Pular para o conteúdo principal

Meus álbuns favoritos de 2016

Este ano, como todos os outros, marcou algumas mudanças no mundo da música. Além de algumas bandas que deram um tempo ou encerraram de vez suas atividades (ninguém que eu fosse muito fã, dessa vez), talvez alguns grandes futuros sucessos tenham surgido. Também tivemos o falecimento de David Bowie, Prince, Leonard Cohen e tantos, tantos outros. 

E aí tivemos o lançamento de vários álbuns, dos quais destaco meus favoritos.

(Mais uma vez: não ouvi tudo que meus artistas favoritos lançaram. Alguns já não acompanho há um tempo. Outros até ouvi mas não gostei tanto assim.)




Ellipsis
Biffy Clyro
alternative rock

O Biffy se tornou uma banda favorita e me acompanhou por todo esse difícil ano. Quando lançaram este álbum, fiz questão de tê-lo junto aos outros deles na minha coleção de CDs. Pela primeira vez estou ouvindo falar muito na banda por aqui, então espero que logo eles venham ao Brasil participar de algum festival que eu possa ir. O álbum já tem vários singles, inclusive o favorito de todo mundo, Re-arrange (pessoalmente, minha favorita absoluta desse álbum é Flammable, mas ela não é single...).





This is Acting
Sia
pop/soul

A Sia sempre foi compositora de outras cantoras pop, mas só começou a fazer sucesso com o próprio nome depois da explosão de Titanium, há uns anos. Desde então, lançou hit atrás de hit, cantados por ela ou não. As canções que compõe para si mesma sempre foram bastante pessoais e refletem as dificuldades por que passou, dando sempre uma mensagem positiva de superação que eu gosto muito. Este álbum, entretanto, é uma coleção de canções que ela compôs para outras cantoras e que foram rejeitadas por elas, mas que a compositora achou que eram boas demais para serem descartadas. O resultado: Cheap Thrills, que foi rejeitada por Rihanna, alcançou #1 nas paradas do mundo todo na voz de Sia e ainda trouxe um recorde maravilhoso - além de ser seu primeiro #1, é a primeira música em 16 anos lançada por uma mulher de mais de 40 anos a alcançar o topo das paradas (a última a conseguir tinha sido Madonna). Agora no fim do ano, foi lançada a versão deluxe do álbum, com músicas novas. The Greatest homenageia as vítimas do tiroteio na boate LGBT de Orlando, no começo do ano, e o vídeo é bem emocionante.






To Be Everywhere is To Be Nowhere
Thrice
post-hardcore

Toda vez que eu falava de Thrice por aqui eu dizia que era uma banda que eu precisava ouvir mais, e esse ano finalmente fiz isso. Coincidentemente, eles lançaram álbum novo, depois de algum tempo, e é um álbum tão bom que não tive mais problema em ouvir bastante Thrice. É bem do jeito que eu gosto (ou que venho gostando, ultimamente), e a voz do Dustin é sempre um prazer de ouvir, de qualquer forma.





This Could Be Heartbreak
The Amity Affliction
metalcore

Nunca tinha ouvido a banda antes, até por ser um estilo que há muito não ouvia e só agora retomei, mas esse álbum foi uma indicação de um amigo e devo dizer que essa tristeza e desespero todo foi uma luva pra esse ano (o tipo de coisa que não faria bem eu ouvir nesse estado de espírito, mas acho que equilibrei bem ouvindo bastante Sia entre uma depressão e outra, haha).





Joanne
Lady Gaga
soft rock

Depois de um tempo sem lançar nada novo, Lady Gaga volta com tudo - primeiro fazendo sucesso na televisão, em American Horror Story, e agora com um álbum novo em um estilo diferente daquele pelo qual o mundo a conheceu. Se antes tínhamos os vídeos e apresentações bizarras com as diversas fantasias e as músicas dançantes e contagiantes, agora temos um álbum que explora as outras qualidades da cantora e compositora. Quase tudo aqui lembra Yoü and I, que é mais rock e country e menos pop, apesar de ter algumas dançantes. O nome do álbum e parte de suas músicas são uma homenagem à sua tia, de quem era muito amiga. Gostei muito de ver a Gaga mostrando mais do real talento musical que ela tem, apesar de também gostar da Gaga monstrinha, haha (quem me viu...).





