30/04/2016

Desafio de Leitura 2016: Segundo relatório

Este segundo relatório vai ter pouquinha coisa. Os demais livros que li são parte de séries (uma trilogia e uma outra série de 7 volumes) e estou esperando acabar todos para falar sobre tudo de uma vez e deixar tudo mais fácil de pesquisar depois. Fora eles, li pouca coisa diferente, mas vou postar conforme o programado pra não acumular demais para o próximo (quem liga?). Destes que serão listados, nenhum faz parte do desafio, mas mantive o título para padronizar as postagens.


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Não-ficção:



Dicionário de máximas e expressões em latim
Christa Pöppelmann - Escala - 2010 (2008) - 142p.

Comprei este há um tempão em uma banca de revistas mas é a primeira vez que o pego pra ler inteiro, em vez de só consultar algumas entradas (foi, inclusive, de onde tirei a inspiração pra essa minha tatuagem). Venho "estudando" latim por conta própria há algum tempo e sou fascinada por essa língua hoje considerada tão erudita - e nem um pouco morta, ao contrário do que se pensa, pois, além de servir de origem para a nossa própria língua e tantas outras, ainda hoje usamos palavras e expressões em latim profissionalmente (especialmente na área jurídica) ou no dia a dia. Este livro reúne a maior parte dessas expressões que ainda usamos, com sua origem e uso atual, bem como máximas da Antiguidade que se tornaram famosas na História (como "Carpe diem" - "aproveita o dia" -, que foi dita pelo poeta romano Horácio e termina com "... quam minimum credula posterum!" - "e confia o mínimo possível nos dias posteriores!". Sabiam dessa?).  Foi muito bem pesquisado e organizado, é bem bacana de consultar, é ilustrado e ensina bastante coisa sobre História.

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I Think I Might Be Autistic
Cynthia Kim - Narrow Gauge - 2013 - 110p.

A maioria das pessoas que descobre ter algum tipo de autismo já na fase adulta o faz por autodiagnose através de pesquisa, testes e muita conversa com autistas oficialmente diagnosticados. Isso acontece pelo simples fato de que são raros os profissionais treinados para reconhecer os sintomas na fase adulta, quando os pacientes já aprenderam sozinhos a lidar com as dificuldades sociais, e acabam sendo tratados pelos sintomas específicos em vez do problema geral. Pensando nisso, a autora, que descobriu ter Asperger depois dos 40 anos, começou um blog sobre o assunto e lançou este livro como guia para outros adultos autodiagnosticados, para que saibam o que ler, quem procurar e o que fazer com a descoberta, bem como se devemos e para quem contar sobre isso, e também se procurar um diagnóstico profissional realmente vale a pena (spoiler: segundo ela, não. O diagnóstico oficial é difícil de ser conseguido, pela já mencionada falta de profissionais capacitados para lidar com adultos autistas, os exames são bastante caros, e a oficialidade médica pode trazer um certo estigma de que a pessoa seria mentalmente incapaz de fazer coisas que ela conseguiu fazer bem a vida toda até então). Ela mesma foi atrás de um diagnóstico oficial para confirmar tudo o que descobriu e, em um dos capítulos, dá uma descrição detalhada de como funcionam os exames, que são bastante específicos para cada sintoma e, consequentemente, extensos. Como adulta autista autodiagnosticada, achei excelente ler este livro e me identificar com todos os passos da autora até a descoberta (a lista de sintomas que ela fornece, aliás, é super completa), os pensamentos a respeito e as dúvidas que seguem. Ela é muito realista sobre a condição, frisando sempre que nada muda quando descobrimos que nossa "inabilidade social" tem um nome certo: vamos continuar sendo como sempre fomos, mas agora sendo mais gentis conosco mesmos, identificando nossos limites e, consequentemente, nos causando menos danos.

