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Cover: "Blue Moon"

Conheci e amei essa música na época em que ainda assistia novela (!). Sua versão mais famosa foi tema de abertura de O Beijo do Vampiro , de 2002. De lá pra cá conheci outras tantas versões, mais antigas e mais novas, e gosto muito de várias delas. Mas desconfio de que a favorita ainda é a doo-wop (porque doo-wop é amor, registrem a informação). Destacarei algumas dentre as dezenas de versões. ♪ ♫ ♪ ♫ ♪ Blue Moon foi escrita por Richard Rodgers e Lorenz Hart em 1934, e originalmente lançada em 1935 por  Glen Gray & The Casa Loma Orchestra . Foi uma balada de sucesso, cuja letra (alterada da original, que não foi bem sucedida) soa como alguém que faz preces à lua para encontrar o verdadeiro amor. Blue Moon You saw me standing alone Without a dream in my heart Without a love of my own Blue Moon You knew just what I was there for You heard me saying a prayer for The one I really could care for And then there suddenly appeared before me...

Cucos são babacas.

Este singelo relógio não é um singelo relógio: é um pedacinho do inferno que a minha mãe insiste em manter funcionando. A cada hora é acionado um dispositivo que imita o canto de algum pássaro (provavelmente de cuco, embora eu não tenha certeza). Em seguida, vêm as badaladas correspondentes à hora (não nas horas exatas, vejam bem. O botão de ajustar as horas não funciona, então, por algum motivo, o dispositivo é acionado a cada hora +27 minutos). E ainda depois disso, como se toda essa barulheira já não fosse suficiente, começa a tocar 10s de alguma música clássica (varia de hora pra hora). Como essa peça interessante fica no escritório, dá pra ouvir da casa inteira, e não há filme que seja assistido sem interrupção. Enfim, um dia o destino agirá sobre ele, como agiu com o rádio-relógio que eu também desprezava. Tá avisada, mãe. ▼ Então, vim falar de cucos. Cucos não são passarinhos legais.  (Não é à toa que alguns lugares os chamam de "anus". Dá pra fa...

Coisas do dia-a-dia que todos nós estamos fazendo errado

via 9gag Depois de ter visto a imagem acima no Facebook, me lembrei desta matéria que estava guardada aqui na barra de favoritos há um tempão, e agora finalmente a compartilho com vocês. Descubram algumas coisas relativamente naturais que fazemos diariamente do jeito errado: ▼▼▼▼▼ Fazer cocô Acho seguro dizer que, na grande maioria dos lugares onde vamos fazer o número 2, o fazemos em um vaso sanitário. A questão é que o vaso sanitário é uma invenção relativamente recente (especialmente quando comparada à história da humanidade, que vem fazendo caca desde sempre) - do século 19, quando começamos a ter encanamento dentro de casa. Porém, estudos confirmam que o uso do vaso sanitário é o principal causador de hemorroidas e de prisão de ventre - doenças que vêm piorando desde que inventaram os vasos sanitários mais modernos, que são um pouco mais altos que os antigos. Mas, se não for assim, qual é o jeito certo? Tenho certeza de que vocês já adivinharam...

Relatório Bimestral de Leitura de 2014: Janeiro-Fevereiro

Farei diferente este ano: vou soltar esse relatório a cada dois meses. Acho que só terá vantagens, assim; não me mato de escrever, não fica um post longo demais e cansativo pra vocês lerem, e as recomendações estão sempre mais ou menos frescas. Já lhes apresento todos os livros que terminei de ler entre 1º de janeiro e 28 de fevereiro. Alguns são da supersafra do ano passado, que comprei e não tive tempo de ler então. Posto-os aqui não por ordem de leitura, mas (mais ou menos) por gênero. E, gente, não é a quantidade de livros que você lê por ano ou por mês que importa. Não é nem o que você lê. O importante é ler, o que quer que seja. Eu achar um livro bom não o faz ser um livro bom, assim como os que eu não gostar não quer dizer que eles sejam ruins. Uma das coisas que eu mais admiro em alguém é a capacidade de ter uma opinião própria, independentemente do que todo o resto do mundo achou. Sejam esse tipo de pessoa. Leiam o que quiserem, mas leiam com vontade e leiam com atenção. ...

