14/02/2016

Mais 4 fatos científicos que precisamos desmitificar





Desde que começou a ser praticada, a Ciência nunca parou de avançar; e, com toda a tecnologia que fomos capazes de criar e estamos constantemente melhorando, a tendência é que ela avance cada vez mais e mais rápido. O que já se sabe sobre o nosso planeta, o Universo e nós mesmos, em todos os níveis imagináveis, é tão impressionante que chega a ser difícil acreditar que ainda haja mais o que saber. Bom, como constantemente vemos, sempre há mais. Ainda há muito que ignoramos, e o papel da Ciência é não deixar perguntas sem respostas.

A Ciência, como muitos gostam de resumi-la, não se restringe apenas a Física, Química e Biologia (como regra, as matérias mais detestadas da escola). Ciência é todo estudo baseado em observação e experimento da matéria física, ou seja, coisas que podemos ver, tocar e cuja existência podemos provar de alguma forma. A Ciência, por si só, deixa de lado questões filosóficas e metafísicas, mas jamais deve-se assumir que elas não possam se misturar e se beneficiar mutuamente.

Não obstante, talvez devido ao nosso pobre sistema educacional ou nossa simples falta de curiosidade, ainda existem coisas básicas a respeito do mundo que ignoramos. Com isso em mente, gostaria de listar mais algumas coisas que precisamos parar de entender errado sobre o fascinante mundo que nos cerca.




  • Nada na Ciência é definitivo.


Não existem fatos indiscutíveis. Tudo o que pensamos saber sobre a vida, o universo e tudo mais é um monte de teorias, e a única coisa que valida essas teorias é a falta de prova em contrário. Muitos de nós já percebemos como os livros didáticos que usamos na escola mudam com o passar dos anos. Até dou um exemplo: quando eu estava na escola, as algas azuis eram consideradas plantas. Já na faculdade, estudei que as algas azuis são, na verdade, bactérias. Coisas muito diferentes, não? Mas novas descobertas e melhores tecnologias são responsáveis pela confirmação ou correção das teorias formuladas há muito tempo, e pela formulação de tantas outras. Portanto, nada é realmente certo. E é essa a graça de estudar e experimentar, não é?



  • O homem não é uma versão evoluída do macaco.



E Darwin nunca disse que era. O que o famoso cientista defendeu em A Origem das Espécies (e que continua sendo a teoria mais aceita, até hoje, com as aplicáveis correções) é que o homem e os demais primatas descendem de um ancestral em comum; ou seja, uma única espécie primitiva, com o passar dos milhões de anos e as alterações ambientais, foi se reproduzindo e dando origem a espécies que foram se distanciando geneticamente das gerações anteriores. O que ajuda a difundir esse mito (bem como o de que o homem atual é uma melhoria do neandertal) é a famosa imagem da escala evolutiva do homem que todos já vimos. A imagem não deve ser interpretada como uma escala de inferioridade - superioridade entre os primatas (sendo o primeiro mais primitivo e o último mais evoluído), mas apenas demonstrar as diferenças anatômicas entre todos eles. Cada uma dessas imagens representa uma espécie diferente. Sabe-se que várias delas conviveram na mesma época (inclusive os neandertais e nós, sapiens), só que algumas linhagens se extinguiram e só nós e outros primatas superiores (macacos maiores, vulgarmente dizendo) ficamos. Para aceitar melhor essa realidade, precisamos nos acostumar a este conceito muito útil: o homem é apenas mais uma espécie animal que se adaptou evolutivamente para sobreviver melhor do que seus primos (assim como todas as espécies que habitam o nosso planeta, atualmente).


  • Nem toda bactéria é ruim.


Em estimativa, nosso corpo tem dez vezes mais bactérias do que células humanas. Elas estão em absolutamente tudo: por dentro e por fora. Mas, antes que você saia se lavando em álcool gel, lembre-se de que, embora existam inúmeras doenças causadas por bactérias, muitos desses microrganismos são responsáveis pela nossa boa saúde, também. A famosa flora intestinal, por exemplo, é uma enorme colônia de bactérias que ajuda na nossa digestão e excreção de lixo. E não só isso: ela ainda produz vitaminas para o nosso corpo e luta contra bactérias patogênicas (as que causam doenças). E tem a rizosfera, uma camada de bactérias do solo que auxilia nas plantações ao fixar nitrogênio nas raízes das plantas.


  • Nem toda radiação é perigosa.


Quando falamos em radiação, já pensamos em desastres em usinas e bombas atômicas, mas é só lembrar que radiação é, na verdade, só a emissão de energia através de ondas, e isso é muito amplo e tem muitos usos. Por exemplo, um dos muitos bons usos da radiação é para o tratamento de várias doenças, como a radioterapia para o câncer. A radiação também pode ser usada para detectar doenças: desde as injeções para identificar doenças cardíacas como o simples raio-x, que é usado para localizar fraturas e tumores. Além disso, a radiação é amplamente usada em nossos sistemas de comunicação, desde TV e rádio até internet e telefonia móvel. E há ainda muitos outros usos (inclusive nosso rotineiro micro-ondas), e a exposição prolongada a qualquer um desses equipamentos pode ser prejudicial, claro, mas, normalmente, ninguém fica exposto o suficiente para sofrer os danos. Tudo emite radiação, até a gente. ;)



Esses foram só mais alguns tópicos aleatórios. Outros tantos estão aqui nessa postagem e por toda a tag "ciência". Deem uma olhadinha!