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Coping: A Survival Guide For People With Asperger Syndrome
Marc Segar - 1997

Este não tem uma capa. Como o autor acabou falecendo em decorrência de um acidente de trânsito, sua família liberou o livro para download gratuito (aqui) e também para que pessoas do mundo todo o traduzam para suas próprias línguas e o distribuam para que muitas mais tenham acesso ao conteúdo. Ao contrário da autora do livro que mencionei anteriormente, o autor deste foi diagnosticado ainda na infância, então cresceu já sabendo de suas limitações. Por isso, ele escreveu este guia de sobrevivência para ajudar outros adultos com Asperger a lidar com as dificuldades sociais que a síndrome causa. Essas dicas são para que consigamos evitar as reações que nossa inabilidade social acaba desencadeando: isolamento, deboche, bullying, condescendência, menosprezo etc. Ele alerta que não precisamos nos sentir forçados a tentar tudo o que ele sugere, pois cada autista tem níveis diferentes de conforto em relação a algumas limitações, mas já começa dizendo que, se queremos lidar com o problema, temos de aceitar que somos autistas e que não temos escolha sobre isso; só podemos escolher o que fazer para não ter de sofrer com isso. Boa parte das dicas se refere à compreensão de e comunicação com linguagem corporal, coisa que é especialmente complicada já que raramente conseguimos lidar com toques ou mesmo olhar por muito tempo para o interlocutor e, por isso, ignoramos os momentos em que devemos nos aproximar ou nos afastar das pessoas; ou, numa tentativa de disfarçar nosso desconforto, podemos exagerar e ser inconvenientes. Além disso, ele também lista como algumas das características do Asperger são positivas e podem ser usadas em nosso favor (por exemplo, as dificuldades sociais acabam nos tornando mais originais, fazendo com que vejamos detalhes que costumam passar despercebidos). De maneira geral, quase tudo recomendado aqui foram coisas que aprendi sozinha, nem sempre do jeito fácil, ao longo da vida - como não encarar as pessoas (embora eu ainda me pegue fazendo isso), controlar a velocidade e tom de voz ao falar e me preocupar um pouco mais com a minha aparência; mas ainda preciso melhorar muita coisa.

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HQs:


Dentre as que li, quero destacar:


Demolidor (Marvel/Panini/Salvat). Esse volume da coleção Os Heróis Mais Poderosos da Marvel traz duas histórias essenciais para quem quer conhecer um de seus personagens mais populares atualmente: a primeiríssima, escrita por Stan Lee, quando o Demolidor ainda tinha o uniforme amarelo; e o clássico O Homem Sem Medo, escrita por Frank Miller, que é basicamente a origem reescrita de forma muito mais sombria, o que se tornou característica das HQs do Demolidor dali pra frente. Apesar de adorar o Demolidor há tanto tempo, nunca tinha tido a chance de ler O Homem Sem Medo e tô impressionada com o quanto a série se inspirou nessa história, desde elementos do roteiro até a caracterização dos personagens.

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26/04/2016

TAG: Como você era nos tempos de escola?



Peguei do Momentum Saga, de novo. O nome da brincadeira atualmente é "tag" mas continuo etiquetando como "meme" porque sou uma mula resistente a mudanças (na época de Fotolog era "maldição", gente, me deem um tempo pra me adaptar de novo).

Escola! A maravilhosa jornada obrigatória que cumpri entre 1993 e 2004. Quis responder a essa justamente por achar chato falar no assunto. Eu sempre achei que gostava de ir à escola mas, entendendo melhor a vida agora, quando me lembro desses longos anos tenho certeza de que eu só gostava de estudar, mesmo. Estar na escola raramente foi legal e trago poucas lembranças carinhosas da época - tanto que até hoje é comum eu sonhar que, por algum motivo, voltei a frequentar a escola agora depois de adulta e são sempre pesadelos. Engraçado eu não ter tido essa impressão quando estava realmente lá.


1. Quem era você na escola, como você era? E como era a sua escola?

Eu era a boa aluna que os professores usavam de exemplo para o resto da turma e, por isso, não era muito querida. Me chamavam de CDF mas eu não ficava com a cara enfiada nos livros mais do que nenhum colega, só sempre tive mais facilidade pra aprender tudo e pegava as matérias rapidinho. Exceto em Educação Física, que até o Ensino Médio (e no finalzinho dele) foi uma tortura e nunca aprendi a jogar nenhum esporte direito porque nunca me escolhiam pra nenhum time, então eu ia jogar xadrez com outros párias (era o que me dava as notas da disciplina). Sempre sentei na frente, porque precisava de óculos e também porque não gostava de ficar no meio de muita gente conversando. Quanto à escola, estudei em várias - só no Ensino Médio, uma diferente (em cidades diferentes, inclusive) por ano. Com exceção das primeiras 3 séries, que estudei na Escola Adventista (por algum motivo), passei o resto da vida escolar em escolas estaduais. Sempre gostei muito de todas, menos da última, que foi a única que realmente detestei por inúmeros motivos.


