15/08/2017

O Desafio Musical de 100 Dias - Parte X

91: Uma música para um jantar romântico.



Como não sei o que é isso, imagino que essa seja boa. É sempre romântico que as pessoas se ajudem na cozinha.


92: Uma música boa para um término de relacionamento.



Boa pra quando é você que termina. Quando terminam com você, nenhuma é boa... Até as músicas de desejo de assassinato começarem a fazer sentido.


93: Uma música de ska.



Juro que não enfiei esse item aí!


94: Uma música de um artista/banda que você acha ser superestimado.

Vou ficar bem quietinha, porque sempre aparece alguém aqui pra brigar...


95: Uma música que você acha que seria difícil de aprender a tocar.



Sei lá, pode ser que seja fácil. Pra mim, todas são difíceis.


96: Uma música que seria engraçada se tocada em banheiros públicos.



Que tipo de lugar toca música em banheiro público?


97: Se fizessem um filme sobre a minha vida, essa música tocaria nos créditos finais.




98: Dedico essa música a um amigo.



:)


99: Toda criança deveria ouvir isso pra saber o que é boa música.

Eu sinceramente não sei o que faria se tivesse a oportunidade. É tão pessoal. E não saberia lidar caso não gostassem, hahah.


100: Eu completei o desafio de 100 dias, então vou postar essa música só porque posso.



Sei lá, fiquei com saudade de Lordi hahah

14/08/2017

O Desafio Musical de 100 Dias - Parte IX

81: Um sucesso dos anos 1980 de um artista que se acha.




82: O Hino Nacional deveria ser substituído por essa música.



Cês acharam que ia ser Que País É Esse?, hein. Escolhi por ser ska, só. Juro.


83: Uma música de um álbum cuja capa seja muito boa.



Eu sou muito apaixonada por essa capa.


84: Uma música que te lembre de um(a) ex-namorado(a).



Eu não tenho ex-namorado. Mas essa me lembra o ex-o-que-quer-que-tenha-sido.


85: Uma música que te faria levantar da cadeira.




86: Uma música do seu artista homossexual favorito.



Já que 60% do grupo é gay.


87: Uma música engraçada para uma noiva entrar no casamento.



"Well, I'd rather cut you than the wedding cake." Engraçado para um casamento gótico, talvez.


88: Uma música de uma banda/artista que você deteste.

São muitos e eu não vou macular meu lindo bloguinho :(


89: Uma música que te faria ganhar um concurso de calouros.



Eu sempre me fantasio cantando isso nesses troços. Eu só teria que aprender a cantar, primeiro.


90: A próxima música/álbum que você quer comprar.



Eu não tô com desejo de nenhum álbum específico, por agora, mas bem que queria ter o Sempiternal :(

13/08/2017

Manu explica sobre assexualidade, de novo, devagarinho pra todo mundo entender (COM SARCASMO!) (METÁFORAS!) (E CIÊNCIA!)




Eu entendo que seja confuso. Acreditem, é mais confuso ainda pra quem é e precisa entender como e por que é assim. No processo de autoeducação, a gente tenta educar também os outros porque ouve muita, muita besteira e essas besteiras acabam ofendendo e atrapalhando um processo complicado de autoaceitação. Então, pra evitar que as pessoas das demais orientações continuem mal-interpretando os milhões de assexuais do mundo, venho aqui novamente explicar qual é a nossa.


👉 RECAPITULANDO:

  • Assexualidade é a orientação sexual em que o indivíduo não sente atração sexual por outros, de qualquer gênero. 
  • É ausência de atração, não de libido. 
  • Não é o mesmo que celibato, que é uma escolha de abstinência de atividade sexual.
  • A demissexualidade (quando a atração sexual ocorre somente quando há forte vínculo emocional), muito comentada atualmente, é um espectro da assexualidade.
  • Nem todo assexual tem repulsa e se priva de atividade sexual, embora muitos sim.
  • Assexuais não são reconhecidos pela comunidade LGBT, embora a sigla completa inclua a letra A, que significa "aliados" (que a gente costumava chamar de "simpatizantes"). Porque, claro, aliados sofrem muito mais preconceito do que assexuais (*detector de sarcasmo*)



Dito isso, vamos lá:


🤡 "É tipo promessa, você vai esperar o casamento?"

NÃO. Assexualidade NÃO é celibato. Celibato é a escolha de abstinência sexual. Assexuais podem fazer sexo, se quiserem. Eu vou repetir isso muitas vezes.




🤡 "Mas como assim tem assexual que gosta de sexo se eles são pessoas que não gostam de sexo???"

Tem saído muita matéria sobre assexualidade agora e somos todos muito gratos, mas infelizmente tá rolando uma definição errada da nossa orientação que tá confundindo a galera. Ser assexual não é ser contra sexo, ter nojo de sexo, nem mesmo ser indiferente a sexo (embora existam assexuais assim). É só não sentir atração sexual. Atração sexual não é o mesmo que desejo sexual. Atração sexual é você querer ter relação com alguém específico; desejo sexual é ter vontade de ter uma relação sexual, ponto. Alguns assexuais não têm desejo, outros têm. 


🕙 HORA DA METÁFORA:

Atração sexual é você ter fome de alguma coisa específica, por exemplo, aquele doce maravilhoso que está na vitrine da padaria. Você olha pra ele e baba, imagina o gosto, quer ele na sua barriga.

O assexual não vê nada de mais no tal doce. Ele até pode gostar de doces, pode até estar com fome, mas a não ser que ele queira experimentar, a visão do doce por si não vai despertar nenhuma emoção especial. 



🤡 "Calma, você só não encontrou a pessoa certa, ainda!"

ERRADO. "Pessoa certa" determina a sua escolha, não a sua atração. Você não escolhe por quem sente atração, só escolhe o que faz em relação a isso.



🤡 "Ah, todo mundo passa por isso. Talvez você ainda seja imaturo, talvez você tenha passado por um trauma, talvez você tenha medo de se envolver com pessoas, talvez você tenha um problema hormonal, talvez..."

ERRADO, ERRADO, ERRADO, ERRADO, ERRADO. Passar por uma fase de desinteresse por sexo não é o mesmo que ter essa orientação. Algumas pessoas passam por fases de querer experimentar relacionamentos com gêneros diferentes e isso não muda a sua orientação, porque se trata de um comportamento por escolha. ORIENTAÇÃO NÃO É COMPORTAMENTO. Imaturidade, trauma, medo de envolvimento e problemas hormonais afetam o comportamento sexual, não a orientação. E se qualquer uma dessas coisas frustra o indivíduo, é ele quem deve procurar ajuda, não os outros quem devem impô-la. Falar em cura assexual é como falar em cura gay; é preconceituoso e incorreto.



🤡 "Ah, eu respeito que você seja assim, mas um dia você vai mudar de ideia!"

NÃO, porque, como eu disse, não é uma ideia. Se você tem certeza que é heterossexual, não vai virar homossexual porque "mudou de ideia", ou vice-versa. Pessoas que conhecemos que "mudaram de ideia" provavelmente não sabiam sua própria orientação até que tivessem certeza. E, se você deseja que eu mude de ideia, não me respeita. :)



🤡 "Mas isso não existe, o sentido da vida é reproduzir para perpetuar a espécie!!! BIOLOGIA!!! CIÊNCIA!!!"