Day One
From Ashes to New
nu metal

Outro álbum que foi indicação de um amigo. É um estilo que eu definitivamente não tenho mais ouvido, então nunca tinha ouvido falar nessa banda (apesar de ser uma banda formada por membros de outras bandas do estilo, que eu também não conheço :P); mas, confirmando o que meu amigo comentou sobre eles, "são o que o Linkin Park deveria ser agora". Ouvir este álbum é uma nostalgia da década passada, me lembra de tudo que eu ouvia e tanto gostava na época, então se tornou rapidamente um favorito. É meio fora de moda, mas tem várias músicas que grudam na cabeça.






  • Outros álbuns que gostei:


Painkillers, Brian Fallon (folk rock). Este era um que eu estava aguardando desde que foi anunciado, mas aí veio e eu acabei não me apaixonando como esperava (já que amo o Brian e tudo o que ele faz). É um bom álbum, mas acabei não o ouvindo muito. Quem sabe com o tempo.




All Our Gods Have Abandoned Us, Architects (metalcore). Outra banda que eu conhecia pouco mas cujo álbum novo me foi recomendado por um amigo, e que também gostei muito. É um estilo que estou recomeçando a curtir - essas coisas acompanham nosso estado de espírito, né?




Live at Alexandra Palace, Enter Shikari (post-hardcore). Achei importante incluir este na lista, já que o Enter Shikari foi outra das minhas bandas favoritas este ano. O álbum que eles lançaram no ano passado me ganhou completamente esse ano, e a partir daí eu passei a ouvir o material anterior e gostando muito de tudo. Esse álbum ao vivo reúne várias favoritas.




Cold World, Of Mice and Men (nu metal). Essa é outra banda que eu nunca tinha ouvido, mas resolvi começar pois seu vocalista anda substituindo informalmente o Chester em algumas músicas nos shows do Linkin Park, quando as duas bandas participam dos mesmos festivais, e acho que ele faz um ótimo trabalho (*caham* melhor que o Chester *caham*). Ainda não é bem o que eu ouço todo dia, mas esse álbum novo é bem legal.




Shape Shift With Me, Against Me! (punk rock). O Against Me! é uma das minhas bandas favoritas de punk rock e eu adoro o White Crosses, mesmo sendo o álbum mais odiado da banda, haha. Mas não tenho ouvido muito do estilo ultimamente, então o álbum novo não me conquistou muito. Deve ser só questão de ouvi-lo mais e me encantar de novo.




Types & Shadows, Wolves At The Gate (post-hardcore). Conheci a banda por indicação de um amigo e gostei de algumas músicas, mas ainda não tinha pegado pra ouvir com atenção. Aí, quando lançaram esse álbum, ouvi tudo e achei bem legal (até porque me lembra o Thrice em várias coisas).




Where'd Your Weekend Go?, The Mowgli's (alternative rock). Essa foi uma banda que eu conheci há um tempo pelo Spotify, mesmo, e já indiquei por aqui. Eles tocam um estilo de rock bem good vibes que é gostosinho de ouvir pra desestressar.




Von Mensch zu Mensch, Unheilig (NDH). Esse é outro estilo que eu definitivamente não ouço mais, mas o Spotify me mandou esse álbum como recomendação e eu dei uma chance porque sempre gosto de ouvir músicas novas em alemão. Comecei achando que ia ouvir algo super gótico trevoso e acabei me surpreendendo um pouco, porque as músicas são mais do meu agrado (algumas são muito bonitas), as letras são legais, os vídeos são sempre emocionantes e fiquei encantada com a elegância dele, haha.




