23/10/2016

Dicas de filmes para ver na Netflix, parte 4

Se eu tenho uma reclamação sobre a Netflix, é que as sinopses que eles fornecem para os filmes e séries são irritantemente vagas. Aí acabo escolhendo coisas sobre as quais já ouvi falar em outros lugares, mas fico com a sensação de estar deixando passar muita coisa legal porque as sinopses não tornam os filmes interessantes.

Enfim, trago mais algumas recomendações do que andei assistindo por lá, sejam filmes famosos, premiados, cult ou não. Só coisas que assisti e gostei. A maior parte das dicas que dei anteriormente [1, 2, 3] já devem ter saído do catálogo, mas ainda ficam valendo.



[CLIQUE NA IMAGEM PARA VER O FILME]


► DOCUMENTÁRIO:


Acho obrigatório não apenas pra os fãs, mas especialmente para quem acha engraçado rir de uma pessoa que chega ao fundo do poço por ter sido sacaneada por todo mundo que dizia gostar dela (família, amigos, marido, empresário, imprensa, público). Conheçam a Amy piadista e carinhosa que o mundo conseguiu corromper até finalmente matá-la.


► TERROR:


É quase sempre frustrante achar um bom filme de terror no catálogo, mas esse aqui foi bem legal. Se você curte alienígenas, vai ficar bem feliz com ele.


► AÇÃO:


Demorei um bocado pra me interessar por esse filme, daí resolvi assistir e me arrependi de ter demorado tanto. O começo é um pouco confuso e paradinho, por isso recomendo paciência: depois fica não dá pra tirar os olhos da tela. Uma história incrível.


► ÉPICO:


Considerei uma excelente adaptação do livro; bastante fiel, com as falas originais em rima, e muito, muito violento, como a história é. Por mim, Fassbender pode ser rei do que ele quiser.


► FICÇÃO CIENTÍFICA


Ah, esse aqui eu assisti há um tempão e nem foi pela Netflix, mas não posso deixar de recomendar porque foi um filme que eu adorei (rolou até uma lágrima lá pro final). Classifiquei como ficção científica por ter robôs (quem não gosta de robôs?), mas talvez seja mais drama...?


► SUSPENSE:


Este também foi um que assisti bem antes da Netflix (no cinema, e sem ter planejado vê-lo, já que o que queríamos ver já tinha saído de cartaz). É bastante tenso e também gostei muito dele - cheguei em casa e corri pra pesquisar se era baseado em fatos reais!


► COMÉDIA:


Do mesmo diretor de O Grande Hotel Budapeste e tem o mesmo tom de comédia (sarcástica e um tanto cult e bastante nonsense). Se você gosta do estilo, é bem divertido, e o elenco também é sensacional.


► SUGESTÃO EXTRA:



Demorei tantos meses para publicar essa postagem que acabei perdendo a oportunidade de recomendar esse filme, que eu gostei tanto e assisti diversas vezes, mas que já está fora da Netflix. :( Uma história linda, uma fotografia maravilhosa e um elenco excelente. Assistam, quando puderem.

19/10/2016

MEGAPOST especial de Halloween



Estas são (acho que) todas as postagens temáticas de terror ou sobrenatural que fiz aqui no blog, bem como sugestões de séries e livros a ver com o tema. Fiquei em dúvida sobre listar algumas coisas que se encaixam mais em ficção científica ou fantasia do que em terror, mas, clicando nos links, tá tudo lá de qualquer forma.

Não sei se vou manter essa lista sempre atualizada para servir de referência; vamos ver sobre isso. Lá vai, divirtam-se:


Artigos






Livros






Séries





Música






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Imagem: Designed by Freepik

10/10/2016

4 coisas que você nunca quis saber sobre o seu corpo




  • A maior parte dos pelos do nosso corpo é habitada por ácaros chamados Demodex folliculorum. Eles ficam especialmente no nosso rosto, nos folículos dos cílios, sobrancelhas, nariz e ouvidos, mas também podem ser encontrados em outras partes do corpo. Esses ácaros estão espalhados por tudo para se alimentar das nossas células mortas, mas não nos fazem nenhum mal, por isso não são considerados parasitas (embora possa haver um excesso, o que provoca algumas doenças da pele).



