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Paul Está Vivo.

Esse vai ser um post de mulherzinha. 

Apesar de ser sarcástica/grossa/estúpida e ter uma expressão indiferente no rosto a maior parte do tempo, eu tenho sentimentos e, não raramente, me emociono com coisas irrelevantes. Às vezes eu chego a chorar só de assistir ao DVD de algum show, por exemplo. Vídeos no YouTube, sejam de música ou de entrevista, também surtem o mesmo efeito. Bem babaca, mesmo.

Um desses shows em DVD que me deixam em estado de pamonha amanhecida é o Paul Is Live.

Esse DVD é uma compilação de apresentações do Paul McCartney em três cidades dos EUA, da turnê do álbum Paul Is Live, em 1993. Andei lendo opiniões pela internet e vi que muita gente critica bastante o DVD, mas não pelo show - afinal, show de Paul McCartney não é o que a gente possa dizer que seja "uma merda", "mal produzido" ou, mais absurdo, que "falta sentimento". A bronca dos fãs é justamente a edição de vídeo; eles alegam que "a produção do DVD fica devendo ao show": cenas muito rápidas, câmera mais focada no público do que na banda, abuso de p&b e efeitos "tremidos" que enchem o saco. Ainda assim, é algo que eu amo assistir, volta e meia.

Três momentos em particular me deixam mais emocionada (fora o fato de ver a Linda o show todo... é estranho como eu me apego a certas pessoas que nunca conheci; ela é tipo uma tia querida, pra mim):

1. Durante a música C'mon People, que tem uma letra linda, os telões em cima e nos lados do palco ficam exibindo fotos de pessoas aleatórias, conhecidas ou não. Assim que a música acaba, as imagens congelam e, nos telões laterais (os maiores) ao lado esquerdo está uma foto do Paul e, no lado direito, uma do John. É impossível não me emocionar, depois de uma música tão bonita .-.

2. O final de Hey Jude. Aaah, meu, eu não consigo. É muito triste, quando eu penso no significado dela, e aquele clima de fim de show, e aquele "nanana" interminável com uma empolgação digna de "vai ser a última coisa que você vai cantar na vida" (mesmo com a Linda desafinando o backing vocal, como sempre xD). Sei lá. É triste.

3. Assim que acaba o show. Paul se despede do público com um aceno animado e então a câmera dá um close nesse menino:


Eu não consigo segurar e choro junto com ele. Fico imaginando o que se passava na cabeça dele... Ele não conheceu os Beatles no auge da fama; ele provavelmente nem sabia direito quem era aquele homem da camisa esquisita que não decidia se tocava violão, guitarra ou piano. Mas ele estava claramente triste porque esse homem, o homem que estava cantando todas aquela coisas alegres e tristes, estava indo embora. Hoje em dia ele deve ter minha idade ou mais, e nem imagina o que essa cena dele no ombro do pai, acenando e chorando, faz comigo.


E pensar que este mesmo homem estará no Brasil em abril me deixa ainda mais triste. Eu tinha expectativas sobre-humanas de vê-lo mas, infelizmente, "o Governo de Brasília não tem verba para bancar o show". Brasília é a cidade mais próxima daqui, de todas as cidades da última turnê da carreira dele, com a vantagem de que o show ainda seria gratuito. Jamais conseguiria juntar dinheiro suficiente para um ingresso inteiro (que deve girar em torno de uns R$400), mais as passagens. E assim acaba novamente o sonho.

De qualquer forma,

queria colocar aqui o vídeo da C'mon People, mas não tem no YouTube. Achei apenas um; não é o da apresentação que está no DVD, mas é da mesma turnê, então é basicamente a mesma coisa - só que o inútil que postou no YouTube cortou beeem na hora que aparece o que eu falei ¬¬

Então vai Hey Jude mesmo, essa é a versão do DVD (e ainda tá legendado):


No canal do cara que postou este tem outros vídeos do DVD, caso queiram ver.


C'mon people, let the world begin
We've got a future and it's charging in
We'll make the best of all we have, and more:
We'll do what never has been done before

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