2. Qual era a sua tribo?

Eu não tinha uma. Demorei até a adolescência pra fazer parte de uma panelinha, e ainda assim era um grupo de poucas amigas e nós éramos muito variadas entre nós, em gostos e estilos. Sempre fui muito desligada com a minha aparência até recentemente, então eu realmente não tinha um estilo quando estava na escola (até porque a gente tinha que usar uniforme completo, então não dava pra ter muita liberdade, de qualquer jeito).


3. No recreio, onde era mais fácil te encontrar?

Geralmente sozinha, sentada em algum degrau perto da escada que dava pras salas de aula (eu fui monitora de turma por três anos e ficava responsável pela chave da sala, então precisava ser a primeira a chegar quando tocasse o sinal). Nos inícios de ano em escola nova eu também ficava sozinha por vários dias até me enturmar, mas depois era mais comum andar à toa com as amigas pelo pátio ou ficar sentada no chão, mesmo (em Curitiba era engraçado no inverno, nós procurávamos algum canto com sol pra ficarmos e era geralmente no meio da quadra onde os meninos jogavam basquete hahah).


4. Já namorou ou ficou com alguém da escola? Foi dentro ou fora da escola?

Nunca. Tinha as coisas que eu achava que eram paixonites mas que nunca deram em nada.


5. Já fez alguma coisa escondida ou contra as regras? Já cabulou aula?

Contra as regras, não, mas houve uma época em que a escola ficou 3 meses sem aulas por causa de uma greve, então a gente passou a ter aulas todos os sábados até o fim do ano pra repor. Eu ia, mas uma vez não tinha mais lugar dentro da sala (juntavam várias turmas em uma só) e eu ia ter que puxar uma carteira para o corredor, então achei melhor deixar passar aquela. Mas não podia ir embora, então fiquei uma hora escondida no banheiro até tocar o sinal. Adrenalina. Minha mãe descobriu e levei uma baita bronca federal, mas foi minha maior infração escolar, hahah.


6. Se lembra de alguma modinha que você seguiu?

Ah, eu usei as pulseirinhas coloridas de silicone, as gargantilhas de tattoo tribal que estão na moda de novo, fazia as bijus de miçanga, e queria ter aderido à moda das canetinhas de pintar cabelo mas elas eram bem caras. Colecionava as canetas gel e adesivos e papéis de carta e carimbos e essas modinhas todas. Apesar de socialmente esquisita, ainda era adolescente e gostava das mesmas coisas que todo mundo.


7. Qual foi o melhor e o pior dia?

Melhor dia: os melhores dias foram quase todos quando estudei em Campo Mourão. Um deles foi num evento da escola, durante uma semana de gincanas e atividades chamada Semana do Amor ou algo assim. O último dia era para fazer homenagens a quem amamos e, como calhou de ser logo antes de eu me mudar pra cá, os amigos da minha turma fizeram uma homenagem surpresa super fofa pra mim e eu nunca vou esquecer.

Pior dia: Teve vários dias ruins, a pergunta 10 vai resumir grande parte deles. Me lembro com detalhes de várias coisas chatas e elas não me chateiam mais, mas bem que eu preferia esquecer logo. :B


8. Se envolveu em algum tipo de briga ou movimento/protesto?

Em brigas, nunca. Protestos... ou não tinha muito disso na minha época ou eu realmente fiquei alheia ao que tava rolando nesse sentido.


9. Sua escola tinha alguma lenda, tipo a loira do banheiro? Você tinha algum medo na escola?

Sim! Uma das escolas tinha um anexo, a "continuação" dela ficava na quadra de trás, e o acesso dos alunos era por um túnel que passava por baixo da Via Rápida. Era um túnel longo e não necessariamente bem iluminado. Somente os alunos mais velhos estudavam nesse anexo, então fiquei os anos anteriores ouvindo sobre a história das moças que teriam invocado um espírito com o jogo do copo naquele túnel e que uma delas teria se enforcado lá, depois disso. Quando finalmente tive acesso a essa parte da escola, diziam que um dos desenhos no cimento do chão era bruxaria e tinha sido feito pelo tal espírito, e tinha mesmo uma corda pendurada na grade que protegia as lâmpadas, mas né... Me pergunto se os alunos atuais sabem dessa história, hahah.


