30/12/2016

2016, ou o ano que nunca vou entender

Como falar de 2016, esse ano que foi tão bizarro pra todo mundo? 

Talvez a gente nem devesse falar, mas só aceitar seu fim e esperar pelo melhor do próximo ciclo ao redor do Sol. Eu, entretanto, sempre acho que tenho que falar sobre as coisas. Acho que faz melhor botar tudo pra fora logo e esvaziar o peito pra abrir espaço pras próximas coisas, senão explode e faz sujeira.

Eu quero contar aqui sobre o ano tosco que tive. Ninguém é obrigado a ler, mas talvez tenha uma ou duas explicações sobre meu comportamento reprovável com a maioria das pessoas que conheço. 




Vamos começar com as desgraças. Aí eu fecho com o que teve de bom e fica aquele clima de final feliz.

2016 foi basicamente um ano de perdas. A gente nunca tá realmente preparado pra isso - do contrário não seriam perdas, só coisas que a gente deixou ir embora. Eu não gosto de ver as coisas indo embora, pois estão fora do meu controle e eu prezo muito, muito o meu controle.

A Luna, a cachorrinha doida que adotamos no fim do ano passado, foi a primeira delas, depois de apenas três meses com a gente. Ela teve cinomose, que não tem cura e ataca muito repentinamente. Já perdemos muitos bichinhos ao longo dos anos e sempre é uma dor que fica, mas foi a primeira vez que precisamos autorizar um sacrifício e é algo que eu espero nunca mais ter que decidir.

Dei uma surtada no meu aniversário. A cada ano eu tenho menos amigos e conheço menos pessoas, então cada aniversário acaba sendo um pouco mais triste, especialmente porque ainda gosto do dia. Algumas pessoas importantes pra mim esqueceram ou ignoraram a data (o que sempre acabo achando imperdoável, já que todos ficam o dia inteiro com o celular na mão e as notificações aparecem por todos os lados) e isso me deixou bastante chateada, então. Uma amizade particularmente importante e duradoura já andava abalada por outros motivos, mas esperei que meu aniversário fosse uma oportunidade para receber uma mensagem. Não foi, então acabei com isso de uma vez. Amigas antigas que costumavam participar das minhas festinhas na minha casa e que sempre receberam meus parabéns, mesmo longe, escolheram simplesmente ignorar, então cortei contato com todas elas também. Eu não sou a melhor pessoa do mundo na arte de manter amizades (eu sumo com frequência, não puxo conversa, mas não deixo de acompanhar e me fazer presente de alguma forma pra pessoa saber que eu estou ali), mas nunca soube lidar direito com ser deliberadamente ignorada por pessoas de quem eu gosto, então apaguei todo mundo das redes. Eu não tenho que ser importante pra ninguém, mas também não tenho que dar importância pra quem não tá nem aí pra mim. Pode não ter sido certo, mas nenhuma delas tentou voltar, até agora. A porta não tá trancada.

No meio do ano, descobrimos que meu pai estava com câncer. Foi uma descoberta acidental que apareceu em outro exame, e já estava num estágio em que era preciso fazer a cirurgia antes de começar qualquer tratamento. Não deu muito tempo da gente se acostumar com a ideia, então ficamos todos assustados e com muito medo do que podia acontecer, pois meu pai é cardíaco e havia o risco de o coração não aguentar o longo procedimento e toda a anestesia. A cirurgia correu bem, mas acabou tendo que ser diferente do que haviam nos preparado (inicialmente, ele perderia um pedaço do estômago, mas precisaram remover todo o estômago e o baço), então meu pai ficou compreensivelmente deprimido e isso afetou a todos aqui em casa. A fase de adaptação pós-operatória foi muito difícil pra ele e a rotina mudou bastante por aqui; mas ele ainda está fazendo tratamento e está livre da doença. Claro que torcemos para que continue assim e que ele se recupere o suficiente pra ter forças pro que vem pela frente, que não vai ser fácil por um tempo.

Por volta de agosto, começou uma crise de depressão que há bastante tempo eu não tinha - e pior do que qualquer outra que eu me lembre. Não teve um motivo específico, como as crises dispensam, embora seja compreensível que todas as dificuldades do ano acumuladas tenham dado nisso. Eu já andava bastante apática e todo aquele otimismo e autoestima que me visitaram no ano passado já tinham ido embora e eu estava de volta ao bom e velho cinismo. Tenho desde então chateado as pessoas e sido má filha, má irmã, boa profissional mas menos dedicada, e, sobretudo, uma péssima amiga. Eu realmente não tenho vontade de conversar, mesmo que esteja desabafando agora, porque não acho que alguém possa me tirar desse poço se eu não quiser sair dele, e algumas tentativas de ajuda fazem eu me sentir pressionada a melhorar com métodos que não funcionam pra mim. Eu sou grata, de verdade, pela preocupação dos amigos e por saber que posso contar com eles, e não sou indiferente a isso, por menos que demonstre. Se me afasto e eu sei que é irritante e egoísta, é porque eu quero muito que entendam e respeitem meu espaço até tudo melhorar. (Mãe e Giuli, se acontecer de vocês estarem lendo, nada disso é culpa sua. Amo vocês )