  • Temos mais bactérias vivendo no nosso corpo do que células humanas (a estatística aceita atualmente é de 3:1). Essa população bacteriana é chamada de microbiota e vem sendo mapeada geneticamente por cientistas que procuram entender toda a extensão desse convívio entre bactérias e células humanas. O que se tem certeza até agora é que a maior parte delas não só se beneficia do nosso corpo como também ajuda o nosso organismo a funcionar direitinho, nos impedindo de viver sem elas. 


  • Todos possuímos uma enzima chamada telomerase, que é responsável, grosseiramente falando, pela imortalidade das células. Essa enzima é ativa durante o nosso desenvolvimento embrionário, mas para automaticamente de funcionar assim que nosso corpo está completo. Depois que nascemos, ela só está ativa em células que morrem muito rápido e que, portanto, precisam se multiplicar muito, como as do esperma e da pele. Hipoteticamente, se tivéssemos essa enzima ativa o tempo todo, seríamos imortais (no que diz respeito a "morrer de velhice", já que o nosso corpo não se degradaria). Indústrias farmacêuticas estão testando ativar a enzima para o tratamento contra o envelhecimento, mas não houve resultado satisfatório até agora por um detalhe fatal: as únicas células que aceitam a telomerase ativa são as cancerígenas. Sendo assim, todas as cobaias acabam morrendo de câncer.



  • Nosso corpo não reconhece nossos olhos como parte dele. Nossos olhos são órgãos que estão muito expostos a fatores externos que podem machucá-los ou infeccioná-los através de microrganismos diversos. Por isso, eles têm um sistema imunológico só para eles, conferindo o que a ciência chama de imunidade privilegiada. O problema da imunidade privilegiada é que o sistema imunológico do resto do corpo interpreta esse sistema separado como uma ameaça ao resto do corpo e tenta atacá-lo. Os dois sistemas só não ficam perdendo tempo brigando um com o outro porque nossos olhos têm uma barreira física (formada por algumas células específicas) que os protege de nós mesmos - caso contrário, nossas células brancas devorariam nossos olhos sem pensar duas vezes.


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Fontes: List25 | Wikipedia

06/10/2016

... e outros livros interativos



Há algum tempo venho postando aqui no blog sobre alguns livros interativos que estou experimentando [1, 2, 3]. Esse ano está sendo particularmente difícil de lidar e, como tenho cada vez menos contato com pessoas, preciso ventilar toda essa dificuldade de alguma forma que me mantenha refletindo sobre isso pra que eu não pire de vez.

Os que estou preenchendo agora são esses:

essas ainda estão iguais
O Uma Pergunta Por Dia, publicado pela Intrínseca, eu já havia comprado no comecinho do ano, assim pude começar do dia 1º de janeiro, certinho. Mas, na verdade, dá pra começar de qualquer dia; ele vai durar exatos 5 anos a partir do dia que você começar a preenchê-lo. São 365 perguntas que você vai responder, uma por dia, por cinco anos. A ideia é ótima para a gente comparar o que continua igual e o que mudou na nossa vida ou na nossa cabeça. O folheei agora para tirar uma foto para a postagem e já vi coisas de meses passados que eu responderia diferente, agora. Quem sabe como vou responder no ano que vem?


considerem que agora a setinha do
'relacionamento' tá apontando pra trás
O outro é o ótimo Como Ser Feliz (Ou, No Mínimo, Menos Triste), de Lee Crutchley, publicado pela Paralela. Fiquei surpresa pela minha iniciativa de buscar um livro descaradamente voltado à autoajuda (pra vocês verem como anda a situação), mas simpatizei com esse porque ele não é good vibes, tentando me convencer de que "a vida é uma dádiva" e que eu "devo ser grata por cada dia" porque "tem gente pior que eu no mundo". O autor é designer e tem passado por maus bocados por causa da depressão, então resolveu ajudar outras pessoas com as coisas que o vêm ajudando a lidar com ela. São pequenas atividades criativas de reflexão sobre o dia a dia e o futuro; atividades que são dolorosas de fazer quando estamos em crise, mas que não nos forçam a fazer nada complicado. O livro também é pontuado por conversas do autor com a gente, bem como trechos de obras sobre a depressão, e, de forma geral, nos dá o conforto necessário ao sabermos que está tudo bem em se sentir mal. O tenho há vários meses e o estou preenchendo lentamente, conforme meu ânimo me permite; e não sei se, ao terminá-lo, estarei "feliz, ou, no mínimo, menos triste". Isso cabe a mim, não ao livro, mas ele certamente nos diz o que precisamos admitir para melhorarmos.