10. Sofreu ou causou bullying em alguém?

Na minha época não tinha esse nome, mas eu fui fortemente zoada na escola a maior parte da minha vida letiva. Eu era quietinha e acabava me isolando por não conseguir me enturmar, então isso já era motivo suficiente pra pegarem no meu pé. Tive uma colega que foi um karma gigantesco por vários anos, e eu só sofri na mão dela porque chegava a acreditar realmente que ela era minha amiga, mesmo quando me humilhava como fazia, e morria de medo de ela e as outras que andavam com ela não quererem mais ser minhas amigas e eu ficar sozinha. Elas (e os outros por influência, porque elas eram a panelinha das populares) gostavam de me chatear especialmente por características físicas (desde o peso - eu nunca cheguei a ser gorda mas era mais gordinha que elas - até por ser branca demais, o cabelo sempre de qualquer jeito, meu nariz, uma pinta que eu tinha no rosto, as coisas que eu usava e como eu as usava...), mas também riam de mim por ser "infantil" e tudo o mais. Isso podia ser feito com comentários públicos, me deixando sozinha e ficando do outro lado do pátio apontando pra mim e rindo, escondendo as minhas coisas e/ou jogando elas de um lado pro outro, me dando boladas na cara na Educação Física, colocando desenhos na minha carteira ou passando folhas de caderno com pesquisas de opinião pela sala ("Você acha a Emma gorda?") e colando chiclete no meu cabelo. Mas, se alguém pedisse o caderno pra copiar, eu dava sem hesitação. Eu não me defendia e não tinha ninguém que me defendesse, também não achava tão ruim porque achava que era normal e todo mundo passava por aquilo, então talvez eu merecesse a humilhação. Essas coisas amenizaram no Ensino Médio mas meio que desandaram quando me mudei pra cá. A diferença cultural foi maior do que eu previ e meus novos colegas entenderam minha introversão como "arrogância sulista", o que rendeu uns meses sofridos de fim de escola. Mas enfim.


11. Como era sua performance em apresentações da escola? Curtia?

Detestava. E não ia bem porque morria de vergonha de ficar na frente de todo mundo ("Ô Emma, amarra essa blusa mais pra baixo!"), então eu decorava a minha parte e falava o mais rápido que podia. Eu preferia fazer os cartazes e as maquetes, se pudesse escolher não falar. Só fui melhorar nisso na faculdade.


12. Do que você mais lembra desse tempo? Quais as coisas que mais te trazem lembranças?

Me lembro de pesquisar pra fazer os trabalhos - tudo à mão, em papel almaço com recortes de revistas e xerox - e como eu gostava de fazer isso; fazia até quando não tinha nada pra fazer. Meus pais me ajudavam muito com isso (minha mãe com a pesquisa e meu pai com as maquetes) e sempre ficava muito bom; tinha especial orgulho dos meus trabalhos. Lembro de ir e voltar com o transporte escolar e costumava ser divertido. Lembro de só ter gostado de (ou suportado) Educação Física em Campo Mourão, onde as aulas eram variadas e minha turma e professor eram super queridos. 


13. Teve algum professor(a) ou funcionário(a) que te marcou?

Tenho um monte de lembranças aleatórias, boas e ruins, de vários professores; mas a mais marcante foi, sem dúvida, a de Português da 5ª e 8ª séries e 1° ano. Ela me deu uma advertência escrita uma vez por uma grande injustiça - eu tinha esquecido o livro de leitura em casa (tava embaixo do meu travesseiro, porque eu tinha lido ele antes de dormir) e, em vez de me deixar ir à biblioteca pegar outro, achou mais legal humilhar a boa aluna me obrigando a pagar castigo na frente da turma, também. Essa história deu um rolo, depois, mas foi a única vez que ela fez algo contra mim, especialmente. Ela era geralmente absurda, tinha um método altamente questionável de ensino (tipo não ensinar - "leiam da página tal até tal depois façam os exercícios" "professora, não entendi a pergunta 2" "lê de novo" "ainda não entendi" "lê de novo" - ao menos a gente aprendeu a ser autodidata :B), mas era patrimônio histórico da escola, já havia sido diretora, então faziam vista grossa pra esses absurdos. Por outro lado, quando ela descobriu que eu estava na fase Júlio Verne, me emprestou livros de sua coleção pessoal. Nunca entendi essa mulher.


