Pular para o conteúdo principal

"A camisa do Rancid te esquenta". Well, camisa do Rancid FAIL.

Sabem, eu estava preocupada com o meu blog, se a falta de assunto e toda a baboseira ia acabar afastando meus leitores, e se a minha preguiça e desânimo iam significar o fim desse meu refúgio sagrado; mas daí tive uma inspiração divina vinda do além (te amo, Joe ). Sabem, Joe Strummer fazia parte de uma banda de rock'n'roll chamada The 101'ers e foi chamado pra entrar pro The Clash. Ele disse o seguinte sobre ter aceitado o convite:
« Tocar rock num bar era tipo "Olá, seu bando de bêbados, nós vamos tocar essas três músicas e esperamos que vocês gostem". Aí uma vez vi os (Sex) Pistols numa terça à noite e a atitude deles era, tipo, "Essas são as nossas músicas, e nós estamos nos lixando se vocês gostam delas ou não. Na verdade, nós vamos tocá-las mesmo que vocês as odeiem". »

Então estou encarando meu blog da mesma maneira. Afinal, o blog é meu, a vida é minha e o pobreeema é meu também. Agradeço quem acompanha!

.

Ó céus. Gripe. Não não, com sorte é apenas uma gripezinha normal. Mas ainda não tomei a vacina da H1N1 e não sei se tomarei, todos que conheço que tomaram apresentaram reação. Enfim.

Minha gripe também foi presença marcante no Stone Rock Fest, na madrugada de sábado pra domingo. Treinei minhas habilidades em pegar uma hipotermia e quem sabe um princípio de pneumonia, mas não foi dessa vez; sobrevivi.

Ok, vamos contar coisas.

► O Stone Rock Fest foi pra comemorar o aniversário de um ano do único bar alternativo da cidade, o Stone Rock Bar, que, entre várias tretas e outras, sobreviveu e impera glorioso em sua esquina. A festa foi num pesque-pague daqui, numa madrugada fria. A programação incluiu DJ, 3 bandas locais e uma banda de reggae que veio de Goiânia. Começou (ou era pra começar) às 23h e terminou sabe Deus a que horas da manhã do dia seguinte - fui embora às 6h30, quando acabou a última banda. Pra resumir o esquema, foi assim:

o "chego daqui a 20 minutos" que virou uma hora e meia do lado de fora - DJ e trance tensa - banda 1 - banda 2 que tocou Violent Pornography toda errada, mas tudo bem - banda reggae - banda 3 - DJ e trance tensa again.

Onde está em vermelho simboliza a hora que eu cochilei duas vezes sentada num canto, perto da "fogueira do mendigo" (foi como a gente batizou o lugar onde tavam preparando os caldos). Não vi a banda e não vi o sol nascer. Maldita gripe.

Falando da atração principal da festa, os filhos de Jah que vieram da capital. A banda é bem boa, apesar de eu não gostar de reggae e não ter muita paciência pra apreciar enquanto estou congelando de frio. Não sei se toda banda reggae é assim, ou só algumas, ou só essa mesmo, mas achei engraçada a temática dos discursos de liberdade. Todos eles falam sobre destruir a Babilônia e seu sistema babilônico ou só eles, mesmo? [galera que quiser, ahn, 'sentir a maresia', à vontade]


► Estão vendo essa linda camiseta do Social Distortion? É minha, esta sou eu usando a minha linda camiseta do Social Distortion. E, sabem, isso me faz lembrar que depois de amanhã é o show do Social Distortion em São Paulo, o que também me lembra que eu não irei ver o Social Distortion usando a minha linda camiseta do Social Distortion cantando musiquinhas do Social Distortion. Mas não estou mais desejando a morte lenta de todos que irão OK, sem rancor. u.u

► Alguém aqui assistiu Percy Jackson e o Ladrão de Raios quando passou no cinema, há um tempão? Foi ótimo, né?! Pois é, eu adorei e ganhei os livros de presente de Páscoa (são 4 livros ao todo, por enquanto). Estou acabando o primeiro e é uma leitura deliciosa, mas já aviso a quem pretende ler o livro e assistir ao filme: são totalmente distintos um do outro. É incrível, acho que só o nome dos personagens permanece igual (aliás, os personagens que aparecem no filme, né). Mas não estou falando mal de nenhum dos dois, indico ambos pra quem curte paradas mitológicas, além de ser engraçado e moderninho.



