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Questionário: Livros Opostos

Vi o questionário no Momentum Saga e peguei emprestado porque sim. (as resenhas para os livros mencionados estão nos links incorporados) O primeiro livro da sua coleção / O último comprado O primeiro livro que ganhei na vida foi O Pato e o Sapo , em uma época que eu mal conseguia sentar, quem dirá manusear um livro. Destruí o coitado fortemente, mas, depois que aprendi a ler, o li bastante também. O último que comprei foi  I Think I Might Be Autistic para o Kindle. O peguei para estudar e, provavelmente, logo falarei sobre isso por aqui. Um livro que pagou barato / Um que pagou caro Respondi a essa em um questionário anterior, mas vamos lá de novo: Encontrei Nossa Senhora de Paris (O Corcunda de Notre-Dame) em um sebo custando R$1,00, porque estava sem as capas. Eu já tinha lido uma versão adaptada do livro e amado, então comprei esse porque era a versão integral, editada nos anos 1950. Eu mesma improvisei uma capa com o que tinha em casa e p...

Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo, Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,  Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado Para fora da possibilidade do soco; Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo....

Sobre quando eu me perdi em uma caverna

(tema retirado de uma lista de propostas ) Até hoje me lembro com certa ansiedade a respeito de um passeio de escola que fiz quando estava na antiga sexta série. Fizemos uma excursão bem grande ao Parque Estadual de Campinhos, próximo de Curitiba, onde visitaríamos algumas das muitas grutas e cavernas do Paraná (essa foto não é de lá; pego em domínio público porque, né). - Aula gratuita - grutas têm apenas uma entrada; cavernas , ao menos duas. Faríamos três paradas durante o passeio: a primeira foi a Gruta das Fadas. Me lembro de que precisávamos andar em fila indiana pela maior parte do trajeto, pois havia uma espécie de penhasco lá dentro. A caminhada foi bem tensa porque, além da constante ameaça da queda (o penhasco era provavelmente protegido por alguma espécie de corrimão, mas meu cérebro infantil não deve ter dado o devido valor a ele), tínhamos que passar por sobre rochas que bloqueavam o caminho e nos abaixar pra desviar das estalactites. Pra pior...

Cover: "Eleanor Rigby"

All the lonely people Where do they all come from? All the lonely people Where do they all belong? Essa é uma das minhas canções favoritas, conforme já postei   aqui , então vou falar mais sobre ela, hoje. Eleanor Rigby foi composta Paul McCartney (creditada a Lennon-McCartney) e lançada no álbum Revolver, em 1966. A canção fala sobre uma mulher solitária que acompanha casamentos na igreja local, cujo padre também era uma pessoa solitária.  McCartney estava com a música na cabeça há muito tempo, com a melodia e a história quase prontas, mas não conseguia pensar em um nome adequado para seus protagonistas. Uma olhada nas lápides do cemitério lhe trouxe "Eleanor" (há quem diga que a inspiração tenha vindo de Eleanor Bron, atriz que trabalhou com a banda em Help! , mas há controvérsias), uma fachada comercial lhe deu "Rigby", e o "padre McKenzie" veio da lista telefônica. Sem saber o que fazer com o final da história, um amigo sugeriu que ele...

Desafio de Leitura para 2016

Em vista de aproveitar melhor tudo o que já tenho para ler aqui em casa, variar minhas leituras e conseguir montar uma lista de metas mais organizada, procurei por um desafio que me obrigasse a isso. Achei este e pretendo segui-lo o melhor que puder durante o ano (deixando sempre alguns espaços para que eu possa ler também os inesperados que surgem - continuações, presentes, empréstimos). Traduzi o desafio e vou postá-lo aqui. É grande e eu sei que é mais do que a gente pode se comprometer a fazer, mas alguns livros podem se encaixar em várias dessas categorias. E, também, não precisa ser na ordem. Não precisa nem ser tudo, não tem problema. Se alguém mais topar fazer, vamos juntos! No fim do ano, a gente marca o que conseguiu fazer e comenta a respeito. Não vejo a hora de começar! tentei de todo jeito deixar no tamanho original, mas o Blogger deve ter limite de tamanho :(

A fond adieu, 2015

Na postagem de fim de ano do ano passado , comentei que estava decepcionada comigo por não ter permitido que o ano tivesse sido melhor. Como eu disse, deixei meus problemas de sempre tocarem o Terceiro Reich e meio que desperdicei vários meses me lamentando e me preocupando muito e resolvendo pouco. Bem, o lado bom dessas retrospectivas e reflexões é que elas me fazem acordar para o que eu preciso fazer de diferente, então esse ano eu não me deixei abater (tanto) de novo. Não foi um ano de grandes mudanças (em alguns aspectos, foi até um ano bastante estagnado), mas ter mais tempo pra mim me fez aprender muito e me convenceu a tentar coisas diferentes. ► Me tatuei mais um pouquinho (duas referências literárias que me são importantes) e finalmente experimentei ter alargadores nas orelhas (eu mesma coloquei e tô há 7 meses com os mesmos 2mm, haha!). ► Tive dengue pela terceira vez (!!!) e perdi um bom peso, então aproveitei a oportunidade pra perder mais os quilinh...