Desde o ano passado eu estava em um "relacionamento" que eu adorava e que me fazia super bem, e foi o que me fez segurar as pontas esse ano com alguma esperança e alegria. Era algo que eu nunca me permiti ter antes e que eu estava realmente feliz por ter conseguido, apesar de todas as minhas dificuldades, inseguranças e bloqueios. Fazia eu querer ser melhor por outra pessoa, me dava um motivo pra ficar bem, me divertia e distraía e só trouxe novidades boas. E aí isso acabou também, porque nunca era pra ter dado certo e ser mais do que realmente era, embora não tivessem me contado isso antes de eu me envolver demais. Houve muita discussão e ressentimento da minha parte, e tudo isso ainda me entristece de uma maneira exaustiva. Isso já tem uns meses e eu ainda estou sofrendo em lidar com isso como uma adulta porque, infelizmente, não passei por isso pela adolescência, como toda pessoa normal. Eu sabia que o fim disso me levaria de volta à pessoa que eu era um ano antes, o que realmente está acontecendo, e eu não gosto de ser cheia de autopiedade, mal-humorada e love-hater, mas agora vocês vão ter que aguentar.

Pra fechar, Morgan, Meg, Mística e Missy, minhas plantas carnívoras que eu tanto adorava e cuidava tão bem há tantos anos, morreram, todas. Uma atrás da outra. Não deixei de cuidar delas, mas acho que não tive vontade de insistir quando vi que elas estavam morrendo. Continuo aguando aquela terra triste na esperança de alguma delas voltar (a Morgan voltou, uma vez), mas sei que não vão. Como todo o resto que perdi esse ano.


aceito


Não vou ser injusta e dizer que não teve nada que prestasse esse ano, porque teve coisas legais que, espero, eu guardarei como lembranças boas desse ano zoado.

Passamos os primeiros dias do ano em Curitiba, como comentei na postagem do ano passado, e foi uma delícia estar com a família em um lugar que tanto gosto e de que tanto sinto falta. Também fui a São Paulo duas vezes, lugar que gostaria de poder visitar mais vezes porque tem TANTO pra fazer e nunca dá tempo! 

Fui ao show do Bring Me The Horizon, que estava com vontade de ir desde o ano passado e deu certo, mesmo. Passei mal e perdi metade do show, sentada no chão tentando não ser pisoteada, mas ainda assim foi maravilhoso e tudo sobre esse fim de semana vai ser lembrado com carinho.

Tive poucas traduções pra fazer (muito por não ter procurado clientes, coisa que a gente tem que fazer o tempo todo, mas... com que ânimo?). Mas tive oportunidade de voltar a dar aulas (na empresa onde meu pai trabalha) e com um material todo desenvolvido por mim. Foi bem experimental, mas fiquei satisfeita com o resultado e estou feliz por ter conseguido, também. Talvez haja outra turma ano que vem, e ainda voltarei a dar aulas na escola onde trabalhei até 2014 - só por um tempo, nada fixo. Acho que também vou ter oportunidade de atender mais alunos particulares, mas ainda estou estudando essa opção. E também estou com cada vez mais serviço no estúdio da minha irmã, na diagramação de álbuns ou ajudando com ensaios externos. Então acho que meu dinheiro pra livros em 2017 tá garantido, pelo menos.

Uma amiga teve a iniciativa de começar um grupo de estudo de Francês, então tomei vergonha na cara pra voltar a estudar de verdade. Bom, ainda não estou me dedicando como deveria por motivos de, sim, falta de ânimo, mas fazemos três horas todas as sextas e estamos avançando bem. Ela é muito dedicada e interessada, então eu tento ajudar com o que já sei e juntas vamos arranhando a garganta e criando diálogos mal-educados, hahahah. Também consegui um material para estudar alemão sozinha, então estou tentando recuperar o bom tanto que eu já tinha aprendido, um pouquinho todos os dias. Se eu me dedicasse mais, já estaria boa de novo, mas... O que me anima é que já tenho material de outras línguas pra começar depois de terminar este, então quem sabe eu não desista.

Ainda sobre estudar, fiz um curso de um mês sobre Astrobiologia, sobre o qual já comentei no último relatório de leitura. Foi muito, muito legal, e uma oportunidade maravilhosa de estudar duas coisas que amo juntas. Eu estou há bastante tempo pensando sobre tentar me redirecionar à ciência, mas as oportunidades ainda são muito difíceis, especialmente presa aqui. Mas, enquanto não consigo nada, estudo muito e procuro me manter atualizada, afinal, é um prazer aprender sobre o que a gente ama.

Perdi mais um pouquinho de peso do ano passado pra cá, não muita coisa (coloco isso como uma coisa boa, pois foi algo que sempre quis que acontecesse e que me exige um esforço saudável). Parei de caminhar porque ficou perigoso andar pelas ruas sozinha, mas estou fazendo alguns exercícios em casa pra tentar compensar de alguma forma. Não vou dizer que foi por isso que emagreci, mas ao menos me mantém ativa. Ando flertando um pouco com a ioga, também, e não faço direitinho (por falta de espaço e silêncio e tempo) mas faço uns minutinhos todos os dias e ajuda com a ansiedade.