Morning Report, Arkells (alternative rock). Fiquei sabendo desse lançamento agora, preparando essa postagem, e corri pra ouvir porque gosto muito do Arkells e sou fã do primeiro álbum deles (venho recomendando a banda desde os primórdios desse blog). Gostei bastante dele, tem várias músicas muito legais.




.


Para o ano que vem, acho que não tem nada anunciado que me deixe realmente ansiosa pra ouvir. Liam Gallagher anunciou carreira solo e vai lançar algo que eu vou querer ouvir, mas já sei que não vou gostar (hahahah). Quais foram seus lançamentos favoritos do ano?

Postagens mais visitadas deste blog

Algumas das bandeiras mais interessantes do mundo

As bandeiras dos países do mundo são mais do que uma demonstração de cores e padrões: cada detalhe - a escolha e predominância das cores, as faixas, os símbolos, as formas - carrega um significado histórico e/ou cultural que ensina muito sobre o país representado. Selecionei para essa postagem algumas das histórias mais interessantes.
(Não vou falar da nossa Auriverde porque todos nós já estamos carequinhas, certo?)



Reino Unido Union Flag ou Union Jack (azul, vermelho e branco)
Essa bandeira não é a da Inglaterra, como muitos pensam, mas representa os quatro países que formam o Reino Unido: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Esse desenho é usado desde 1801, quando a Grã-Bretanha se uniu à Irlanda do Norte, e é uma mistura das bandeiras desses países: a cruz vermelha de São Jorge (patrono da Inglaterra) sobre a cruz branca de São Patrício (padroeiro da Irlanda), por sua vez sobre a cruz de Santo André (padroeiro da Escócia). O País de Gales não está representado na …

O Dia dos Namorados e a visão de romance por uma assexual arromântica

Vejo que isso vem mudando lentamente, mas, como regra geral, todo mundo é naturalmente criado e tratado como heterossexual (e, consequentemente, heterorromântico). Eu, claro, cresci com essa absoluta certeza e não questionei isso até meados dos meus 20 anos. Até então, achei que eu só era mais "devagar" pra certas coisas, mesmo. Mas vamos ter que voltar um pouco e compartilhar informação demais.
Como expliquei na página de educação e visibilidade, o fato das orientações sexual e romântica serem coisas separadas e muitas vezes não serem correspondentes é o que mais confunde quem demora a "sair do armário". Eu mesma ainda me vejo questionando ambas, embora esteja convencida de que estou, ao menos, em algum espectro de ambas (confira a página mencionada). Não posso falar por todos os assexuais arromânticos porque, obviamente, cada pessoa é diferente da outra e as coisas são diferentes pra todo mundo. Então vou falar por mim.
Embora só tenha percebido isso recentement…

Conhece o teste de personalidade Myers-Briggs?

O MBTI (Myers-Briggs Type Indicator) é um teste psicométrico altamente difundido pelo mundo, embora não seja completamente validado pela psicologia.
Baseadas nas teorias tipológicas propostas originalmente por Carl Jung, Katherine Briggs e sua filha Isabel Myers desenvolveram este indicador na época da Segunda Guerra com a intenção de que, com tal teste, as mulheres descobrissem que trabalhos poderiam desempenhar com mais eficiência e conforto de acordo com os aspectos das suas personalidades. 
O teste considera 16 tipos de personalidades, representados por siglas que são combinações de quatro dicotomias. São elas:


EXTROVERSÃO x INTROVERSÃO SENSORIAL x INTUIÇÃO RAZÃO (Thinking) x SENTIMENTO (Feeling) JULGAMENTO x PERCEPÇÃO

Os 16 tipos são, portanto (clique para ampliar):



Ao realizar o teste, que consiste de várias perguntas a respeito de suas preferências pessoais, o indivíduo é apresentado a um relatório com a sigla das quatro dicotomias que representam seu tipo de personalidade. Um tes…