31/08/2017

Desafio de Leitura 2017: Quarto relatório

A quantidade física de livros lidos, nos últimos dois meses, não foi tão grande. Primeiro, porque um dos livros que li trata-se de três obras de Jane Austen em um único volume, e depois porque o que comecei a ler em seguida, e ainda não terminei, é um e-book com todos os romances de Machado de Assis em um volume só, também (ainda estou no quinto). Segue o relatório:




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Ficção:


Razão e Sensibilidade/Orgulho e Preconceito/Persuasão
Jane Austen - Martin Claret - 2012 (1811/1813/1818) - 631p.

Já comentei algumas vezes que romance não é um gênero de literatura que eu procure ler, exceto quando se trata de clássicos. Estou com este volume de Jane Austen me esperando desde que aprendi sobre Literatura Inglesa em um curso, mas, desde então, não tinha saído no sorteio e não tive vontade de furar o esquema de sorteio com ele, tampouco. Entretanto, quando comecei a lê-lo, já gostei de Razão e Sensibilidade logo nas primeiras páginas. Gosto de ser surpreendida por leituras, e a história de Marianne e Elinor me prendeu muito, especialmente pela questão da identificação com as personagens (cheguei a fazer uma reflexão aqui no blog). Orgulho e Preconceito, sua obra mais conhecida, também me encantou, principalmente porque Jane Austen escrevia com humor e refletiu isso na divertida família Bennet. Gostei muito do personagem do Sr. Darcy, aparentemente soturno e indelicado, mas, no fundo, reservado e incompreendido (também não havia assistido ao filme, o que fiz logo em seguida). Porém, ao chegar em Persuasão, desanimei um pouco com a leitura. Não sei dizer se porque comecei a ler sem prestar atenção e acabei me perdendo no enredo (60 páginas depois eu ainda não fazia ideia da história ou quem eram todos os personagens) ou se porque já estava me cansando da temática. De qualquer modo, fico feliz em finalmente ter lido algo de Austen; não só por sua relevância na Literatura, mas também porque estava curiosa a respeito de suas obras depois de saber de algumas curiosidades sobre elas - por exemplo, ela escreveu seu primeiro livro, Razão e Sensibilidade, escondida, enquanto ficava na sala com a família e amigos. Os rascunhos ficavam em seu colo, sob um trabalho de bordado, e ela escrevia quando ninguém estava olhando. Quando foi publicado, o livro não exibia seu nome; a autoria foi creditada a "uma senhora". Foi um bestseller, o que garantiu as obras futuras da autora.

✔ item do desafio: Um livro sobre a relação de irmãos
✔ item do desafio: Um livro ambientado em um lugar que você quer conhecer





A Espada do Verão
Rick Riordan - Intrínseca - 2015 - 448p.

Primeiro volume da série Magnus Chase & Os Deuses de Asgard. Adoro as séries de Rick Riordan, que envolvem mitologias e mundo atual de uma maneira super divertida, mas demorei para conhecer esta por certa preguiça, admito. Como sei que ele ainda está escrevendo os livros desta, prefiro ler outras coisas enquanto espero que mais volumes da série sejam lançados, assim não preciso esperar tanto entre um e outro. Dessa vez, Riordan resolveu brincar com a mitologia nórdica; embora o adolescente protagonista da vez, Magnus, tenha parentesco com uma personagem da série Percy Jackson e os Olimpianos, que envolve mitologia grega. Há outras coisas que diferenciam Magnus dos outros protagonistas, além da sua relação com deuses nórdicos: ele é um garoto de rua e já morre no primeiro capítulo (isso não é um spoiler, ele já diz isso na sinopse, haha). A história é sobre a descoberta do universo paralelo em que habitam deuses nórdicos, guerreiros do Valhalla e as várias criaturas da mitologia, e, claro, uma missão que ele deve cumprir a fim de salvar o mundo. Os personagens de Riordan, protagonistas ou não, são sempre muito cativantes, a caracterização dos deuses é sempre divertida e o humor geral é sempre sarcástico; são três motivos ótimos para eu seguir as séries do autor. Outros ótimos motivos são a diversidade entre os personagens e a afirmação de que qualquer um, independentemente (ou até por causa) de suas dificuldades e diferenças, é um herói.

✔ item do desafio: Um livro ambientado em um universo paralelo





O Portador do Fogo
Bernard Cornwell - Record - 2017 (2016) - 320p.

Décimo volume das Crônicas Saxônicas, que acompanham a vida do guerreiro Uhtred em sua jornada de dilema entre ser saxão ou ser viking, juramentos prestados a reis diversos e a eterna missão de recuperar Bebbanburg, sua terra por direito, enquanto a História da Inglaterra está sendo escrita. Dez volumes podem parecer muita coisa pra uma história não ser perder, mas todas essas coisas rendem livros cheios de ação, inimigos novos, cenas de batalhas sangrentas e realistas (especialidade de Cornwell), fora a novelização de fatos históricos sobre eventos e pessoas reais. A essas alturas, fica difícil fazer uma resenha sem estragar a história para quem ainda está começando ou nos livros anteriores, ou mesmo acompanhando The Last Kingdom; mas este volume finalmente resolve um antiquíssimo problema (não sem muitos percalços e tensão), além de trazer o que considero o melhor monólogo de todos os tempos sobre o que é ser um guerreiro. E, como eu sempre digo, Uhtred é um dos meus personagens favoritos de todos os tempos, então lê-lo sempre é um enorme prazer.

 item do desafio: Um livro que virou série de TV




Antologia Poética
Carlos Drummond de Andrade - Record - 2001 (1962) - 416p.