Fiz mais duas tatuagens: o símbolo de comando da Frota Estelar de Star Trek (minha mãe fez igual, porque somos nerdinhas trekkies ) e um dinossauro bem grande colorido. É um estiracossauro e foi divertido de fazer. Infelizmente, todo o estresse desses dias provocou uma reação alérgica a um dos pigmentos, então a cicatrização ainda está dando bastante trabalho. Estou tratando com Contractubex e tem dado um resultado bem lento, mas já dá pra ver melhora. Tô confiante de que um dia esse troço vai ficar lisinho e lindo.





Depois do que aconteceu com a Luna, evitamos ter outro cachorro. Foi um ano bem triste sem um cachorro por perto, apesar de todos os gatos, pois sempre tivemos cachorros e ficou aquele vazio na vida (e eu, que nem superei a Akira, ainda?). Mas então, agora no finzinho do ano, arriscamos e adotamos o Spock, que é um bicho completamente maluco e vai demorar pra gente conseguir tirar uma foto dele sem precisar apertá-lo. 




E, claro, li muitos livros maravilhosos e ouvi artistas novos (pra mim) que vieram com músicas incríveis pra trilha sonora da minha vida; comecei a ver séries fantásticas e assisti a filmes excelentes, e tudo isso já foi indicado por aqui e vocês devem ter visto uma recomendação ou outra. Vou continuar fazendo isso, sempre que der vontade - se não por vocês, pra eu mesma vir aqui depois de um tempo e relembrar. Por falar nisso...


... Sobre o blog:


Pois é. Uma das coisas que mais me dava prazer nos últimos anos era pesquisar pra escrever aqui, e dividir conhecimento de coisas incríveis que eu ia descobrindo com todo mundo. Criei uma página no Facebook pra poder dividir com mais gente e divulgar mais todo o conteúdo de anos de pesquisa e redação.

Aí fiquei bem chateada com o retorno porque, além de apenas (literalmente) 10% dos meus amigos seguir a página, vi que a maioria dos meus conhecidos ainda preferia compartilhar postagens de páginas como Fatos Desconhecidos e Super Tela, que têm um alcance gigantesco, mas divulgam conteúdo do tipo "estudos apontam que..." e não colocam nenhuma fonte de pesquisa pra gente conferir. A maioria das pessoas não liga de checar se algum fato divulgado é realmente verdade e aceita o que vê de cara, mas eu sempre me preocupei em pesquisar e disponibilizar as fontes junto aos artigos. Eu procurava falar sobre assuntos que não via serem discutidos em outros lugares em língua portuguesa, então traduzia e adaptava tudo pra deixar bem fácil pra galera também saber sobre o assunto e entender bem.

Infelizmente, além do pouco alcance e da vertiginosa queda de visitas (na melhor época, meu blog recebia cerca de 2500 visitas mensais, contra 40 esse ano), comecei a receber comentários que não costumava receber e que me fizeram questionar se o que eu tava fazendo aqui era realmente tão relevante quanto eu achava que era. Se não agradava aos amigos e não agradava aos estranhos, achei melhor voltar ao conteúdo original, que era um monte de nadas mas que pelo menos agradava a mim. Eu ia apagar o blog,  porque fiquei realmente com raiva do prazer que me tiraram, mas ele tem um conteúdo que acredito ser muito bom para ser apagado, então vai ficar aqui. Eu sei que as pessoas não consomem mais esse formato de divulgação de conteúdo, mas tenho carinho pelo meu espaço e vai ser só mais um blog desinteressante, mas vai continuar.

Entretanto, há um rascunho de projeto para o ano que vem, com a mesma amiga das aulas de francês, e estamos empolgadas para a novidade. É sobre divulgação de conteúdo e opinião em conjunto, sobre assuntos de interesse, em outro formato. Vamos ver no que dá.


Um bom 2017 pra gente. Vai que melhora.
Beijos aos que ainda ficaram.

Manu ✩

24/12/2016

Desafio de Leitura 2016: Último relatório

Fim do desafio! Não cumpri todos os itens, como achei que aconteceria. Li mais de 50 livros mas, como continuei sorteando as próximas leituras, nem todas se encaixaram nos itens do desafio. Pra 2017, acho que vou seguir outro. Gostei dessa brincadeira.

Vamos ver quais foram as últimas leituras do ano:



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Ficção:





A Espada na Pedra
T.H. White - Lafonte - 2013 (1938) - 254p.
A Rainha do Ar e das Sombras
T.H. White - Lafonte - 2013 (1939) - 148p.
O Cavaleiro Imperfeito
T.H. White - W11 - 2004 (1940) - 335p.
A Chama ao Vento
T.H. White - W11 - 2005 (1958) - 201p.
O Livro de Merlin
T.H. White - W11 - 2005 (1977) - 203p.