14. Se você pudesse voltar no tempo, o que diria para você mesma naquela época?

"Deixa pra lá; você não precisa deles".


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Não tenho fotos minhas na escola antes do Ensino Médio, então vou mostrar a pior de todas: a do meu antigo RG, que fiz aos 11 anos, na escola mesmo. Franja torta, a cara séria de sempre e uma camiseta do Castelo Rá-Tim-Bum por baixo do uniforme. Não admira o bullying todo (mas, ei, a camiseta era do Etevaldo, super sci-fi!).



22/04/2016

8 curiosidades sobre o nosso planeta

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22 de abril: Dia da Terra e do Descobrimento do Brasil (quem disse que eu não faço poesia?).

O Brasil não é nada sobre o qual eu queira falar (a não ser que seja o outro Brasil), então pesquisei e compilei curiosidades sobre a Terra, que é muito mais que o nosso país e que todos deveríamos conhecer melhor, admirar e respeitar.


  • Atualmente, vivem na Terra cerca de 14 milhões de espécies diferentes de seres vivos (entre animais de todos os tipos, plantas e micro-organismos). Se 14 milhões de coisas diferentes parece muito, lembrem-se de que, desde o surgimento do nosso planeta, 99% das espécies que já viveram aqui agora estão extintas.

  • Nossos oceanos cobrem cerca de 70% do planeta. Ainda assim, só conhecemos 5% deles. Sabemos muito mais sobre o espaço do que sobre a nossa vida marinha.

  • A Grande Barreira de Coral, na costa da Austrália, é a maior estrutura viva do planeta. Tem 344.400 km² e pode ser vista do espaço (ao contrário da Muralha da China).

  • A maior temperatura já registrada na Terra foi de 56,7°C, em Death Valley (sugestivo), Califórnia, em 1913. A mais baixa foi de -89,2°C na estação Vostok, na Antártida, 1983 (tardígrados sobrevivem tranquilamente em ambos).

  • De acordo com alguns estudiosos, a Terra já foi roxa onde hoje é verde. É porque as formas de vida bem no início da evolução eram baseadas em retinal em vez de clorofila.

  • Apesar de já termos tido uma grande megafauna e dinossauros, o maior e mais pesado animal que o nosso planeta já viu ainda existe: a baleia azul, que chega a mais de 180 toneladas (o maior dinossauro já descoberto pesava "apenas" 73 toneladas).

  • Muitas regiões da superfície sofrem com atividade vulcânica, mas 90% delas ocorre abaixo do mar. Em 1993, foi descoberta a maior área de atividade vulcânica do planeta no fundo do Oceano Pacífico, do tamanho da cidade de Nova York, com 1133 vulcões.

  • Estima-se que cerca de 115 bilhões de pessoas já tenham vivido no nosso planeta. A população atual é de 7,3 bilhões, um terço dela só na China e na Índia.


Para outras curiosidades sobre o nosso Planeta Mãe (aquela que a gente nunca respeita e que já tá cansada da gente - obrigada por essa, @thetigersez), confiram as outras postagens que fiz:






Fonte: List25

05/04/2016

9 macetes pessoais pra lidar com a ansiedade

Talvez a ansiedade, bem como todos os distúrbios psicológicos, como a depressão, seja tratada com certa leviandade por parte de quem não entende realmente que ela é uma doença como qualquer outra. Afinal, "todo mundo se sente ansioso de vez em quando", e isso é tremendamente invalidador para quem sofre com isso cronicamente. A ansiedade é uma sensação que todos eventualmente experimentamos, claro, mas há diferença entre não conseguir dormir por estar inseguro ou excitado quanto a uma novidade e não conseguir ir trabalhar porque se tem crises de pânico incapacitantes sem qualquer explicação racional. A ansiedade como distúrbio crônico não se cura com um tapinha nas costas e um "relaxa que passa", mas somente com remédios e muita terapia, e nem todos temos como cuidar disso como deveríamos.



arte que fiz no extinto tunewiki para essa música do Against Me! 



