Pular para o conteúdo principal

Por que existem nomes diferentes para os mesmos países?




Grande parte dos países do mundo é chamada por nomes parecidos em várias línguas. O nosso, mesmo, só tem adaptações: Brasil, Brazil, Brésil, Brasilien... Entretanto, alguns países recebem nomes completamente diferentes, dependendo da língua em que são chamados. É o famoso caso da Alemanha: afinal, por que chamamos o país de Alemanha e os países de língua inglesa o chamam de Germany, se lá, mesmo, eles chamam o próprio país de Deutschland?!




No caso das adaptações linguísticas, os nomes ficam um pouco diferentes porque não existe uma língua mundial, então cada povo pronuncia os nomes dos lugares como fica mais confortável em sua língua. Entretanto, os nomes originais dos lugares são escolhidos por cada povo com base em significado cultural - só que nem sempre o lugar em questão significa a mesma coisa para o resto do mundo, e é por isso que países diferentes acabam dando outros nomes para alguns lugares. 

Vamos seguir o exemplo da Alemanha. Antes do povo local chamar o país de Deutschland ("terra do povo"), a região era conhecida como Germânia, nome dado pelos romanos quando controlavam o continente. Esse nome foi inspirado pelos gauleses, tribo próxima dali, que se referia à essa tribo vizinha como os "germani", que significava simplesmente "vizinhos". A língua inglesa ainda hoje usa Germany para se referir ao país com base nessa origem. E aí, perto dessa tribo dos germani, na região onde hoje é a Suíça, vivia a tribo dos alemanni. Então vieram os países de língua latina e... Entenderam pra onde isso vai?

Nos casos de outros países que apresentam essas variações de nome, a culpa é do "telefone sem fio"; ou seja: um explorador visitava o lugar, perguntava o seu nome aos locais, entendia errado por não entender a língua, e ia espalhando para outras pessoas (comerciantes ou pessoas influentes) que também iam entendendo errado, e assim a coisa acabava ficando completamente diferente do que era pra ser. Foi o que aconteceu com o Japão, por exemplo. O nome original do país, como é chamado lá, é Nipon. Quando Marco Polo esteve na China, no século 13, ouviu falar de uma ilha chamada Cipangu, no dialeto local. Quando voltou à Itália, o nome acabou sendo registrado como Giappone. Da mesma forma, mercadores portugueses que faziam negócios na Ásia ouviram falar da mesma ilha, que os malaios chamavam de Japang, e voltaram pra Europa chamando o lugar de Japão.

Bom, esses são alguns dos casos mais interessantes. Falar de todos daria um texto bem longo e muita, muita pesquisa. Para os curiosos, aqui vão alguns pedaços do mapa múndi com os endônimos (nome próprio conforme a própria língua) de cada país:


(clique para ampliar)


África

Ásia

Europa

América do Sul


Para visualizar o mapa completo e detalhado, clique no segundo link abaixo.

.

Postagens mais visitadas deste blog

O Dia dos Namorados e a visão de romance por uma assexual arromântica

Vejo que isso vem mudando lentamente, mas, como regra geral, todo mundo é naturalmente criado e tratado como heterossexual (e, consequentemente, heterorromântico). Eu, claro, cresci com essa absoluta certeza e não questionei isso até meados dos meus 20 anos. Até então, achei que eu só era mais "devagar" pra certas coisas, mesmo. Mas vamos ter que voltar um pouco e compartilhar informação demais.
Como expliquei na página de educação e visibilidade, o fato das orientações sexual e romântica serem coisas separadas e muitas vezes não serem correspondentes é o que mais confunde quem demora a "sair do armário". Eu mesma ainda me vejo questionando ambas, embora esteja convencida de que estou, ao menos, em algum espectro de ambas (confira a página mencionada). Não posso falar por todos os assexuais arromânticos porque, obviamente, cada pessoa é diferente da outra e as coisas são diferentes pra todo mundo. Então vou falar por mim.
Embora só tenha percebido isso recentement…

... e ainda mais livros interativos!

2014 está sendo um ano muuuito esquisito... Não sei se tá todo mundo com essa impressão, ou se eu só estou prestando atenção nas coisas esquisitas, mesmo.
De qualquer forma, comentei em alguma postagem anterior sobre a necessidade da terapia que não vou fazer, e como esses livros interativos que tanto estão na moda andam me ajudando a aguentar toda a esquisitice desse ano.
Depois de Destrua Este Diário, que não vou terminar, e Termine Este Livro, que já terminei, peguei outros dois lançamentos: Listografia, de Lisa Nola, e 1 Página de Cada Vez, de Adam J. Kurtz.


O Listografia eu havia visto pelo Pinterest e achei a proposta atrativa pra mim: listar a vida de acordo com os mais variados tópicos. Os temas vão desde coisas simples, como os lugares em que você já morou, o nome de todos os animais de estimação que você já teve, seus programas de TV favoritos, as cidades que você conhece, até assuntos mais reflexivos, como as coisas sobre você que quase ninguém sabe, seus maiores atos de b…

As curiosas origens de 4 famosos jogos de tabuleiro

Adaptado do artigo original do Mental Floss.



Jogos de tabuleiro são uma forma de entretenimento criada pelos egípcios há 5 mil anos e nunca saíram de moda, mesmo que atualmente tenham sido adaptados em vídeo games ou jogos para o celular. Aqui vão as origens de alguns dos sucessos mundiais favoritos:

Monopoly / Banco Imobiliário

Embora seja considerado um jogo que glorifica o capitalismo (tendo sido banido de países como a China e a antiga União Soviética), este clássico foi inventado para representar justamente a ideia oposta. A americana Elizabeth Magie era ativista contra o pagamento de impostos imobiliários, no fim do século 19. Segundo ela e outros simpatizantes, deveria haver apenas um imposto de propriedade, diminuindo assim a diferença de riqueza entre os senhorios e os inquilinos. Para demonstrar de uma maneira fácil como as coisas aconteciam na época, Lizzie patenteou, em 1904, um jogo chamado The Landlord's Game ("O jogo do senhorio"), cujo objetivo era acumula…