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Como Ser Feliz (Ou, no Mínimo, Menos Triste)



Comprei este livro ano passado, quando as coisas na cabecinha começaram a ficar feias o suficiente pra eu admitir que precisava de ajuda. Bom, eu provavelmente deveria experimentar ajuda profissional, mas, na impossibilidade, recorri a vários placebos. Eu já havia comentado sobre ele aqui em outra postagem, mas achei legal falar novamente, agora que finalmente o levei mais a sério.

O que me chamou atenção nele, logo de cara, foi a proposta de não pretender "curar" quem o lê com frases motivacionais e pensamento positivo. O autor, que não é psicólogo, mas só um cara que passou por um momento bastante ruim, é bastante honesto desde o começo sobre o que funciona pra ele e por que ele acha válido compartilhar o que aprendeu com outras pessoas que passam pelo mesmo.


Pontuado por trechos da literatura de psicologia e experiências do autor, o livro vem com vários exercícios para que o leitor analise os aspectos do dia a dia que o deixam deprimido e sugere o que fazer a respeito de cada situação. Grande parte das sugestões é baseada em mindfulness, o que não é dito aqui, mas que reconheci por ser uma técnica que venho usando diariamente para lidar com a ansiedade. Para os que não viram ou não lembram de me ver falar a respeito, mindfulness é a ação de estar consciente do que se faz naquele momento e completamente envolvido nisso. É um conceito simples, embora difícil de aplicar quando já estamos tão acostumados a ser multi-tarefas.

Você não tem um prazo para completar o livro. Como eu disse, o tenho há mais de um ano e ainda não o terminei (alguns exercícios exigem que eu passe um tempo com amigos/fora de casa, o que é bem difícil acontecer por razões que vão além de mim). Por isso, no decorrer das páginas existem exercícios repetidos, com intenção de comparar como você se sentia quando começou, enquanto o preenche, e quando o termina.

Um dos exercícios pede para que você pense em algo que te preocupa no momento e, em seguida, pense em dois cenários: qual é o pior que pode acontecer, e qual o melhor. Infelizmente, o que me preocupava quando o respondi aconteceu, e exatamente como eu descrevi no pior cenário. Não sei se choro pela desgraça ou se rio orgulhosamente do meu poder intuitivo.

Enfim, seguem algumas imagens do livro:



Este foi um dos exercícios que torci o nariz pra fazer, por mais bobo que pareça. Acabei escolhendo o One More Light, que o Linkin Park lançou este ano. Como já comentei algumas vezes, me decepcionei bastante com o que já foi a minha banda favorita de todos os tempos e deixei de ouvir seus lançamentos, mas achei que deveria dar uma chance pro álbum, até pelo que aconteceu com o Chester e pra checar se meu desgosto não era só um preconceito teimoso do tipo "não ouvi e não gostei". No fim das contas, fiquei feliz em ter feito isso, porque aí vi que meu desgosto era embasado: não gostei, mesmo. Por mais que eu esteja ouvindo outros artistas que seguem mais ou menos esse estilo que eles tenham adotado, não é algo que eu gostaria de ouvir vindo deles. Achei tudo preguiçoso, sem inspiração e sem graça. Nem as letras são boas como poderiam ser. Mas não estamos aqui para falar disso, então sigamos.




Este exercício consiste em escrever um e-mail para si mesmo, mas como se você estivesse no futuro (tipo aquele que postei por aqui, no meu aniversário). A letra não está muito legível porque teve algumas emoções envolvidas na escrita. Pensei em transcrever por aqui, mas talvez seja pessoal demais pra deixar escancarado. Se der pra ler, tudo bem; se não der, tudo bem.


Essa é a mensagem final do livro, que achei bastante pertinente. Conforme sempre esclarecido, a intenção do livro (ou de qualquer ajuda, nesse sentido), não é curar ninguém da depressão, mas dar as ferramentas para que quem o lê consiga lidar com os pensamentos negativos o melhor possível. No fim das contas, a ideia geral é que não devemos nos esforçar para ser felizes, mas não reprimir a tristeza quando ela vem. A tristeza é um sentimento tão válido quanto a felicidade, ou qualquer outro. O que não podemos fazer é nos apegarmos a qualquer um deles - todos vêm e vão, como deve ser.



Não dá pra mostrar tudo (até dá, mas...). Já indiquei o livro para alguns amigos, e quero deixar aqui a recomendação para quem quer que apareça e ache que precise dele. Vale a pena.

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