Ãh, novidade, galera: O sentido da vida não é reproduzir pra perpetuar a espécie. O sentido da vida, biologicamente falando, é evoluir para que a espécie sobreviva ao meio. A evolução não é inteligente, nem pensa a longo prazo; ela só filtra os indivíduos que são melhor adaptados para sobreviver ao meio em que estão no momento. Os estudos evolutivos sobre orientações sexuais como homossexualidade e assexualidade, que filtram a evolução da espécie humana, estão demonstrando que tais orientações também ocorrem em certos animais, comprovando que tais características são genéticas e podem ter uma vantagem evolutiva para a vida; embora ainda não se saiba qual. De qualquer forma, o que vai determinar a reprodução da nossa espécie é o comportamento sexual, não a orientação, e tanto homossexuais quanto assexuais podem, são biologicamente capazes, de ter relações heterossexuais para fins de reprodução



🤡 "Mas então, se existem assexuais que fazem sexo, eles são como todo mundo, afinal de contas. Pra que o nome diferente?"

Porque o assexual que faz sexo o faz por escolha, não por atração natural. O motivo da escolha pode ser qualquer um (vontade, curiosidade, pressão social, desejo de filhos, gosto pela sensação), só não vai ser por achar alguém sexualmente atraente.



🕙 HORA DA METÁFORA:


Celibato é você estar de dieta, olhar pra um brigadeiro e talvez sentir vontade de comê-lo, mas não come porque prometeu que não o faria.

Assexualidade é você ter um brigadeiro à sua disposição mas não comê-lo porque não gosta de chocolate ou não tem interesse por doces.



🤡 "Tem certeza que você não é bi?"

Eu já cheguei a achar que era, e quase todo mundo da comunidade já deu depoimentos achando que eram, também. Isso acontece porque assexuais (especialmente os arromânticos) não dão importância à distinção de gêneros, mas não da maneira que os bissexuais veem isso. Enquanto estes sentem-se igualmente atraídos por homens e mulheres, assexuais são igualmente indiferentes a ambos. A confusão é que, se o assexual sem orientação romântica, por algum motivo, decidir que quer ter um relacionamento, mesmo que sexual, não se importará com o gênero da pessoa, desde que haja alguma atração entre elas. Não é tão confuso quanto parece, é só duas pessoas que se gostam se relacionando da maneira que escolheram.



🤡 "Tá, mas aí como é que eu vou saber se o assexual que eu conheço quer ficar comigo ou não???"

A maneira mais segura de saber é, pasmem, perguntando. Sério. Alguns assexuais têm completa repulsa por contato físico e não querem saber de pegação, outros gostam e são ok com isso. De qualquer forma, você só vai saber conhecendo a pessoa. Dizendo por mim, eu não gosto de ficar por pegação, e acho que isso se aplica à maioria de nós. Como não rola atração física, não tem muito sentido ficar com quem a gente não conhece direito, porque tem que necessariamente rolar algum outro tipo de interesse pra que a gente tenha vontade de fazer isso. Mais ou menos 70 milhões da população mundial são assexuais. Se você acha que um assexual é muito difícil de conquistar pra uma ficada, ainda tem bilhões de outras opções mais dispostas. Mas, mesmo entre esses bilhões, conversar, conhecer e formar outros vínculos certamente é de interesse de muitos. ;)





Não é difícil, na verdade. E você não precisa entender, só tem que respeitar. A vida sexual de ninguém deve ser tratada como prioridade, nem em relacionamentos, muito menos em conversas de bar. Se você tem curiosidade e gostaria de saber mais, pergunte, pesquise, seja respeitoso. Ignorância leva a preconceito, e de preconceito o mundo não precisa mais. 


Para saber mais sobre assexualidade e ter acesso a links importantes e dados estatísticos, veja minha página exclusiva sobre o assunto.

11/08/2017

O Desafio Musical de 100 Dias - Parte VIII

71: Uma música de um artista com o seu nome/sobrenome.



Precisei do Spotify pra essa.


72: Uma música de um ator/atriz de novela que virou cantor(a).



Eu não sei por que me lembrei do Maurício Mattar. Alguém ainda pensa no Maurício Mattar?


73: Uma música que te lembra de um evento passado da sua vida.



A que escolhi pra entrar, na formatura da faculdade.


74: Uma música de um estilo que você não conhece muito.



Não conheço muito sobre vários estilos, mas MPB talvez seja motivo de vergonha eu ignorar...


75: Um bom dueto.



Pensei em vários outros mas vou de favorito.


76: Uma música estranha.



Anos 90, te amo.


77: Uma música de um artista que nasceu ou vive perto de você.



Goiás tem um monte de bandas famosas. Ouvi dizer.


78: Uma música que foi #1 nas paradas quando você tinha 10 anos.




79: Uma música de um artista que se veste de maneira estranha.



Porque já postei o óbvio muitas vezes.


80: Uma música do ABBA.



Que eu nem gosto :(

09/08/2017

O Desafio Musical de 100 Dias - Parte VII

61: Acho que essa é a música mais famosa de uma banda que eu gosto.



Se bem que acho que Like A Stone é mais.


62: De todas as músicas de Natal, eu gosto mais desta.



Não vou mentir, adoro essa versão podreira.


63: Você precisa ouvir essa música, é demais!



O cara fez uma música com todos os comentários negativos que ele recebe no próprio canal, não tem do que não gostar, hahahahahah


64: Uma música que você acha que ninguém que você conhece já ouviu.



A descobri ainda esses dias e gostei tanto que ouvi várias vezes seguidas. Ela começa calminha e fofa e depois fica naquela emoção que eu gosto.


65: Uma música que você quer que toquem no seu funeral.



Já deixei a Giuli avisada que tem que passar o vídeo, também. Quero ser acompanhada para o além pelo cabelo glorioso do Barry.


66: Uma música da Disney.



Favoritinha sempre


67: Este é o primeiro verso de uma música que eu gosto muito. Adivinhou qual é? (poste só a letra)

Now here I go, hope I don't break down.

É Infected, do Bad Religion. Ninguém ia chutar, mesmo.



68: Uma música do Queen.



Eu não sou muito de ouvir Queen, mas gosto mais dessa.


69: Uma música com um vídeo sexy.



SPACE PORN! É o que eu acho sexy '-'


70: Uma música que você cantaria bêbado.



Já que estamos falando de coisas que nunca vão acontecer...

07/08/2017

O Desafio Musical de 100 Dias - Parte VI

51: Uma boa música de verão.




52: Pior sucesso de Natal.



Eu te amo, tio Macca, mas essa música é muito chata. (tenho certeza que existem muitas piores soltas pelo mundo, mas não conheço o suficiente delas pra votar. E colocar a Simone seria óbvio.)


53: Uma boa música pra levantar o astral.




54: Uma música de uma banda/artista que você adoraria ver ao vivo (mesmo que não exista mais).



Ele já veio duas ou três vezes pro Brasil desde que saiu do Oasis e acho que nunca vou conseguir ir vê-lo :(


55: Uma música da última banda/artista que você viu ao vivo. (quando? onde?)



Teve umas coisas sertanejas depois disso, mas vou considerar o que gosto, mesmo. Março de 2016, em São Paulo.


56: Uma música de um dos melhores guitarristas listados pela Rolling Stone.



Vamos repetir? Vamos, porque Eric


57: A melhor música das últimas 10 que seus amigos compartilharam.



Galera agora só compartilha memes e textão no Facebook, fico sozinha lá compartilhando música que ninguém ouve. Mas ainda tenho amigos que me mandam músicas maneiras, tipo essa.


58: Se eu TIVESSE que cantar no karaokê, seria essa música.