Estava há muito tempo procurando uma boa história sobre o Rei Arthur (que amo e respeito como se tivesse mesmo existido, e sempre espero que tenha), mas não sabia exatamente qual obra procurar. Sabia que a mais importante e completa história publicada é o clássico Le Mort D'Arthur, e comprei um com esse nome, mas descobri que não era o livro certo. Enfim, um dia estava lendo um gibi qualquer de X-Men e, a certa altura, a Tempestade menciona que A Espada na Pedra é o livro favorito do Professor X, então achei que era uma boa indicação. Enrolei tudo isso só pra dizer que tenho os dois primeiros livros dessa série há um tempão mas só agora fui ler tudo. Infelizmente, a editora dos dois primeiros desistiu de publicar o restante, então foi bem difícil encontrar os outros três volumes pra ler. As capas não são maravilhosas, mas são edições bem bonitas por dentro. A Espada na Pedra conta a história do órfão Wart, protegido do rei Ector, e sua criação mágica com a tutoria do mago Merlin. Por ter um tom quase infantil, o livro foi adaptado em uma animação da Disney - o clássico A Espada Era a Lei -, em que vemos o futuro Único e Eterno Rei sendo transformado em vários animais para entender mais sobre a vida e a sociedade. O segundo livro, entretanto, muda completamente o tom da história, e já vem cheio de violência e personagens horríveis. Ambientado vários anos depois, A Rainha do Ar e das Sombras, de fato, é Morgause, começo da ruína de Arthur. O alívio cômico fica por conta do divertido Rei Pellinore e sua eterna perseguição à Besta Gemente, já desde o primeiro livro. O Cavaleiro Imperfeito nos apresenta Lancelot, melhor cavaleiro do mundo, melhor amigo de Arthur, e parte do famoso triângulo amoroso que todos nós conhecemos. Ao contrário do que normalmente se pensa, Lancelot era bastante feio e não era má pessoa - era, na verdade, bastante dedicado à sua missão heroica e muito devoto à Deus, mas foi seduzido pela ambiciosa Guinevere, o que também significou sua ruína. A Chama ao Vento é o mais emocionante de todos, pois é o que reúne toda a tragédia da história: Arthur já muito velho se preparando para a guerra contra seu filho Mordred, a punição de Lancelot e Guinevere, a morte trágica de seus sobrinhos e o fim da Távola Redonda. Em O Livro de Merlin, publicado postumamente à morte do autor, Arthur retoma sua educação com o mago, envolvendo-se novamente com os animais para que aprenda mais algumas valiosas lições antes do ato final. T.H. White escreveu O Único e Eterno Rei baseado em Le Mort D'Arthur, de Thomas Malory, do qual era admirador. Segundo ele, a obra original, apesar de maravilhosa, era muito longa e, por vezes, tediosa; então ele transformou a história em algo mais atrativo para o público. Sua obra é, desde então, considerada a precursora de outras narrativas épicas adoradas pelo público moderno, e trouxe uma leva de fãs do Rei Arthur que até então não existia.

✓ item do desafio: Um livro que se tornou filme
✓ item do desafio: Um livro com um triângulo amoroso
✓ item do desafio: Um livro que te fez chorar





A História de Kullervo
J.R.R. Tolkien - WMF Martins Fontes - 2016 (2010-15) - 164p.

Trata-se da primeira obra de Tolkien, só agora publicada, apesar de não ser uma obra original. Quando ainda jovem, Tolkien leu e se apaixonou por uma história da mitologia finlandesa chamada Kalevala. Entretanto, achou a tradução para o inglês um tanto ruim, então, erudito que foi, dedicou-se a aprender a língua finlandesa para que pudesse ler a obra original. Só que a tarefa foi bem mais difícil do que ele previu, então Tolkien desistiu de aprender a língua e decidiu reescrever a história como ele achava que ficaria melhor. E foi aí que ele rascunhou A História de Kullervo, personagem principal do Kalevala, e o que está publicado aqui é realmente um rascunho, pois Tolkien tinha milhões de ideias mas, infelizmente, raramente as concluía (não se sabe nem quando, exatamente, ele o escreveu. A briga está entre 1912-14). Do volume todo, apenas 40 páginas são, de fato, A História de Kullervo. As outras se dedicam a contar a história do contato de Tolkien com esse trágico conto que ele tanto adorava, e quanto dele influenciou o autor em sua maior obra, O Senhor dos Anéis, pois o processo de pesquisa e reescrita desse mito o inspirou a criar Túrin Turambar, personagem conhecido de O Silmarillion e, daí pra frente, todo o seu rico Universo. A língua élfica (qenya) que ele inventou, inclusive, foi fortemente baseada no finlandês que tanto estudou. O editor deste livro, Verlyn Flieger, incluiu também o ensaio de Tolkien, Sobre O Kalevala, que dá uma boa ideia de sua paixão e obsessão pela mitologia finlandesa. Se não um livro de entretenimento, certamente uma obra indispensável para os estudiosos de Tolkien.

✓ item do desafio: O primeiro livro de um autor popular




O Oráculo Oculto
Rick Riordan - Intrínseca - 2016 - 313p.

Depois da Grande Treta que finalmente foi resolvida em O Sangue do Olimpo, Rick Riordan volta com nossa amada mitologia grega em contexto atual com a nova série As Provações de Apolo. Nela, o arrogante deus é punido por Zeus por algumas coisinhas que ele fez ou deixou de fazer na briga feia da série anterior. Para tanto, ele é jogado na Terra na forma humana de um adolescente sem nenhuma qualidade especialmente atraente. Convicto de que essa é a pior coisa que poderia acontecer, Apolo procura a ajuda de Percy Jackson, mas o rapaz tem mais o que fazer da vida agora e não pode se envolver. Nisso, o ex-deus conhece a interessante semideusa Meg McCaffrey, uma garota de 12 anos bastante diferente e que o irrita bastante. Juntos, eles tentam chegar ao Acampamento Meio-Sangue em busca de ajuda, e lá descobrem um problema grave: os campistas estão desaparecendo e o Oráculo não funciona mais. Quíron, o centauro que é responsável por tudo lá, pede a ajuda de Apolo, que é, afinal, o deus dos oráculos. Em meio a uma grande crise de identidade adolescente recém-adquirida, Apolo sabe que precisa tentar, pois precisa cumprir sua punição para que possa ser aceito de volta no Olimpo. Narrada pelo próprio Apolo, é uma história muito divertida que traz vários personagens conhecidos das séries anteriores, vários personagens novos, e uma nova gama de problemas mitológicos pra gente conhecer ou recordar. Como sempre, uma delícia de ler. 

