Pular para o conteúdo principal

A palavra é: Caixão

Bateu um momento de tédio em que poderia estar estudando, mas preferi brincar de abrir o dicionário em uma página aleatória e falar sobre a primeira palavra que eu visse. E foi caixão, agora.

[Já brinquei disso antes, aqui e aqui]

Caixão me lembra outras coisas além de alguns eventos tristes, do Drácula e das unhas do Zé do Caixão.




1. Há muitos anos, eu tinha (ok, ainda tenho) uma camiseta da falecida Murderdolls, que era uma das minhas bandas favoritas ever. Foi bem sofrida de conseguir, na época, e era meu orgulho e eu usava sempre que podia. O símbolo da banda, na estampa, era um caixão com a silhueta de uma bonequinha de vestido e chifres, dentro dele. Um dia, estava eu parada sozinha em alguma esquina após um tratamento particularmente chato de canal, vestindo minha linda camiseta, quando uma senhora evangélica passa por mim. Ela para, volta, me olha bem nos olhos e me convida para o culto do próximo domingo. Passa o endereço, horário e parece realmente ansiosa que eu vá. Agradeço, né.

E TAMBÉM, eu tinha um pingente de caixão com caveirinha que eu amava de paixão e usava todo santo dia porque eu podia. Lembro que enlouqueci quando consegui achar um porque o Piggy D. (que era guitarrista do Wednesday 13) usava um e, enfim, adolescentes tardios...


Tô usando as duas coisas, aqui, batendo cabeça quando eu era ~metaleira~ e ia nos róque. Palavras não descrevem o quanto essa foto horrível é a minha favorita de todas as fotos horríveis dessa época ♥



2. Uma das minhas músicas favoritas do OOMPH!, de quando eles ainda cantavam coisas em inglês: Ice-Coffin ("caixão de gelo"). Postei por aqui há 500 séculos, quando fazia aqueles especiais Old School e falei mais sobre ela, mas vou colocar o vídeo de novo porque, como eu disse, é uma das minhas favoritas.

DON'T YOU LOVE ME!
DON'T YOU SAVE ME!
YOU'D BETTER LEAVE ME ALONE HERE IN MY ICE COFFIN
DON'T YOU LOVE ME!


(Nesse mesmo não tem, mas me lembro de caixões em trocentos videoclipes - ficaria um tempão listando tudo!)


3. Essa curta-metragem, This Way Up, que eu salvei como material para usar em alguma aula e até hoje não tive oportunidade. Mostra os perrengues de dois agentes funerários que tentam levar o caixão de uma senhora até o cemitério depois de uma série de complicações. A animação até concorreu ao Oscar de melhor curta em 2008. É bem engraçado, pra quem curte um humor negro, haha




4. Essa tirinha, que vi há uns dias e não sei quem é o artista. Rio igual uma idiota porque a atração de gatos por caixas é um grande mistério da humanidade, e nem a deusa Bastet escapou. 🤣





Acho que não me vem mais nada. E vocês, do que lembram?

Postagens mais visitadas deste blog

O Dia dos Namorados e a visão de romance por uma assexual arromântica

Vejo que isso vem mudando lentamente, mas, como regra geral, todo mundo é naturalmente criado e tratado como heterossexual (e, consequentemente, heterorromântico). Eu, claro, cresci com essa absoluta certeza e não questionei isso até meados dos meus 20 anos. Até então, achei que eu só era mais "devagar" pra certas coisas, mesmo. Mas vamos ter que voltar um pouco e compartilhar informação demais.
Como expliquei na página de educação e visibilidade, o fato das orientações sexual e romântica serem coisas separadas e muitas vezes não serem correspondentes é o que mais confunde quem demora a "sair do armário". Eu mesma ainda me vejo questionando ambas, embora esteja convencida de que estou, ao menos, em algum espectro de ambas (confira a página mencionada). Não posso falar por todos os assexuais arromânticos porque, obviamente, cada pessoa é diferente da outra e as coisas são diferentes pra todo mundo. Então vou falar por mim.
Embora só tenha percebido isso recentement…

... e ainda mais livros interativos!

2014 está sendo um ano muuuito esquisito... Não sei se tá todo mundo com essa impressão, ou se eu só estou prestando atenção nas coisas esquisitas, mesmo.
De qualquer forma, comentei em alguma postagem anterior sobre a necessidade da terapia que não vou fazer, e como esses livros interativos que tanto estão na moda andam me ajudando a aguentar toda a esquisitice desse ano.
Depois de Destrua Este Diário, que não vou terminar, e Termine Este Livro, que já terminei, peguei outros dois lançamentos: Listografia, de Lisa Nola, e 1 Página de Cada Vez, de Adam J. Kurtz.


O Listografia eu havia visto pelo Pinterest e achei a proposta atrativa pra mim: listar a vida de acordo com os mais variados tópicos. Os temas vão desde coisas simples, como os lugares em que você já morou, o nome de todos os animais de estimação que você já teve, seus programas de TV favoritos, as cidades que você conhece, até assuntos mais reflexivos, como as coisas sobre você que quase ninguém sabe, seus maiores atos de b…

As curiosas origens de 4 famosos jogos de tabuleiro

Adaptado do artigo original do Mental Floss.



Jogos de tabuleiro são uma forma de entretenimento criada pelos egípcios há 5 mil anos e nunca saíram de moda, mesmo que atualmente tenham sido adaptados em vídeo games ou jogos para o celular. Aqui vão as origens de alguns dos sucessos mundiais favoritos:

Monopoly / Banco Imobiliário

Embora seja considerado um jogo que glorifica o capitalismo (tendo sido banido de países como a China e a antiga União Soviética), este clássico foi inventado para representar justamente a ideia oposta. A americana Elizabeth Magie era ativista contra o pagamento de impostos imobiliários, no fim do século 19. Segundo ela e outros simpatizantes, deveria haver apenas um imposto de propriedade, diminuindo assim a diferença de riqueza entre os senhorios e os inquilinos. Para demonstrar de uma maneira fácil como as coisas aconteciam na época, Lizzie patenteou, em 1904, um jogo chamado The Landlord's Game ("O jogo do senhorio"), cujo objetivo era acumula…