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Mostrando postagens com o rótulo eu ouço gente morta

"Eu Ouço Gente Morta": Marvin Gaye

  Em determinadas ocasiões, só Motown dá um jeito no meu coração. É nesse clima que venho falar um pouco desse homem tão importante - pro Soul, e pra minha soul . ( ba dum tss ) . Americano, nascido Marvin Pentz Gay Jr, Marvin Gaye ajudou a consolidar uma das mais importantes gravadoras dos anos 1960, a Motown, que foi pioneira em mesclar música negra e branca. Filho de um ministro da Igreja Pentecostal e uma empregada doméstica, Marvin tinha outros cinco irmãos, e começou a cantar aos 4 anos, acompanhando seu pai na igreja. Porém, sua carreira profissional só foi encorajada por sua mãe; o pai era constantemente violento, e o pequeno Marvin apanhou muito do Marvin Pai até a adolescência - o que o levou a ser finalmente expulso de casa e abandonar a escola. Nos anos que se seguiram, Marvin conseguiu formar grupos vocais com amigos e gravar alguns singles em gravadoras menores, mas nenhum deles atingiu a meta e logo os grupos foram debandados. Certo Natal, por...

"Eu Ouço Gente Morta": Dusty Springfield

A lindíssima Dusty, dona da voz que lhe deu a fama de "a maior cantora branca de soul que já existiu". Dusty Springfield nasceu com um monte de nomes (Mary Isobel Catherine Bernadette O'Brien), e foi uma cantora britânica de sucesso entre as décadas de 1960 e 1980. Como era comum entre os artistas da época, Dusty veio de uma família de músicos e começou a cantar ainda muito jovem, passando por diversos grupos vocais até finalmente se lançar em uma carreira solo bem sucedida. Seus álbuns e maiores hits ainda ganham altas posições nas listas de melhores do gênero. Seus penteados extravagantes e a maquiagem pesada também lhe conferiram uma posição de ícone sessentista. Dusty é, até hoje, considerada uma das maiores cantoras do mundo, e algumas das suas músicas estão em trilhas sonoras de filmes atuais. (e ela também é membro do Rock and Roll Hall of Fame , tanto o americano quanto o britânico!) Contudo, como invariavelmente acaba acontecendo com grande ...

"Eu Ouço Gente Morta": Jeff Buckley

Cedo demais. É só no que consigo pensar sempre que lembro que Jeff Buckley morreu, tão tragicamente, aos 30 anos. Jeff era filho de Tim Buckley, que foi um cantor americano de folk bastante conhecido nos anos 60. O fardo de ser filho de Tim , apesar de não ter sido criado por ele (seus pais se separaram logo, de modo que Jeff cresceu com a convivência de seu padrasto), o incomodava um pouco - especialmente no começo, quando ele aspirava a carreira musical, mas não queria fazer fama pelo nome do pai que mal conhecia (até então, ele nem usava o nome da família). E esse começo na carreira não foi fácil: Jeff estudou Música e ficou pulando de estado em estado e de emprego em emprego e se apresentando em hotéis e bares cantando covers diversos; até finalmente cair nas mãos do destino primeiro empresário de seu já falecido pai, Herb Cohen, que o ajudou a gravar umas demos. Ironicamente, sua primeira performance em público foi em um concerto em tributo a Tim Buckley, no qual cantou v...

"Eu Ouço Gente Morta": Nina Simone

Se me fosse possível, daria todas as minhas aulas usando música. Aprendi inglês usando música e, por mim, enfiaria música em tudo o que faço no dia-a-dia (oh wait, eu faço isso). Mas, em se tratando das aulas, é complicado. Por incrível que pareça, eu tenho certa dificuldade em usá-las em sala de aula. Muitos alunos não têm costume de ouvir música e não gostam das aulas com elas (eu sei!), então não uso muito. Mas, quando uso, procuro aproveitá-las não apenas para entretenimento da turma, mas também pra ensinar alguma coisa junto (não apenas "completando com as palavras que faltam", o que eles particularmente odeiam, haha). Dia desses do semestre passado, uma turma estava aprendendo sobre o uso de "wish" nas sentenças, então levei uma música de Nina Simone. Antiga, desconhecida de todos ali, que nunca nem haviam ouvido falar sobre Nina. Usei a música não apenas pela letra, cheia de "I wish..." um monte de coisas, mas aproveitei pra contar um pouco so...

"Eu Ouço Gente Morta": Chet Baker

Eu sei, que nome horrível pra uma nova ~coluna~ do blog, mas foi bem sacado vai, diz aí. Eu ouço muita gente morta. O tempo todo. Alguns morreram depois de eu começar a ouvi-los. Outros morreram antes. E outros morreram até antes de eu nascer. Mas o importante é que eles tão vivão aqui no meu coração. Hoje apresento a quem não conhece Chet Baker (que eu conheci graças ao pessoal de muito bom gosto do Musicólatras, numa fase em que estava entrando aos poucos no mundo do Jazz). ; Chet fez sucesso nos anos 50 porque, além de tocar o trompete e o piano, também cantava (o que não era muito comum, ser instrumentista e cantar ao mesmo tempo). Sempre comentou-se muito da voz e do estilo de canto de Chet, com seu tom suave. Seu estilo de tocar também não era de firulas, mas simples e improvisado com eficiência. Em seu auge, tocou com os artistas mais renomados do gênero. E também fez sucesso com a mulherada por causa dessa cara linda que lhe rendeu o apelido de James Dean ...