✓ item do desafio: Um livro ambientado em uma escola




365 Dias Extraordinários
R.J. Palacio - Intrínseca - 2014 - 432p.

Tudo o que envolve essa história na minha vida vem acompanhado de amor. Ganhei o livro Extraordinário como presente de despedida de uma turma de alunos, há uns anos, e agora ganhei este, que estava desde então na minha lista de desejos, da minha cara-gêmea lindona (Denny ). No livro principal, o professor Browne apresentava um preceito, uma regra a ser seguida, retirada da literatura ou de provérbios populares, a cada mês para que seus alunos refletissem sobre ele e procurassem aplicá-lo no dia a dia. Ao fim do ano, pedia para que os alunos o enviassem por carta ou email algum preceito que tivessem aprendido durante as férias. Este livro é, portanto, uma seleção de vários preceitos que ele recebeu de seus alunos, o equivalente de um para cada dia do ano. Ao fim de cada mês, o professor escreve um texto valioso sobre a importância da gentileza em diversas situações (para quem não conhece a história, ainda, Extraordinário é sobre bullying, gentileza e amadurecimento). Digo sempre que essa história deveria ser leitura obrigatória, não só nas escolas, mas para pessoas de todas as idades - afinal, nunca é tarde para aprender sobre a vida. Enfim, acho que a ideia era ler um por dia e refletir sobre cada preceito, mas devorei tudo em três dias. 

✘ à parte do desafio




O Mistério de Sittaford
Agatha Christie - Record - 1987 (1931) - 219p.

Já fazia um tempo que não lia nada da Agatha, mas finalmente saiu no sorteio. O próximo da estante era esse. Em Sittaford, pequeno vilarejo inglês, moram apenas algumas poucas pessoas, que agora estão reunidas em uma mansão para se conhecer melhor. O inverno está bastante rigoroso, então não há muito o que fazer dentro de casa. Alguém, então, sugere que façam uma brincadeira "sobrenatural" - a levitação de mesa. Conversando com os supostos espíritos, os participantes logo são informados de que um conhecido em comum havia sido assassinado. O major Burnaby, muito amigo do suposto morto, não acredita no sobrenatural, mas fica preocupado com o amigo e resolve sair pra ir ver se ele estava bem em sua casa. Muitos quilômetros e muita neve depois, Burnaby chega à casa do amigo e o descobre morto. Com as devidas investigações, um rapaz, sobrinho da vítima, é acusado e preso pelo crime. Porém, sua noiva, Emily Trefusis, se recusa a acreditar e conduz a própria investigação, com a ajuda de um jornalista, e assim eles vão descobrindo muitas verdades sobre os moradores daquele lugarzinho e como eles estão conectados. É mais um ótimo mistério da autora, que escrevia de um jeito delicioso e que nos mantém sempre interessados pela história. 

✘ à parte do desafio




Percy Jackson e os Deuses Gregos
Rick Riordan & John Rocco - Intrínseca - 2014 - 336p.

Maravilhoso! Mesmo para quem nunca leu a série Percy Jackson, todo interessado pela Mitologia Grega deveria ler este livro sem pensar duas vezes. Aqui, Percy Jackson foi convidado a escrever uma matéria completa sobre os Deuses do Olimpo, já que ele os conhece bem. Sendo assim, aqui ele nos apresenta a história de cada um dos doze olimpianos (mais os titãs e alguns outros deuses importantes) de acordo com a mitologia clássica, mas contada daquele jeito sarcástico e engraçadinho que conhecemos e adoramos. Como a Mitologia Grega é cheia de assassinatos, estupros e bebedeiras - coisas que não são, de jeito nenhum, bons exemplos para os leitores jovens -, todas essas partes são contadas de maneira que não pareçam nada legal e vêm cheias de comentários pertinentes. É um livro muito completo, divertido e delicioso de ler. Fica impossível não entender e não se divertir com histórias. (A narrativa é, inclusive, no mesmo tom que eu costumava fazer por aqui, nas minhas próprias postagens de mitologia. Só que, claro, bem melhor.) E é todo belamente ilustrado, também, numa encadernação grande e de capa dura. Considero um livro indispensável na coleção dos interessados pelo assunto e que tenham algum senso de humor.

