Pular para o conteúdo principal

tonight I'm a rock'n'roll star ♪

Agora sim, falo do show.

(Denny, respondo sua maldição meme no próximo post!)

Dia 9 de maio de 2009, São Paulo, estacionamento do Anhembi.


Kérol e eu no ponto de ônibus esperando o Luiz chegar. Desencontro sucks, celular dando pau sucks, ônibus errado sucks. Luiz não chega, celular não pega, a gente pega o ônibus e vai. Será que o Lu não vai no show? Vai, sim. Ah, se vai.

E foi \o/
A gente chegou e ele já tava lá esperando :)

Como chegamos depois das 20h, já não havia fila na porta. Pulamos a parte mais emocionante. Já tinha começado a chover, vendedores de capa de chuva pra todos os lados. Kérol-Janaína preocupada com a carteirinha, e eu só preocupada em não assistir o show de binóculo. Tia-segurança me mandando esvaziar os bolsos. "Mas é só o troco do ônibus". "Desculpa, moça, são normas". Tudo bem, o que é um peido pra quem já tá cagado?

Dali a pouco, começa o Cachorro Grande. Ou como foi carinhosamente apelidado por nós, "Big Dog, a Banda do Vocalista Mudo". Fala sério, já tava chovendo consideravelmente forte, tudo o que a gente menos queria era aguentar instrumentais inacabáveis. Depois, deu pau no som e a gente só via a banda tocando, mas não ouvia nada. Foi bom, pelo menos dava pra conversar.

Aí eles saíram do palco, então começaram a tocar umas músicas legais, pra ir aquecendo a galera ensopada pela chuva. Bittersweet Symphony, do The Verve, God Save The Queen, do Sex Pistols... e muitas outras, mas não as guardei porque estávamos bastante preocupados com a poça d'água gigante sobre a qual nos localizávamos. E se caísse um raio ali? A gente tava bem do lado da antena...

Então, pontualmente às 22h, o Oasis entra no palco. Fuckin' in the Bushes. Vinheta com uma letra linda, quase escolhi ela pra tocar na minha formatura.
Quem entrou primeiro, não faço ideia. Por que todo mundo em São Paulo tem que ser mais alto que eu?

"Eu tenho um tênis da Wanessa Camargo :(", comento.
"G.G", me olha Kérol.
"É, ele tem um saltão plataforma, devia ter vindo com ele"
"Ah, bom o.O"

E como se não bastasse, os dois elementos na nossa frente eram trogloditas. Não, não trogloditas. Mas eram grandes e só faziam comentários desnecessários. Ah, como eu queria ver o palco... Mas dei uma de Robert nas fotos deles, então tive minha vingança :)

Lu gentilmente tirou as fotos por mim. Tava realmente dificil mirar o palco e acertar qualquer coisa que não fossem os holofotes. God save the telão, though. Deu pra ver o lindo modelito de mulher grávida do Liam.

"Qual é o problema entre o Oasis e São Paulo? Toda vez que viemos, chove". Também queria saber, Noel, sério :(

Aí a noite já começa nostálgica com Rock'n'Roll Star. Pulei 3 minutos e perdi o fôlego pro resto da noite. Maldita vida sedentária. Não. Eu ando 5km por dia, isso não é suficiente pra aguentar um show do Oasis?!

Aí vem Lyla ("antiga b-side", segundo algum jornalista ignorante que fez o review do show do Rio. Eu ri). Poxa, os caras da frente nem estavam cantando :(

Então vem The Shock of the Lightning, música do último álbum que eu sempre erro a letra (shame on me). Noel apresenta "the guy responsible for the rain", Jesus-- ops, Jay Darlington. Ah, o tecladista que parece Jesus :)

Depois o clássico dos clássicos só não tão clássico quanto Wonderwall, Cigarettes & Alcohol. Galera ficou louca. Assistir da pista rules, galera da área VIP só tava com medo de sair mal no telão (inclusive, lembrei agora da baranga da área VIP que apareceu no telão e o Lu muito sutilmente solta um "SAICU!". Eu ri de novo).

Então veio The Meaning of Soul, que é legal mas não precisava necessariamente estar na setlist. Aliás, essa música me fez lembrar da hora que alguém jogou algo na cara do Liam (coisa que eu só soube quando li as notícias no dia seguinte - nem ri. Ri sim, sem graça, mas ri), e ele disse algo como "... or you'll be wasting your time and wasting my time". Na hora, claro, a gente ali não entendeu. Legal mesmo foi o Noel ameaçar parar o show se continuassem jogando coisas e, como a gente não entendeu mesmo, geralzão gritando "UHUUUUUUUU \o/". Adoooro. Depois Liam dedicou a próxima música pra todos os "big guys", mas eu não lembro que música era, só lembro que não entendi, mesmo :P

Voltando, o palco ganha uma brisada iluminação verde e vermelha, pra começar a brisada To Be Where There's Life. Foi brisado.