Apesar de que to tentando aqui agora e seria definitivamente má ideia.


59: Só de zoeira, gostaria que alguém escolhesse ESSA música pra cantar no karaokê.



Juro que eu ajudava.


60: Uma música com coreografia.



Tem melhores. Quis ser podre.

05/08/2017

O Desafio Musical de 100 Dias - Parte V

41: Uma música que você se lembra de ouvir quando estava na escola.



Só tocava um milhão de vezes por dia no rádio. Fiz uma postagem com várias outras.


42: Uma música que as pessoas não imaginam que você gosta.



Não é muito surpreendente. Não sou muito de hip-hop per se, mas gosto muito de Fettes Brot. Se alguém ainda se surpreende comigo, a culpa é da sua ingenuidade.


43: Uma música que estava em primeiro lugar nas paradas de qualquer aniversário seu.



No meu aniversário de 1 ano foi Never Gonna Give You Up, que já postei, e as outras eu não conheço ou gosto, então vou ter que repetir artista (2011).


44: Se você fosse lançar um álbum, essa música estaria nele.



Sou obcecada por essa música. Vou lançar um álbum com todas as minhas tentativas falhas de cantá-la. RÓQUENROU


45: Uma música dos Beatles.


Golden Slumbers/Carry That Weight/The End

Melhor sequência do mundo E não tem mais nada dos Beatles no YouTube; difícil, hein.


46: Uma boa música da década de 2000.



Foi a primeira do Hives que eu conheci (era trilha sonora de O Beijo do Vampiro - olha a Manu vendo novela!) e eu detestava esse caos, na época, hahahahah


47: A pior música de uma das suas bandas favoritas.



Talvez não a pior, mas foi a primeira tentativa do Liam, né...


48: Uma música de um comercial. (qual era o comercial?)



Podia colocar um jingle, mas vou colocar essa lindezinha porque fiquei bem feliz de ouvi-la numa propaganda do Itaú, mesmo que numa versão cantada por crianças...


49: Uma música que deveria ganhar um cover. (de quem?)



Eu tô há mais de uma hora pensando nessa e não veio nada, então peguei essa aleatoriamente e acho que ficaria maneira se tocada pelo Bring Me The Horizon, porque eu curto as coisas nada a ver.


50: Uma música que você acha que todo mundo esqueceu.



Não pode esquecer!

04/08/2017

O Desafio Musical de 100 Dias - Parte IV

31: Se você fosse dar uma festa no seu aniversário, essa música teria que tocar.



"Festa de aniversário", hahah


32: Uma música nas paradas do momento que você gosta mais.



Como não faço ideia do que tá bombando nas paradas do Brasil, fui olhar na Billboard e descobri que não conheço absolutamente nada dessa lista, até chegar nessa, que é a #83.


33: Uma música muito curta.



O Minor Threat foi a banda de punk hardcore que lançou o movimento straight edge, que revolucionou a cena mandando uma mensagem bastante positiva à juventude, que eu respeito muito.


34: Uma música interpretada por um ator ou atriz.



Eu descobri isso sem querer há uns anos e fiquei gratamente surpresa.


35: Uma música de uma banda clássica de rock.




36: O vencedor do Eurovision no ano em que você nasceu.



Anos 80, claro que foi uma balada coxinha.


37: A pior música que você tem na sua coleção.



Única vez na vida que gastei dinheiro com a LPU e foi logo no ano que lançaram essa DESGRAÇA DESSE ÁLBUM ZOADO.


38: Uma música que te deixa motivado.



Eu não queria repetir bandas durante esse desafio, mas é que when the weight of all the world is pushing down, JUST PUSH RIGHT BACK!


39: A primeira música aleatória que tocar agora.



Foi o que a rádio da last.fm me mandou, e agora todos chora.


40: Uma música da década de 1950.



Porque o lindo do Eddie é o meu favorito da época.

03/08/2017

O Desafio Musical de 100 Dias - Parte III

Parte I | Parte II


O verdadeiro desafio aqui é postar música que eu nunca coloquei aqui antes, isso sim...


🎵


21: Uma música com o nome de alguém.




22: Uma música com mais de 7 minutos.



Uma das minhas favoritas do bardo. Mas, como todas, complicada de achar em boa qualidade online ¬¬


23: Uma música sem letra.



Uma das minhas favoritas da playlist de concentração que ouço pra trabalhar, mas esse vídeo é triste demais :(


24: Uma boa música da década de 1970.



Muitas, mas o ska two-tone é uma das minhas coisas favoritas da década e a tensão visível do Terry nesse vídeo me faz rir demais.


25: Uma música que você pediria para tocar em uma festa.



Não que eu vá a festas. Não que eu fosse pedir uma música. Não que eu fosse dançar, se tocasse.


26: Uma boa música dos anos 1960.



Complicado escolher, eu, que adoro muita coisa dessa época... Mas ver os Bee Gees antes da fase discoteca é sempre legal.


27: Uma música com um numeral no nome.



Essa música, esse vídeo, Sinéad 🎔


28: Uma música muito antiga. (de que ano?)



De 1924. Na verdade, a conheci por uma versão cantada do grupo The Overtones, que é uma das minhas músicas favoritas.


29: Uma música do Michael Jackson.



Pode ser dele com os Jacksons? Eu adoro essa.


30: Uma das músicas mais antigas que você gosta.



Da década de 1930; essa aqui foi uma das primeiras músicas populares contra o racismo. Essa letra é muito triste e Billie deusa nunca falha em emocionar.

Nada antes do "mas" realmente conta

Eu sempre comentava no seu Fotolog quando suas fotos eram engraçadas, agora você tá sempre triste. Eu gosto de você... Mas você era mais legal antes de ficar assim.

Eu acho que todo mundo deveria assistir 13 Reasons Why e aprender empatia por quem sofre de depressão e entender por que as pessoas pensam em suicídio... Mas que bando de gente que só quer chamar atenção com essas correntes de Facebook. Quem liga pra quem você é ou do que você gosta?

Fiquei muito triste quando meu artista favorito se matou. Por favor, se você está pensando em suicídio ou conhece alguém que está sofrendo, converse. Cuidem uns dos outros... Mas não fale comigo, porque tô fugindo de gente que só reclama.

Entendi sobre a sua assexualidade e respeito que você seja assim... Mas não vejo a hora de você "liberar geral".

Obrigado por ser a única pessoa a aguentar meu período de depressão pós-término... Mas pare de falar sempre na mesma coisa, você é muito drama queen.

Você não pode conversar com os meus ex-namorados porque é minha amiga e isso não é certo... Mas toma aqui essa apresentação de Power Point explicando por que eu não te considero minha melhor amiga.

Claro que vou te contar, eu nunca faria isso com você... Mas fiz.

Você foi importante pra mim, também. Antes de acima de tudo, somos amigos... Mas não te sigo mais em nenhuma rede social, não faço ideia do que está acontecendo na sua vida e basicamente nunca mais vamos nos falar.

Eu te amo e me preocupo com você... Mas você não me corresponde, então tudo de ruim que acontece na sua vida é culpa sua por ser uma péssima amiga.

Não faço ideia do que está acontecendo com você e gostaria de ajudar... Mas nunca leio o seu blog, nem presto atenção no que você posta ou compartilha no Facebook.

Não assisti ao seu vídeo todo... Mas tenho todas essas opiniões sobre o que quer que você tenha dito nele.

Assisti ao seu vídeo e fiquei preocupado... Mas vamos deixar tudo como sempre esteve.