✘ à parte do desafio




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Não-ficção:


Astrobiologia: Uma ciência emergente
V.A. - USP - 2016

Descobri este livro por indicação do Momentum Saga no Facebook, e depois de ler as primeiras páginas já fiquei tão empolgada que procurei um curso sobre o assunto e o encontrei no Coursera, que fiz ao mesmo tempo em que lia este livro. A Astrobiologia, como o nome do livro sugere, é uma ciência ainda nova que vem crescendo e finalmente ganhando seriedade no meio acadêmico. Até então, era conhecida como Exobiologia e se dedicava somente à busca de vida em outros planetas. Muitos cientistas achavam essa ambição um pouco fantasiosa demais para ser levada a sério, até que resolveu-se ampliar o foco de pesquisa. Sendo assim, a Astrobiologia se dedica a responder três questões: de onde viemos? para onde vamos? e estamos sozinhos?. Para tanto, cientistas de várias áreas da ciência (biólogos, químicos, físicos, astrônomos, geógrafos etc.) se dedicam a estudar a formação do Universo e a origem da vida na Terra, e assim juntar as informações para teorizarem se é possível (e como seria) que haja vida em outros planetas ou corpos celestes. Não é vulgarmente uma busca por alienígenas, mas a busca por entendimento dos mecanismos do Universo para desbancar a teoria tão aceita da nossa exclusividade terrestre em comportar vida. É um estudo interessantíssimo e envolve duas ciências que amo - biologia e astronomia. Este livro é uma compilação de artigos de cientistas da USP sobre o assunto e foi disponibilizado para download gratuito aqui. O curso de Astrobiologia, para os interessados, pode ser feito gratuitamente aqui (requisitos: entender e/ou se interessar muito por biologia, bioquímica e astronomia).

✓ item do desafio: Um livro publicado este ano





Grandes Enigmas da Humanidade - Vol. 3
Larousse - 2009 (2006)

Minha mãe comprou este em uma dessas feiras de livros que aparecem de vez em quando, então não tive acesso aos primeiros volumes da coleção. Este aqui traz uma grande quantidade de mistérios da História que eu adoro ler. Alguns foram novidade pra mim, outros já são assuntos batidos. Como a publicação original é francesa, a primeira parte é sobre "Mistérios da História da França", e eu não conhecia muito de praticamente nada dessa parte; mas uma história muito interessante aqui foi a de Chevalier d'Éon, que confundiu o país e o mundo desde o nascimento até a morte, pois ninguém (nem os pais, nem os médicos) sabia dizer se d'Éon era um homem ou uma mulher. D'Éon se aproveitava desse fato para ora se portar como um, sendo tratado por cavaleiro, ora por outra, sendo então tratada como amazona. Era uma pessoa de habilidade fantástica de esgrima e prestou serviços de espionagem para a realeza, pois era conveniente. Outra personalidade curiosa foi a dançarina Mata Hari, que também nunca saberemos se era quem dizia ser ou se era realmente uma agente dupla. A próxima parte do livro trata de "Pretendentes e Impostores", dos quais destaco a interessante história de Joana D'Arc. Depois, "Na Sombra da História", que fala, entre diversos outros personagens e lugares muito conhecidos por seus enigmas, sobre a descoberta do cadáver do misterioso Homem de Similaun. Por último, vem "Dramas Modernos" que trata de conspirações diversas e alguns nomes como Rasputin, que teve certamente a morte mais complicada da História. Enfim, uma fonte riquíssima de curiosidades que, em tempos melhores, eu até postaria por aqui. Fico devendo.

✘ à parte do desafio




O Mundo em Infográficos: A vida, o Universo e tudo mais
Jon Richards & Ed Simkins - Sextante - 2013 (2012) - 192p.


Peguei este porque estava muito baratinho pra um livro tão grandão, mas sem esperar muito dele. Sou a louca dos infográficos, então achei que daria pra aproveitar algo de bom dele. E olha que me surpreendi, porque é um livro excelente. Os infográficos são bem simples, nada muito elaborado, mas as informações são muito abrangentes (sobre tudo mesmo, Universo, vida, planeta, sociedade, invenções, anatomia, economia...) e, até onde eu entendo dos assuntos, bastante corretas - não percebi nenhum erro de pesquisa ou informações erradas do tipo "conhecimento geral". É tudo muito bem pesquisado e explicado de maneira muito, muito fácil de entender. Ótimo material de apoio para estudo ou para curiosos sobre tudo, como eu. 

✘ à parte do desafio



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Aqui estão todos os itens que eliminei do desafio:




