08/05/2016

O Dia das Mães ao redor do mundo

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O Dia das Mães como nós o conhecemos e comemoramos aqui no Brasil foi criado nos Estados Unidos, em 1914, por uma mulher que nunca chegou a ser mãe mas que lutou para que houvesse um feriado nacional que homenageasse as mulheres que fazem tanto pela família e a sociedade. Pensou nisso para homenagear a própria mãe, que era líder de comunidade e ativista ferrenha pelos direitos das mulheres. Entretanto, não muito depois de conseguir o que queria, Anna Jarvis se enfureceu com a conotação comercial que o feriado logo recebeu e passou a protestar contra ele. Segundo ela:


Um cartão impresso não significa nada além de que você é preguiçoso demais para escrever para a mulher que fez mais por você do que qualquer outra pessoa no mundo. E doces! Você dá uma caixa à sua mãe e aí come quase tudo sozinho. Grande sentimento.


Apesar de ser um feriado relativamente recente, as mães têm sido homenageadas pela humanidade desde muito tempo atrás. No Egito Antigo, homenageava-se por vários dias a deusa Ísis, vista como figura maternal, com teatros representando sua busca por Osíris para ressuscitá-lo. Os antigos gregos e romanos também homenageavam suas deusas maternais, Rhea* e Cibele; mas foi a Igreja Católica que inspirou o feriado que comemoramos hoje: não homenageando Maria, mãe de Jesus, mas a própria Igreja. Celebrado, então, durante a Quaresma, o "Mothering Sunday" no Reino Unido e alguns países da Europa era o dia em que os cristãos iam às missas da igreja matriz em vez das paróquias. Com o tempo, claro, aproveitaram o nome do dia para homenagear Maria e as mães paroquianas, e as crianças levavam flores para entregar a elas nas missas. 

*o asterisco é para fazer um comentário que não posso deixar passar: acho irônico que Rhea seja o nome científico das emas, bicho mais desprovido de instinto maternal de, provavelmente, todo o reino animal. Quem constrói o ninho, choca os ovos e cria os filhotes é o macho.

Hoje, a maior parte dos países comemora o Dia das Mães no segundo domingo de maio e mais ou menos da mesma forma, com presentes, jantares e telefonemas (nos EUA, é a data com maior fluxo de telefonemas, mensagens e reservas em restaurantes). Alguns países têm por costume dar esse dia de "folga" para as mães descansarem enquanto os maridos e filhos cuidam dos afazeres domésticos (UM dia no ano...). O Reino Unido, alguns outros países europeus e a Nigéria mantiveram a tradição de comemorar a data no quarto domingo da quaresma e também o nome originalmente dado pela Igreja Católica. Na Austrália e no Japão as homenagens incluem usar um cravo na roupa: colorido se a mãe ainda estiver viva ou branco se já for falecida.

A data é instituída e comemorada nos países pelos mais diversos motivos, que vão de costume e comércio a religião e política. Vejamos alguns dos mais interessantes:


  • Na França, o Dia das Mães foi adotado para encorajar as mulheres a ter mais filhos, já que o país contava com baixa natalidade no início do século XX. É comemorado geralmente no último domingo de maio, mas pode ser no primeiro domingo de junho (dependendo do feriado de Pentecostes).
  • Em Israel, a data é comemorada no aniversário de morte de Henrietta Szold, que não tinha filhos mas tinha uma instituição que recolhia crianças judias dos acampamentos nazistas e lutava pelos direitos infantis. 
  • No Paraguai, as mães são homenageadas na mesma data da Independência do país. Isso é uma homenagem a Juana María de Lara, que foi essencial na conquista histórica do país. O governo do país, entretanto, tenta há anos separar as datas para que a Independência tenha um pouco mais de popularidade do que o Dia das Mães, mas até hoje as duas datas continuam sendo celebradas juntas.
  • A data vem lentamente ganhando popularidade na China, mas ainda não é considerada feriado. Ela homenageia principalmente as mães pobres das áreas rurais do país que sustentam suas famílias.
  • A Alemanha, atualmente, comemora a data como a maior parte dos países, mas durante a Segunda Guerra Mundial era costume que, nesse dia, as mães alemãs ganhassem medalhas (de ouro, prata ou bronze, dependendo da quantidade de filhos que tivessem - e não só isso, mas também pela saúde deles, comportamento e tendências políticas) para incentivá-las a ter mais filhos.
  • Os antigos países comunistas celebravam as mães no Dia Internacional da Mulher, costume que, atualmente, só a Rússia mantém.
  • Na Tailândia a data só passou a ser comemorada nos anos 1980, com intenção de promover a sua família real. Por isso, o Dia das Mães é comemorado no aniversário da rainha (e o Dia dos Pais, claro, no aniversário do rei).
  • No Nepal é costume que se homenageie as mães já falecidas nessa data. Para tanto, as pessoas seguem em procissão até os lagos de Mata Tirtha, onde, segundo as lendas locais, órfãos podem ver o rosto de suas mães na água. A tradução do nome do feriado local quer dizer "Dia de ver o rosto da mãe".


Curiosidade: o nome correto do feriado, conforme instituído por Anna Jarvis, é "Dia da Mãe", no singular (como é chamado em Portugal). Isso porque a data é para celebrar a mãe da sua família em especial, não "todas as mães do mundo".

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Já viram a postagem sobre as mães mais estranhas do mundo? Aqui vai mais uma mãe curiosa:

  • A mulher mais velha a ser mãe foi a anônima esposa do Sr. Steve Pace. Teve seu 17º filho aos 73 anos, em 1941, 23 anos depois do 16º.



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Fontes: TIFO | List25 | Wikipedia

Um comentário:

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