Eu ouvi tudo isso aí. Algumas dessas têm muitos anos. 

Mas tudo bem. Provavelmente sou eu que tenho... 

Como foi que me disseram? 

Ah, sim: 

"Uma visão utópica sobre amizade"...



01/08/2017

O Desafio Musical de 100 Dias - Parte II

Parte I


🎶


11: Uma música de um artista por quem você seja atraído.



Atraída não, porque não funciono assim, mas o Simon é um lindo, né.


12: Uma música de um artista que já seja falecido.



De tantos, o mais recente :(


13: Seu cover favorito. (quem canta a original?)



O sucesso irritante de Carly Rae Jepsen. Coloquei esse de zoeira porque sempre posto por aqui meus covers favoritos. A verdade é que adoro que isso exista, porque detesto essa música mas amo essa banda, então esse vídeo sempre me deixa feliz, hahahahah


14: Uma música com um bom vídeo.



Amo os vídeos deles, todos são emocionantes.


15: Uma música que você detesta.

Não vou colocar o vídeo. É Evidências. Me processem.


16: Uma música que você ama mas um amigo detesta.







17: Uma música de uma trilha sonora. (qual é o filme?)



Adiantem pra 4:30.


18: Uma música lançada no ano em que você nasceu.



COMO PODERIA EU NÃO ESCOLHER ESSA?


19: Uma música de que você acha que outras pessoas gostariam.



Sei lá, na verdade. Conheci essa há uns dias e gostei, fica aí de recomendação.


20: Uma boa música da década de 1980.



Os anos 80 foram a melhor/pior década pra música, mas Clash é Clash

30/07/2017

O Desafio Musical de 100 Dias - Parte I

Pra não quebrar a internet de ninguém, separei a postagem em 10 partes. O certo seria uma música por dia, mas a regra do blog é não ter regras.


🎵🎵🎵🎵🎵


01: Uma música que você sabe de cor.



DOOOON'T LEEEEET MEEEEE DROOOOWN! 🎔


02: Uma música do primeiro álbum que você comprou. (qual era o álbum?)



No Strings Attached, rachei com a minha irmã.


03: Uma música que te lembra de um rolê. (quando e onde?)



Metal das Abóboras II, em 2006, acho. Não tocou essa lá, mas ficamos mais ou menos uma hora esperando pra entrar, passando frio e com essa música na cabeça. Acabou o festival e ainda estávamos com ela na cabeça.


04: Uma música que você lembra dos seus pais ouvirem.



O italiano rolava solto nessa casa.


05: Uma música que um amigo gosta, mas você não.



Minha irmã ama essa música e todo mundo acha ela super triste e linda, mas eu só consigo me irritar :(


06: Uma paródia.



Essa foi feita pra mim, inclusive.


07: Uma das suas músicas favoritas.



💜💜💜💜💜


08: Uma música que você gostava mas agora detesta.



Não que eu deteste, mas como é o Hino Oficial da Minha Bad ©, não consigo mais ouvir.


09: O tema de abertura do seu programa favorito da infância.



ROCK RURAL \o/


10: Uma música de um dos seus álbuns favoritos. (qual é o álbum?)



HANDWRITTEN, O ÁLBUM MAIS PERFEITO DE TODO O UNIVERSO. Assim, em maiúsculas.

22/07/2017

Acho que se faz importante que eu fale sobre o Linkin Park

Podia ter escolhido qualquer outra. Mas essa estava em um pôster que ficou muitos anos na minha parede...


Até porque é o meu blog e tal.

O Linkin Park foi a minha primeira banda favorita. Banda banda, não grupo musical. Tive uma adolescência relativamente normal ouvindo o que tocava nas rádios populares, então eu não fui uma adolescente roqueirinha como tantos dos meus amigos e conhecidos; meus artistas favoritos eram basicamente os favoritos de todo mundo.

Um dia qualquer de 2003, morando em Campo Mourão, uma amiga minha de Curitiba me telefonou e, entre as novidades, me perguntou se podia me mostrar uma música que ela gostava muito. (Era assim que funcionava antes do WhatsApp e da internet acessível, de forma geral: a gente telefonava e escolhia o que era prioridade) E então ela me colocou pra ouvir Numb, do Linkin Park. Eu gostei, mas foi isso. Eu não tinha acesso à internet e já mal ouvia rádio, então nunca mais ouvi a música ou a banda.




No ano seguinte, nossa família veio para Goiás. Eu tinha 17 anos e nossa mudança às pressas foi bem no meio do ano, então a adaptação à nova cidade (em outro estado, em outra região do país) e à nova escola foram um pouco complicadas pra mim. Com todas as minhas dificuldades naturais de entrosamento e adaptação a alterações drásticas de rotina, eu passava todo o tempo que não estava na escola enfiada aqui nesse quarto, relendo meus diários dos meses anteriores e folheando os álbuns de fotografias com os meus antigos amigos. Mas ia à feira todas as semanas com os meus pais e, em uma dessas idas, voltei pra casa com um CD que era uma coletânea (bastante nonsense, diga-se de passagem) de músicas de rock. Entre sucessos do Detonautas e Avril Lavigne, estava Crawling, do Linkin Park, na versão ao vivo do álbum Live in Texas. Eu sempre pulava essa, porque aquela gritaria toda me irritava. Não lembrei que era a mesma banda que minha amiga havia me mostrado.




Eu não tive acesso à internet em casa até entrar pra faculdade, no ano seguinte, então não estava acompanhando o que meus amigos ouviam e nem sabia nada sobre baixar músicas nem nada disso. Não ouvia mais rádio porque o que toca aqui não era o que eu gostava de ouvir, por menos "alternativa" que eu fosse, na época, então eu estava montando meu acervo musical com CDs que comprava na feira de domingo. Comprei várias dessas coletâneas de rock porque estava começando a me identificar com o estilo, e numa dessas vieram outras músicas do Linkin Park: From the Inside e Numb. Gostei da primeira de cara e reconheci a outra como a que a minha amiga havia me mostrado. Achei uma coincidência incrível e fiquei meio obcecada com aquilo. Decidi que, da próxima vez que fosse, ia procurar por um CD deles.




Aquilo me deu o senso de propósito que eu precisava pra sair da estagnação em que eu estava. Demorei algumas semanas para conseguir achar um CD que fosse só do Linkin Park, até que consegui o Meteora. Como era um CD pirata, sem encarte, eu não tinha acesso às letras, e era tudo rápido e difícil demais para eu pegá-las de ouvido, como eu fazia até então com as outras músicas internacionais de que gostava, com o meu pobre inglês autoaprendido. Como ainda não tinha internet, recorri à banca de revistas. Comprava todas as revistas e pôsteres que vinham com as letras das músicas. Eu fiquei surpreendida com as mensagens, e vou falar sobre isso mais pra frente. Assim, além de conhecer melhor a banda, fui descobrindo várias outras músicas deles que ainda não conhecia, então minha Missão Linkin Park continuava. Eu ia à feira e comprava tudo o que achava que tivesse qualquer coisa deles. A uma certa altura, já havia conseguido até o EP do Hybrid Theory (considerado raro, até então) e o Reanimation, ambos adquiridos sem eu saber de que se tratavam porque a capa anunciava um conteúdo completamente diferente (eu só fui saber o que tinha em mãos muito tempo depois...).