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Um livro com mais de 500 páginasO Temor do Sábio
Um clássicoViagens de Gulliver
Um livro que se tornou filmeA Espada na Pedra
Um livro publicado este anoAstrobiologia: Uma ciência emergente
Um livro com um número no título2001: Uma odisseia no espaço
Um livro escrito por alguém com menos de 30 anosO Pistoleiro
Um livro com personagens não humanosAs Terras Devastadas
Um livro engraçadoVocê Não Deveria Estar Na Escola?
Um livro escrito por uma mulherA Chegada em Darkover
Um livro de mistério ou suspenseO Enigma da Pirâmide
Um livro cujo título seja apenas uma palavraNoturnos
Um livro de contosO Príncipe de Westeros e Outras Histórias
Um livro ambientado em outro país1356
Um livro de não-ficçãoDinossauros
O primeiro livro de um autor popularA História de Kullervo
Um livro de seu autor favorito que você ainda não leuJoão & Maria
Um livro que um amigo recomendouA Bolsa Amarela
Um livro que ganhou o Pulitzer
Um livro baseado em uma história real
Um livro há muito tempo na sua lista de esperaEvolução a Duas Vozes
Um livro que sua mãe adoraLobos de Calla
Um livro que te deu medoO Exorcista
Um livro com mais de 100 anos
Um livro que você escolheu pela capaO Tradutor Cleptomaníaco e Outras Histórias de Kornél Esti
Um livro que você deveria ter lido na escola mas não leu
Um livro de memórias
Um livro que você pode terminar em um diaABC de Fernando Pessoa
Um livro com antônimos no títuloA Música do Silêncio
Um livro ambientado em um lugar que você quer conhecerCavaleiros da Tempestade
Um livro lançado no ano em que você nasceu2061: Uma odisseia no espaço 3
Um livro que recebeu críticas negativas
Uma trilogiaA Busca do Graal
Um livro da sua infância
Um livro com um triângulo amorosoO Cavaleiro Imperfeito
Um livro ambientado no futuro3001: A odisseia final
Um livro ambientado em uma escolaO Oráculo Oculto
Um livro cujo nome tenha uma corA Torre Negra
Um livro que te fez chorarA Chama ao Vento
Um livro com magiaMago e Vidro
Uma história em quadrinhos1602
Um livro de um autor que você nunca leu
Um livro que se ambiente em sua cidade
Um livro escrito em outra línguaHow Languages Are Learned
Um livro ambientado no NatalKris Klaus
Um livro de um autor que tenha as suas iniciaisAs Piores Invenções da História (e os culpados por elas)
Uma peça
Um livro banido
Um livro baseado em um programa de TVDoctor Who: Cidade da Morte
Um livro que você começou e nunca terminou

Os outros que li fora do desafio não estão nessa tabela, obviamente, mas estão por todos os relatórios anteriores. Procurem, se quiserem.

Com exceção do "livro ambientado em sua cidade", tenho acesso a todos os outros, mas não tive oportunidade de lê-los a tempo do desafio acabar (porque me distraí com vários outros pelo caminho). Alguns dos livros lidos caberiam em mais de um item, mas não quis repetir. Pro do ano que vem, alguns itens serão iguais aos desse ano. Logo mais mostro qual vai ser.

E vocês, conseguiram ler o quanto gostariam? Topam encarar um desafio?

17/12/2016

Meus álbuns favoritos de 2016

Este ano, como todos os outros, marcou algumas mudanças no mundo da música. Além de algumas bandas que deram um tempo ou encerraram de vez suas atividades (ninguém que eu fosse muito fã, dessa vez), talvez alguns grandes futuros sucessos tenham surgido. Também tivemos o falecimento de David Bowie, Prince, Leonard Cohen e tantos, tantos outros. 

E aí tivemos o lançamento de vários álbuns, dos quais destaco meus favoritos.

(Mais uma vez: não ouvi tudo que meus artistas favoritos lançaram. Alguns já não acompanho há um tempo. Outros até ouvi mas não gostei tanto assim.)




Ellipsis
Biffy Clyro
alternative rock

O Biffy se tornou uma banda favorita e me acompanhou por todo esse difícil ano. Quando lançaram este álbum, fiz questão de tê-lo junto aos outros deles na minha coleção de CDs. Pela primeira vez estou ouvindo falar muito na banda por aqui, então espero que logo eles venham ao Brasil participar de algum festival que eu possa ir. O álbum já tem vários singles, inclusive o favorito de todo mundo, Re-arrange (pessoalmente, minha favorita absoluta desse álbum é Flammable, mas ela não é single...).





This is Acting
Sia
pop/soul

A Sia sempre foi compositora de outras cantoras pop, mas só começou a fazer sucesso com o próprio nome depois da explosão de Titanium, há uns anos. Desde então, lançou hit atrás de hit, cantados por ela ou não. As canções que compõe para si mesma sempre foram bastante pessoais e refletem as dificuldades por que passou, dando sempre uma mensagem positiva de superação que eu gosto muito. Este álbum, entretanto, é uma coleção de canções que ela compôs para outras cantoras e que foram rejeitadas por elas, mas que a compositora achou que eram boas demais para serem descartadas. O resultado: Cheap Thrills, que foi rejeitada por Rihanna, alcançou #1 nas paradas do mundo todo na voz de Sia e ainda trouxe um recorde maravilhoso - além de ser seu primeiro #1, é a primeira música em 16 anos lançada por uma mulher de mais de 40 anos a alcançar o topo das paradas (a última a conseguir tinha sido Madonna). Agora no fim do ano, foi lançada a versão deluxe do álbum, com músicas novas. The Greatest homenageia as vítimas do tiroteio na boate LGBT de Orlando, no começo do ano, e o vídeo é bem emocionante.






To Be Everywhere is To Be Nowhere
Thrice
post-hardcore

Toda vez que eu falava de Thrice por aqui eu dizia que era uma banda que eu precisava ouvir mais, e esse ano finalmente fiz isso. Coincidentemente, eles lançaram álbum novo, depois de algum tempo, e é um álbum tão bom que não tive mais problema em ouvir bastante Thrice. É bem do jeito que eu gosto (ou que venho gostando, ultimamente), e a voz do Dustin é sempre um prazer de ouvir, de qualquer forma.