Porém, tem como aliviar. Sou reconhecidamente ansiosa desde que me lembro de existir e não consigo evitar o pânico sempre que tento, mas, ao longo da vida, fui prestando atenção no que ajuda e compartilho as ideias com quem também não pode ou quer se submeter a tratamentos psiquiátricos. Nem sempre faço tudo o que vou listar abaixo porque prefiro evitar tudo sempre que possível mas, na impossibilidade, as alternativas são:


Inspirar, expirar.

A dica mais velha da humanidade, mas que funciona maravilhas. Se o que está me deixando ansiosa é algo que eu tenha que fazer imediatamente (mesmo que eu já esteja preparada pra isso), ajuda inspirar pelo nariz e expirar pela boca, lentamente, várias vezes, por alguns segundos. Respirar fundo ajuda a clarear a mente, dá aquele "reset" na cabeça e assim a gente consegue focar os pensamentos só no que precisa fazer. Se der pra beber água, beba água também. Mas água, nada de cafeína ou açúcar. E em pequenos goles, colega, senão você vai querer correr pro banheiro no meio da coisa.


Um dia de cada vez.

Uma vez, quando ainda estava na faculdade, eu havia passado uma semana trabalhando em uma grande exposição que acontece na cidade todos os anos. Não era algo que eu queria fazer, por envolver contato com gente demais por tempo demais, mas eu precisava porque não tinha opção, sendo estagiária e tudo o mais. Depois de uma semana exaustiva, minha chefe confirmou que eu participaria novamente no ano seguinte, e pronto: já tava entrando em pânico com a perspectiva de passar por tudo de novo, chorando e perdendo o sono faltando literalmente um ano pra isso. Isso é algo pelo qual não me permito mais passar, mas, pra dar um exemplo mais recente, eu ainda ficava ansiosa toda semana só por saber que teria de dar aulas no sábado de manhã. As turmas de sábado não eram mais desafiadoras que as do resto da semana, mas saber que eu não teria tempo de me preparar psicologicamente antes de sair de casa e ficar o dobro do tempo entretendo o mesmo grupo de pessoas (as aulas de sábado têm duas horas em vez de uma) sempre me deixava nervosa o suficiente pra ter crises toda sexta. O que eu procurava fazer nesses casos, então, era parar de pensar no sábado: arrumava o que tinha de deixar preparado e esquecia dele até ele chegar. E faço isso sempre que preciso fazer algo fora da minha rotina em alguma data que não seja hoje: "Hoje é hoje. O que eu tenho que fazer HOJE?".


Me prender à vantagem.

Se o que está me deixando ansiosa é algo que eu precise fazer e não tenha o costume de fazer, tento não pensar em todas as coisas horríveis que podem acontecer e tento listar o que pode ser legal sobre aquilo. Pode ser a vantagem mais idiota, mas me prendo a ela pra não desistir. É o que eu costumo fazer quando preciso telefonar pra algum serviço de atendimento, por exemplo. Telefonemas são coisas que me deixam muito, muito ansiosa, porque tenho DPA (que é, vulgarmente explicando, uma dislexia auditiva) e ninguém realmente me dá um desconto por isso, então eu volta e meia me vejo obrigada a pegar o telefone pra resolver algo. Eu vou ter que pedir pra pessoa repetir mil vezes as instruções, vou ficar com vergonha e a pessoa vai ficar irritada, mas ao menos minha internet vai voltar a funcionar, então eu me esforço pensando nessa vantagem. 






Menosprezo.

Encarar as coisas como desimportantes ajuda muitíssimo. Se eu me habituar à ideia de que aquilo é uma coisa qualquer que eu tenho que fazer entre tantas outras, minha cabeça não se dedica a superestimar o evento e não me pressiona a ter que ser perfeita naquilo (a gente sabe, né, que quanto mais se preocupa com a coisa, pior acaba fazendo). Vou ter que ir a uma festa? Sem problema, vai ter um monte de gente cuidando das próprias atividades e eu vou ser só mais uma ali no meio. 


Falsa confiança.