Top 3: Cachorradas incríveis

Cães são naturalmente incríveis. Mas esses aqui conseguiram ser mais. ▼▼▼▼▼ Sargento Stubby fonte: Wikipedia Esse pit bull simpático foi encontrado abandonado no campus da Universidade de Yale em Connecticut, EUA, em 1917. Um grupo de soldados estava fazendo treinamento lá, e o cão se juntou a eles e logo ganhou o apreço do Cabo Robert Conroy. Quando o grupo precisou ir embora, Conroy levou o cachorro consigo, escondido. Lógico que logo descobriram o cão no navio, mas o deixaram ficar, porque... ora, porque ele era disciplinado e todos o adoravam por ser simpático e fofo. Bom, resumindo, Stubby foi à guerra! E não qualquer guerra: passou 18 meses em uma trincheira na França, em plena Primeira Guerra Mundial. Participou de 17 batalhas e 4 ofensivas. A certa altura, foi ferido por uma granada, mas o exército o colocou na retaguarda até que ele se recuperasse, e logo ele voltou às trincheiras. Stubby era útil porque, além de levantar o moral dos soldados, farejava de ...

Então você não gosta de ficção científica...

Jamais me esquecerei do dia em que estava conversando com uma aluna sobre o filme Gravidade. Ela disse que não o havia assistido, então expliquei sobre o que se tratava: astronautas que ficam à deriva no espaço. Ela então torce o nariz e diz: "Ah não, então nem vou assistir. Não gosto de filme sobre coisa que não existe".  Tento até hoje me convencer de que ela não acha realmente que astronautas não existem, mas entendi a crítica. Apesar de ser um gênero em constante crescimento - especialmente nos últimos anos, agora que a tecnologia permite abusar dos efeitos especiais -, tanto os filmes como a literatura de ficção científica ainda são recebidos com certo desdém por grande parte do público. Muitos acham difícil acompanhar os diálogos cheios de termos técnicos da Física abundantes nos episódios de Jornada nas Estrelas: A Nova Geração . Até mesmo em Doctor Who , em que as explicações dos fenômenos são completamente e propositadamente inventadas (não exigindo do púb...

O Desafio Musical de 10 Dias - num post só

Achei no Pinterest: 1. 2. não que vá acontecer. 3. sim, até hoje. 4. hue 5. 6. todos os dias, pelo menos 3 vezes antes de sair de casa. 7. não só a versão deles. Todas as do mundo. 8. mas não é segredo. 9. reclamava pra caramba, mas hoje até sinto falta das intermináveis tardes de domingo com os vinis de música italiana... 10.

Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos!

Acho que todos já conhecem essa frase. Ela é um exemplo do que chamamos de palíndromo : palavra ou sentença que é idêntica quando lida inversamente (não conheciam? Tentem ler o título de trás pra frente!). Eu adoro palíndromos. Tenho muito interesse em linguística, então tudo o que for curioso e que a envolva já me desperta a vontade de saber mais. Existem muitos outros exemplos na língua portuguesa, como: Roma me tem amor. O míssil é belíssimo. O teu drama é amar dueto. A grama é amarga. Morram após a sopa marrom. Lá tem metal. (confiram uma lista gigantesca aqui ) O artista americano "Weird Al" Yankovic, mundialmente conhecido pelas paródias cômicas de hits de sucesso que vem fazendo desde os anos 1970, tem uma canção interessante: Bob  ( Poodle Hat , 2003) é uma composição própria de Yankovic. Tanto o título quanto toda a letra da música são compostos somente por palíndromos. Apesar da canção não ser paródia de uma música de sucesso, o e...

Agora, se queremos falar de filhos de lares desestruturados, falemos do Minotauro

A cho importante lembrar a todos que os monstros das mitologias, em sua maioria, são na verdade as grandes vítimas. Falei anteriormente sobre a Medusa , e agora venho falar sobre o Minotauro. P ra variar, Creta não estava sob os domínios de um rei muito legal. O rei da vez era Minos, um semideus filho de Zeus e da humana Europa, que foi criado pelo rei Astério. Minos não era o herdeiro do trono, mas enganou os irmãos a fim de conseguir o que queria: dizia ele que era favorecido pelos deuses, e que tudo o que ele pedia em suas preces era concedido.  P ara provar, um dia, enquanto fazia sacrifícios a Poseidon, pediu ao deus que o enviasse um belo touro das profundezas do mar, que seria sacrificado em sua homenagem logo em seguida. E Poseidon realmente lhe deu um magnífico touro, mas Minos foi espertão e logo enviou o touro aos seus estábulos particulares, sacrificando ao deus um touro qualquer. Não sei o que tinha na cabeça desse povo achando que podia enganar os deuse...