Sugestões de Leitura de 2015: Novembro - Dezembro

E essas foram as últimas leituras de 2015! Não consegui alcançar a meta de 60 livros, mas li quase 50 (muitos deles com mais de 500 páginas), então ainda assim considero um bom volume de leitura. Este ano, pelo que conferi na planilha que mantenho de leituras feitas, não fui muito eclética em gêneros (ao menos, não mais do que sou sempre) ou em autores. A maior parte foi de norte-americanos e britânicos, seguido por alguns brasileiros, portugueses, franceses e um israelense. Não li um livro sequer escrito por uma mulher (exceto por alguns de contos, em que alguns eram de mulheres, e um didático) e acho que deveria me envergonhar disso. Vou procurar variar mais isso, no ano que vem. Mantive o padrão das postagens bimestrais e acho que vou continuar assim em 2016, mesmo que não retorne tantas visitas quanto as postagens individuais fariam. Como este não é um blog de resenhas, não quero mudar o foco; prefiro continuar apresentando todos estes livros como sugestões pessoais de coisa...

Minhas páginas favoritas do Facebook

Os momentos de raiva que passo navegando pela infame rede social são compensados por algumas páginas que me trazem atualizações relevantes ou divertidas o suficiente pra me dissuadir da ideia de entrar em discussões desnecessárias. Por isso, vou compartilhar com vocês as minhas favoritas. Procurei fugir dos óbvios nessa lista, como as páginas de entretenimento, artistas ou que a maioria de vocês já curte ou vê os amigos compartilhando de lá com bastante frequência. Talvez infelizmente, quase todas as minhas páginas favoritas estão em inglês, porque é a língua em que estou habituada a pesquisar pelos assuntos de interesse. Ainda assim, caso alguém não seja muito familiarizado com a língua, vale a pena dar uma olhada no conteúdo e, quem sabe, jogar no tradutor do Google, se for o caso. ;) Sem ordem de preferência: The Dictionary of Obscure Sorrows Essa é a página de um canal no YouTube criado pelo escritor John Koenig. A proposta do escritor é inventar palavras par...

Meus álbuns favoritos de 2015

Este ano, como todos, marcou alguns eventos na música. Algumas bandas voltaram, outras entraram em férias por tempo indeterminado (volta logo, The Gaslight Anthem, nunca te pedi nada!), e outras acabaram de vez. Alguns músicos foram embora e deixaram saudade (entre meus favoritos, B.B. King e Cilla Black); e, quem sabe?, algumas revelações futuras devem ter nascido. Como nos últimos anos, não ouvi tudo o que foi lançado por todas as bandas e artistas de que gosto. Cheguei a ouvir alguns, mas não se tornaram favoritos. Outros já não ouço tanto, então seus lançamentos não me foram prioridade; e acabo usando o Spotify mais pra ouvir bandas e artistas diferentes, então acabei conhecendo outras coisas mais atigas que gostei mais. Dito isso, seguem onze álbuns lançados esse ano: 5 favoritos e 6 devidamente curtidos. Chasing Yesterday Noel Gallagher's High Flying Birds Não é bem surpresa que esse álbum esteja aqui. A verdade é que, quando o ouvi pela primeira vez, nã...

Questionário: Livros & blá blá blá

Outro que peguei emprestado do Momentum Saga . 10. Se você tivesse o poder, qual personagem de qual livro mudaria, ressuscitaria ou faria desaparecer? Não consigo pensar em algum que eu queira mudar. Acho que cada personagem é criado daquela maneira por um motivo, e quem sou eu pra dizer que o meu jeito é melhor do que o do autor, né? :B (ok, talvez eu mudasse a Sofia, de O Mundo de Sofia , um pouquinho. Ela é uma adolescente típica, mas acho que extrapolou desnecessariamente em alguns aspectos...) Ressuscitaria a Edwiges, a coruja de Harry Potter, porque não existe um único bom motivo pra ela ter morrido. Nenhum. Foi como se a Rowling tivesse se enchido e dissesse: "Vou aproveitar que tô empolgada e matar você também, só porque eu posso. Tchau" . Poxa! E eu faria a Ygritte, das Crônicas de Gelo e Fogo , desaparecer. Ela não durou muito, mas a personagem não teve nenhum propósito além de ser o interesse romântico de Jon Snow, que preferiu trair um jurame...