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30 anos de London Calling




Adoro ter oportunidade de falar sobre meus álbuns favoritos - ainda mais quando são clássicos fazendo aniversário \o/ [Alguém lembra do post do Abbey Road?]

Vamo' lá que Londres está afundando e eu moro na beira do rio ♪:

"London is drowning and I live by the river" {london calling}





London Calling, o álbum

• Foi o 3º da banda The Clash, e um marco tanto na história da banda quanto do Punk Rock. Lançado no Reino Unido em 14/12/1979, nele há de tudo um pouco: Punk, Ska, Rockabilly, Reggae, Soul, Pop, Jazz. As letras vão de desemprego a conflitos raciais,  sociais e responsabilidades da vida adulta.

• Recebeu críticas positivas em unanimidade, vendeu 2 milhões de cópias no mundo todo e ocupa a posição #8 no ranking dos 500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos, segundo a revista Rolling Stone.

• Apesar de bem aclamado pela crítica e pelos fãs, foi motivo de discussão entre alguns punks  mais 'conservadores'. O álbum foi lançado no formato de LP duplo pelo preço de um simples, o que consideraram "não ser uma atitude condizente a uma banda punk". Para rebater as críticas, o álbum seguinte da banda, Sandinista!, foi lançado no formato LP triplo pelo preço de um duplo. Quem não é punk agora? xD



London Calling, a capa

• A lendária foto do baixista Paul Simonon destruindo furiosamente seu baixo foi tirada pela fotógrafa Pennie Smith, durante um show do The Clash em Nova York, em 21/09/79. Segundo o que se diz, Simonon ficou impaciente porque a banda já estava tocando há quase 1 hora e o público parecia não reagir à música deles.

• A princípio a fotógrafa não queria utilizar a foto porque havia ficado borrada e fora de foco, mas Joe Strummer achou que ela ficaria legal como capa de um álbum. Hoje é considerada "a melhor fotografia de rock'n'roll de todos os tempos" pela revista Q, descrevendo-a como "o momento supremo do rock'n'roll - a total perda de controle".

• Curiosamente, podemos saber que o fato ocorreu exatamente às  10:50pm. Foi porque Simonon acabou destruindo seu relógio sem querer, nesse momento, e deu os pedaços pra fotógrafa guardar.


• O design foi um tributo ao primeiro álbum de Elvis Presley, como podem ver aqui.

Duas curiosidades a mais:
- Amanhã Paul Simonon completa 54 anos \o/
- Isso foi o que sobrou do seu baixo Fender; está em exposição no Rock and Roll Hall of Fame, em Cleveland:






London Calling, as músicas
(darei destaque à algumas mais relevantes; informaçãos sobre as demais podem ser encontradas na Wikipedia)


• A faixa de entrada e que dá nome ao álbum chama a atenção dos ingleses para a realidade,  "agora que aquela coisa de Beatlemania acabou", se referindo ao constante aumento do desemprego, aos conflitos raciais e ao abuso de drogas que preocupavam o país.


Rudie Can't Fail - com fortes influências de Ska e Reggae, essa música fala sobre um cara que adora se divertir, mas não tá nem aí pras responsabilidades que a vida exige. Curiosidade: ao contrário do que comumente se pensa, "Rudie" não é um nome, mas um termo jamaicano (às vezes grafado como Rudy, Rudi ou, como é usado hoje, apenas Rude) que equivale ao termo "punk" - ou seja, um termo dado às pessoas que eram consideradas "escória". Atualmente é usado para identificar as pessoas que ouvem e/ou tocam Ska :)


Train in Vain - cantada pelo guitarrista Mick Jones, essa faixa foi incluída no álbum de última hora; tanto que seu título nem aparece na contra-capa do LP. Tem uma letra que foge completamente do restante do álbum, falando sobre um amor não-correspondido. Também foi a primeira música do Clash que eu ouvi *.*

Mick Jones ainda anda tocando essa música por aí, sozinho. Achei há uns meses um vídeo legal dele tocando acústico em alguma livraria em Londres, acho que era um evento reservado - vocês podem conferir o vídeo aqui. O mais legal talvez seja ver como aquele ser tão cabeludo conseguiu ficar tão calvo... e com cara de velhinho safado! HUAHUAHUh








The Clash foi (na ordem):
Topper Headon - bateria
Mick Jones - guitarra solo/vocais
Paul Simonon - baixo/vocais
Joe Strummer - vocais/guitarra rítmica

.

Fontes consultadas para a postagem incluem a página do álbum na Wikipedia (entre outras), o site da revista NME e a revista Almanaque do Rock, da Editora Alto Astral. Texto escrito e desenvolvido por Emmanuella Conte ©, em 16/10/09.

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