"E como ficou chato ser moderno. Agora serei eterno."

Seguindo minha busca por antologias poéticas para conhecer melhor nossos mais celebrados poetas, dessa vez li esta compilada pelo próprio Drummond, em celebração de seus 60 anos. A obra de Drummond é, para sua própria infelicidade, como ele mesmo disse em uma de suas últimas entrevistas, conhecida por frases únicas que hoje fazem parte da língua portuguesa como ditados populares: quem de nós nunca disse "e agora, José?" quando em face de um dilema, ou nunca brincou com "no meio do caminho havia uma pedra", sem parar para pensar de onde vieram essas máximas? Carlos Drummond de Andrade foi um poeta versátil que não se prendia a um estilo único de poesia - fosse em temática ou em estilo -, então essa antologia reúne o que há de mais célebre em sua extensa obra, separado em nove temáticas, que vão de autobiografias a homenagens a outros poetas e à sua terra natal, Minas Gerais, entre outras. Não consigo evitar me sentir um pouco ignorante sempre que leio poemas porque, diferentemente da leitura de ficção, que costuma ser fácil de ambientar e interpretar, a interpretação desse tipo de literatura depende não apenas de seus próprios sentimentos, mas de seu conhecimento a respeito do autor e de onde ele veio, sua situação e sua opinião sobre o mundo e a sociedade, ainda levando em consideração que grande parte da arte da poesia está em se comunicar através de metáforas, o que pode ser bem confuso para quem é um leitor prático. Felizmente, antologias poéticas costumam vir com ensaios interpretativos de outros poetas ou críticos, como este teve um de Antonio Cicero, que ensina e esclarece muita coisa. Uma boa escolha de leitura para admiradores do autor e para quem pretende tornar-se.



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Não ficção:




Cura Pela Meditação: Saúde integral para a mente, o corpo e o espírito
Christopher Titmuss - Pensamento - 2015 (2014) - 90p.

Venho experimentando meditação há um tempo como forma de amenizar a ansiedade e todos os problemas que vêm com ela, e tenho me sentido tão melhor que não canso de recomendar a quem posso para que tente, também. Já havia comentado sobre um livro de mindfulness, e agora gostaria de recomendar este. Ele não só explica muito facilmente sobre meditação e seus benefícios, como nos ensina vários métodos e tipos de meditação para que possamos escolher qual é mais confortável e voltado ao que precisamos, realmente. Há um índice remissivo que nos orienta para qual meditação fazer para cada situação que queremos melhorar (criatividade, paz de espírito, gratidão, humor, etc., até dores físicas). E, para não termos que recorrer ao livro sempre que quisermos checar as meditações, há um deque de cartas com todas elas resumidas; é só pegar e ler. Aprendi muito sobre a prática, com ele, e melhorei muito as minhas habilidades de concentração, além de me sentir mais motivada para tentar quando estou muito desanimada.





A Essência do Budismo
Elizabeth Clare Prophet - BestSeller - 2012 (2009) - 157p.

Logo após o interesse pela meditação, depois uma conversa com uma amiga, surgiu também o interesse pelos ensinamentos do budismo, que prezam a paz de espírito e o seu bom uso para o próximo. Estou muito disposta a ler o que puder sobre o assunto e estudar, enquanto ainda não conseguir participar de uma reunião aqui na cidade. Há muito tempo considero o budismo uma bela religião, embora nunca tenha me sentido apta para ela. Agora, com toda essa transformação por que estou passando, admito que estou muito interessada na transição. Enfim, sobre o livro: talvez não deva ser a primeira leitura sobre o budismo, pois pode ser um pouco difícil de apreender conceitos poucos familiares, mas é uma leitura rápida sobre os estágios de iluminação até que um iniciante atinja o estado búdico, ou se torne um Buda. É muito esclarecido que esse é um trabalho de várias vidas, portanto o aspirante deve ter em mente essa vontade e se dedicar fisicamente, mentalmente e espiritualmente a isso. Cada estágio explica o que é exigido e apresenta histórias de budas e iluminados que passaram por cada um, e como. Há, também, um guia de mantras para recitar durante a meditação, com seus propósitos e benefícios. Uma leitura muito interessante, para quem realmente quer saber mais sobre isso.




Women in Science: 50 fearless pioneers who changed the world
Rachel Ignotofsky - 2016 - Ten Speed Press - 128p.