E então finalmente a emoção maior do show, primeiro momento onde Noel assume os vocais. Acordes iniciais de Waiting For The Rapture, um "ownnn!" da Kérol e aquela voz apaixonante do Noel com o seu "I still don't know what I was waiting fooor...". Ownn, Kérol. Ownn mesmo! "Melhor música do show", solta o B1 na nossa frente. B2 olha e concorda, "Já posso morrer".


E pra emendar, lá vem The Masterplan. Galera louca. Foi emocionante, muito. "Não, essa foi a melhor música do show", retifica B1. "Agora sim, já posso morrer", junta o B2.

Então Liam volta com Songbird, o que me fez lembrar da conversa com a Kérol, na noite anterior. Sobre o video, sabem. Cabelo estranhão do Liam.

Aí veio o que eu achei a melhor música do show todo. Aqui vou perder a compostura e me empolgar mesmo. Slide Away. Nunca tinha dado muita importância a essa música, apesar de ser uma balada indiscutivelmente bonita. Só que ouvi-la em meio a 25 mil pessoas cantando em uníssono, todo mundo em volta de você emocionado e, putz, ver que todo mundo, não só você, prefere cantar os backings do Noel no final, ao invés do Liam repetindo "sliiiide awaaaay" até acabar... Meu, aquela galera toda cantando, gritando, chorando "don't know, I don't care, all I know is you can take me there" e daí só "take me there, take me there, take me there" cada vez mais empolgada, valeu pelo show todo!! Vai ser definitivamente a música que vai me fazer lembrar do show, sempre que a ouvir.

Então as coisas animam de novo com Morning Glory. Achei cool que até o som do helicóptero tava lá. "Os hómi, os hómi!". Não.

Depois, Ain't Got Nothin', que sempre vai me lembrar da época que ela vazou na internet e todo mundo falou mal. Ver a galera pirando com ela no show foi no mínimo controverso. Here's a song, sing along ♫, ele diz. E não é que funciona? Mas ainda acho que, do cd novo, eles podiam ter tocado Bag It Up ou The Turning. Enfim. "Igual no rádio!!!", grita o cara atrás de mim. Toca Ain't Got Nothin' no rádio? o.O

The Importance of Being Idle. Lembrei da minha mãe, ela adora essa música. E também é o meu vídeo favorito do Oasis.

I'm Outta Time sem "na nana nanaa..." no começo. Mas teve os isqueiros que a galera combinou no Orkut, e um princípio de incêndio, também. Foi rápido.

Então chega o momento esperado por pelo menos 50% dos presentes ali. Wonderwall. "ESSA EU CONHEÇO!!!", grita o mesmo fulano atrás da gente. Ironia?
"Pensei que essa música fosse do Jay-Z", diz o Lu. Precisava me lembrar? u.u

Depois o outro clássico, Supersonic. Música que vai eternamente me lembrar da formatura. Alguém muito empolgado lá atrás, "No one's gonna tell you what I'm on abooooooout!!!", assim mesmo, gradualmente. "O_o ... o_O", Kérol e eu nos olhando.

Aí o show acaba. Mentira. A banda volta pro palco. "Oooh, que surpresa!!", o mesmo cara. Oasis é tão previsível... Isso que dá manter a mesma setlist pra turnê inteira, acostumem-se a seus fãs serem sarcásticos :)

Don't Look Back in Anger. Acústica. Lembrei da mamãe de novo. "Essa música é tão linda... do que ela fala, Manu?". "Ahn... de nada :(". Nada contra versões acústicas, ainda mais do Noel, mas meu sonho era ver DLBIA ao vivo na versão original, com os solos poderosos e a galera fazendo reverência pro Noel (alguém lembrou do Familiar to Millions?). Mas foi lindo do mesmo jeito.

Falling Down, total psicodélica. Adoro. Perfeita ao vivo.

Então o momento exorcismo do Luiz, Champagne Supernova. "Champagne Superlu". Gay né? Culpa dele *aponta pro Luiz*. Foi linda, linda, linda. Mesmo com a gente avacalhando o refrão. "Why, why, why, why... trem!". Roça mode on.

E pra encerrar, o cover nunca antes tocado e acabei de ser irônica de novo I Am The Walrus. Essa música sempre me fez e sempre me fará pensar em sobre como o Liam tem a capacidade de errar a letra de Acquiesce e nunca errar esta, que nem ao menos é deles e tem uma das letras mais complexas que já ouvi. Cover perfeito. Piração típica do Noel ao final, como de praxe. E o sonho acaba :(

Fomos embora cantando ♪ Braziiiil, my brazilian Braziiil...



