é um grande passo em direção ao crescimento.

Postagens mais visitadas deste blog

O Dia dos Namorados e a visão de romance por uma assexual arromântica

Vejo que isso vem mudando lentamente, mas, como regra geral, todo mundo é naturalmente criado e tratado como heterossexual (e, consequentemente, heterorromântico). Eu, claro, cresci com essa absoluta certeza e não questionei isso até meados dos meus 20 anos. Até então, achei que eu só era mais "devagar" pra certas coisas, mesmo. Mas vamos ter que voltar um pouco e compartilhar informação demais.
Como expliquei na página de educação e visibilidade, o fato das orientações sexual e romântica serem coisas separadas e muitas vezes não serem correspondentes é o que mais confunde quem demora a "sair do armário". Eu mesma ainda me vejo questionando ambas, embora esteja convencida de que estou, ao menos, em algum espectro de ambas (confira a página mencionada). Não posso falar por todos os assexuais arromânticos porque, obviamente, cada pessoa é diferente da outra e as coisas são diferentes pra todo mundo. Então vou falar por mim.
Embora só tenha percebido isso recentement…

... e ainda mais livros interativos!

2014 está sendo um ano muuuito esquisito... Não sei se tá todo mundo com essa impressão, ou se eu só estou prestando atenção nas coisas esquisitas, mesmo.
De qualquer forma, comentei em alguma postagem anterior sobre a necessidade da terapia que não vou fazer, e como esses livros interativos que tanto estão na moda andam me ajudando a aguentar toda a esquisitice desse ano.
Depois de Destrua Este Diário, que não vou terminar, e Termine Este Livro, que já terminei, peguei outros dois lançamentos: Listografia, de Lisa Nola, e 1 Página de Cada Vez, de Adam J. Kurtz.


O Listografia eu havia visto pelo Pinterest e achei a proposta atrativa pra mim: listar a vida de acordo com os mais variados tópicos. Os temas vão desde coisas simples, como os lugares em que você já morou, o nome de todos os animais de estimação que você já teve, seus programas de TV favoritos, as cidades que você conhece, até assuntos mais reflexivos, como as coisas sobre você que quase ninguém sabe, seus maiores atos de b…

As curiosas origens de 4 famosos jogos de tabuleiro

Adaptado do artigo original do Mental Floss.



Jogos de tabuleiro são uma forma de entretenimento criada pelos egípcios há 5 mil anos e nunca saíram de moda, mesmo que atualmente tenham sido adaptados em vídeo games ou jogos para o celular. Aqui vão as origens de alguns dos sucessos mundiais favoritos:

Monopoly / Banco Imobiliário

Embora seja considerado um jogo que glorifica o capitalismo (tendo sido banido de países como a China e a antiga União Soviética), este clássico foi inventado para representar justamente a ideia oposta. A americana Elizabeth Magie era ativista contra o pagamento de impostos imobiliários, no fim do século 19. Segundo ela e outros simpatizantes, deveria haver apenas um imposto de propriedade, diminuindo assim a diferença de riqueza entre os senhorios e os inquilinos. Para demonstrar de uma maneira fácil como as coisas aconteciam na época, Lizzie patenteou, em 1904, um jogo chamado The Landlord's Game ("O jogo do senhorio"), cujo objetivo era acumula…