Soube deste livro por uma postagem do Brain Pickings (inclusive, acessem o link para ver algumas imagens e textos do livro!), blog que acompanho há muito tempo. Coloquei-o na minha lista de desejos, por ser meio caro, mas acabei eventualmente me dando de presente. Quando finalmente chegou, não levou uma semana pra eu descobrir que o haviam trazido para o Brasil e traduzido (foi lançado aqui como As Cientistas, caso prefiram adquirir a versão traduzida). A autora, que escreveu e ilustrou o livro, vem de uma família de cientistas e lançou este projeto com o objetivo de divulgar as maravilhosas mulheres da Ciência que ignoramos. Muito além de Marie Curie e Ada Lovelace, que já são mais conhecidas, somos apresentadas a incríveis físicas, matemáticas, químicas, biólogas, astrônomas, engenheiras, e muitas, muitas outras mulheres que não foram só inteligentes e dedicadas, como pioneiras em suas áreas. Através de biografias muito breves e simples, aprendemos como essas ilustres cientistas foram responsáveis por muito do que temos e sabemos hoje (e, infelizmente, como muitas delas tiveram suas descobertas e invenções roubadas por nomes mais famosos...). Apesar de áreas e épocas diferentes, o que todas têm em comum é uma paixão tão grande por conhecimento que nenhuma dificuldade, financeira, de saúde ou provocada por preconceito, as impediu de conseguir. É um excelente livro para qualquer pessoa, de qualquer idade.

✔ item do desafio: Um livro escrito por alguém com menos de 30 anos



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HQ:


A Diferença Invisível, de Julie Dachez & Mademoiselle Caroline (Nemo, 2017). Fiquei felicíssima quando vi um anúncio no Facebook sobre essa publicação por aqui, porque era justamente do que eu precisava: não só uma história com a qual eu poderia me identificar sem ressalvas, mas algo que eu poderia mostrar para familiares e amigos para que eles pudessem entender melhor algo que eu nunca consigo explicar direito. Essa HQ francesa conta a história de Marguerite, que tem 27 anos e não se sente parte de uma "vida normal". Ela está sempre desconfortável e tem dificuldades com aspectos do dia a dia que as demais pessoas consideram simples. Além disso, tem algumas manias que seus amigos, namorado e colegas não compreendem muito bem, o que a frustra e a deixa sempre infeliz. Consultas com psicólogos não ajudam, até ela descobrir ter a Síndrome de Asperger. Depois de descobrir ser uma adulta autista, a vida de Marguerite ficou mais fácil de viver, mas ainda não ficou ideal - afinal, autistas de alta funcionalidade ficam naquele limbo entre não serem "autistas o suficiente" e nem "normais o suficiente". Mesmo assim, entender melhor sobre si mesma a ajudou a buscar orientações corretas e se relacionar diferentemente com as pessoas, entendendo que tipos de atitudes ela não deve aceitar delas. A história de Marguerite é a história da autora, Julie Dachez, a quem fiz questão de enviar uma mensagem de agradecimento. Já disse anteriormente e reforço meu pedido: leiam, se tiverem oportunidade. Mesmo que vocês achem que não têm adultos autistas em sua vida, reconhecer sua existência os ajudará a compreender melhor os diferentes tipos de pessoas que estão ao nosso redor e a respeitá-los.

✔ item do desafio: Um livro baseado em uma história real


Persépolis, de Marjane Satrapi (Companhia das Letras, 2007). Já tinha ouvido falar muito de Persépolis, mas foi só depois de ter sido muito recomendado por uma amiga que fiquei curiosa para ler. Por ser bastante famoso, nunca foi muito barato, mas uma promoção daquelas maravilhosas da Amazon eventualmente me resolveu este problema. Aos amigos, digo que vale a pena qualquer investimento: é o tipo de história que todos deveríamos ler. A autora, iraniana, conta aqui sua biografia, em forma de HQ, explicando in loco a história da eterna guerra entre o Irã e o Iraque, suas causas, motivações, os argumentos dos aliados e, principalmente, o que ela significa para quem vive essa realidade por lá, sofrendo suas consequências. Marji cresceu numa família revolucionária, então teve contato com discussões políticas desde muito nova, se envolveu nas revoluções, e perdeu muita gente querida nesse embate todo. Preocupados com o futuro da filha, os pais decidem enviá-la para a Europa, o que acabou sendo muito pior para ela. Além de ser uma obra extremamente política (chegando a ser banida em alguns lugares), traz também uma excelente discussão social sobre religião, classe e gênero. A história virou animação e ganhou o Oscar. Pra quem acha que a guerra entre Irã e Iraque não interessa ao ocidente e que é "tudo a mesma coisa", não vou recomendar que leiam Persépolis, porque a recomendação se torna uma obrigação moral. 

✔ item do desafio: Um livro banido



✔ andamento do desafio: 35/48

27/08/2017

TAG: Pela casa


Roubei o questionário de uma das minhas fontes favoritas pra isso, o Sunday Stealing. O nome original é "Around the House".



🛌 Quarto: Qual a sua rotina de sono?