This Could Be Heartbreak
The Amity Affliction
metalcore

Nunca tinha ouvido a banda antes, até por ser um estilo que há muito não ouvia e só agora retomei, mas esse álbum foi uma indicação de um amigo e devo dizer que essa tristeza e desespero todo foi uma luva pra esse ano (o tipo de coisa que não faria bem eu ouvir nesse estado de espírito, mas acho que equilibrei bem ouvindo bastante Sia entre uma depressão e outra, haha).





Joanne
Lady Gaga
soft rock

Depois de um tempo sem lançar nada novo, Lady Gaga volta com tudo - primeiro fazendo sucesso na televisão, em American Horror Story, e agora com um álbum novo em um estilo diferente daquele pelo qual o mundo a conheceu. Se antes tínhamos os vídeos e apresentações bizarras com as diversas fantasias e as músicas dançantes e contagiantes, agora temos um álbum que explora as outras qualidades da cantora e compositora. Quase tudo aqui lembra Yoü and I, que é mais rock e country e menos pop, apesar de ter algumas dançantes. O nome do álbum e parte de suas músicas são uma homenagem à sua tia, de quem era muito amiga. Gostei muito de ver a Gaga mostrando mais do real talento musical que ela tem, apesar de também gostar da Gaga monstrinha, haha (quem me viu...).





Day One
From Ashes to New
nu metal

Outro álbum que foi indicação de um amigo. É um estilo que eu definitivamente não tenho mais ouvido, então nunca tinha ouvido falar nessa banda (apesar de ser uma banda formada por membros de outras bandas do estilo, que eu também não conheço :P); mas, confirmando o que meu amigo comentou sobre eles, "são o que o Linkin Park deveria ser agora". Ouvir este álbum é uma nostalgia da década passada, me lembra de tudo que eu ouvia e tanto gostava na época, então se tornou rapidamente um favorito. É meio fora de moda, mas tem várias músicas que grudam na cabeça.






  • Outros álbuns que gostei:


Painkillers, Brian Fallon (folk rock). Este era um que eu estava aguardando desde que foi anunciado, mas aí veio e eu acabei não me apaixonando como esperava (já que amo o Brian e tudo o que ele faz). É um bom álbum, mas acabei não o ouvindo muito. Quem sabe com o tempo.




All Our Gods Have Abandoned Us, Architects (metalcore). Outra banda que eu conhecia pouco mas cujo álbum novo me foi recomendado por um amigo, e que também gostei muito. É um estilo que estou recomeçando a curtir - essas coisas acompanham nosso estado de espírito, né?




Live at Alexandra Palace, Enter Shikari (post-hardcore). Achei importante incluir este na lista, já que o Enter Shikari foi outra das minhas bandas favoritas este ano. O álbum que eles lançaram no ano passado me ganhou completamente esse ano, e a partir daí eu passei a ouvir o material anterior e gostando muito de tudo. Esse álbum ao vivo reúne várias favoritas.




Cold World, Of Mice and Men (nu metal). Essa é outra banda que eu nunca tinha ouvido, mas resolvi começar pois seu vocalista anda substituindo informalmente o Chester em algumas músicas nos shows do Linkin Park, quando as duas bandas participam dos mesmos festivais, e acho que ele faz um ótimo trabalho (*caham* melhor que o Chester *caham*). Ainda não é bem o que eu ouço todo dia, mas esse álbum novo é bem legal.




Shape Shift With Me, Against Me! (punk rock). O Against Me! é uma das minhas bandas favoritas de punk rock e eu adoro o White Crosses, mesmo sendo o álbum mais odiado da banda, haha. Mas não tenho ouvido muito do estilo ultimamente, então o álbum novo não me conquistou muito. Deve ser só questão de ouvi-lo mais e me encantar de novo.




Types & Shadows, Wolves At The Gate (post-hardcore). Conheci a banda por indicação de um amigo e gostei de algumas músicas, mas ainda não tinha pegado pra ouvir com atenção. Aí, quando lançaram esse álbum, ouvi tudo e achei bem legal (até porque me lembra o Thrice em várias coisas).




Where'd Your Weekend Go?, The Mowgli's (alternative rock). Essa foi uma banda que eu conheci há um tempo pelo Spotify, mesmo, e já indiquei por aqui. Eles tocam um estilo de rock bem good vibes que é gostosinho de ouvir pra desestressar.




Von Mensch zu Mensch, Unheilig (NDH). Esse é outro estilo que eu definitivamente não ouço mais, mas o Spotify me mandou esse álbum como recomendação e eu dei uma chance porque sempre gosto de ouvir músicas novas em alemão. Comecei achando que ia ouvir algo super gótico trevoso e acabei me surpreendendo um pouco, porque as músicas são mais do meu agrado (algumas são muito bonitas), as letras são legais, os vídeos são sempre emocionantes e fiquei encantada com a elegância dele, haha.




Morning Report, Arkells (alternative rock). Fiquei sabendo desse lançamento agora, preparando essa postagem, e corri pra ouvir porque gosto muito do Arkells e sou fã do primeiro álbum deles (venho recomendando a banda desde os primórdios desse blog). Gostei bastante dele, tem várias músicas muito legais.




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Para o ano que vem, acho que não tem nada anunciado que me deixe realmente ansiosa pra ouvir. Liam Gallagher anunciou carreira solo e vai lançar algo que eu vou querer ouvir, mas já sei que não vou gostar (hahahah). Quais foram seus lançamentos favoritos do ano?