15/01/2016

Cover: "Eleanor Rigby"

All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?


Essa é uma das minhas canções favoritas, conforme já postei aqui, então vou falar mais sobre ela, hoje.



Eleanor Rigby foi composta Paul McCartney (creditada a Lennon-McCartney) e lançada no álbum Revolver, em 1966. A canção fala sobre uma mulher solitária que acompanha casamentos na igreja local, cujo padre também era uma pessoa solitária. 

McCartney estava com a música na cabeça há muito tempo, com a melodia e a história quase prontas, mas não conseguia pensar em um nome adequado para seus protagonistas. Uma olhada nas lápides do cemitério lhe trouxe "Eleanor" (há quem diga que a inspiração tenha vindo de Eleanor Bron, atriz que trabalhou com a banda em Help!, mas há controvérsias), uma fachada comercial lhe deu "Rigby", e o "padre McKenzie" veio da lista telefônica. Sem saber o que fazer com o final da história, um amigo sugeriu que ele unisse as duas pessoas solitárias; e assim Paul o fez, mas não como se esperava: com o padre McKenzie conduzindo o solitário funeral de Eleanor, sozinho ao lado de seu túmulo. 

Eleanor Rigby foi uma das músicas do grupo que desviou mais explicitamente da temática romântica, e chocou alguns ouvintes com seu teor depressivo. Mesmo assim, está entre as "500 melhores canções de todos os tempos" segundo a revista Rolling Stone.

A canção chegou ao topo das paradas britânicas, mas não alcançou o top 10 na América. Ainda assim, ao longo dos anos, recebeu centenas de versões em tudo que é estilo (mais de 300, segundo o SecondHandSongs), algumas das quais vou compartilhar a seguir:




Em 1968, Ray Charles lançou uma versão rhythm & blues como single e em álbum.



No ano seguinte, Aretha Franklin lançou em álbum uma versão soul toda animadinha.



Artistas brasileiros também se renderam a versões. Caetano Veloso, em 1975, em ritmo de bossa nova; e Cassia Eller, em 1990, em ritmo de reggae.



Em 2005, o Thrice lançou como b-side o que considero a minha versão favorita, a mais pesada.




Por último, mas não menos importante, Alice Cooper lança uma ótima versão, mais parecida com a original, para um álbum de tributo de vários artistas a Paul McCartney, em 2014.


Para conhecer outras versões, confiram o primeiro link abaixo.

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Fontes: SecondHandSongs | Wikipedia | The Beatles: A história por trás de todas as canções (TURNER, Steve. Cosac Naify, 2009)

Um comentário:

  1. Adoro Beatles. Mas sou daquelas pessoas que adora, mas nunca ouviu todas as músicas. E essa eu não conhecia, amei!

    Depois da história por trás dela então, muito mais! Amei Manu!

    Beijocão!

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