Quando estou trabalhando, não há horário definido mas, quando não estou, costumo desligar meu computador por volta das onze, escovo os dentes, faço mais ou menos meia hora de yoga, leio na cama até começar a divagar e capoto. Se não tiver trabalho na manhã seguinte, acordo sozinha em horários variáveis, arrumo a cama, faço 10~15 minutos de alongamento/yoga, me troco e começo o dia.

🍲 Cozinha: Qual a sua comida de conforto favorita?

Eu não como se não estiver com fome, então não tenho comida de conforto. Se estou ansiosa, nervosa, triste ou entediada, jogo, leio, faço exercícios ou medito. ("ai, que resposta chata, admita que você pisa na jaca de vez em quando!". Não, não piso mais. Tô educadinha :)

🚽 Banheiro: Banheira ou chuveiro?

A gente sempre teve chuveiro, mas acho banheira uma maneira meio porca de tomar banho. (Ficar mergulhado em água suja? Sério?)

👚 Guarda-roupa: Descreva brevemente o seu estilo.

Pra trabalhar eu sou bastante casual; pra sair, eu me arrumo um pouco mas ainda assim sou casual. Em casa eu tenho sido um pouco menos mendiga, mas ainda assim preciso me trocar quando chega visita, hahahahah.

🎲 Salão: Qual seu jogo de tabuleiro favorito?

Gosto de jogar de tudo, mas tenho jogado muito pouco, ultimamente.


🔔 ALERTA DE POSTAGEM:


👪 Sala de estar: O que você gosta de fazer com a família?

A gente não faz quase nada todos juntos, exceto ir a uma pizzaria de vez em quando pra comemorar o aniversário de um dos quatro. Gostaria que pudéssemos nos reunir mais, apesar de morarmos todos juntos. Fora isso, gosto muito de ir ao cinema com a minha mãe e a minha irmã, quando ela pode acompanhar.

🥘 Sala de jantar: Qual sua refeição especial favorita?

De domingo, acho, que sempre tem mais coisas diferentes.

🌹 Jardim: Planta ou flor favorita?

Amo as carnívoras; minhas quatro filhas maravilhosas acabaram morrendo depois de tanto tempo, mas estou cuidando de outra, agora.

💟 Sótão: Que objeto de valor sentimental você sabe que nunca vai jogar fora ou passar adiante?

Fiquei um tempão pensando nessa e não me vem nada em mente. Eu guardo bastante coisa, mas não me oponho a passá-las pra frente se souber que alguém precisa de algo que tenho e não uso (com ressalvas, admito). Mas não sei, não gosto de me desfazer de presentes, então, acho que isso.

📚 Biblioteca: Gênero favorito de literatura?

Leio de tudo, mas dou preferência a ficção científica e ficção histórica. Tendo aventura ou mistério, já gosto.

💻 Escritório: Se você pudesse ter qualquer emprego, qual seria?

Tradutora literária, se pudesse ter a formação necessária, as oportunidades certas de trabalho e uma boa remuneração pelo investimento.

💤 Sala de visitas: Quando foi a primeira vez que você dormiu na casa de amigos?

Eu sinceramente não me lembro da primeira vez, nem na casa de quem pode ter sido. Era mais comum virem dormir na minha casa.

🎉 Varanda: Você prefere reuniões de amigos, grandes festas ou encontros mais reservados?

Como não tenho amigos suficientes por aqui para uma reunião de amigos (muito menos uma "grande festa"), encontros mais reservados. Fiquei fora de grupos por tanto tempo que agora já nem me sinto mais confortável entre mais do que algumas poucas pessoas.

🎂 Despensa: O que você mais gosta de cozinhar ou preparar?

Sanduíches, bolos. Não sei fazer muita coisa.

🍴 Lavanderia: Que tarefas domésticas você mais gosta de fazer e mais detesta?

Gosto de estender as roupas no varal. Não gosto de tirar o pó (porque ele SEMPRE VOLTA).

🚍 Garagem: Qual seu meio de transporte favorito?

Sempre gostei de andar a pé, mas com o calor excessivo e a violência da cidade, acabo preferindo ter uma carona de carro, mesmo. Também gosto de andar de bicicleta, mas não como transporte.

😱 Quarto do pânico: Qual foi a experiência mais assustadora pela qual você passou?

Pra quem tem ansiedade, praticamente qualquer experiência desconfortável se torna assustadora. Recentemente, a coisa mais assustadora pela qual passei foi no parque de diversões da feira agropecuária, em que concordei ir a um brinquedo radical pra acompanhar minha mãe e irmã e acabei pagando todo um zoológico de micos com o meu pânico. Horrível.

💄 Lavabo: Você gosta de maquiagem? Qual seu item favorito? Que look você prefere?

Só recentemente comecei a me maquiar um pouco, mas ainda é muito pouco, não sei elaborar aquelas coisas maravilhosas (não sei nem passar sombra). Eu nunca gostei de passar nada na cara além de um batom sem cor e um lápis pra destacar os olhos, mas agora uso batons mais fortes pra sair e, depois que aprendi a passar delineador, isso também, e máscara. Mas é só.