Fingir que já fiz aquilo mil vezes e que sou boa naquilo é um truque que funciona bastante bem, e funciona como a dica anterior por tirar a importância que a gente tende a dar às coisas diferentes. Se eu tenho uma turma nova ou alguma aula diferente pra dar, é só pensar que eu já passei por aquilo um monte de vezes e que, por mais insegura que eu esteja, os outros vão estar provavelmente mais nervosos que eu. Quando eu tive que dar aulas pela primeira vez, estagiando durante a faculdade, o que me acalmava antes de encarar as turmas de adolescentes era a convicção de que eu sabia mais do que eles. Não é um pensamento altruísta, mas definitivamente dá confiança suficiente pra evitar a sensação de que todos estão me achando a pior coisa do mundo.


Recompensa.

Em dias em que o motivo da ansiedade é simplesmente exaustão de tudo e não ver a hora de ir embora, eu procuro pensar no que vou fazer depois como uma recompensa por aguentar mais um pouquinho: comer algo diferente, ir a algum lugar, comprar alguma coisa que eu queria faz tempo, dormir mais cedo/mais tarde. "Não vou aguentar ficar aqui mais 5 horas, vou ter um troço. Mas quando chegar em casa vou assistir a um episódio inédito de Star Trek, não vejo a hora!" era um pensamento bastante constante nos últimos meses de trabalho na escola.


Escrever tudo.

Conversar é bom; botar pra fora é uma boa ideia pra se livrar da pressão. Mas, se a gente não tem um terapeuta pra isso, acaba enchendo o saco dos amigos e, eu sei, por mais que eles digam que você pode conversar com eles, é um saco. Ninguém é obrigado a aguentar nossas ansiedades "sem motivo" quando eles próprios já têm o suficiente com o que lidar. Então, eu escrevo. Não preciso nem escrever o que tá me incomodando; é nessas horas que eu venho pro blog falar sobre coisas desconexas ou recorro aos livros interativos. Dá pra passar o tempo, distrair a cabeça com outras coisas e, talvez, ser útil nesse meio tempo (ei, minha postagem temática sobre fezes é uma das mais visitadas do blog!).


O cachorro.

Eu tenho pena de quem não pode ou não quer ter animais de estimação ou os tem e não sabe o quanto eles são fantásticos. Cães são amigos sensacionais e eu sinto muita falta de ter um por perto. Gatos são incríveis mas não ajudam muito nessas horas de ansiedade, porque só brincam quando querem e odeiam ser importunados quando estão dormindo ou tomando banho ou comendo (o que fazem o dia todo, HAHAHA). De qualquer forma, ter um animalzinho é terapêutico e faz bem tanto pra gente quanto pra ele. Cuidar ou brincar com um tira nossa cabeça da gente mesmo e são preciosos momentos de companhia sem pressões sociais ou julgamentos.





Exercícios.

Comecei uma rotina de exercícios recentemente e notei tanta coisa boa como resultado desde então que me pego fazendo exercícios até quando não tá na hora certa. Às vezes eu não tenho nada pra fazer por um tempo e começo a ficar ansiosa pensando que deveria estar sendo útil de alguma forma, então, quando vejo, já tô lá fazendo polichinelo e agachamentos, ou indo caminhar. Tenho experimentado com um pouco de ioga, também, embora não dê pra fazer direitinho em casa, mas é ótimo pra relaxar e desanuviar a cabeça. 


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Eu gostaria de dizer que ler, ouvir música ou ver filmes, que são algumas das minhas atividades favoritas, ajudam, mas à beira de uma crise de ansiedade nenhuma tarefa que exija que eu fique parada resolve, porque a cabeça divaga do mesmo jeito e o importante é distraí-la ou ocupá-la o máximo possível, sem dar tempo de pensar nela mesma. 

Lembro que tudo isso são paliativos, e às vezes nada disso funciona de verdade. Cada situação é uma situação e o estado de espírito influencia bastante. Se eu tô cansada ou irritada ou deprimida ao mesmo tempo, nem tento nada disso e não há nada que resolva. Mas são ideias. Algumas, inclusive, são recomendadas por profissionais.

Deu pra ter uma ideia da constante batalha que o meu cérebro trava com ele mesmo todos os dias pra me permitir "funcionar" socialmente e manter a aparência de quem tem tudo sob controle. Sabendo que é exatamente assim com todas as pessoas ansiosas do mundo, respeite suas limitações e procure entendê-las antes de exigir um comportamento "normal".





E vocês? Conhecem algum truque que os ajuda? Dividam nos comentários pra outros ansiosos aproveitarem! :)