Minha frustração, mesmo, era conseguir o Hybrid Theory, primeiro álbum da banda. Depois de meses procurando pela feira e voltando frustrada pra casa, tentei até procurar na loja de CDs originais. Vejam bem, CDs eram caríssimos e ainda não tínhamos coisas como as Lojas Americanas na cidade, então CDs originais eram um luxo que não tínhamos aqui em casa, na época. Mas também não o encontrei por lá. Comentei o fato com a tal amiga que primeiro me fez ouvir Numb, e ela disse que já não ouvia mais a banda, então me vendeu o dela. Fim da busca.


Estou resgatando essas fotos de um backup antigo. São algumas das que guardava com o maior carinho.


Vou parar a história por aqui porque daí pra frente ficou tudo mais fácil. Eu já estava na faculdade, munida da minha primeira camiseta de banda, da minha tatuagem em tributo e com internet em casa. Pelo Orkut, entrei em várias comunidades da banda e fiz amigos novos, e a maior parte deles está na minha vida até hoje, porque são amizades tão especiais que ultrapassam os gostos em comum. Passei a conhecer outras bandas do mesmo estilo, e aí de outros estilos, e fui virando essa consumidora louca de gêneros completamente desconexos que vocês conhecem hoje. Enfim, isso não é importante. O importante é o que eu quero dizer com toda essa história chata.

A banda da obsessão responsável por me tirar de uma depressão me mostrou que a música pode nos dizer alguma coisa que nos conforte ou que nos mostre que não estamos sozinhos.  As músicas que eu ouvia, até então, não diziam nada que fosse especial pra mim. Eu consumia música como entretenimento e me divertia com ela, mas era só o que significava pra mim. Aquelas ali falavam de dor, da sensação de deslocamento, de solidão, mas também falavam sobre a força interior que podemos demonstrar. E virou coisa de família. Sempre que viajava, meu pai me trazia pôsteres e DVDs que encontrava por onde estava, minha mãe já conhecia os nomes de todo mundo e as músicas todas, e até a Akira, minha cachorra sensacional, vinha para a porta da sala quando me ouvia assistindo o Live in Texas.

O Linkin Park, pra mim e pra tantas outras pessoas da minha geração, foi uma das coisas mais importantes que já aconteceu. Os relatos de tantas pessoas, essa semana, só comprovam isso. Não quero entrar em pormenores sobre influência artística ou inovação nem nada disso, porque não cabe a mim e não é o que quero dizer. O que quero dizer é que a morte do Chester Bennington me trouxe, além da nostalgia dessa época e da óbvia tristeza pela tragédia das circunstâncias, uma grande sensação de remorso. Eu já não acompanhava ou sequer ouvia a banda há muitos anos. Não é o caso de quem me conhece há muito tempo, mas alguns leitores do blog devem até achar essa história estranha, já que fala com tanta paixão de uma banda que eu mal cheguei a postar por aqui, em todos esses anos. Não ouvi mais porque a banda passou por uma mudança criativa que não gostei, assim como muita gente, e tudo bem com isso porque música é importante e mágica e especial, mas também é entretenimento. Mais ou menos ao mesmo tempo, acompanhei a banda adotando um comportamento com os fãs que eu desaprovo fortemente (algo a ver com preços absurdos e comentários do tipo "não é pra todo mundo", no início, até o completo fiasco desse ano com o duvidoso álbum que recém lançaram e o consequente comportamento da banda em relação à recepção deste), e isso tudo levou embora muitos fãs antigos, apesar de eles ainda terem um público muito forte. Me frustrei e me decepcionei e acabei deixando pra lá, como seria natural. Nunca cheguei a ir a um show deles, o que me frustrou por anos, mas depois, quando tive oportunidade, eu já nem quis mais ir. Cheguei até a agendar horário com o tatuador para cobrir minha tatuagem em tributo com outra coisa qualquer.

O caso é que nada disso anula o meu histórico com a banda. Minha desaprovação atual não desconsidera o amor, o respeito e a admiração que tive por eles e sua música. E a tatuagem que ainda vou cobrir não vai fazer diferença, porque não preciso dela pra me lembrar de nada disso. O remorso é pelo Chester, que era um cara que eu admirava e tinha como exemplo, e que morreu quando eu estava decepcionada com ele. Eu passei os últimos meses defendendo que ele deveria fazer o que era melhor pra todo mundo e sair da banda. Quando soube da notícia, não consegui nem reagir com tristeza sem me sentir hipócrita. A tristeza tá batendo só agora, me lembrando de tudo isso.





Muita gente prestou homenagens muito melhores, mas eu não quis fazer uma homenagem. Isso tudo foi só uma desculpa pra um grande desabafo. O Linkin Park representou um capítulo importante da minha vida e essa era uma história que eu queria contar. As circunstâncias da morte do Chester têm sido assunto de muito debate, também, e sugiro que todos prestem atenção no que puderem ler a respeito, porque não tem a ver só com ele, mas com muitas outras mortes semelhantes que podem ser evitadas.




When my time comes
Forget the wrong that I've done
Help me leave behind some reasons to be missed
Don't resent me
And when you're feeling empty
Keep me in your memory
Leave out all the rest, leave out all the rest...

Te amamos, Chester. Mesmo. ❤

03/07/2017

Sobre razão e sensibilidade

Marianne por kelleybean86 @ DeviantArt.com


"[...] e logo faltou coragem para Marianne tentar conversar sobre um assunto que a deixava cada vez mais insatisfeita consigo mesma, pela comparação que necessariamente produzia entre o comportamento de Elinor e o seu próprio.
Sentiu toda a força daquela comparação, porém, não para forçá-la a se empenhar, como esperara a irmã; sentiu-a com toda a dor do remorso contínuo, lamentou amargamente nunca se ter esforçado na vida, mas aquilo só lhe trouxe a tortura da penitência, sem a esperança de corrigir-se. Seu ânimo estava tão debilitado que ela ainda acreditava ser impossível qualquer esforço, e, assim, aquilo só a desanimava ainda mais."

Razão e Sensibilidade
Jane Austen, 1811
[Martin Claret, 2012. Traduzido por Roberto Leal Ferreira]


Elinor tem seu coração partido ao descobrir que o homem por quem era apaixonada e com quem esperava noivar-se já era noivo de outra mulher há muito tempo. A irmã, Marianne, tem o seu coração partido ao descobrir que o homem por quem era apaixonada e esperava noivar-se não queria saber de compromisso com ninguém e era meio que um babaca completo. Cada uma lidou do seu jeito: enquanto Marianne caiu em uma depressão debilitante que a deixou, nas palavras do irmão, "tão feia que ninguém mais vai querer se casar com ela", Elinor sofreu em silêncio e dedicou-se à recuperação da irmã e, ironicamente, a consolar a noiva do rapaz em questão, que nada sabia sobre os sentimentos dela.

A razão dita que a reação de Elinor é mais bonita e altruísta, talvez até mais correta e melhor para seu próprio bem-estar. A razão diz que sofrer pelo que não pode ser mudado é inútil e que a única coisa que você pode fazer para superar a própria dor é estar presente para que as pessoas que você ama não sofram também. Todos sofremos, mas todos queremos (ou deveríamos, pela razão) ser como Elinor. Parabéns, Elinor!

Mas a sensibilidade é aquela vadia que transforma algumas pessoas em Marianne. A depressão parece uma condição egoísta em que só pensamos em nós mesmos e ignoramos a dor do próximo. Marianne não querer socializar com a família e amigos e só conseguir chorar em sua cama todos os dias, o dia inteiro, pode parecer imaturo e irritante ("supera, Marianne!"), mas nem todos têm a força mental de Elinor. Algumas pessoas ficam doentes e isso não deveria ser tratado como drama adolescente. 