Considerações finais sobre tudo?

Oasis é perfeito ao vivo. Pelo menos foi nessa noite. Nada de errar letras ou acordes ou mudanças bruscas ou imprevistos, embora tivessem tentado. Me pego me perguntando o que faz uma pessoa pagar 400 reais pra ficar em frente ao palco só pra jogar algo na cara do vocalista e ameaçar acabar com tudo.

Os dois foram super comunicativos - entendam por "super" o fato de todos nós sabermos que eles não são de muitas palavras on stage. Conversaram, fizeram gracinhas e sorriram. A galera da pista tava representando muito bem a galera. Foi o show mais tranquilo da minha vida.

Baterista novo dá show à parte. Tomara que demorem a mandá-lo embora. Posto de baterista ali é instável, todos sabemos. Best of luck, Chris Sharrock o/

.

Enfim, post gigante. Ainda assim, sei que esqueci de dizer muita coisa agora. Entendam que foi um acontecimento muito importante pra mim, e passaria por tudo o que passei até esse dia de novo. Obrigada de coração a todos que contribuíram pra que esse sonho desse certo. ♥

p.s.: ainda tô esperando o Liam terminar aquela frase...

Postagens mais visitadas deste blog

Adeus, 2017. Adeus, HCtZ.

Eu não sei se tenho como definir o que foi 2017 pra mim. A primeira impressão é de que foi tudo horrível, mas aconteceu tanta coisa legal, também, que tenho que ficar me lembrando de não ignorá-las. Fiquei bastante doente (o fato de ninguém validar a doença não a anula - até a piora, na verdade) e me deixei abater por muito tempo, até cansar e querer me cuidar. A retrospectiva do ano passado fala sobre o que desencadeou a coisa toda. Não bastasse isso por si só já ter sido bastante difícil de lidar, afastei vários amigos próximos durante o processo. Reconheço que é chato aguentar gente deprimida; toda a reclamação, negatividade, isolamento... A gente acaba levando isso pra um lado pessoal. Entretanto, ver amigos queridos se afastando de mim foi muito doloroso e intensificou o problema. Eu já estava lidando com uma rejeição imbecil que destruiu a minha autoestima, e aí alguns acharam que era melhor desistir de mim. Uau. Eu sei que ninguém que parou de me seguir ou falar comigo va...

Manu explica sobre assexualidade, de novo, devagarinho pra todo mundo entender (COM SARCASMO!) (METÁFORAS!) (E CIÊNCIA!)

Eu entendo que seja confuso. Acreditem, é mais confuso ainda pra quem é e precisa entender como e por que é assim. No processo de autoeducação, a gente tenta educar também os outros porque ouve muita, muita besteira e essas besteiras acabam ofendendo e atrapalhando um processo complicado de autoaceitação. Então, pra evitar que as pessoas das demais orientações continuem mal-interpretando os milhões de assexuais do mundo, venho aqui novamente explicar qual é a nossa. 👉 RECAPITULANDO: Assexualidade é a orientação sexual em que o indivíduo não sente atração sexual por outros , de qualquer gênero.  É ausência de atração , não de libido.  Não é o mesmo que celibato , que é uma escolha de abstinência de atividade sexual. A demissexualidade (quando a atração sexual ocorre somente quando há forte vínculo emocional), muito comentada atualmente, é um espectro da assexualidade. Nem todo assexual tem repulsa e se priva de atividade sexual, embora muitos sim. As...

Desafio de Leitura 2017: Último relatório

Foi um ano em que, infelizmente, li poucas HQs. Não ter mais uma boa banca de revistas na cidade me tirou esse prazer. Obrigada, Rio Verde. 🖕 ▼▼▼▼▼ Ficção: Os Portões John Connolly - Bertrand Brasil - 2013 (2009) - 304p. Outro livro divertido de um autor que descobri recentemente e que já é um favorito pessoal. John Connolly era um prolífico escritor policial na Irlanda, até que surpreendeu a todos quando lançou O Livro das Coisas Perdidas , fantasia voltada ao público jovem. Depois disso, não voltou mais para o estilo que o consagrou: escreveu Noturnos , coletânea de contos de terror, e Os Portões , uma divertida história que mistura ciência, o sobrenatural e bastante humor negro. Samuel é um garoto um pouco mal compreendido e considerado esquisito pelos professores, adultos da vizinhança e até pela mãe, recentemente abandonada pelo marido. E, é claro, é justamente ele quem testemunha um evento inacreditável: seus entediados vizinhos abriram, em um culto satânico c...