16/08/2017

Em defesa do que a gente faz em casa



- Fiquei sabendo que você está fazendo *tal coisa*, que legal! Onde você faz?
- Em casa, mesmo!
- Ah, tá, achei que você tava fazendo de verdade...


Existe toda uma crença popular de que o que a gente faz fora de casa (fora da própria cidade, então...) tem mais valor do que onde é mais conveniente para si. Quando duvidamos da credibilidade de cursos a distância ou trabalhos feitos em home office, acabamos ofendendo quem recorre a esses recursos ao inferir que essas pessoas são preguiçosas ou não têm "capacidade" de frequentar uma universidade ou trabalhar em uma grande empresa. O que geralmente ignoramos sobre essas pessoas é toda a gama de bons motivos que elas têm para tal escolha.

Como alguém que quase sempre aprende e faz tudo sozinha ou a distância, venho aqui defender o hábito e tentar convencê-los a mudar de ideia sobre atividades que fazemos no conforto do lar.


📚 Estudar

Sempre que comentam comigo que desejam estudar mas não têm tempo, sugiro os cursos a distância e acabo ouvindo que preferem não fazê-los porque querem algo "mais desafiador". Há esse mito de que cursos a distância são mais fáceis e que basta pagar para receber o certificado, mas permitam-me desmitificar:

Um dos principais motivos para uma pessoa escolher estudar em casa/a distância é a indisponibilidade do curso em sua cidade ou região; outro motivo é a flexibilidade de horário de estudo. Eu fiz minha pós-graduação a distância por não haver cursos de Tradução no estado. Como eu dava aulas o dia inteiro, na época, meu horário de estudo era depois das nove da noite, entrando pela madrugada, que era o tempo que eu tinha disponível, e foi graças a essa opção que eu pude tirar a minha especialização. 

O fato de você ter que fazer seu próprio horário já é o maior desafio. Você pode assistir às aulas quando quiser, mas tem prazos para entregar as atividades. Para isso, você precisa ter uma disciplina para dar conta de todas as aulas e a realização dos trabalhos; então, se não estipular uma rotina de estudos, acabará se atrapalhando e desistindo. Ir à faculdade ou à escola no mesmo horário todos os dias é fácil e, uma vez lá, você faz o que tem de fazer. Em casa, você deve mentalizar que o horário de estudo é somente para isso, e não deixar que outras tarefas ou distrações interfiram nessa rotina. Complicado, né?

A maior diferença prática entre estudar presencialmente e estudar a distância é que, a grosso modo, na última modalidade, você acaba se virando sozinho grande parte do tempo. Para isso dar certo, novamente, precisamos de disciplina e vontade de aprender. Professores e tutores estão sempre disponíveis, mas você não vai falar com eles pessoalmente, e raramente na hora em que precisa deles. Outra diferença é que, a distância, não há o senso de comunidade que estudos presenciais oferecem; ou seja, fora dos fóruns de interação, há raras trocas de experiências e oportunidades de trabalho. Por isso, eu sempre digo que estudar a distância é muito mais desafiador do que frequentar um curso presencialmente, pois aprendemos a nos virar sozinhos e bem, do contrário desistimos ou fracassamos.


👉 Sobre ser autodidata:


Eu sempre gostei muito de estudar porque aprender coisas novas é um dos maiores prazeres da minha vida. Como nem sempre tive condições (financeiras ou de oportunidade) de estudar tudo o que gostaria, aprendo muito sozinha. Comecei com o inglês, desde a infância, e sigo até hoje aperfeiçoando coisas que já sei ou matando minha curiosidade sobre outras coisas.
É claro que, para ser autodidata, você precisa de muita disciplina e força de vontade para aprender direito, porque não vai ter ninguém te dizendo o que ou como fazer. Existem vários estilos de estudo que você pode adotar caso tenha essa vontade; pesquise por alguns no Google e veja qual lhe parece mais atraente. Lembre-se de que o seu professor é você, então deve haver dedicação.
Pra maioria das coisas, adquiro livros didáticos e estudo por eles, especialmente línguas estrangeiras. Outro recurso que uso com muita frequência é o Coursera, onde há diversas opções de cursos de várias áreas, de universidades do mundo inteiro. Por lá, fiz cursos excelentes, como o de astrobiologia da USP, paleobiologia dos dinossauros pela Universidade de Alberta, comportamento e bem-estar animal pela Universidade de Edimburgo, e agora um de botânica pela Universidade de Tel-Aviv, e tudo isso de graça e aqui no meu quarto. A maioria dos cursos por lá ainda não tem tradução pro português, de forma que os fiz em inglês, mas existem muitos sites brasileiros com cursos gratuitos, também. Não há limites para quem quer realmente aprender. :)



💻 Trabalhar

A prática do home office agora é bastante comum em cidades grandes, onde compensa para trabalhadores e empregadores que se realize tarefas em casa, pela internet, para poupar o tempo e dinheiro perdidos em transporte até o local de trabalho. Já se sabe, também, que trabalhar em um ambiente familiar traz vantagens de produtividade, desde que a rotina e a disciplina estejam bem fixadas, pois sabemos quantas distrações há em casa.