O fato de serem irmãs não as obriga a serem iguais. Sendo assim, não podemos exigir de Marianne que seja Elinor. Marianne não quer se isolar, deixar de comer ou chorar por meses a fio, mas é só o que ela consegue fazer. 

Razão e sensibilidade não são excludentes. Todos sofremos pelo excesso ou déficit de ambas, em diferentes graus. Meu cérebro Elinor sofreu um bata choque de Marianne nos últimos meses e não está conseguindo se restabelecer muito bem, ou ao menos não tão rápido quanto eu gostaria. Estou tendo ajuda de algumas Elinores sensatas que não fazem minha Marianne atual se sentir tão mal sobre ela mesma, e por isso sou grata. Logo espero ser uma Elinor novamente.


(eu não costumo ler romances mas, quando leio, rapaz. cada soco.)

30/06/2017

Desafio de Leitura 2017: Terceiro relatório

Trabalhei muito nos últimos meses e achei que não teria tanto tempo de ler, mas tantas filas de espera no dentista me deram tempo de usar mais o Kindle, então acabei dando uma acelerada na leitura e no desafio. Tomei a liberdade de dar uma "roubada" no item "Um livro de um autor que tenha o seu primeiro nome" porque, convenhamos...



▼▼▼▼▼

Ficção:



Ás na Manga
V.A. - LeYa - 2017 (1989) - 384p.

Sexto volume da série Wild Cards, que todos a essas alturas já sabem ser uma das minhas coisas favoritas na vida. Ainda assim, esse volume não foi dos meus favoritos; tive que dar uma empurradinha na leitura até finalmente começar a me interessar pela história. Nesse aqui, o enredo está focado nas eleições presidenciais dos Estados Unidos de 1988. Dois dos candidatos são o reverendo Leo Barnett, de visão considerada extremista no que diz respeito aos infectados pelo carta selvagem, e o senador Gregg Hartmann, a aposta de todos os ases e curingas para um futuro melhor no país. Entretanto, o senador esconde o segredo de ser um ás - um muito poderoso - e a revelação desse segredo pode arruinar sua carreira política. Apesar de ser uma história bem violenta e muita coisa acontecer lá pro final, achei difícil acompanhá-la bem justamente pela parte política envolvida: o sistema eleitoral dos EUA é bastante confuso e, como não o entendo muito bem, fiquei "boiando" em vários trechos onde entender isso era importante para perceber a gravidade dos acontecimentos. E, também, não envolveu nenhum dos meus personagens favoritos (com exceção do Dr. Tachyon), então, de maneira geral, foi um pouco desinteressante pra mim. Mas não me tirou a vontade de continuar acompanhando.

✓ item do desafio: Um livro com personagens não-humanos





A Mão do Homem Morto
George R.R. Martin & John J. Miller - LeYa - 2017 (1990) - 336p.

Acabei fazendo a resenha deste separadamente do anterior porque achei que não o leria a tempo de publicar o relatório, mas esse volume foi TÃO mais legal que o outro que li rapidinho! A história é paralela à do volume 6, então os capítulos são separados nos exatos mesmos dias do outro, mas com foco nas investigações do assassinato da importante curinga cujo nome não direi por motivos de spoiler mas que está bem evidente na capa, se você acompanha a série. Os personagens principais aqui são o ás detetive Jay 'Poppinjay' Ackroyd e o limpo Yeoman, o arqueiro justiceiro. Ambos investigam esse assassinato por motivos próprios, mas cada pista parece afastá-los mais de descobrirem realmente quem seria capaz de cometê-lo e por que motivo. É um suspense policial que me prendeu muito, se conecta ao volume anterior de várias maneiras, tem bastante ação e mais personagens interessantes, além das revelações inesperadas. Espero que a LeYa lance mais vezes os volumes restantes ao mesmo tempo, como fez com esses dois últimos. Tá uma novela sensacional! (Ah, não façam como eu e não percam tempo pensando sobre a tal mão do tal homem morto... É um termo do pôquer, como os demais títulos hahahah)




Loney
Andrew Michael Hurley - Intrínseca - 2016 (2014) - 304p.

O livro de estreia do autor está com uma nota bem ruinzinha no Skoob e isso, por um momento, me tirou um pouco da vontade de lê-lo. Aí logo me lembrei que a maior parte dos usuários do site é de adolescentes e essa faixa etária tem um padrão diverso de gosto para livros de terror - prefere violência, ação e tripas pra todos os lados -, considerando os suspenses psicológicos "chatos". Loney é a narração das memórias de um homem a respeito de um acontecimento estranho de 30 anos atrás no lugar que dá nome ao livro. O narrador conta sobre o irmão mais velho que tinha problemas mentais e cuja família e respectivos amigos, quase fanáticos religiosos, faziam peregrinação todos os anos para o Loney a fim de visitar o santuário local em busca de uma cura para o rapaz. A última visita ao local, três anos antes dos eventos narrados, já havia perturbado o velho padre que sempre os acompanhava, e a visita mais recente foi afetada por isso e vários outros fatores estranhos. O livro pode frustrar por falar muito sobre os ritos católicos (entendo quem se irritou com isso, mas não cheguei a me incomodar porque tudo me é bastante familiar) e, também, por dar muitas descrições do lugar e do ambiente. O narrador justifica o fato de ser detalhista a respeito dos acontecimentos e acho, sinceramente, que todas as descrições enriqueceram bastante a ambientação dos fatos. Outra coisa considerada frustrante pelos leitores é que o final acabou não explicando muita coisa. Vamos esclarecer um ponto importante sobre narrativas: o problema das narrações em primeira pessoa é que a gente só tem como saber o quanto o narrador sabe. O livro é cheio de mistério e vai deixando a gente tenso e curioso pra resolver todas aquelas coisas estranhas (li com a minha mãe e a gente ficava um tempão discutindo teorias sobre tudo), mas muita coisa fica por conta da nossa imaginação. E não acho que isso seja ruim. Acho que um bom livro de suspense ou terror tem que fazer a gente pensar um pouquinho, ficar encucado, refletir. Eu gostei.

✓ item do desafio: Um livro que recebeu críticas negativas




Welcome to Night Vale
Joseph Fink & Jeffrey Cranor - Intrínseca - 2016 (2015) - 336p.

Conheci o universo de Night Vale quando ainda usava o Twitter e seguia a conta deles por lá, embora nunca tenha ouvido o podcast original, até então. As atualizações sobre a cidade fictícia eram bizarras e absurdas, exatamente como meu tipo favorito de humor. Quando soube que iam lançar o livro, já soube que iria querer ler e gostei muito dele. Em algum lugar nos desertos da Califórnia fica a cidade de Night Vale - um lugar isolado e peculiar onde as coisas mais absurdas acontecem e ninguém estranha, de fato. Os habitantes, nem sempre 100% humanos, são constantemente e explicitamente vigiados pelo Governo Mundial; luzes estranhas aparecem pelo céu todas as noites; cientistas habitam aos montes um bairro da cidade e fazem experimentos sem sentido, e o tempo nem mesmo funciona igual pra todo mundo em Night Vale. Ainda assim, certo dia chega um homem estranho à cidade, e aí as coisas começaram a ficar realmente esquisitas - esquisitas fora do padrão de esquisitice a que todos estão acostumados. Pra quem gosta desse tipo de humor (característico, por exemplo, de O Guia do Mochileiro das Galáxias com um toque de Lemony Snicket), este é um livro muito divertido. O podcast, para quem quiser conhecer, está todo disponível no Spotify, em inglês. 

