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Top 3: Cachorradas incríveis

Cães são naturalmente incríveis. Mas esses aqui conseguiram ser mais.


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Sargento Stubby

fonte: Wikipedia

Esse pit bull simpático foi encontrado abandonado no campus da Universidade de Yale em Connecticut, EUA, em 1917. Um grupo de soldados estava fazendo treinamento lá, e o cão se juntou a eles e logo ganhou o apreço do Cabo Robert Conroy. Quando o grupo precisou ir embora, Conroy levou o cachorro consigo, escondido. Lógico que logo descobriram o cão no navio, mas o deixaram ficar, porque... ora, porque ele era disciplinado e todos o adoravam por ser simpático e fofo.

Bom, resumindo, Stubby foi à guerra! E não qualquer guerra: passou 18 meses em uma trincheira na França, em plena Primeira Guerra Mundial. Participou de 17 batalhas e 4 ofensivas. A certa altura, foi ferido por uma granada, mas o exército o colocou na retaguarda até que ele se recuperasse, e logo ele voltou às trincheiras. Stubby era útil porque, além de levantar o moral dos soldados, farejava de longe os ataques com gás (latindo para que os soldados colocassem suas máscaras), localizava soldados feridos onde os outros não conseguiam explorar, avisava quanto à detonação de artilharia antes que os soldados pudessem ouvi-las, e até surpreendeu e capturou um espião alemão com muitas mordidas.

Por todos esses feitos, Stubby não tinha o título de "sargento" como um gracejo: ele foi REALMENTE condecorado. Recebeu 11 medalhas, e até ganhou uma roupinha para que pudesse exibir todas elas.

Quando a guerra acabou, Conroy levou Sargento Stubby para casa, onde virou celebridade e participou de muitos desfiles.


Smoky

Fonte: Wikipedia | copyright @ Yank Magazine

A yorkshire terrier Smoky não foi uma oficial do exército como o Sargento Stubby, mas participou da guerra (neste caso, a Segunda) mesmo assim.  Smoky foi encontrada por um soldado americano em uma floresta em Nova Guiné, já adulta. Inicialmente, os soldados acharam que ela pertencia aos japoneses, mas logo viram que ela não respondia a comandos em japonês, e nem em inglês. Não muito depois, Smoky foi vendida ao Cabo William Wynne (o outro soldado precisava de dinheiro para poder voltar a uma partida de poker...).

Pelos próximos dois anos, Smoky acompanhou Wynne em todas as batalhas pelo Pacífico, morava com ele em sua tenda, e ele dividia com ela sua comida. Como ela não era um cão oficial do exército, não tinha direito à ração especial dos outros cães, e nem auxílio veterinário. Mas ela nunca precisou, pois nunca se machucou ou ficou doente. E a falta de título não a impediu de ganhar 8 medalhas de combate: ela sobreviveu a 150 ataques aéreos, a um tufão, e a um salto de paraquedas com um equipamento desenvolvido especialmente para ela (a foto histórica pode ser vista aqui). Alguns soldados dizem que ela também salvou suas vidas, ao avisar sobre os disparos antes que eles pudessem ouvi-los. Enquanto isso, ela foi treinada e ajudou o exército com inúmeras tarefas.

Depois da guerra, Wynne e Smoky voltaram pra casa e a cadelinha virou sensação nacional, aparecendo em diversos programas de TV e exibindo os truques que sabia.


São Guinefort

Fonte: What Remains Now

Não é como no caso da antiga religião egípcia em que os deuses tinham cabeças ou outros membros de animais.

Era um santo cachorro, mesmo.

Guinefort foi o cão de um cavaleiro francês, no século 13. Diz a história que este cavaleiro precisou ir a uma batalha, e deixou seu filho, um bebê, aos cuidados do fiel Guinefort. Quando retornou, o bebê não estava em lugar algum, e o cão estava com a boca toda ensanguentada. O pai, desesperado, achou que o cachorro havia comido seu filho, e então o sacrificou. Mais tarde, ouviu o choro do bebê, e descobriu que ele estava escondido debaixo de seus lençóis, ao lado de uma serpente morta. Guinefort havia matado a serpente e protegido a criança.
 
Sentido por ter abatido seu fiel cão, o enterrou e fez uma espécie de altar para ele. Com o passar do tempo e o contar da história, surgiu uma crença local de que aconteciam milagres naquele túmulo, o que automaticamente "canonizou" Guinefort. Mães de todos os lugares levavam seus filhos doentes para que fossem curados. Mas, como infelizmente acontece com tudo o que vira fanatismo, algumas mães ficaram bem extremas e acabavam sacrificando seus filhos em oferenda ao "santo".

Esses rituais aconteceram todos os anos até serem finalmente encerrados em 1930, quando a Igreja Católica conseguiu definitivamente desoficializar o status de santo de Guinefort.

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