Entretanto, profissionais freelance que prestam serviços pela internet parecem ser alvo constante de críticas a respeito de sua "disposição" para trabalhar. Segundo alguns, "trabalho de verdade" é aquele pro qual você tem que acordar cedo, sofrer com cobrança e pressão por 8 horas diárias e chegar exausto em casa para dormir o sono dos justos. Segundo outros, trabalhar em casa é o mesmo que ter um monte de tempo livre e ganhar muito fazendo pouco. Lá vou eu explicar como realmente é:

Não temos mais ou menos tempo livre; o que temos é flexibilidade de tempo. Como fazemos nosso horário, podemos muito bem ir ao cinema numa segunda-feira à tarde, se der vontade. A consequência disso é trabalhar fora do horário comercial, o que nunca é ideal mas é muito comum. Prestadores de serviços pela internet, embora devessem, não podem trabalhar apenas em horário comercial, porque o serviço a ser prestado é, geralmente, muito e urgente (isso vem também de uma má compreensão dos clientes, que tendem a pensar que temos 24h de disponibilidade exclusiva). Ou seja, quando a maioria das pessoas pode aproveitar as noites e os fins de semana livres, nós passamos esse tempo trabalhando, excluídos das atividades recreativas de familiares e amigos que têm rotinas regulares. Para freelancers, não há madrugada, fim de semana ou feriado. Acordamos mais tarde porque trabalhamos até tarde, e tiramos férias em meses estranhos porque é quando a demanda de serviço diminui, embora seja sempre arriscado dispensar serviços esporádicos, sob o risco de perder o cliente. "Ganhar muito" é bastante relativo, porque recebemos por serviço prestado. Alguns são bons, outros nem tanto. Dependendo do tipo de serviço que oferecemos, há meses em que mal temos serviço para prestar, e há outros em que a jornada diária de trabalho passa de 12 horas, o que nos deixa com uma renda bem imprevisível. Por isso, é sempre bom entender o trabalho dos outros antes de julgarmos que tipo de vida levam.

Outro aspecto a se considerar a respeito das pessoas que trabalham em casa é sua dificuldade em trabalhar com outros. Pessoas neuroatípicas (como autistas), por exemplo, não trabalham tão bem em ambientes com muitos estímulos externos, razão pela qual cantos isolados ou a própria casa são opções melhores para o seu conforto e consequente produtividade.



🏋 Se exercitar

Dada a devida dedicação, exercícios feitos em casa fazem tanto efeito quanto exercícios feitos na academia. Mesmo sem os mesmos equipamentos, existem outras maneiras de se conseguir os efeitos desejados; para isso, basta pesquisa e dedicação.

Quando comecei minha rotina de exercícios, a maior parte dela era a caminhada na rua (5,5 km todos os dias). Depois que fui assaltada, fiquei com medo de sair pra fazer isso e precisei substituir essa hora de exercício por algo que pudesse fazer em casa. Assim, comecei a fazer pilates e yoga, seguindo tutoriais pelo YouTube e outras fontes. Com o tempo, fui aperfeiçoando os métodos, tempo e intensidade dos exercícios, estudando mais sobre isso, testando de tudo um pouco, e agora tenho uma rotina bem estabelecida e a prática tem me feito muito bem. Quando comento que faço esses exercícios todos em casa, algumas pessoas chegam a rir e dizem que "em casa não vale", como se meus exercícios fossem feitos comendo ou dormindo. Bom, meu corpo discorda. Eu talvez pegasse mais pesado e conseguisse resultados mais rápidos em uma academia mas, pro que eu quero e preciso, estou indo bem.

É importante salientar, de qualquer forma, que fazer exercícios físicos sem orientação pode ser perigoso para seu corpo e saúde; portanto, não tente levantar pesos ou fazer posições avançadas de yoga sozinho sem as devidas precauções. Estude os passos a serem dados, vá devagar e intensifique o treinamento conforme for se acostumando a exercícios mais leves. Não force seu corpo sem acompanhamento.


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Ainda há coisas que fazemos em casa pela economia financeira, como cuidados com a aparência, por exemplo, que às vezes não dão resultados tão bons quanto quando feitos por profissionais, mas quebram o galho. O que quer que a pessoa decida fazer em casa, tem os seus bons motivos para tal. Para quem não costuma fazer nada sozinho e agora está vendo as coisas de outro modo, pondere sobre as vantagens e pense melhor sobre essa opção.

13/08/2017

Manu explica sobre assexualidade, de novo, devagarinho pra todo mundo entender (COM SARCASMO!) (METÁFORAS!) (E CIÊNCIA!)




Eu entendo que seja confuso. Acreditem, é mais confuso ainda pra quem é e precisa entender como e por que é assim. No processo de autoeducação, a gente tenta educar também os outros porque ouve muita, muita besteira e essas besteiras acabam ofendendo e atrapalhando um processo complicado de autoaceitação. Então, pra evitar que as pessoas das demais orientações continuem mal-interpretando os milhões de assexuais do mundo, venho aqui novamente explicar qual é a nossa.