✓ item do desafio: Um livro com capa roxa






Uma História Incomum Sobre Livros e Magia
Lisa Papademetriou - Arqueiro - 2016 (2015) - 192p.

Apesar de ter sido bastante divulgado nas redes quando foi lançado, ainda assim peguei esse livro "no escuro" em uma promoção em uma Americanas daqui. A sinopse na aba estava inacessível pela embalagem e a contracapa só contava com as resenhas vagas da crítica, mas todo livro que tem a ver com livros acaba me chamando a atenção, então dei uma chance e achei este um dos juvenis mais legais que já li! As protagonistas são Kai e Leila, que não se conhecem e estão em lados opostos do planeta - Kai em uma cidade no interior do Texas e Leila visitando a família do pai no Paquistão. Simultaneamente, ambas encontram um livro bastante peculiar: O Cadáver Excêntrico, da autoria de um Ralph Flabbergast. Era um livro antigo e muito bonito, mas estava todo em branco. Intrigadas, cada uma lidou com o livro à sua maneira... e logo descobriram que ele reagia a o que quer que elas fizessem a ele, ou seja, sua história se escrevia sozinha conforme elas interagiam. A história de Ralph conecta as duas meninas, que vivem suas próprias aventuras: Kai com a tia-avó moderninha e uma amiga lepidopterologista, e Leila descobrindo toda a cultura diferente do Paquistão. Gostei muito das protagonistas (Kai é talentosa, mas reservada e insegura, e Leila não é brilhante, mas é criativa e romântica) e dos elementos pouco usuais do enredo (curiosidades sobre lepidopterologia, que é o estudo de borboletas e mariposas, e sobre o Paquistão, sobre o qual a autora discorre com segurança, por conhecer bem o país). Uma leitura rápida, muito gostosa e cheia de coisas boas pra aproveitar.




George e a Caça ao Tesouro Cósmico
Lucy & Stephen Hawking - Ediouro - 2010 (2009) - 309p.

Dos pequenos tesouros que encontramos nas feiras de livros no shopping! Várias coisas me chamaram a atenção aqui, tipo Stephen Hawking e sua filha escrevendo livros juvenis e, por algum motivo, este ser grosso, colorido e cheio de fotografias e só custar 10 reais. Este aqui é o segundo mas, pelo que entendi, não é uma continuação da primeira história (que ainda não li), apesar de ser com os mesmos personagens. De qualquer forma, ele dá uma boa ideia do assunto do anterior, então a gente não fica perdido na história. George é um garoto comum com amigos especiais: seus pais são ecologistas, mas seus vizinhos são cientistas. Annie, filha deles e sua melhor amiga, está se mudando com a família para os EUA porque o pai vai trabalhar numa missão da NASA. Logo, George é convidado para uma viagem de férias porque Annie acredita ter recebido uma mensagem alienígena através de Cosmos, seu supercomputador que é capaz de abrir portais para qualquer lugar do Universo. Ela quer que eles façam Cosmos funcionar novamente e ir atrás da pista da mensagem que, sim, está no espaço. Apesar de o enredo não ser nada muito complicado, visto que é voltado para um público bastante jovem, a graça do livro está nas várias explicações científicas que os autores conseguem encaixar na história, em diálogos e exemplos, mas principalmente com a inserção de vários artigos escritos por cientistas renomados da atualidade em linguagem muito simples (Eric, pai de Annie, é o próprio Stephen Hawking, inclusive), além de várias fotografias maravilhosas do espaço. Uma aula básica excelente sobre missões cósmicas, vida de astronauta, o Universo e o nosso Sistema Solar e uma leitura definitivamente recomendada para quem quer introduzir as maravilhas da Astronomia para jovens de qualquer idade.

✓ item do desafio: Um livro ambientado fora da Terra





Matrimônio do Céu e do Inferno
William Blake - Madras - 2004 (1790-3) - 59p.

"Se o tolo persistisse em sua tolice, ele se tornaria sábio. A tolice é o disfarce da patifaria. A Vergonha é o disfarce do Orgulho."

Salas de espera de dentistas são dos melhores lugares para aproveitar tudo o que a gente acumula no Kindle e acaba esquecendo de ler. Mas este era um que eu preferia ter lido em livro físico, na verdade, porque se trata de ilustrações e iluminuras de William Blake e teria sido bem legal ver tudo em tamanho maior e colorido (não sei se a edição impressa é em cores). Mas é uma história curta e perturbadora, escrita em uma imitação das profecias bíblicas e inspirado por Dante no sentido em que se trata de um poeta que visita o inferno, mas de cunho mais revolucionário. Segundo ele, o inferno não é um lugar de punição, mas onde fica toda a energia contrária ao aceitável no paraíso. Uma das partes mais memoráveis do livro é os Provérbios do Inferno, bastante provocativos. Destaquei várias partes dele e acho que preciso reler para descobrir outras que posso gostar também.

✓ item do desafio: Um livro com um dragão





Folhas Caídas
Almeida Garrett - Projecto Adamastor - 2013 (1853) - 150p.

"A grande ventura é esta?
Vale a pena vir à festa
E vale a pena viver.
Como então quis a tristura
Do meu viver isolado!
Fique-se embora a ventura,
Que eu quero ser desgraçado."

Procuro ler os clássicos sempre que tenho oportunidade, especialmente poesia, que conheço pouco e estou tentando gostar mais. Almeida Garrett (aos que ainda têm dúvida: não é /garrê/ nem /gárret/; pronuncia-se /garrét/) é um daqueles ícones sobre quem aprendemos na escola e depois nunca mais procuramos conhecer melhor. Quis conhecê-lo além do verso "Este inferno de amar - como eu amo!", então, com este livro, conheci vários outros poemas que gostei. Mas ainda acho que foi pouco para que eu realmente me apegasse ao português como eu esperava (meu velho problema com a temática romântica), então quero ler outras de suas obras e ver o que mais ele fazia. 

✓ item do desafio: Um livro de poemas




Meu Quintal é Maior do Que o Mundo
Manoel de Barros - Alfaguara - 2015 - 168p.

"As coisas jogadas fora têm grande importância - como um homem jogado fora
Aliás é também objeto de poesia saber qual o período médio que um homem jogado fora pode permanecer na terra sem nascerem em sua boca as raízes da escória."

Outra antologia poética que tive oportunidade de ler pelo Kindle. Manoel de Barros teve uma vida longa e uma carreira prolífica e premiada, mas eu nunca li muito dele, também. Até estranhei o teor de alguns de seus poemas, quando paro pra pensar que o homem também era autor de livros infantis. Foi considerado o mais importante poeta do nosso Modernismo e escrevia sobre o Mato Grosso, dava personalidade às coisas da natureza e reinventava a língua portuguesa como bem queria. É outro caso em que apenas uma antologia poética não foi suficiente para me despertar o gosto absoluto, mas que pretendo ler mais para conhecer melhor.

✓ item do desafio: Um livro de um autor que tenha o seu primeiro nome


▼▼▼▼▼


Não ficção:


Hardcore Self Help: F**k Anxiety
Robert Duff - 2014 - 50p.

