06/10/2016

... e outros livros interativos



Há algum tempo venho postando aqui no blog sobre alguns livros interativos que estou experimentando [1, 2, 3]. Esse ano está sendo particularmente difícil de lidar e, como tenho cada vez menos contato com pessoas, preciso ventilar toda essa dificuldade de alguma forma que me mantenha refletindo sobre isso pra que eu não pire de vez.

Os que estou preenchendo agora são esses:

essas ainda estão iguais
O Uma Pergunta Por Dia, publicado pela Intrínseca, eu já havia comprado no comecinho do ano, assim pude começar do dia 1º de janeiro, certinho. Mas, na verdade, dá pra começar de qualquer dia; ele vai durar exatos 5 anos a partir do dia que você começar a preenchê-lo. São 365 perguntas que você vai responder, uma por dia, por cinco anos. A ideia é ótima para a gente comparar o que continua igual e o que mudou na nossa vida ou na nossa cabeça. O folheei agora para tirar uma foto para a postagem e já vi coisas de meses passados que eu responderia diferente, agora. Quem sabe como vou responder no ano que vem?


considerem que agora a setinha do
'relacionamento' tá apontando pra trás
O outro é o ótimo Como Ser Feliz (Ou, No Mínimo, Menos Triste), de Lee Crutchley, publicado pela Paralela. Fiquei surpresa pela minha iniciativa de buscar um livro descaradamente voltado à autoajuda (pra vocês verem como anda a situação), mas simpatizei com esse porque ele não é good vibes, tentando me convencer de que "a vida é uma dádiva" e que eu "devo ser grata por cada dia" porque "tem gente pior que eu no mundo". O autor é designer e tem passado por maus bocados por causa da depressão, então resolveu ajudar outras pessoas com as coisas que o vêm ajudando a lidar com ela. São pequenas atividades criativas de reflexão sobre o dia a dia e o futuro; atividades que são dolorosas de fazer quando estamos em crise, mas que não nos forçam a fazer nada complicado. O livro também é pontuado por conversas do autor com a gente, bem como trechos de obras sobre a depressão, e, de forma geral, nos dá o conforto necessário ao sabermos que está tudo bem em se sentir mal. O tenho há vários meses e o estou preenchendo lentamente, conforme meu ânimo me permite; e não sei se, ao terminá-lo, estarei "feliz, ou, no mínimo, menos triste". Isso cabe a mim, não ao livro, mas ele certamente nos diz o que precisamos admitir para melhorarmos.


Ainda estou com outros na lista de desejos. Se conhecerem algum bacana, me indiquem!

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