► Puxa, o Supergrass acabou. Não conheço muito da banda, mas tenho um CD deles que adoro... Chato, isso. Parece que as bandas de britpop estão cometendo suicídio, desde o fim do Oasis. Fiquem aí com um clássico e relembrem a infância/adolescência/sei lá. Todo mundo já ouviu essa, mesmo que não lembre (eu ia postar ela no falecido Especial Old School):


Não sei mais sobre o que escrever agora, então wiederseh'n.

Ah, sim. O próximo post será lindo, modéstia à parte *.*

Postagens mais visitadas deste blog

Adeus, 2017. Adeus, HCtZ.

Eu não sei se tenho como definir o que foi 2017 pra mim. A primeira impressão é de que foi tudo horrível, mas aconteceu tanta coisa legal, também, que tenho que ficar me lembrando de não ignorá-las. Fiquei bastante doente (o fato de ninguém validar a doença não a anula - até a piora, na verdade) e me deixei abater por muito tempo, até cansar e querer me cuidar. A retrospectiva do ano passado fala sobre o que desencadeou a coisa toda. Não bastasse isso por si só já ter sido bastante difícil de lidar, afastei vários amigos próximos durante o processo. Reconheço que é chato aguentar gente deprimida; toda a reclamação, negatividade, isolamento... A gente acaba levando isso pra um lado pessoal. Entretanto, ver amigos queridos se afastando de mim foi muito doloroso e intensificou o problema. Eu já estava lidando com uma rejeição imbecil que destruiu a minha autoestima, e aí alguns acharam que era melhor desistir de mim. Uau. Eu sei que ninguém que parou de me seguir ou falar comigo va...

Manu explica sobre assexualidade, de novo, devagarinho pra todo mundo entender (COM SARCASMO!) (METÁFORAS!) (E CIÊNCIA!)

Eu entendo que seja confuso. Acreditem, é mais confuso ainda pra quem é e precisa entender como e por que é assim. No processo de autoeducação, a gente tenta educar também os outros porque ouve muita, muita besteira e essas besteiras acabam ofendendo e atrapalhando um processo complicado de autoaceitação. Então, pra evitar que as pessoas das demais orientações continuem mal-interpretando os milhões de assexuais do mundo, venho aqui novamente explicar qual é a nossa. 👉 RECAPITULANDO: Assexualidade é a orientação sexual em que o indivíduo não sente atração sexual por outros , de qualquer gênero.  É ausência de atração , não de libido.  Não é o mesmo que celibato , que é uma escolha de abstinência de atividade sexual. A demissexualidade (quando a atração sexual ocorre somente quando há forte vínculo emocional), muito comentada atualmente, é um espectro da assexualidade. Nem todo assexual tem repulsa e se priva de atividade sexual, embora muitos sim. As...

Desafio de Leitura 2017: Último relatório

Foi um ano em que, infelizmente, li poucas HQs. Não ter mais uma boa banca de revistas na cidade me tirou esse prazer. Obrigada, Rio Verde. 🖕 ▼▼▼▼▼ Ficção: Os Portões John Connolly - Bertrand Brasil - 2013 (2009) - 304p. Outro livro divertido de um autor que descobri recentemente e que já é um favorito pessoal. John Connolly era um prolífico escritor policial na Irlanda, até que surpreendeu a todos quando lançou O Livro das Coisas Perdidas , fantasia voltada ao público jovem. Depois disso, não voltou mais para o estilo que o consagrou: escreveu Noturnos , coletânea de contos de terror, e Os Portões , uma divertida história que mistura ciência, o sobrenatural e bastante humor negro. Samuel é um garoto um pouco mal compreendido e considerado esquisito pelos professores, adultos da vizinhança e até pela mãe, recentemente abandonada pelo marido. E, é claro, é justamente ele quem testemunha um evento inacreditável: seus entediados vizinhos abriram, em um culto satânico c...