Ainda estou com outros na lista de desejos. Se conhecerem algum bacana, me indiquem!

02/10/2016

TAG: Línguas estrangeiras




1: Sua língua nativa.

Português brasileiro.


2: As línguas que você entende.

Em nível avançado, só inglês, mesmo. Tenho uma boa base de francês e um alemão bastante enferrujado.


3: As línguas que você está aprendendo, ou quer aprender.

Estou reciclando o alemão, avançando com o francês, aprendendo latim do zero e querendo aprender russo, gaélico e grego.


4: Alguém na sua família fala alguma língua que você não fala?

Na família imediata, não. Mas tenho parentes que falam italiano, espanhol e árabe.


5: A língua que você mais gosta de ouvir.

Inglês britânico. Puramente pelos sotaques.


6: A língua que você menos gosta de ouvir.

Fico nervosa ouvindo línguas asiáticas porque não consigo "pegar" nadinha que me pareça familiar. A entonação e o ritmo, muito diferentes das línguas ocidentais, me confundem muito.


7: Sua palavra favorita em sua própria língua.

Defenestração. A palavra e o que ela significa ("ato de atirar algo ou alguém pela janela") são coisas que estão guardadas no meu coração.


8: Sua palavra favorita em uma língua estrangeira que você conhece.

Facilmente, Backpfeifengesicht (do alemão). Não tem equivalente em outras línguas, e é um substantivo que denomina uma "pessoa cujo rosto merece levar um soco".


9: Sua palavra favorita em uma língua que você não conhece muito.

Nyet (нет). "Não", em russo. Acho o melhor não de todos.


10: Uma lista de outras palavras favoritas em qualquer língua.

Não quero pensar muito pra responder essa, então serão apenas três (eu sei que tem mais):
  • Avec (francês). É só uma preposição ("com"), mas sempre adorei falar avec, haha
  • Verloren (alemão). "Perdido". Também adoro falar essa.
  • Left (inglês). Left é uma palavra sensacional; adoro usá-la nas aulas de instrumental sobre a importância de se ler todo o contexto antes sair traduzindo palavra por palavra. Left pode ser "esquerdo(a)", mas também pode ser conjugação pretérita do verbo leave ("deixar" ou "sair"), e ainda ser seu próprio oposto, quando significa "sobrar". (Exemplifico: "There are five men in a bar. Two men just left the place through the door on the left. How many men are left now?")


11: Uma música que você goste que seja cantada em uma língua diferente da sua.

Vish, mas são todas, hahah!


12: Se você pudesse escolher uma língua para aprender automaticamente, sem nenhum esforço, qual escolheria?

Espanhol, acho. Eu poderia escolher uma mais diferentona, mas é justamente por isso que tenho preguiça de estudar espanhol, hahah.


13: Já assistiu a algum filme inteiro em uma língua que não entende muito bem, sem legendas?

Nas aulas de Alemão nós víamos alguns, mas na época eu conseguia pegar bem grande parte das falas. Saudade desse tempo.


14: Uma língua com que você simpatiza, mas não se esforçaria para aprender.

Italiano. Tenho vontade de aprender, mas ainda não tive a motivação necessária.


15: Escreva uma pequena introdução sobre você em uma língua que não seja a sua.

Je m'appelle Emmanuella, j'ai vingt-neuf ans et j'habite à Rio Verde, Goiás. J'aime la musique, la littérature et la science. Ich bin Englisch Lehrerin und Übersetzerin von Beruf und ich liebe es. I also mix languages a lot while speaking, so I can be very confusing.