👉 RECAPITULANDO:

  • Assexualidade é a orientação sexual em que o indivíduo não sente atração sexual por outros, de qualquer gênero. 
  • É ausência de atração, não de libido. 
  • Não é o mesmo que celibato, que é uma escolha de abstinência de atividade sexual.
  • A demissexualidade (quando a atração sexual ocorre somente quando há forte vínculo emocional), muito comentada atualmente, é um espectro da assexualidade.
  • Nem todo assexual tem repulsa e se priva de atividade sexual, embora muitos sim.
  • Assexuais não são reconhecidos pela comunidade LGBT, embora a sigla completa inclua a letra A, que significa "aliados" (que a gente costumava chamar de "simpatizantes"). Porque, claro, aliados sofrem muito mais preconceito do que assexuais (*detector de sarcasmo*)



Dito isso, vamos lá:


🤡 "É tipo promessa, você vai esperar o casamento?"

NÃO. Assexualidade NÃO é celibato. Celibato é a escolha de abstinência sexual. Assexuais podem fazer sexo, se quiserem. Eu vou repetir isso muitas vezes.




🤡 "Mas como assim tem assexual que gosta de sexo se eles são pessoas que não gostam de sexo???"

Tem saído muita matéria sobre assexualidade agora e somos todos muito gratos, mas infelizmente tá rolando uma definição errada da nossa orientação que tá confundindo a galera. Ser assexual não é ser contra sexo, ter nojo de sexo, nem mesmo ser indiferente a sexo (embora existam assexuais assim). É só não sentir atração sexual. Atração sexual não é o mesmo que desejo sexual. Atração sexual é você querer ter relação com alguém específico; desejo sexual é ter vontade de ter uma relação sexual, ponto. Alguns assexuais não têm desejo, outros têm. 


🕙 HORA DA METÁFORA:

Atração sexual é você ter fome de alguma coisa específica, por exemplo, aquele doce maravilhoso que está na vitrine da padaria. Você olha pra ele e baba, imagina o gosto, quer ele na sua barriga.

O assexual não vê nada de mais no tal doce. Ele até pode gostar de doces, pode até estar com fome, mas a não ser que ele queira experimentar, a visão do doce por si não vai despertar nenhuma emoção especial. 



🤡 "Calma, você só não encontrou a pessoa certa, ainda!"

ERRADO. "Pessoa certa" determina a sua escolha, não a sua atração. Você não escolhe por quem sente atração, só escolhe o que faz em relação a isso.



🤡 "Ah, todo mundo passa por isso. Talvez você ainda seja imaturo, talvez você tenha passado por um trauma, talvez você tenha medo de se envolver com pessoas, talvez você tenha um problema hormonal, talvez..."

ERRADO, ERRADO, ERRADO, ERRADO, ERRADO. Passar por uma fase de desinteresse por sexo não é o mesmo que ter essa orientação. Algumas pessoas passam por fases de querer experimentar relacionamentos com gêneros diferentes e isso não muda a sua orientação, porque se trata de um comportamento por escolha. ORIENTAÇÃO NÃO É COMPORTAMENTO. Imaturidade, trauma, medo de envolvimento e problemas hormonais afetam o comportamento sexual, não a orientação. E se qualquer uma dessas coisas frustra o indivíduo, é ele quem deve procurar ajuda, não os outros quem devem impô-la. Falar em cura assexual é como falar em cura gay; é preconceituoso e incorreto.



🤡 "Ah, eu respeito que você seja assim, mas um dia você vai mudar de ideia!"

NÃO, porque, como eu disse, não é uma ideia. Se você tem certeza que é heterossexual, não vai virar homossexual porque "mudou de ideia", ou vice-versa. Pessoas que conhecemos que "mudaram de ideia" provavelmente não sabiam sua própria orientação até que tivessem certeza. E, se você deseja que eu mude de ideia, não me respeita. :)



🤡 "Mas isso não existe, o sentido da vida é reproduzir para perpetuar a espécie!!! BIOLOGIA!!! CIÊNCIA!!!"

Ãh, novidade, galera: O sentido da vida não é reproduzir pra perpetuar a espécie. O sentido da vida, biologicamente falando, é evoluir para que a espécie sobreviva ao meio. A evolução não é inteligente, nem pensa a longo prazo; ela só filtra os indivíduos que são melhor adaptados para sobreviver ao meio em que estão no momento. Os estudos evolutivos sobre orientações sexuais como homossexualidade e assexualidade, que filtram a evolução da espécie humana, estão demonstrando que tais orientações também ocorrem em certos animais, comprovando que tais características são genéticas e podem ter uma vantagem evolutiva para a vida; embora ainda não se saiba qual. De qualquer forma, o que vai determinar a reprodução da nossa espécie é o comportamento sexual, não a orientação, e tanto homossexuais quanto assexuais podem, são biologicamente capazes, de ter relações heterossexuais para fins de reprodução



🤡 "Mas então, se existem assexuais que fazem sexo, eles são como todo mundo, afinal de contas. Pra que o nome diferente?"

