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Cover: Hallelujah

Todo mundo já ouviu Hallelujah, certo? Essa música já foi regravada tantas vezes ao longo dos anos que muita gente nem imagina de quem seja a original. Bom, vamos lá conhecer a primeiríssima versão de Hallelujah e um de seus covers... Considerado por muitos o melhor de todos, e lógico, meu favorito.

Se você assistiu Shrek, então você lembra da música.

Vamos?





  • A primeiríssima Hallelujah é do canadense Leonard Cohen, e foi lançada em seu álbum Various Positions, de 1984. Na época, a música não fez muito sucesso e permaneceu relativamente desconhecida até 1991, quando o galês John Cale a regravou para um álbum de tributo a Cohen. A versão de Cale é a que toca no filme Shrek (embora a versão que apareça no álbum da trilha sonora seja a de Rufus Wainwright), e a original de Cohen é a que toca na trilha do filme Watchmen.
  • A letra original de Leonard Cohen contém cerca de 80 versos, dos quais ele variava a seleção sempre que a tocava ao vivo. Quando John Cale foi gravar sua própria versão, pediu a Cohen que o enviasse a letra completa (um fax de 15 páginas), então ele selecionou alguns versos e fez a sua versão, que serviu de base para todas as outras versões que vieram depois da dele.


  • A versão de Jeff Buckley foi lançada em 1994, no seu primeiro (e único, lançado em vida) álbum, o aclamado Grace. Em contraste com a original de Leonard Cohen, que conta com seu tom impassível na interpretação, Buckley deu à canção um tom de tristeza, alternando a interpretação entre murmúrios e apelos. Sua versão é aclamada pela crítica e por outros artistas como "o nível mais perfeito que a canção poderia alcançar", e foi a que mais apareceu em filmes e na televisão.
  • Infelizmente, nem mesmo a versão de Buckley alcançou sucesso imediato, e ele não viveu o suficiente para ver sua versão alcançar o topo das paradas em vários países do mundo.

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Um dos grandes atrativos da canção, o motivo pelo qual tanta gente quis gravá-la, é que a letra permite que se dê a interpretação vocal que o artista achar pertinente. Ou seja, cada uma de suas versões soa um tanto diferente da outra. Recentemente, perguntaram a Leonard Cohen o que ele acha de sua canção ter ganhado tantas versões, e ele disse que achava "irônico, já que quando eu a escrevi a gravadora nem quis lançar. É uma boa música, mas acho que já tem gente demais a cantando".

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