Como todo ano, não priorizei muito os lançamentos. Ouvi bastante do que foi lançado em outros anos (inclusive várias coisas legais do ano passado, que só fui conhecer esse ano), então essa lista não vai ter muita coisa.
Perdemos uma boa quantidade de artistas queridos. Dentre os que eu mais admirava, se foram Chuck Berry, Chris Cornell, Chester Bennington, Tom Petty e Fats Domino. Algumas bandas resolveram dar um tempo ou terminar de vez, e algumas retomaram as atividades. Não cheguei a conhecer nenhuma nova, mas espero que venha muita coisa boa pela frente.
Estes são alguns dos lançamentos de 2017 que mais gostei de ouvir, sem ordem:

Enter Shikari
alternative rock, electronic rock
Embora alguns dos fãs mais antigos não estejam contentes com este álbum (porque está definitivamente longe do som que os tornou característicos, lá no começo), fiquei bastante satisfeita com ele porque, ao contrário de umas e outras bandas que resolveram se aventurar em outros estilos (*tosse*Linkin Park*tosse*), as letras continuam exatamente como eu esperava que fossem, vindas daquela cabeça maravilhosamente inteligente do Rou Reynolds - agora, com um corte de cabelo sensacional. Falta ódio, sim, porque o Rou é outro cara, agora. E, como fã e sincera admiradora, torço pra que ele siga por esse novo caminho pessoal. The Spark também tem a vantagem, pra mim, de ter sido o único lançamento de uma banda favorita que eu gostei. Esse é o meu vídeo favorito:

Safe in Sound
Lower Than Atlantis
hard rock
Conheci a banda este ano, por recomendação do Spotify com base no que eu gosto de ouvir, e não me decepcionei. Além de serem do estilo que eu realmente gosto de ouvir no dia a dia, a temática geral do álbum é bem pertinente pra mim (sabem, aquela bad usual sobre depressão, rejeição e problemas comuns da vida; é sempre bom ter companhia de quem entende). Safe In Sound foi bem recebido pela crítica britânica, apesar de algumas torcidas de nariz pelo som aparentemente mais pop do que seus trabalhos anteriores.

Mallory Knox
alternative rock
Outra recomendação do Spotify que também gostei bastante, tanto que logo ouvi tudo o que há deles por lá. O álbum foi bem recebido de todos os lados e aparentemente lida com composições bem pessoais de um dos membros da banda. Também não tenho muito o que falar sobre eles, então fiquem com este vídeo, que fala sobre depressão:

Red Pill Blues
Maroon 5
pop, R&B
Eu não tinha gostado muito quando o ouvi da primeira vez, mas acabei me acostumando quanto mais ouvia e agora mudei de opinião. Aprovando ou não a despedida da banda das origens no rock e essa transição definitiva para o pop dançante, o fato é que tudo aqui gruda pra caramba e isso funciona, né? Fiquei sabendo há uns dias que esse álbum gerou uma controvérsia danada a respeito de várias coisas (começando pelo título, que aparentemente remete a algo ofensivo, embora a banda tenha negado), mas deixei tudo isso passar porque preguiça de briga. Costumo não gostar completamente dos vídeos da banda por causa da hipersexualização usual, mas desse aqui eu gosto bastante:

While She Sleeps
metalcore
Um estilo que voltei a ouvir, do ano passado pra cá, e esse álbum foi o que mais gostei dentre os lançamentos do gênero este ano. Ainda não conheço o suficiente dessas bandas todas para falar sobre elas, mas You Are We foi super aclamado por toda a crítica e o público. Não sei qual é a do título do álbum (tô bem preguiçosa com as resenhas esse ano, hein?), mas gostei da capa. A música com o Oli Sykes, vocalista do Bring Me The Horizon, é uma das mais legais.

Ladies and Gentlemen: Barenaked Ladies & The Persuasions
Barenaked Ladies & The Persuasions
alternative rock, acoustic rock
O Barenaked Ladies emplacou alguns sucessos nos anos 1990, sucessos estes que regravaram neste álbum com o grupo a capella The Persuasions. Foi o primeiro lançamento do ano do qual realmente gostei, quando o ouvi, já achando que esse ano não traria nada de que eu fosse gostar muito. O BL mesmo chegou a lançar um álbum de inéditas, meses depois, mas gostei muito mais deste aqui. É uma coisa deliciosa de se ouvir!
- Álbuns de que gostei, de modo geral, mas não tive faixas favoritas:
Who Built the Moon?, Noel Gallagher's High Flying Birds (psychedelic rock). É com certa tristeza que deixo o tio Noel, uma das minhas pessoas favoritas do mundo, nessa segunda parte da lista. Queria ter amado o álbum novo, mas, embora tenha gostado, não amei. O psicodélico nunca foi um estilo de que gostei muito, e, embora o Noel já venha se afundando no estilo há anos, aqui ele mergulhou de vez. Não há dúvida de que é um bom álbum, mas não vou ouvi-lo tanto quanto gostaria.
Everyday is Christmas, Sia (pop). Amo, adoro, idolatro a Sia, vocês já sabem. Este álbum só está aqui fora dos favoritos porque é temático de Natal e, bom, por mais que goste, não vou ouvir tanto assim. Mas tá superlegal.
A Black Mile to the Surface, Manchester Orchestra (indie rock). Gosto muito do Manchester Orchestra, mas tudo o que eles fazem é um tanto melancólico demais. Não que eu não adore músicas melancólicas, mas não é sempre que estou no clima pra ouvir. Os vídeos são sempre maravilhosos.
Selective Hearing, Our Last Night (post-hardcore). Apesar de ser um EP, listei-o aqui porque a banda é uma descoberta recente da qual gosto bastante. Os conheci pelas ótimas versões que fazem de sucessos pop, mas as músicas próprias também são muito boas.
Como previsto na postagem do ano passado, ouvi do álbum solo do Liam Gallagher e não gostei (aquela previsível vibe indie que não tenho mais saco de ouvir). Outros artistas favoritos lançaram álbuns (Rancid, Hot Water Music, Anti-Flag, Stone Sour, etc...), mas não me chamaram muito a atenção. Vários outros favoritos lançaram coletâneas, então não há o que falar sobre esses álbuns. Conheci outros tantos artistas, mas ainda não tenho opinião formada sobre o que ouvi deles, apesar de ter gostado.
Não sei o que já tem anunciado pro ano que vem, mas já considero certo que vou acabar gostando muito de descobertas de anos passados que perdi. Vamos ver!