Não sou do tipo que procura por livros de autoajuda, mas às vezes topo com alguns que me despertam a curiosidade, dou uma chance e acabo adorando. Aconteceu com esse, que é sensacional. O autor é PhD em Psicologia Comportamental e vem lançando essa série de livros chamada Hardcore Self Help, voltada pra pessoas que sofrem de distúrbios como ansiedade e depressão e querem ajuda mas estão cansadas da conversa habitual e dos livros de sempre. O mais legal aqui é que ele avisa, já na introdução, que vai falar com o leitor como falaria com qualquer pessoa, então vai soltando palavrões e metáforas muito engraçadas durante as explicações didáticas sobre como o nosso cérebro é um babaca e por que ele faz a gente se sentir tão mal sem motivo nenhum. É uma leitura rápida, mas, além das explicações, ele dá várias dicas de exercícios para aliviar a ansiedade, ensina o melhor método de respiração, tem uma conversa sincera sobre tratamento com terapia e remédios, e ainda dá uma carta que podemos imprimir e entregar às pessoas para quem gostaríamos de explicar sobre como é ter ansiedade mas não conseguimos. É divertido e ensina muito; um dos melhores que li sobre o assunto.




A Sexta Extinção
Elizabeth Kolbert - Intrínseca - 2015 (2014) - 334p.

O ganhei há um tempo, mas só fiquei inspirada a ler este livro agora, após concluir o curso de paleontologia dos dinossauros. Na verdade, gostaria de tê-lo lido antes, porque foi uma leitura maravilhosa que me ensinou muita coisa e me deu muito no que pensar. Para elaborar as pesquisas que compõem este livro, que lhe rendeu um Pulitzer, a autora acompanhou cientistas de diversas partes do mundo em suas próprias pesquisas a respeito da extinção de várias espécies, atuais ou pré-históricas. A partir dos lugares que visitou, evidências que viu, estudos que acompanhou e cientistas com quem conversou, Elizabeth Kolbert elaborou um relato assustador sobre a influência que a raça humana está exercendo na destruição da vida na Terra. Nosso planeta já passou por 5 extinções em massa, que varreram quase toda a vida em um processo de "reciclagem", todas elas muito antes de o ser humano aparecer por aqui. A sexta extinção em massa está em vias de acontecer mas, ao contrário do que se tem especulado, não somos nós os responsáveis por ela. Apesar de sermos, direta ou indiretamente, responsáveis pela extinção de muitas (MUITAS) espécies e comunidades desde que surgimos, é consenso na comunidade científica que a Sexta Extinção levará embora, entre outras tantas, a nossa espécie. Estão sendo estudadas maneiras de prevenir isso, mas a verdade é que não há como evitar um evento que não sabemos quando ou como irá acontecer. Enquanto isso, podemos evitar a destruição que estamos causando e minimizar o estrago que estamos fazendo a nós mesmos enquanto destruímos a fauna, flora, atmosfera e oceanos do planeta. É um livro para ficar com raiva da raça humana, mas que também termina com uma mensagem otimista a respeito da humanidade, com exemplos de pessoas que dedicam a vida a fazer a coisa certa. Recomendo a leitura a todos.

✓ item do desafio: Um livro vencedor do Pulitzer





Dinossauros
Paul Barrett & Raul Martín - WMF Martins Fontes - 2011 (1999) - 192p.

Comprei essa lindeza na Black Friday do ano passado, mas deixei pra ler depois de terminar o curso, também. Dá uma aula sobre a diferenciação dos dinos em sua árvore genealógica e cronológica, faz um apanhado geral sobre hábitos, habitat e características anatômicas e fisiológicas básicas, e depois é um guia das principais espécies, todas ilustradas cientificamente, acompanhadas de fotos de fósseis, escala de comparação de tamanho com um humano e texto falando sobre sua descoberta e curiosidades sobre a espécie. Da primeira edição do livro até hoje descobriu-se muito mais a respeito de dinossauros, mas nada que esteja nele está terrivelmente desatualizado. É um livro excelente para quem tem interesse por essa fauna extinta, por sua riqueza de ilustrações e de informação. 

✓ item do desafio: Um livro que tenha água na capa





▼▼▼▼▼

HQ:





Women of Marvel Vol. 1 e 2 (V.A., 2006-7). Minha fonte de HQs na cidade não existe mais, então preciso me virar com o computador. Porém, o desconforto foi compensado pela diversão, porque essa é uma coleção muito legal das principais histórias de algumas das heroínas mais emblemáticas do Universo Marvel, e só algumas das histórias compiladas aqui eu já havia lido anteriormente. Algumas personagens, inclusive, eu sequer conhecia e me tornei fã com apenas uma história (como foi o caso com a Shanna the She-Devil). Nos dois volumes, temos histórias da Mulher-Aranha, das X-Men Vampira, Kitty Pryde, Jubileu, Cristal, Tempestade, Emma Frost, das Vingadoras Feiticeira Escarlate e Viúva Negra, da Capitã Marvel, e das menos conhecidas Shanna the She-Devil, Tigra e tantas outras. Há participações especiais de alguns dos personagens masculinos mais conhecidos, mas essa coleção é uma homenagem merecida às mulheres incríveis dos quadrinhos da Marvel.



▼▼▼▼▼

Abandonado:


O Assassinato de Agatha Christie
Sun Holiver - Soler - 2007 - 252p.

Temos este livro aqui em casa há um tempo e o coloquei no sorteio de leitura porque estava genuinamente curiosa com uma ficção que tivesse Agatha Christie como protagonista. Quando ele finalmente saiu no sorteio e fui lá no Skoob atualizar o status de leitura, vi críticas muito negativas sobre o livro, mas dei uma chance mesmo assim porque sempre prefiro conceder o benefício da dúvida. Bom, não sei nem por onde começar a descrever o que foi a experiência das 20 e poucas páginas que consegui ler. O nome da autora é provavelmente um pseudônimo de algum(a) autor(a) brasileiro. A aba do livro fala breves maravilhas sobre ela e sua narrativa, mas uma pesquisa rápida sobre ela no Google não volta nada. A introdução conta uma história bastante improvável sobre o que a inspirou a escrever o livro, cuja primeiríssima frase é: "Londres estava muito quente naquele verão, não menos quente [sic] que os outros verões, mas muito quente". Eu precisei ler três vezes pra ter certeza de que era isso mesmo e aí confirmei que a leitura seria um desastre. Tive boa vontade por três capítulos, até que não consegui mais. Gostaria de ter me interessado pelo enredo, que até poderia ser interessante, mas nunca saberei porque é tão mal escrito que não consegui formar um ambiente que me prendesse. A pessoa que o escreveu obviamente leu tudo o que disse ter lido sobre Agatha Christie e quis aproveitar todas essas informações na sua história, então fica uma mistura desconexa de biografia com o mistério do enredo. Há erros terríveis de preparação e revisão que deixaram escapar erros terríveis de narrativa (parágrafos únicos com quatro acontecimentos sem relação, falas gigantescas que descrevem coisas que poderiam ser narradas, elementos que não existem no ambiente em que a história se passa...). Enfim, é um desastre. Não digo isso como alguém que tem a leitura treinada para procurar erros (o que tem me tirado o prazer de várias leituras), mas como leitora experiente de ficção e como fã do gênero policial de Agatha Christie. É ruim de ler, é confuso, muito rápido e cheio de tropeços. A óbvia estratégia de venda da editora chega a ser desrespeitosa. Eu chego a sentir pena da autora, se foi realmente um caso de boa intenção e esse foi seu primeiro livro, mas o serviço ruim de quem trabalhou com o seu texto condenou o trabalho a críticas cruéis em vários sites. É muito investimento para permitirem uma coisa tão desleixada. Cuidado com esses chamarizes.


✓ andamento do desafio: 28/48