Porque o assexual que faz sexo o faz por escolha, não por atração natural. O motivo da escolha pode ser qualquer um (vontade, curiosidade, pressão social, desejo de filhos, gosto pela sensação), só não vai ser por achar alguém sexualmente atraente.



🕙 HORA DA METÁFORA:


Celibato é você estar de dieta, olhar pra um brigadeiro e talvez sentir vontade de comê-lo, mas não come porque prometeu que não o faria.

Assexualidade é você ter um brigadeiro à sua disposição mas não comê-lo porque não gosta de chocolate ou não tem interesse por doces.



🤡 "Tem certeza que você não é bi?"

Eu já cheguei a achar que era, e quase todo mundo da comunidade já deu depoimentos achando que eram, também. Isso acontece porque assexuais (especialmente os arromânticos) não dão importância à distinção de gêneros, mas não da maneira que os bissexuais veem isso. Enquanto estes sentem-se igualmente atraídos por homens e mulheres, assexuais são igualmente indiferentes a ambos. A confusão é que, se o assexual sem orientação romântica, por algum motivo, decidir que quer ter um relacionamento, mesmo que sexual, não se importará com o gênero da pessoa, desde que haja alguma atração entre elas. Não é tão confuso quanto parece, é só duas pessoas que se gostam se relacionando da maneira que escolheram.



🤡 "Tá, mas aí como é que eu vou saber se o assexual que eu conheço quer ficar comigo ou não???"

A maneira mais segura de saber é, pasmem, perguntando. Sério. Alguns assexuais têm completa repulsa por contato físico e não querem saber de pegação, outros gostam e são ok com isso. De qualquer forma, você só vai saber conhecendo a pessoa. Dizendo por mim, eu não gosto de ficar por pegação, e acho que isso se aplica à maioria de nós. Como não rola atração física, não tem muito sentido ficar com quem a gente não conhece direito, porque tem que necessariamente rolar algum outro tipo de interesse pra que a gente tenha vontade de fazer isso. Mais ou menos 70 milhões da população mundial são assexuais. Se você acha que um assexual é muito difícil de conquistar pra uma ficada, ainda tem bilhões de outras opções mais dispostas. Mas, mesmo entre esses bilhões, conversar, conhecer e formar outros vínculos certamente é de interesse de muitos. ;)





Não é difícil, na verdade. E você não precisa entender, só tem que respeitar. A vida sexual de ninguém deve ser tratada como prioridade, nem em relacionamentos, muito menos em conversas de bar. Se você tem curiosidade e gostaria de saber mais, pergunte, pesquise, seja respeitoso. Ignorância leva a preconceito, e de preconceito o mundo não precisa mais. 


Para saber mais sobre assexualidade e ter acesso a links importantes e dados estatísticos, veja minha página exclusiva sobre o assunto.

03/08/2017

Nada antes do "mas" realmente conta

Eu sempre comentava no seu Fotolog quando suas fotos eram engraçadas, agora você tá sempre triste. Eu gosto de você... Mas você era mais legal antes de ficar assim.

Eu acho que todo mundo deveria assistir 13 Reasons Why e aprender empatia por quem sofre de depressão e entender por que as pessoas pensam em suicídio... Mas que bando de gente que só quer chamar atenção com essas correntes de Facebook. Quem liga pra quem você é ou do que você gosta?

Fiquei muito triste quando meu artista favorito se matou. Por favor, se você está pensando em suicídio ou conhece alguém que está sofrendo, converse. Cuidem uns dos outros... Mas não fale comigo, porque tô fugindo de gente que só reclama.

Entendi sobre a sua assexualidade e respeito que você seja assim... Mas não vejo a hora de você "liberar geral".

Obrigado por ser a única pessoa a aguentar meu período de depressão pós-término... Mas pare de falar sempre na mesma coisa, você é muito drama queen.

Você não pode conversar com os meus ex-namorados porque é minha amiga e isso não é certo... Mas toma aqui essa apresentação de Power Point explicando por que eu não te considero minha melhor amiga.

Claro que vou te contar, eu nunca faria isso com você... Mas fiz.

Você foi importante pra mim, também. Antes de acima de tudo, somos amigos... Mas não te sigo mais em nenhuma rede social, não faço ideia do que está acontecendo na sua vida e basicamente nunca mais vamos nos falar.

Eu te amo e me preocupo com você... Mas você não me corresponde, então tudo de ruim que acontece na sua vida é culpa sua por ser uma péssima amiga.

Não faço ideia do que está acontecendo com você e gostaria de ajudar... Mas nunca leio o seu blog, nem presto atenção no que você posta ou compartilha no Facebook.

Não assisti ao seu vídeo todo... Mas tenho todas essas opiniões sobre o que quer que você tenha dito nele.

Assisti ao seu vídeo e fiquei preocupado... Mas vamos deixar tudo como sempre esteve.


Eu ouvi tudo isso aí. Algumas dessas têm muitos anos. 

Mas tudo bem. Provavelmente sou eu que tenho... 

Como foi que me disseram? 

Ah, sim: 

"Uma visão utópica sobre amizade"...